Amado Mestre!

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Eu sempre tive uma relação de amor e ódio com professores. Amor porque eu sempre gostei muito de aprender, e sempre fui uma ótima aluna, com ótimas notas. Ódio era o que eles sentiam por ter que me dar as ótimas notas. Explicarei melhor.

Segundo relatos, um belo dia, aos 3 anos e meio de idade, eu voltei da creche meio incomodada, ao descobrir que minha melhor amiga sabia ler, e eu não. Ao chegar em casa, soltei um “ela sabe, também quero”, e me tranquei no quarto. Em menos de dois meses, eu lia as faixas ao contrário na rua. Fato verídico, perguntem aos búzios.

O ponto chave dos professores com relação à minha pessoa era o seguinte: eu era autodidata, geralmente estava à frente dos outros alunos, e isso infernizava a vida deles. Eu acabava todas as tarefas rapidamente e atrapalhava o resto da classe. Diz a lenda, que na 1ª série, a professora deixou a sala por 5 minutos, e ao voltar, presenciou a seguinte cena: uma minúscula criança loira dançando em cima da mesa dela, com o resto dos bacurís dançando em volta, no chão. A criança era eu, obviamente.

Já o meu problema com relação a eles era falta de confiança. Ao longo da minha vida, tive várias provas de que eles nem sempre sabem o que estão dizendo. Vou citar três dos piores exemplos de mestres pelos quais passei:

Seu Romeu. Esse sujeito era estranho. Um cara com um tremendo descontrole emocional, que odiava não só a mim, como a todos os alunos, sem nenhum motivo aparente. Apenas por existirmos. Vivia dizendo que odiava ser professor, mas já o era há anos, e continua sendo.

Uma vez, ele desapareceu com uma prova e um trabalho para que eu não fosse aprovada. Como eu havia feito os dois, o caso foi parar na direção, eu chorava e jurava que ambos haviam sido entregues, assim ele acabou tendo que apresentá-los diante de meus pais e da diretora, e naquele momento, eu tive a impressão que ele desejou a minha morte. Jamais entenderei tal acontecimento. Talvez Chuck Norris explique.

Silvana. Mais conhecida como Zoraide, pela semelhança física com a personagem da novela Global. Olhava pros alunos com cara de nojo, e vivia limpando o ouvido com a ponta da chave do carro. Ugh! Eram tantas as pérolas, que o pessoal fez até um site pra ela. Sua expressão mais famosa era a “ONG não governamental”. Os conceitos eram MB (muito bom), B (bom) e I (insuficiente), e ela costumava dizer que MB podia significar I e vice-versa, de acordo com a vontade dela.

O terceiro exemplo é mais recente. Aconteceu ontem na faculdade, e dessa vez eu vou poupar a identidade do cidadão que, querendo nos ensinar termos de tecnologia em inglês, tentou explicar (sem sucesso) o que seria “bluetuth“, e se embananou com o Firewall.

Felizmente, em seguida ele se corrigiu, escrevendo na lousa em letras garrafais, para que os 60 alunos da sala nunca mais esquecessem, o que vinha a ser tal expressão:

-Na verdade pessoal, o Firewall nada mais é do que um SOFTER.

Seria perfeitamente compreensível se metade da classe desistisse do curso. Incluindo eu mesma.

8 Comentários para “Amado Mestre!”


  1. Na verdade o correto seria blútú (ou blutufi) e fairiuol. hAUHuahUAH

    Ai se eu tivesse atravssado o pátio nesse momento!! hUAHUahuAHUhauA


  2. Ooo otcladinho medíocre esse da faculdae falhando toas as letras!!!!!!!!! GRRRR


  3. então teve de tudo nessa aula: blutúfi, faireuol e sófter… bom professor, seria ele profesor de inglês, de tecnologia/informática ou de ambos?


  4. fui ri dele escrevi professor com 1 s …


  5. AHUHauuHAUhauhAUUahu

    Só pra constar, o “Bluetuth” ele também colocou na lousa. Pra não restar dúvida da ignorância.

    :lol:


  6. Concordo com o MObilon. Blútú (com dois acentos).
    E ainda na faculdade de letras temos aulas e aulas de fonemas. Pra quê, não??
    aahhahahah
    Vou esperar um post elogiando um professor porque eu não desisto nunca, tá??
    IAHiuahiauhi


  7. É Mirian, realmente isso foi o fim da PICADA!
    Lembro que nesta aula eu percebi que ele tinha se embananado todo e tentei ajudá-lo. LEMBRA? EU explicando pra classe que era Bluetooth e Wi-Fi (voce esqueceu de falar que ele não soube escrever wi-fi) e ainda tentei falar para ele sobre o Firewall que não tinha nada a ver com o assunto e ele me disse:-Espera um poquinho que o rapaz ali já vai explicar! hahahahhahahah

    FIM DA PICADA!???? NÃO IMAGINA…. PROFESSORES CAPACITADOS!

    Este dia eu até sai da classe, porque o nível de ignorância estava demais!

    Mas esta são as Pérolas que amamos!

    abraços Mirian

    Willian Nogueira (caso não lembre de mim, sou o willian do tvcast.com.br)

  8. Keidi

    Passei por algo parecido na faculdade de Sistemas de Informação, a professora de Inglês Técnico dizendo que memória ram é software. O pior de tudo que tinha alguns que concordaram :P

    No intervalo colocamos no quadro um link pra baixar memória… hehehe
    Acabou a discussão. Ninguém merece!!

    Obs: É a primeira vez que comento aqui!! Descobri este blog a dois dias (30/09/2007) e estou lendo todos os posts passados. Muito bons os textos, não consigo parar de ler.

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