(Este texto foi originalmente publicado no Olla Blog. Aproveita e confere os da galere!)

Ele gosta de rock e ela de axé. Ele é racional e lida bem com os números, ela, um turbilhão de emoções que conduz através das palavras. Comédia e drama. Pra dentro e pra fora, preto e branco, dia e noite.
E como diabos eles acabam juntos?
Especialistas dizem por aí que eles querem é se completar, encontrar no outro – e possuir, através dele – as características que não encontram em si mesmos. Ok, faz sentido. Mas dá certo?
No começo, talvez. Porque a diferença encanta. Ele, na sua calma, vai ficar abestalhado com toda a vida que ela transmite. Ela, sem parada, vai admirar a incrível capacidade de concentração e traquilidade frente às dificuldades.
Perfeito. Até que, com o passar do tempo – e da novidade – a calma se transforme em falta de atitude e a extroversão em vontade de chamar a atenção pra si.
E como frequentar, com o mesmo ânimo, o mesmo lugar ou ter músicas tema quando os gostos são diferentes? Como criar os filhos com ideais que não batem?
Certamente deve ser mais fácil levar a parada quando as experiências são semelhantes e aproximam. Mas quem é que manda no coração?
O bom do amor (quando pega mesmo) é que ele te permite ceder sem se sentir um imbecil. Quando isso acontece dos dois lados, talvez a coisa funcione.
Quando uma mocinha, num blockbuster aleatório, disse pro cara que não queria cometer nenhum erro, a resposta deu um roundhouse kick em milhões de telespectadores chorosos:
“Então você está na espécie errada, amor. Seja um pato.”



