
Fala, galerinha, como foi a folia de fim de ano? Peço desculpas pelas teias de aranha, mas cá estou, nem mais alta, nem mais obesa, mas com uns anos a menos pra viver, talvez, depois de tanta maratona de tequila, cerveja e saquê, nessas últimas semanas.
Enfim, antes de começar, eu sei que o tempo verbal no título non ecziste, foi só um trocadilho amador, já chego lá.
Tudo começou com uma simples passada de olho nas novas regras do nosso bom e velho portuga (mais velho que bom, agora) e fui dar uma espiada em regras antigas, e de uma coisa fui pra qualquer outra coisa que me fez trupicar e dar de fuça num artigo sobre modo e tempo verbal.
Em algum lugar entre o futuro do pretérito dos que teriam feito algo, se tivessem colhões ou um pouco mais de vontade e o futuro do presente de muitos que farão até o fim do próximo ano, se não estiverem deveras atarefados, eu me lembrei que não escrevi sobre resoluções.
Por coincidência, nesse meio tempo, eu ouvia uma música que me arremessou alguns anos pra trás e somou ao raciocínio que se formava, a idéia de como cheiros e músicas nos fazem lembrar do passado de uma forma distorcida, tanto pra melhor, como pra pior, whatéva.
Meu ponto é: enquanto estamos preocupados com a merda que foi, ou com a glória que vem ou vice-versa, o presente passa batido. Clichê, eu sei. Still, em segundos, uma música me mandou pro nostalgia mode, pensando cá com os meus botões que “naquela época é que eu era feliz”.
Só que naquela época eu achava tudo uma grande e bela bosta.
Agora, voltando às resoluções: não as cultivo. Claro que a gente precisa de um otimismo maroto, né garotada, uma base de como seguir, tipo desenhar o traço com o lápis antes de passar o delineador (meninas, fica a dica). Mas aquelas de sempre, de emagrecer, parar de fumar, de beber e deixar de ser frouxa, não mais.
Mas é porque eu adotei esse lance do presente e é tipo: não dá pra prometer a dieta pra segunda com a boca cheia de pipoca, às 23h49 do domingo. COSPE a pipoca e começa JÁ. Se falhar na terça, vai fazer o que, cristão? Se acabar na coca cola até a PRÓXIMA segunda, só pela poesia da coisa?
Fazer o contrário ninguém quer, né? Tipo, “vou ficar uma semana sem fumar e na segunda compro uma caixa e fumo até o cu fazer bico”.
Agora é a minha irmã quem tá se mudando pra Sampa, mês que vem. Eu passei um mês mandando ela enfiar a contagem regressiva no toba, porque não queria lembrar que estava perto. De repente eu me toquei que ao invés de perder tempo com raiva por ela ir, eu preciso é pegar a menina e fazer farra TODAVIDA enquanto ela estiver aqui, levar ela comigo pra tudo que é canto, até pro puteiro, se ela quiser.
Brincadeira, mãe!
Assim como, quase 5 da manhã, eu posso lamentar o fato de ser uma mula alada e não ter ido dormir 5 horas antes, precisando acordar cedo amanhã pra fazer lição de alemão antes da aula, ou fazer a dita agora e ir dormir com a missão cumprida, independente de precisar engolir uma combinação de energético com pó de guaraná e café pra parar em pé amanhã, correndo sério risco de ter um treco.
Aí eu percebo que já perdi mais dois minutos escrevendo o último parágrafo, e assim a coisa vai, sucessivamente, me levando a questionar se tequila de manhã vai mal. Tipo, agora.
Tschüs!
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Mancebada, vamos dar uma agitada na comunidade do Subs no orkutz!




