21
May
  Mi casa es mi casa

welcome

E eis que o grande dia chegou. Eles vieram me visitar. Sabe né, ELES.

Porque botar a mochila nas costas e chegar forrest gumpemente desbravadora em Americana, sendo paparicada pela família toda como a neta/sobrinha/filha/prima foda que foi morar sozinha na cidade grande é uma coisa.

Provar que eu lavopassocozinho e limpo atrás da orelha direitinho, com pai, mãe, irmã, namorado da irmã, gato, cachorro e macaco observando é outra. Mas eu estava relativamente pronta.

A rempa ia chegar no sábado e pra noite de sexta planejei um show do Skank e depois A FAXINA no apê. Mudança de planos, cineminha com o povo da agência, depois faxina no apê. Mudança de planos, cinema sozinha, depois faxina no apê. No fim, ficar até mais tarde na agência pra postar alguma coisa aqui, depois faxina no apê.

Acabou que saí quase duas da manhã e nem fodendo que eu ia faxinar. Além do mais, tudo estava limpinho, a moçoila que mora comigo estaria na sala vendo TV com o namorado, com umas latas de cerveja por perto, uns dois ou três copos pra lavar. Cinco minutos e eu arrumava tudo no outro dia.

Mas, ao sair do elevador, a música alta dos diabos vinha… da minha casa? Whatahell?!

Cumassim que a moça e o namorado se transformaram em um bando bêbado, faladero e fumero, a cerveja que eu esperava estava lá, mas FORA da lata, no chão e a louça AHPAPUTAQUEPARIU?

Não era feriado, não saquei a visita fora de época do Murphy. Só sei que a imagem de uma anã estressada andando pra lá e cá limpando bagunça afastou o povo e sua alegria. E no outro dia, depois do lerê lerê, tudo estava lindo, esperando um mundo de elogios.

Mas o primeiro comentário do Zé foi: “Não tem nada na geladeira. E eu doido pra tomar uma gelada.”

Não por isso, pai, já pro mercado, gastar o SEU dinheiro.

E foi o lucro máximo que consegui. Porque manceba que sou, devia saber que ela viria preparada após ler o final desse texto. Só não imaginava que envolveria muletas e eu de garçonete o final de semana todo.

Perdi.







20
Nov
  Blogcamp BH – Quer história? Então toma!

A Saga 

Quem é leitor do Substantivolátil há algum tempo, já conhece a minha história de amor mais famosa… com o Murphy. E quem sabe disso, sabe também que ele é tão simpático e cuidadoso, que aparece em TODOS os feriados prolongados com várias surpresinhas agradáveis. Então, para que o relato sobre o Blogcamp MG fique devidamente contextualizado, vamos lembrar que esse foi (e ainda está sendo) um mega feriado prolongado. Ok, game on.

Sexta, lá pelas seis e meia da tarde, depois de muita corrente de oração, ebó do forte e apelo por escrito com assinatura reconhecida em cartório de qualquer fanfarrão importante, fui finalmente convencida a comparecer ao Blogcamp em Belo Horizonte.

Passagens pra BH devidamente adquiridas on line, bastava juntar os cacarecos e mandar bala pra Sampa, de onde saía o ônibus-executivo-com-leito-pelamordedeus pra MG. Afinal, oito horas de viagem em ônibus convencional nem saco-roxo aguenta. Eu desafio.

E pra quem não sabe, eu e meu companheiro de aventuras temos a estúpida mania de fazer as coisas do modo mais hippie possível, sempre otimistas, certos de que no fim, tudo acaba bem. E geralmente acaba mesmo, mas dessa vez havia o fator feriado prolongado na equação. E foi aí que a coisa começou a ficar bonita: chegando na rodoviária, havia apenas UM lugar no ônibus pra São Paulo.

Olha, eu nunca fui muito boa em física, mas se tem uma coisa que eu me lembro é que dois corpos não ocupam o mesmo espaço. E o cara do guichê sabia bem disso. Nos dois minutos seguintes de indecisão, enquanto olhávamos um pro outro com cara de banana, o cara que estava atrás da gente na fila passou e comprou o bilhete premiado. Agora não tinha mais lugar nenhum. E o ônibus pra BH lá de Sampa acenando pra gente. E o Murphy no assento do motorista, com aquele sorriso besta.

Depois de descartar algumas possibilidades, resolvemos apelar e contratar o serviço cujo custo não passa de alguns minutos perdidos e um magnífico poder de persuasão: a carona familiar. Mais ou menos assim:

-Mããããe! Pelamordedeusnãotinhamaislugarnobusãoeláemsãopaulosaidezequinze! AgentenãotemcomoirpelamordedeusajudaagentevamoperdeOITENTACONTO!

Depois de xingar um pouco eles acabam concordando, como aconteceu. Afinal, prole é prole.

Vamos passar rapidamente pela parte do nosso velho amigo (desconjuro e vá de retro) ônibus, dessa vez com leito mas sem travesseiro e/ou cobertorzinho, o ar condicionado no talo com força total e eu de jaquetinha jeans. Oito horas acordada e tremendo dentro de um ônibus é pra quem tem Murphy no coração, maluco.

Chegando em BH, ÓBVIO que a gente não tinha hotel reservado, pra honrar o hippie-blogger lifestáioul. Mas tínhamos o endereço de onde FugitaHelder, Lu Monte e Bruno Dulcetti estariam hospedados. Só que o Mobilon esqueceu de levar. É. E depois de perambular pela Antônio Afonso Pena por uns 40 minutos, acabamos acordando o Fugita e o Arcanjo (às 7 da matina) pra descobrir que o hotel era do lado da rodoviária. Eu digo que as pessoas deveriam me atirar coisas na cabeça, mas ninguém leva a sério.

O Encontro

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Sem dúvida, um dos melhores que eu já tive a oportunidade de participar! Tudo muito light, sem grandes conflitos, um clima muito aconchegante, onde ficava fácil se posicionar sem a mínima pressão. Tirando é claro, o momento em que todos descobrimos que somos mambembes e acabaremos na latrina, segundo o cc da www. Com nofollow, lóóóóchico.

Descobrimos também que o Arcanjo não tem a MÍNIMA NOÇÃO. Ele pensou que fosse alimentar a torcida do Flamengo, e apesar de muito boa, acabou sobrando comida pra doar! Literalmente. Já a cerveja…

E por falar em cerveja, os belo horizontinos tem um lema muito porreta, principalmente pra quem bebe feito porco e o bolso não acompanha: “Sentou, sorriu, a conta dividiu”.  Pois sorriremos à valer em Curitiba!

Bom, coleguinhas, por hoje é só, mas já adianto que a minha volta pra casa de avião merecerá um post a parte. Be prepared.







27
Oct
  Rio, picanha e o dilema futebolístico

Noite de sexta, chego na faculdade carregando a casa nas costas. roupas, secador de cabelos, dois pares de sandálias, cremes, perfumes, câmera, carregadores em geral, maquiagem, tudo socado numa mochila verde que, no momento pesava o dobro de mim. Tudo pronto pra ir pra terra do Capitão Nascimento e do maldito funk do morro do dendê, que toca em 10 de 10 celulares aqui no interior.

Lá pelas onze e meia da noite, embarcamos, Mobilon e eu, naquele veículo do capeta: o ônibus de viagem sem leito. Era a nossa única opção daqui pro Rio.
Sim, eu sou compacta e me viro. Mas como só as pernas do Mobilon já são quase do meu tamanho, o espaço que eu deixo livre, ele ocupa. E ocupou, o maldito siriemo.

Depois de uma noite do cão, chegamos ao Rio, e o Ian já nos esperava na rodoviária. Com ele, aprendemos a fugir dos taxistas de(sh)controlado(ash), em bom carioquês. Carioca fala muito mais vogais nas palavras, já notaram? E também dão dois beijinhos ao cumprimentar. Eu nunca me lembrava dos dois beijinhos, porque aqui ou é um, ou logo três. Dois não existe. Nunca serão.

Depois de passear pra lá e pra cá no sábado, com direito a Murphy colocando nuvens estratégicas bem na fuça do cristo e na frente do pôr do sol, voltamos ao hotel, só pra tomar banho e já sair pro esquenta do Barcamp Rio. Lá, pudemos encontrar o pessoal pra encher o caco junto conversar um pouco antes do evento, no domingo.

Mas foi depois do esquenta, lá pelas duas da manhã, me entupindo de arroz, feijão, fritas e picanha (sim, às duas da manhã) com o Ian e o Mobilon, que ouvi o seguinte diálogo entre um senhor e um rapaz, devidamente alterados pela bebida, inspirado na famosa camisa da seleção de Ian Black:

Velho: O que significa CBF? Eu sei que é “Brasileiro de futebol”, mas o que é o “C”?
Moleque: É Clube, não é?
Velho: Clube Brasileiro de Futebol?
Moleque: É.
Velho: (pensando) Não, acho que não…
Moleque: Claro que é.
Velho: Ah, tá! É confederação! Confederação Brasileira de Futebol.
Moleque: hmmm..
Velho: E FIFA?
Moleque: É fundação..
Velho: Fundação!? Eu acho que é federação.
Moleque: Será?
Velho: É sim, Federação internacional de futebol…
Moleque: Masculino.
Velho: (faz a cara de interrogação mais espantada que já pude presenciar) Masculino!? Com A?
Moleque: Argentino?

Considerações por conta de vocês.

Quanto ao Barcamp, deixo aqui os parabéns ao Nick, pela ótima organização. O pessoal ficou muito bem amparado pra se matar de falar sobre monetização, velha e nova mídia, credibilidade, e tudo aquilo que a gente sempre fala, mas nunca cansa. Mas foi boa, zero meia. Padrão.

 Update: estava devendo este texto desde semana passada! Então sexta, no caso, não é essa sexta, é a outra! Tendido!? )







28
Aug
  Considerações sinceras (até demais) sobre o BlogCamp

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Mobilon e eu no BlogCamp (clique para aumentar)

Esse BlogCamp foi uma coisa curiosa pra mim. A começar pelo fato de ter dormido apenas duas horas de sexta pra sábado, e já chegar morrendo ao local. Mas vamos rebobinar um pouco:

Gente, eu sou do interior. Acho que nunca fui pra São Paulo sem ser em excursão escolar, onde o ônibus nos deixava e pegava exatamente no ponto da visita. Então dá pra imaginar a caipira com o nariz grudado na janela espiando tudo. Até os carros alegóricos destroçados perto do sambródro sambódromo eu achei legal. Me senti o Id Brain, com aquela cara de feliz e me diverti até no metrô, segurando no Mobilon porque eu não alcançava lugar nenhum com aquele monte de gente. Estranhei o horizonte amarelado, pois aqui em Americana, o céu ainda é azul.

Passada a euforia de quem vê o mar pela primeira vez, percebi que tudo lá é longe e grande pacas e que a gente ia ter que andar um bocado. Pensando em chegar logo, as duas topeiras decidiram deixar o hotel pra mais tarde. No meio do caminho imaginei como seria um efeito dominó com aqueles edifícios.

Chegando ao Gafanhoto – ai que emoção – avistei o Fábio Seixas, um dos poucos que tem foto no blog e que eu pude reconhecer de primeira. Mais tarde ele me perguntou qual era o meu blog, e depois da resposta fez cara de interrogação – o Fábio Seixas não me conhece. Fazer o quê.

Alguns dos primeiros a bater um papinho com a gente foram o Paulo, o Wagner Fontoura e o Marcel, que inclusive aturou a gente boa parte do dia.

Sobre o evento, devo dizer que alguns debates me pareceram meio monopolizados. Eu sei que fala quem quer, mas no debate (que a princípio era) sobre jornalismo participativo, eu fiquei com medo de abrir a boca e levar porrada. Vai ver foi o sono, vai ver eu sou uma frouxa. Em alguns momentos a coisa se tornava “profissional” demais, perdia um pouco a leveza e parecia mais uma disputa por visibilidade. Por vezes foi maçante.

Mas calma, coleguinhas, obviamente houveram as partes boas, onde o pessoal debateu de forma sadia e se divertiu bastante. Eu só sinto por ter perdido a dancinha do Edney - que devia adotar Interney no nome, porque muita gente não conseguia se referir a ele de outra forma. Ele me conhecia, ai que emoção².

E, mais que obviamente, a melhor parte foi o bar. Lá eu – depois de uns copinhos – desembestei a falar, infernizando a vida de um monte de gente, entre eles: Fugita, Thiane, Manoel Netto, Inagaki, Tiago Dória, Renato e Eric. Pessoal, da próxima vez vocês estão autorizados a me atingir na cabeça com o objeto mais próximo. Eu achei que ia infernizar o Cardoso também, mas acho que ele não foi com a minha cara (apesar da foto do começo do post ser de autoria dele).

Pra finalizar, lembram do papo do hotel, lá no começo? Depois de gastar mais de 10 pilas com o táxi, pois os hotéis mais próximos já estavam lotados, pegamos o ÚLTIMO quarto disponível num F1. Eu estaria disposta a dormir na calçada caso não conseguíssemos, pois após quase 20 horas acordada (tendo dormido só duas), eu não estava em condições de dar mais nenhum passo. Mas eu ia acabar com a raça do Mobilon.

É isso, pessoal, eu estava devendo este texto, mas demorei pra me recuperar do final de semana – lembrando que eu ainda fui prestar ENEM no domingo. Se você chegou até o final, parabéns, você já atingiu sua cota de leitura por hoje, pode ir dormir. Eu vou.

Update: esqueci de comentar que, durante o evento, ocorreu um infeliz incidente: um projetor do local foi furtado. O pessoal está tentando arrecadar o dinheiro para repor o aparelho através de contribuições, visto que o local nos foi cedido gratuitamente. Caso queira colaborar, pode fazê-lo através de um botão de doação na sidebar do blog oficial do BlogCamp 2007.







31
Jul
  BlogCamp 2007 – Tá afim de ir? Então corre!

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Pra falar a verdade, não faço a mínima de como é que rola esse negócio de desconferência, mas o certo é que será uma bela oportunidade de conhecer e trocar idéias com os blogueiros do meu Brasil (menos), esses que fazem parte do meu dia a dia nesse mundão virtual de Deus.

Vai rolar nos dias 25 e 26 de Agosto, e eu, infelizmente, só posso pintar por lá no Sábado, pois no Domingo tem Enem (pensei em fazer aquela piada imbecil, mas decidi poupá-los). E é neste momento que vocês se dão conta que estão lendo os textos de uma pirralha que ainda estuda, acertei?

De qualquer forma, quem quiser aparecer por lá pra bater um papo comigo e com vários blogueiros gente boníssima, some daqui agora e vai fazer a inscrição, pois as vagas são limitadas e já estão acabando!