Há um ano atrás, eu estava curtindo o começo de umas férias que durariam praticamente o ano todo. Mandei um pé na bunda do meu antigo trabalho e fui viver de amor blog. Já em Janeiro, escrevi sobre os meus objetivos para 2007. Agora vamos analisar a evolução da coisa:
Eu disse que ia estudar. Realmente, mandei bala no começo. Porque depois o curso ficou uma merda e eu decidi trancar pra fazer alemão no ano que vem.
Sim, eu me contive com a gastança, e até fechei a conta no banco, me livrando dos talões de cheque e cartão de crédito. Mas em Novembro eu gastei um salário INTEIRO em roupas porque achei que merecia. Depois eu até chorei, porque me liguei que não merecia tanto assim. Ameba azeda.
Assumir esse blog de vez foi praticamente o que eu fiz de melhor e melhor em 2007. Botei pra fora tudo que ficava entalado, desenvolvi um estilo de texto, fiz amigos, viajei demais (literal e figurativamente falando), virei coelhinha e até ajudei o ajudante do Noel. Não, eu não vou colocar o link do funk. Turn yourself, já diria alguém que eu não lembro quem é.
Além disso, é também graças ao blog que me mudo pra Sumpaulo, agora em Janeiro. Virar Riot grrl, preenchendo o objetivo ‘Vip Job‘ e atormentar diariamente colegas blogueiros como a Bruna, o Luiz e o meu querido Ian Black. Aliás, aproveito para parabenizar o próprio, que ontem mesmo trocou alianças natalinas com a também coelhinha e falsa-índia-paraense, minha queridona, Marina Santa Helena.
Então eu estava aqui, terminando de arranjar as coisas, pois amanhã me enfio novamente numa viagem onibulística de 7 horas, rumo a um reveillon de blogueiro no Rio de Janeiro, quando me dei conta de quão estranho foi o meu natal.
O detalhe inicial: meu primeiro natal solteira em 7 ANOS. Sim, eu tenho 21 e namorei desde o começo da vida.
Daí que essa foi uma peça chave na esquisitisse do meu natal. As pessoas me tratavam como o bom filho que à casa retorna, me abraçando e esmagando como se eu estivesse precisando de uma dose extra de afeto.
Puta merda.
De um período de três horas, eu gastei uma tentando fazer o micro do meu tio funcionar pra ver o streaming do casamento dos Black’s (não funfou), enquanto rolava um 80’s Tribute no DVD. Quando eu percebi, meus amigos, eu estava cantando Conga la Conga com a Gretchen. Larguei a taça de vinho na hora, e fui socializar.
Socializei demais. Comi, contei as novidades e até participei do amigo-da-onça familiar. Aí ganhei uma merda duma jarra de suco. Gente velha adora dar jarras de suco. E tapeware.
Peguei a taça de vinho e voltei pro pc.
Quando tudo acabou, eu me dei conta que não queria sair. Estava cansada e decidi guardar forças pro Reveillon, voltando pra casa com um sentimento de dever cumprido, depois de mostrar pra família que eu ainda existia, enquanto a minha mãe se encarregava de mostrar o resto, com aquele calendário pra cima e pra baixo. Céus.
Mas fiquei puta mesmo foi com o Papai Noel. Não apareceu ontem, e tá pensando que eu me esqueci. Então vou deixar a explanação praquele barbudo sem-vergonha:
Aqui, Noel: ou tu mostra o saco, ou eu mando pegar a doze, tá ligado.
Fica esperto.
(Feliz Natal, cambada! A gente se vemos no ano que vem!)







