31
Jul
  BlogCamp 2007 – Tá afim de ir? Então corre!

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Pra falar a verdade, não faço a mínima de como é que rola esse negócio de desconferência, mas o certo é que será uma bela oportunidade de conhecer e trocar idéias com os blogueiros do meu Brasil (menos), esses que fazem parte do meu dia a dia nesse mundão virtual de Deus.

Vai rolar nos dias 25 e 26 de Agosto, e eu, infelizmente, só posso pintar por lá no Sábado, pois no Domingo tem Enem (pensei em fazer aquela piada imbecil, mas decidi poupá-los). E é neste momento que vocês se dão conta que estão lendo os textos de uma pirralha que ainda estuda, acertei?

De qualquer forma, quem quiser aparecer por lá pra bater um papo comigo e com vários blogueiros gente boníssima, some daqui agora e vai fazer a inscrição, pois as vagas são limitadas e já estão acabando!







30
Jul
  O que eu desenharia para ganhar vida?

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Eu poderia deixar um comentário, mas essa pergunta lançada pelo Rev. Ibrahim merece mais do que uma rápida resposta. Merece uma ida mais a fundo (hm).

Se você pudesse desenhar algo que se tornaria real, o que seria? Será que é tão fácil responder? Depois de pensar por uns vinte minutos e fuçar em alguns desenhos de quando eu era mais nova, cheguei a uma conclusão: o ser humano é incapaz de escolher ou manter uma escolha quando se trata de desejos. Mesmo que você decidisse hoje, amanhã se culparia ao lembrar de algo melhor/mais importante.

Quando pequena, provavelmente eu desenharia algo relacionado a brinquedos gigantes. Se um brinquedo é legal, gigante então deve ser super! Assim que os mesmos aparecessem na minha frente, eu ia abrir o berreiro. Meu primo tinha um Macaco Murfy e eu adorava. Agora imagina essa porra em tamanho real e fazendo aquele barulho. Virge.

Quando eu fiquei “mocinha” eu era apaixonada por um dos integrantes do grupo Backstreet Boys (passado negro existe e eu que você também tem). Certeza que naquela época eu desenharia o amor da minha vida pra viver feliz pra sempre comigo. Me fala o que eu ia fazer com um mala cantando “Quit Playing Games With My Heart” o dia inteiro até hoje? Nah.

Quando podemos realizar um desejo, costumamos pensar nas coisas mais impossíveis de se ter, pelo menos naquele momento. Uma vez a professora de artes passou uma lição chamada “Sonho Meu” que era, basicamente, desenhar um sonho meu (é memo?). Na época eu estava aprendendo a tocar violão e pensava muito em ter uma bandinha, só que guitarras estavam fora de cogitação pra uma adolescente desempregada. Adivinha o que eu desenhei? Um mundo onde todo mundo tocava e guitarras nasciam em árveres árvoros árvores e notas musicais flutuavam sobre as nossas cabeças. Se guitarras nascessem em árvores, o que caralhos eu ia comer!? Se guitarras nascessem em árvores, Newton teria morrido com uma guitarrada. Mas naquela época a idéia me parecia boa. Nem sempre a gente realmente quer o que pensa que quer. Quando desejamos algo, desejamos apenas a parte boa, anulando qualquer possibilidade de algo dar errado.

Enfim, isso foi pra explicar o porque meu desejo seria algo como carro/casa, e porque eu não trocaria o Mobilon pelo Johnny Depp (apesar que.. brinks! uahau)

E eu deixo uma pergunta: O que o próprio Reverendo desenharia para ganhar vida?







27
Jul
  Por que o seu cachorro é mais feliz que você

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O ser humano é um ser pensante. Pensante até demais. Por isso acontece de eu me pegar questionando o sentido da vida enquanto lavo a louça. Nesse momento, sempre concluo que mais feliz é o meu poodle. A complicação começa no começo: enquanto eu preciso de fraldas, mamadeiras, chupeta, carrinho, berço com gradinha e alguém a postos o tempo todo, ele nasce e uma semana depois já anda e come sozinho, sem frescura. Ele aprende sozinho o que diabos ele precisar pra sobreviver, enquanto eu, seis anos depois estou apenas iniciando o processo de aprendizagem que vai levar um terço da minha vida para ser concluído e determinar diretamente o meu futuro.

Enquanto eu tenho que aprender alemão, ele vai se entender com qualquer cachorro apenas com uma mútua cheirada de bunda.

Enquanto eu me apaixono e desapaixono, sofro, choro, acho que minha vida acabou, tudo a que ele tem que se prestar é sexo casual, pelo instinto e reprodução. Sem lenga-lenga sentimental. Sem fotos rasgadas, sem conversas de quarenta minutos no telefone, sem traição. Eu duvido que ele fosse se importar caso sua última companheira tivesse um affaircom o seu truta Rex. Noup.

Enquanto eu tenho um guarda-roupa cheio de frescura, ele tem uma roupa pro frio. E isso porque ele é um poodle fresco, a minha finada rotweiller nem disso precisava.

Eu, pra ficar feliz, preciso de um conjunto inesgotável de coisas que mudam e aumentam a cada ano que se passa em minha vida. Pra ele balançar o rabinho euforicamente de alegria, basta que eu saia pra colocar o lixo na calçada e volte. Ele faz a festa de boas vindas como se há anos não me visse.

Ele nunca vai precisar viajar de avião a negócios. Conseqüentemente nunca vai sofrer um acidente. Nunca vai jogar videogame num dia de chuva e ser atingido por um raio. Nunca vai precisar ganhar dinheiro pra pagar a faculdade que vai prepará-lo para ganhar mais dinheiro pra comprar uma banheira de hidromassagem. Ele nem gosta de tomar banho. Ele não precisa de um computador, nem de um Playstation, não tá nem aí se o Harry Potter tá no vigésimo sétimo filme, ou quem vai sair pelada na próxima Playboy. Ele nem sabe o que é um blog e o que são palavras-chave.

Ele não precisa limpar a casa e ter talheres bonitos pra receber convidados pra jantar. Ele só precisa tomar um solzinho de manhã e dormir o resto do dia. E precisa da gente. Pra ir colocar o lixo na rua e deixar ele feliz com a volta.

A minha vida é mais interessante do que a dele? Depende do ponto de vista. De qualquer forma, eu vou bater as botas assim como ele. Só que ele nunca vai se perguntar – Afinal, pra quê?. Isso é bom ou ruim? Depende do ponto de vista.







21
Jul
  O dia em que o Mel Gibson quase me matou

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Era uma noite de sábado sexta como tantas outras. Com o frio congelando até o fígado, só podia ser pizza e filme debaixo do cobertor, mesmo. “Hum, olha esse aqui, é aquele filme novo do Mel Gibson, dizem que é bom, vai esse mesmo.”

Chegando em casa, o primeiro comentário foi da mãe do Mobilon: “Mas a Mirian vai ver esse filme? É bem sanguináreo.” Ué, mas a Mirian é macho, tchê. Afinal, ela assiste Jogos Mortais dando risada. Que tem demais, um sanguinho à toa.

Eis que, após meia hora de filme, entre cabeças cortadas e corações arrancados, sinto um forte gosto de sangue e me sento. Tontura, pernas fracas, tento levantar e quase desmaio. “Tô passando mal, me leva pro hospital!”. Param o filme. A sogra sai correndo, busca água, depois sal, depois Coca-Cola. “Calma é só a sua pressão que caiu!”. E aquele gosto de sangue, que pressão que nada! Teorizo o mais óbvio: “É uma hemorragia interna, algum órgão explodiu, eu vou morrer”, penso, enquanto digo: “Me leva pro hospital!” incessantemente, como uma gralha maldita. Quando a sogra resolve empurrar a minha cabeça pra baixo e me manda forçar pra cima eu imagino o sangue jorrando de algum lugar da minha cabeça. Mas não acontece nada. Sem sangue. A tontura melhora, mais ainda tremo mais que vara verde. Eu nunca vi uma vara verde tremer, mas a minha avó e minha mãe sempre disseram isso.

No fim das contas virei motivo de piada. Eu ali (ainda) achando que ia morrer, e estavam rindo da minha desgraça. Chorei pra mostrar que eu não estava brincando.

Assisti ao resto do filme sem olhar as cenas de sangue. Ou seja, só ouvi o resto do filme. Continuei mole pelo resto da noite e fui dormir choramingando de medo (do treco, não do filme). O estranho é que eu estava tranquila, segundo a sogra, foi meu inconsciente que não aguentou. Por causa dele vou ter que aposentar os apelidos Mirão e Mirian Bravo. Foi-se a minha honra.

Inconsciente babaca.







20
Jul
  Ilusão de Ótica

Eu gosto dessas coisinhas de ilusão de ótica. É interessante descobrir o quanto a sua mente pode ser facilmente enganada. Especialmente pra aplicar em outras pessoas. Brincadeira, gente (não).

Mas essa é uma das mais legais que eu já vi:

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Observe a imagem por alguns segundos, em seguida, desvie um pouco o seu olhar para a parte de baixo, como os pés da figura, ou mesmo para o texto um pouco abaixo, mas continue prestando atenção aos movimentos, você perceberá que ela irá rodar para o lado oposto ao que você estava vendo.

Não adianta ficar observando por duas horas achando que é um truque e que é o gif que muda, pois sim, eu tentei. Não é. É o seu cérebro estúpido mesmo. Sem ofensa, o meu também é. Divirtam-se.