
Minha irmã está cursando o segundo ano do ensino médio. Nesse ano, há uma disciplina chamada projeto, onde ela deve (obviamente) elaborar um projetinho sobre alguma coisa, com base teórica, pesquisa de campo, portifólio, e redigir tudo bonitinho, como um TCC. Pra mostrar um pouco mais de massa cinzenta e sair das provinhas e relatóriozinhos usuais. Os alunos mais aplicados podem até ir parar na Febrace, às vezes, mas não deixa de ser um projeto inofensivo de alunos do segundo ano.
O grupo dela resolveu abordar a história do guri cujo estômago supostamente explodiu depois de receber a mistura de Coca-Cola com Mentos. Aquela velha lenda urbana que a gente já conhece. O título do projeto: “Coca-Cola e Mentos: uma mistura explosiva?”
A gurizada toda feliz e contente, preparando as experiências todas, os textos todos, quando vem o coordenador e diz pra eles mandarem um email para as duas empresas envolvidas, perguntando sobre o uso do nome. Ah, vá! Imagina se vai dar rolo uma besteira dessas.
Sexta à noite, o telefone toca. Minha irmã atende, e do outro lado, uma mulher chamada Samanta diz “seven days…” que a Coca-Cola não autoriza o uso do nome em qualquer projeto que não seja patrocinado pela empresa. Porra, Coca!
Mas tudo bem, brasileiros que são, o projeto vai em frente, agora rebatizado de: “Refrigerante de Cola e Mentos: uma mistura explosiva?, e no aguardo da resposta do pessoal mentolado. Tomara que os caras facilitem, porque se tiverem que mandar um “Refigerante de Cola e Goma Arábica“, aí fode melhor mudar o projeto.





