Não sou grande conhecedora ou fã de tecnologia. No mundo do iPhone, eu tenho um Samsungzinho que serve pra falar e só. Ah, e pra ver as horas.
Computador, até que eu me viro, fuço em tudo que eu preciso, inclusive trabalho muito bem com edição de imagens, que eu usava no meu último emprego como fotógrafa. Mas pára por aí. Uma vez o Mobilon quis me ensinar PHP. Eu chorava.
Tem até uns nomes que eu acho legais, tipo Dual Core. Eu acho lindo! Mas não sei o que é.
Meu negócio é lápis e papel, carta, livro empoeirado. Daqueles enormes, sem figuras e com a letra pequena. Não dá pra entender como um dia eu fui virar uma orkuteira.
Meu contato com o mundo da internet começou tarde. Foi lá pelas bandas de 2001, quando eu ganhei um jamantador.
Usado, claro. Mais amarelo que dente de fumante, e o monitor ia embora pra assistência toda semana. Fiquei até amiga do técnico, um gordinho simpático. Não lembro mais o nome do cara. Falando em monitor, sempre tive problemas com eles, teve uma época que a tela ficava em tons de rosa, e dando umas porradas voltava ao normal. Descobri na raiva.
Um outro companheiro (eu tive vários, eles não colaboravam mesmo) desligava sozinho. Esse, no começo, voltava com porrada, depois nem assim. Eu brigava mais com ele do que com a minha irmã, xingava mesmo, era deprimente. Um dia, estava com um copo de água em mãos. Pois é.
Quanto ao micro, em si, era um Pentium 233, com 3Gb de HD! E eu rodava um Photoshop 6 no coitado. E ICQ, que era basicamente o que eu fazia na internet naquela época. Em 2003 eu descobri o Fotolog, UAU! Primeiro fiz um pra banda que eu tinha na época, depois o meu próprio. Mas o fotolog ainda era inocente. O problema foi quando ELE surgiu. A obra do tinhoso. O Orkut.
E por um momento, fuçar a vida alheia pareceu uma diversão. Mas quem com Orkut fuça, com Orkut será fuçado, e quando isso se tornou um problema e eu percebi que respondia scraps mais rápido do que a mensagens em ims, decidi que era hora de parar. Orkut, Fotolog, Msn (que eu já não gostava mesmo – saudoso ICQ!), foi tudo de uma vez.
A crise de abstinência já começou, mas sairei ilesa desta batalha. Tudo em prol de minha própria saúde mental. E vocês, caros leitores, irão me ajudar. Sim, vocês. Não me abandonem, comentem, dêem idéias de textos, me mantenham ocupada. E aguentem textos estúpidos e gigantes como este. Sejam meu Valium.
Um dia de cada vez.
Obrigada.




