A Itália não quer se tornar o Brasil
“A Itália é o país das mulheres nuas” e “Onde as mulheres são apenas objetos” foram os títulos que estamparam os dois principais jornais italianos nesta semana, numa referência às jovens bonitas, com pouco ou nenhum talento, que aparecem vestindo biquínis, sutiãs minúsculos ou microssaias em quase todos os programas televisivos e peças publicitárias no país.De acordo com as publicações, passadas três décadas da aprovação das leis que legalizaram o divórcio e o aborto, consideradas marcos das conquistas femininas, as italianas parecem não se importar com o fato de que estão sendo exploradas e tratadas como simples objeto.O assunto veio à tona depois que o jornal inglês Financial Times publicou um artigo de quatro páginas criticando duramente o tratamento reservado às mulheres na Itália: “o uso de bailarinas em todos os gêneros de programas televisivos, as peças publicitárias dominadas por alusões sexuais, o prevalecimento da mulher como objeto, destinada a excitar os órgãos genitais dos homens em vez do cérebro”.Adrian Michaels, autor do texto, diz que o mais surpreendente é a ausência de protestos. De acordo com ele, “aparentemente, as mulheres não vêem nada de mal em terem seus corpos descobertos inutilmente para divulgar qualquer produto”.
Fonte: BBC Brasil
Juntem as frases em negrito e terão o retrato perfeito de milhares de raparigas do nosso Brasil. Eu sei que a maioria dos homens não vão dar a mínima pra este texto, afinal, é sempre uma vantagem quando sobra uma pelada na TV, mas eu, com o resto das mulheres e algumas excessões do sexo masculino ainda questionamos o assunto.
Eu fico aqui a pensar com os meus botões, como se sentem as moçoilas, quando sua capacidade mental é colocada em jogo. Rebolar a bunda é fácil, mas abrir a boca e dizer algo que preste é a parte que complica, e quando alguém fala sobre isso, aí a peruada fica toda nervosa, querendo provar a todo custo que não é uma bela embalagem vazia. Aliás, se você parar pra pensar, toda mulher que começa pelada em algum lugar, logo dá um jeito de apresentar um programa de TV ou virar atriz.
Uma vez eu vi uma entrevista onde a entrevistada (! - não me lembro quem era) dizia que a Playboy apenas abre as portas do sucesso, e que só quem tem talento pode manter a “carreira”. Claro, amiga, só depende de como você quer ser vista. Se eu quero ser uma jornalista séria, e tento impulsionar a minha carreira com algo do tipo, a única coisa que eu não serei é uma jornalista séria. Não digo pra mim mesma, mas aos olhos dos outros. É a mesma coisa das mulheres pra sair e das mulheres pra casar. Então esse papo todo de que “eu mostro meu corpo mas tenho talento” é conversa pra boi gordo ferrar no sono. Isso é sim uma forma de se tornar famosa quando você não sabe fazer absolutamente nada de interessante e inteligente. Pode ser também uma forma de se auto-afirmar. De qualquer maneira, não se contam as causas, e sim a consequência.
Acontece que a coisa vai bem além do que seria uma simples “desvalorização” pessoal, atingindo nível nacional e tornando o Brasil o país da bunda. E ponto. É assim que somos vistos mundialmente e merecemos, pois de certa forma, incentivamos a pataquada toda, dando a audiência necessária pra que a coisa funcione e encarando na maior normalidade. Aposto que muita gente vai achar a atitude dos italianos o maior exagero, quando nós é que estamos exagerando e transformando em artistas bundas rebolantes.
Parabéns pra nós, e pra todas as bundas. Somos um país pra sair e não pra casar.












Primeiro sobre marketing apelativo: http://www.smellmeand.com
Se isso é uma piada ou um produto de fato, não sei, mas é um produto bem “brasileiro.
Quanto as bundas, Gabriel, o Pensador, poeta e meu ídolo, já escreveu não uma mas várias músicas a respeito do assunto, porém aqui no Brasil só se dá atenção a letras de funk, e ninguém entende letras um pouco mais trabalhadas além de “vou passar cerol na mão”.
Agora já nosso Brasilzão, é como eu sempre digo por aqui “tá tudo errado” e o único jeito de arrumar é começar do zero afinal, tradando-se de bundas e putaria, o governo da camisinhas grátis no nosso carnaval que mais parece algo do tipo “Convensão Nacional da Playboy” do que qualquer outra coisa.
É por isso que não suporto blogs prostitutas
Basta ver que as nossas atrizes famosas são capa da Playboy, nos EUA vc não vê nenhum atriz famosa na Playboy, já imaginou a Julia Roberts? Infelizmente aqui tendo talento ou não, se a pessoa sair na Playboy terá mais chances de se ” destacar”, pelo valor que vi em alguns blogs dizendo que eles pagam, nem vale mais aquele papo de antigamente, de que saiu na Playboy e comprou apartamento, pelo menos na zona sul do Rio só da para comprar kitchnet na ponta do morro (isso se o valor especulado for realidade)… bjs
A minha amada (irc!) Angelina Jolie ja saiu na Playboy
A Itália é um Brasil rico, igual ao país dos papagaios lá os escândalos políticos se sucedem, as novelas da globo tem muita audiência, e os programas de auditório conseguem ter mais baixaria que os da qui.
A situação das mulheres não melhorou em nenhum lugar por decreto, sempre foi resultado de lutas. Nada mudará enquanto as mulheres brasileiras continuarem satisfeitas em ser apenas uma bunda.
[]s
[...] estava vendo no blog da Mirian Bottam, o Substantivo Látil, que boa parte das mulheres brasileiras se importam mais com o tamanho da bunda e dos peitos [...]
[...] A Itália não quer se tornar o Brasil - Substantivolátil [...]