
E eis que o grande dia chegou. Eles vieram me visitar. Sabe né, ELES.
Porque botar a mochila nas costas e chegar forrest gumpemente desbravadora em Americana, sendo paparicada pela família toda como a neta/sobrinha/filha/prima foda que foi morar sozinha na cidade grande é uma coisa.
Provar que eu lavopassocozinho e limpo atrás da orelha direitinho, com pai, mãe, irmã, namorado da irmã, gato, cachorro e macaco observando é outra. Mas eu estava relativamente pronta.
A rempa ia chegar no sábado e pra noite de sexta planejei um show do Skank e depois A FAXINA no apê. Mudança de planos, cineminha com o povo da agência, depois faxina no apê. Mudança de planos, cinema sozinha, depois faxina no apê. No fim, ficar até mais tarde na agência pra postar alguma coisa aqui, depois faxina no apê.
Acabou que saí quase duas da manhã e nem fodendo que eu ia faxinar. Além do mais, tudo estava limpinho, a moçoila que mora comigo estaria na sala vendo TV com o namorado, com umas latas de cerveja por perto, uns dois ou três copos pra lavar. Cinco minutos e eu arrumava tudo no outro dia.
Mas, ao sair do elevador, a música alta dos diabos vinha… da minha casa? Whatahell?!
Cumassim que a moça e o namorado se transformaram em um bando bêbado, faladero e fumero, a cerveja que eu esperava estava lá, mas FORA da lata, no chão e a louça AHPAPUTAQUEPARIU?
Não era feriado, não saquei a visita fora de época do Murphy. Só sei que a imagem de uma anã estressada andando pra lá e cá limpando bagunça afastou o povo e sua alegria. E no outro dia, depois do lerê lerê, tudo estava lindo, esperando um mundo de elogios.
Mas o primeiro comentário do Zé foi: “Não tem nada na geladeira. E eu doido pra tomar uma gelada.”
…
Não por isso, pai, já pro mercado, gastar o SEU dinheiro.
E foi o lucro máximo que consegui. Porque manceba que sou, devia saber que ela viria preparada após ler o final desse texto. Só não imaginava que envolveria muletas e eu de garçonete o final de semana todo.
Perdi.






