16
Jan
  Inventando história

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Você já parou pra pensar que, a cada minuto do seu dia, desde a hora em que acorda, você está diretamente em contato com alguma coisa besta, pra qual ninguém nunca dá bola, mas que não estando lá, faz uma falta dos diabos?

Precisa sair da cama, não. Ela mesma. Aliás, cama, colchão, travesseiro e até o lençol. Algum dia alguém pensou que seria mais fácil envolver o colchão numa capa mais fácil de tirar e lavar. Fantástico! Se você não acha fantástico é porque não lava roupa.

Bote os pés pra fora da cama. Seus chinelos. Outra coisa sem importância. Mas você fica puto quando somem.

Vamos sair do quarto. Antes disso, fechadura. Um troço tão simples, mas que está presente em pelo menos 4 portas em cada casa desse mundo. E ninguém se liga na fechadura. Porquê será? Não que alguém devesse fazer um ode à fechadura, mas pô, sei lá. Deixa emperrar pra ver se não faz falta. E junto com a fechadura vem de brinde a chave.

O banheiro então, é um festival. Vaso sanitário, sistema de descarga, pia, torneira, ralo, chuveiro. Puta merda. O banheiro me fascina. Cada uma dessas coisas foi pensada por alguém, planejada, aperfeiçoada. E a gente nem tchum. Tem gente que idolatra o bidê, mas isso não vem ao caso.

Como será que alguém pensou na escova de dentes? E na escova de cabelos? E no secador!? Nesse último eu daria um beijo, por sinal.

Tudo bem, eu amo o meu computador, o celular, e todas as facilidades do mundo moderno. Mas e o zíper? O que seria da gente sem zíper e botão pra fechar as roupas? Sem prego pra botar algo na parede? Sem as tomadas?

Chapéu, óculos, liquidificador, isqueiro, cinto, sabonete! Quando foi que alguém decidiu que só água não era o suficiente pra limpar as partes? Falando em limpar as partes, ainda tem ele, todo branco, todo rolo, por vezes fofo e com cheiro de pêssego: o papel higiênico. Oh!

Às vezes a humanidade me emociona. Mas em seguida, esse sentimento me faz lembrar que eu sou uma frouxa. E você também. Nós todos, uns frouxos. Porque as pessoas não querem mais inventar besteirinhas indispensáveis. Parece que todo mundo agora só quer saber de inventar robô. De preferência que fale, lave, passe, cozinhe, seja conselheiro, amigo, fuck buddy e ainda troque a lâmpada e dance o tchan.

Cientistas são cientistas, mas devemos admitir que pessoas comuns costumam ter idéias brilhantes, provenientes de situações comuns. O meu pai é uma dessas pessoas. Já inventou uma centrífuga na época que a minha mãe fabricava fraldas descartáveis, um sistema de irrigação prum pomar, um troço pra dosar a comida e água do cachorro e recarregar o pote automaticamente, e um outro troço de pegar corrupto na praia.

Não, meu pai não sai agarrando político, tô falando do bicho, ô anôma anêma anêmona do mar.

Enfim, é por isso que projetos como o concurso de inventores, que está sendo realizado pela 3M são admiráveis! Nada mais interessante do que dar chance à mentes brilhantes que não têm condição de tirar do papel idéias que podem mudar a vida de alguém.

Eu, como não saco nada de física, literatura ou gramáticaaa dessas coisas, continuo aqui, inventando história, mas se você tem algo pra mostrar, corre lá e faz a inscrição! Quem sabe você não faz a diferença?

Aliás, acho que eu vou inscrever o meu pai e fazer uma grana em cima das idéias do véio (inserir risada maligna aqui).

Não?

Update: pra decepção dos xerifes de plantão, NÃO, este NÃO É um post patrocinado. Desculpe desapontar. )