2
Mar
  Maira Bottan – o retorno.

ma_mi

Quando a senhorita Mirian Bottan foi-se embora para São Paulo, afirmei pra mim mesma: eu nunca sairei de Americana. Essa frase virou lei quando a mancebinha voltou dizendo que a capitar era pura loucura, que mais um mês e ela escalaria prédios no auge do surto. Até então, minha idéia era bem simples: fazer uma viagem pós-formatura do ensino médio, voltar e me preocupar com faculdade e meu namoro.

Acontece que nem tudo é como se espera, baby, nem tudo é pra sempre. E quando me disseram, ri ironicamente e gritei que era praga. Não acreditei em uma só palavra, e arrumei desculpas esfarrapadas para isso.
Em menos de um mês, o tal namoro tão concreto e eterno acabou, depois de tomar coragem lendo um texto que me passaram. E a pessoa a quem me dediquei por 2 anos, sem pausa para mim mesma, disse, em exatas palavras: ‘Você tem que sofrer para aprender. Vai aprender na dor’

Dado o aviso, o mancebo pisou em mim feito o seu Madruga no chapéu.

Entrei na fase que ganhou o título de ‘blackout da mente’. Fiz o que não faria, fui quem não fuiria. Mas saí dessa fase, com a ajuda de uma pessoa. Quando o ano estava prestes a acabar, bateu o desespero. Que aquela merda acabasse logo. E foi aí que me pegaram pelo braço, e fui até o fim.

E foi-se 2008, entre tantos soluços e abraços. [Exit night.]
E começou 2009. [Enter light.]

E aí? Aí que 5 meses de lágrimas, 5 meses de pensamentos ruins, 5 meses de sentimentos ruins me trouxeram ao agora: nunca estive tão feliz comigo mesma, nunca me senti tão bem por ter uma chave de casa, nunca senti tanta saudade do meu cachorro, nunca amei tanto meus pais, nunca tive tantos amigos, nunca fui tão eu mesma, e, por último, mas não menos importante: nunca estive tão próxima da minha irmã.

E, na verdade, é mais por ela do que por mim que faço esse texto, porque, se ainda não deu pra sacar, foi ela quem jogou a ‘praga’, quem passou o texto do fim do namoro, me guiou até o fim do ano, me ouviu chorar uma vez por dia, todos os dias, em 5 meses, foi ela quem me levou pra sair quando só queria enfiar o travesseiro na cara e esquecer o mundo, me ligou meia-noite no meu aniversário, meio louca, e me fez rir. Foi ela quem começou, que causou e que salvou. E por causa não só dela, mas em grande parte, estou aqui, em São Paulo, numa lan, vendo a chuva, escutando meu estômago roncar e recebendo msgs de ‘quando você volta?’ das meninas com quem moro agora.

Mano, você salvou minha vida.

Ou começou a foder tudo. D

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[Nota da Miroca] Depois dessa, ela quase pode me chamar de Tatá em público. Te amo, gorda.

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