20
Nov
  Blogcamp BH – Quer história? Então toma!

A Saga 

Quem é leitor do Substantivolátil há algum tempo, já conhece a minha história de amor mais famosa… com o Murphy. E quem sabe disso, sabe também que ele é tão simpático e cuidadoso, que aparece em TODOS os feriados prolongados com várias surpresinhas agradáveis. Então, para que o relato sobre o Blogcamp MG fique devidamente contextualizado, vamos lembrar que esse foi (e ainda está sendo) um mega feriado prolongado. Ok, game on.

Sexta, lá pelas seis e meia da tarde, depois de muita corrente de oração, ebó do forte e apelo por escrito com assinatura reconhecida em cartório de qualquer fanfarrão importante, fui finalmente convencida a comparecer ao Blogcamp em Belo Horizonte.

Passagens pra BH devidamente adquiridas on line, bastava juntar os cacarecos e mandar bala pra Sampa, de onde saía o ônibus-executivo-com-leito-pelamordedeus pra MG. Afinal, oito horas de viagem em ônibus convencional nem saco-roxo aguenta. Eu desafio.

E pra quem não sabe, eu e meu companheiro de aventuras temos a estúpida mania de fazer as coisas do modo mais hippie possível, sempre otimistas, certos de que no fim, tudo acaba bem. E geralmente acaba mesmo, mas dessa vez havia o fator feriado prolongado na equação. E foi aí que a coisa começou a ficar bonita: chegando na rodoviária, havia apenas UM lugar no ônibus pra São Paulo.

Olha, eu nunca fui muito boa em física, mas se tem uma coisa que eu me lembro é que dois corpos não ocupam o mesmo espaço. E o cara do guichê sabia bem disso. Nos dois minutos seguintes de indecisão, enquanto olhávamos um pro outro com cara de banana, o cara que estava atrás da gente na fila passou e comprou o bilhete premiado. Agora não tinha mais lugar nenhum. E o ônibus pra BH lá de Sampa acenando pra gente. E o Murphy no assento do motorista, com aquele sorriso besta.

Depois de descartar algumas possibilidades, resolvemos apelar e contratar o serviço cujo custo não passa de alguns minutos perdidos e um magnífico poder de persuasão: a carona familiar. Mais ou menos assim:

-Mããããe! Pelamordedeusnãotinhamaislugarnobusãoeláemsãopaulosaidezequinze! AgentenãotemcomoirpelamordedeusajudaagentevamoperdeOITENTACONTO!

Depois de xingar um pouco eles acabam concordando, como aconteceu. Afinal, prole é prole.

Vamos passar rapidamente pela parte do nosso velho amigo (desconjuro e vá de retro) ônibus, dessa vez com leito mas sem travesseiro e/ou cobertorzinho, o ar condicionado no talo com força total e eu de jaquetinha jeans. Oito horas acordada e tremendo dentro de um ônibus é pra quem tem Murphy no coração, maluco.

Chegando em BH, ÓBVIO que a gente não tinha hotel reservado, pra honrar o hippie-blogger lifestáioul. Mas tínhamos o endereço de onde FugitaHelder, Lu Monte e Bruno Dulcetti estariam hospedados. Só que o Mobilon esqueceu de levar. É. E depois de perambular pela Antônio Afonso Pena por uns 40 minutos, acabamos acordando o Fugita e o Arcanjo (às 7 da matina) pra descobrir que o hotel era do lado da rodoviária. Eu digo que as pessoas deveriam me atirar coisas na cabeça, mas ninguém leva a sério.

O Encontro

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Sem dúvida, um dos melhores que eu já tive a oportunidade de participar! Tudo muito light, sem grandes conflitos, um clima muito aconchegante, onde ficava fácil se posicionar sem a mínima pressão. Tirando é claro, o momento em que todos descobrimos que somos mambembes e acabaremos na latrina, segundo o cc da www. Com nofollow, lóóóóchico.

Descobrimos também que o Arcanjo não tem a MÍNIMA NOÇÃO. Ele pensou que fosse alimentar a torcida do Flamengo, e apesar de muito boa, acabou sobrando comida pra doar! Literalmente. Já a cerveja…

E por falar em cerveja, os belo horizontinos tem um lema muito porreta, principalmente pra quem bebe feito porco e o bolso não acompanha: “Sentou, sorriu, a conta dividiu”.  Pois sorriremos à valer em Curitiba!

Bom, coleguinhas, por hoje é só, mas já adianto que a minha volta pra casa de avião merecerá um post a parte. Be prepared.