E aí o meu menino foi para os tão temidos e odiados jogos de faculdade. Good lord, THE HORROR!
Sinceridade? Tirando a saudade torcendo as tripas, não achei. E aí, o que eu mais ouvi nos últimos dias foi:
“COMO VOCÊ CONSEGUE FICAR TÃO CALMA?” (mulheres)
“Mal sabe, hahaha” (homens)
Gente, que muito triste. Eu fico super tentando achar que isso é só imaturidade, que vai passar. E, sério, eu me jogo da ponte se, algum dia, alguém me olhar com a mesma expressão que eu lancei pra quem tentou me convencer que o amor é uma utopia.
Vamos lá: o que é que eu deveria temer? Peitos? Eu só tenho dois e o mundo tem tipo… né? Até meu pai tem.
Vou te dizer o que é que eu tenho que temer: o dia em que ele não me achar linda toda descabelada e com a maquiagem destruída, pela manhã. O dia em que ele não falar do nosso futuro, da nossa casinha e do pôr-do-sol. O dia em que ele se irritar com os meus barulhinhos e achar normal eu quase cruzar o estado pra passar quatro horas com ele.
É isso que deve me assustar, não uma bunda maior que a minha.
Você nunca percebeu que se apaixona justamente pelas imperfeições, tão lindas e únicas? Uma covinha mais funda que a outra, uma manchinha marrom no azul infinito dos olhos, uma risada estranha, um dedo torto. Quando aquele jeitinho tão gostoso de pronunciar o “s” te der vontade de chorar de tanta alegria, não vai ter corpo escultural que te dê mais tesão.
Quando os olhos que sempre admiraram cabelos escuros não conseguirem parar de implorar pelos fiozinhos dourados, quando você não coneguir mais se ajeitar na cama sem encaixar naquele abraço, quando você “descartar os dias sem o outro, como de um filme a ação que não valeu”, quando a dor do outro doer mais em você e quando você achar NELSON BOLOTA um apelido carinhoso, você, que espera, só vai conseguir lembrar de esperar.
E você, que foi, só vai querer voltar.
Post scriptum: não desistam disso, por vocês.




