Eu pintei o cabelo de vermelho.
Cantei numa banda.
Fui reprovada no colégio.
Voltei a ser loira.
Fui ser fotógrafa.
Saí de casa.
Voltei pra casa.
Fiz um blog.
Abandonei a faculdade.
Saí de casa.
Voltei pra casa.
Vi que tinha feito merda.
Saí de casa.
Fui parar numa capa de revista.
Fui parar na tv.
“Hm, mas o que é que você quer, afinal?”
Por algum motivo, eu não me envergonho de dizer que nunca tive planos. O que é que eu posso fazer? Nunca encontrei algum que me atraísse. A única coisa que eu sei é que quero ser livre e feliz. Sei lá como, vou seguindo. Anda dando certo. Acho que a minha fé no “vai dar certo” tem parte nisso.
Você pode achar que eu sou uma perdida, e talvez eu o seja. Mas já vi planos não darem certo no final, porque, afinal, “atravessar na faixa não impede que sejamos atropelados por um carro desgovernado”.
Eu também já errei, menti, feri, me feri. Muito. Fui egoísta, babaca, inconsequente e todas aquelas coisas que todo mundo um dia é, nessa vida. Você também. Mas, cada vez mais, eu acredito que não é feio voltar atrás e pedir perdão. E perdoar. E ceder ao que acalma coração e alma. Afinal, quem mais, além da gente, perde com a inquietude da nossa própria alma?
Pelo contrário, os que torcem contra (pensam que) ganham. O que não é pior nem melhor, mas ainda é a gente perdendo.
Enfim, o objetivo desse post é, na verdade, saber a resposta de vocês para três perguntas, sobre algo que eu ando tentando entender (pra talvez saber como seguir pela vida com mais certeza e menos dor):
Até que ponto a inadmissibilidade de se apresentar ao mundo como uma pessoa “fraca” (seja lá o que isso signfique de fato), nos leva adiante?
Até que ponto vale a pena quebrar o pescoço pra manter o queixo erguido?
Até que ponto vale enganar a si mesmo para camuflar, sufocar, matar um amor que a gente sabe que ainda está lá?
E uma quarta, de brinde:
Até que ponto a gente deve se amar em primeiro lugar? Isso não conflita com a pergunta anterior?
É, meus amigos. A vida é terrivelmente complicada e maravilhosamente colorida. Ah, e não tem rascunho. Mas que bela merda, não é?