15
Dec
  O primeiro aniversário

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Tá achando engraçado? Vem aqui rir comigo então.

Pra mim, pouca coisa nesse mundo faz sentido. Primeiro aniversário é uma delas.

Primeiro aniversário de criança, por exemplo. Eu não me lembro muito bem do meu, afinal, eu estava completando um ano de vida (duh). Aliás, primeiro equívoco. Um ano e nove meses, que não podem nem ser calculados exatamente. Um ano fazia que eu havia sido cuspida no mundo.

Se a minha mãe parasse pra pensar, ia se dar conta que há um ano ela havia passado pelo pior dia da vida dela até então: contrações, anestesia, cirurgia. Dor, muita dor. Não creio que ela comemoraria isso.

Durante o período em que trabalhei no estúdio, desenvolvi uma certa compaixão por crianças que estão completando um ano de idade. O processo todo é assaz traumatizante. Demais.

A mãe chegava no estúdio, geralmente bem cedo, toda empolgada. Queria porque queria enfiar o rebento numa fantasia de moranguinho, com aquele chapéu esdrúxulo, enforcando a criança, que berrava (na minha orelha) até não aguentar mais.

Isso quando não queria encher de flor, de plumas, de tecido, botar numa concha gigantesca RIDÍCULA a pérola da sua vida. A criança quase morria pra atender o capricho da doida da mãe.

E depois havia os recadinhos de convite. Sabem né? Aqueles versinhos prontos com umas riminhas geniais que alguém decide que tem a tua cara. No meu convite de um ano:

“Vejam bem minha carinha
Todos querem me beijar
Já pensou quando eu crescer
O trabalho que vou dar?”

Pá.

Durante a festa, os pais se embebedam, os tios se embebedam, os primos correm feito doidos, todo mundo se entope de comida, e você que se foda. Seu papel na festa é quase o mesmo dos enfeites da mesa. Só que além disso você é adereço pra foto. Você está em todas elas, de alguma forma. Se parecer que não, pode procurar, em algum canto você encontra. Tipo onde está Wally.

Mas tem outros exemplos. Tem também primeiro aníversário de namoro. Vocês comemoram num restaurante chique, com vinho e luz de velas. Ou em algum lugar mais aconchegante, todo preparado, rosas, perfumes. Lindo.

Um mês depois ela/ele te mete um galho e dá um pé na tua bunda fácil.

Eu, particularmente, acho que um ano é muito pouco pra comemorar num namoro. Certamente, nessa época, ele ainda não arrota na tua frente, e nem você desconta o ódio causado pela TPM em ofensas dirigidas à ele e qualquer coisa que você achar (no momento) que seja mais importante que você. Quando esse tipo de coisa começar a acontecer, aí sim você tem base pra saber se vale a pena comemorar qualquer porcaria.

Quer comemorar antes disso? Uma semana tá valendo. Ou “faz uma hora e trinta e oito segundos que você derrubou cerveja no meu sapato. Vamos comemorar?”. E boa.

Primeiro aniversário de casamento. Nos dias de hoje, o lance do namoro vale aqui. Ainda mais se você casou bêbado em Las Vegas. Já quem namorou oitocentos anos antes de casar, deve comemorar o primeiro minuto. Que a força esteja com vocês.

Depois disso tudo, ia parecer controverso eu dizer que este post é pra comemorar um ano de Substantivolátil?

Então que tal comemorar a marca dos 100 posts, 1000 comentários, 600 assinantes RSS, e aquela barrinha lá em cima, que significa que o nosso querido bebê tá no Vírgula?

Mais especificamente, fazendo parte do Blogamos, “uma blogfarm que junta sob o mesmo portal, diversos blogs com temas e conteúdos selecionados tecendo uma rede repleta de entretenimento, conteúdo pertinente e diversão“. Cool, huh?

E pra fechar a semana agitada, a Playba tá nas bancas, coleguinhas. E o making/história/wallpapers tão aqui.

Abraço, macacada! Em breve, ALTAS novidades por aqui!