<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Substantivolátil &#187; Papo Furado</title>
	<atom:link href="http://substantivolatil.com/archives/category/papo-furado/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://substantivolatil.com</link>
	<description>O primeiro rascunho de qualquer texto é uma m#$&#38;@.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 19 Jan 2012 17:12:38 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator>
		<item>
		<title>Tenha Paciência, Meu!</title>
		<link>http://substantivolatil.com/archives/tenha-paciencia-meu.php</link>
		<comments>http://substantivolatil.com/archives/tenha-paciencia-meu.php#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 15:08:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Papo Furado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://substantivolatil.com/?p=843</guid>
		<description><![CDATA[E, de repente, eu chamei o pano, que estava dentro do balde que eu queria usar, de IMBECIL. Derrubei uma caneta e a bicudei pro cu do mundo. Chorei porque tinha que lavar louça. Pronto, fudeu. TPM feelings. Legal é que duas horas antes de xingar objetos inanimados, depois de uma visita inesperada, pensei em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px initial initial;" title="tpm" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2009/10/tpm1.png" alt="tpm" width="276" height="400" /></p>
<p>E, de repente, eu chamei o pano, que estava dentro do balde que eu queria usar, de IMBECIL. Derrubei uma caneta e a bicudei pro cu do mundo. Chorei porque tinha que lavar louça.</p>
<p>Pronto, fudeu. TPM feelings.</p>
<p>Legal é que duas horas antes de xingar objetos inanimados, depois de uma visita inesperada, pensei em tuitar que, &#8220;às vezes, a vida é tão fácil de ser vivida&#8221; e desisti porque me soou deveras gay. Mas estava assim, de buenas, felizona.</p>
<p>E aí que eu resolvi escrever esse texto pros moços. Aqueles que sofrem junto, mas não conseguem entender <em>whatafuck is going on</em> com a moça.</p>
<p>Porque falando assim, posso não conseguir expressar com a devida importância a MERDA MORFÉTICA que é não conseguir parar de chorar sem nem saber o porquê ou querer morrer porque acabou o papel higiênico, mas preciso informá-los da importância que os senhores têm, nesses dias de caos.</p>
<p>Talvez existam donzelas que, como eu disse hoje, digam: &#8220;se quiser ficar no teu canto, fique à vontade, que eu tô chorona&#8221;, numa tentativa racional de evitar atritos maiores e tentando ignorar que, tratando-se de hormônios DESCONTROLADOS, isso não adianta porra nenhuma, porque:</p>
<p>1- Se você concordar com ela, ela vai se sentir abandonada e te odiar.</p>
<p>2- Se você insistir e ignorar o conselho, vai acontecer o que já se sabia desde o começo. Round 1, FIGHT!</p>
<p>Agora, antes de surtar com a sua mina porque ela tá chata, irritante ou chorona, saiba que, se quiser se livrar disso, vai ter que passar a dar ré. Porque até ALOCA da galera, aquela que tá sempre rindo e zoando, tem &#8220;em cada dia do mês, uma concentração de hormônios sexuais diferente da do dia anterior e diferente da do dia seguinte&#8221;, que fazem com que ela te mande um caminhão de pétalas de rosas num dia e um de bosta no outro. Quer resmungar, reza e xinga o cara lá de cima &lt;/JEITINHO&gt;, que foi ele quem fez.</p>
<p>Mas uma solução muito mais esperta é aceitar que, a menos que você siga a sugestão do parágrafo acima, isso vai acontecer pelo resto da sua vida e é muito mais fácil se preparar com um pote de sorvete e boa vontade pra vinte minutos de cafuné.</p>
<p>Caso isso seja muito cansativo para a vossa senhoria, sempre se pode conversar e dar a explanação. Evitar se encontrar nesses dias, sei lá. Apesar de, na verdade, a vontade de agradar a rapariga que você ama, ser esperada independente de você saber que ela está precisando disso. E se essa vontade não existir, talvez os seus hormônios é que sejam o problema &#8211; a única coisa impulsionando a relação. Se esse for o caso e você quiser se livrar da carga, tente fazê-lo antes do final daquela quinzenazinha de paz.</p>
<p>Afinal, TPM é atenuante de pena por homicídio e alguém teve que provar.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://substantivolatil.com/archives/tenha-paciencia-meu.php/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>48</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O livro dos dias</title>
		<link>http://substantivolatil.com/archives/o-livro-dos-dias.php</link>
		<comments>http://substantivolatil.com/archives/o-livro-dos-dias.php#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 15:44:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maira Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo Furado]]></category>
		<category><![CDATA[Promoções]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://substantivolatil.com/?p=833</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?&#8221; E foi com essas frases que conheci Legião Urbana. Não simples frases, mas aquelas ditas no momento certo. Legião Urbana desde então foi isso pra mim: frases certas, nas horas certas. Minha história sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?&#8221;</p>
<p>E foi com essas frases que conheci Legião Urbana. Não simples frases, mas aquelas ditas no momento certo.<br />
Legião Urbana desde então foi isso pra mim: frases certas, nas horas certas.</p>
<p>Minha história sobre como comecei a gostar de Legião Urbana passa longe de ser daquelas belas onde o pai apresentou ao filho e blablablous. Muito pelo contrário, meu pai surtava com Renato Russo, dizendo que era muito depressivo. Pelo fato de na época eu só usar calças jeans, tênis e camisetas pretas, ele vivia dizendo que era culpa das músicas que eu escutava, proibindo até de tocar Legião no carro quando a família saía pra viajar. Chegamos a brigar feio. Ele gritava que o cara já tava morto quando ainda era vivo e eu gritava que.. gritava nada, porque não tinha coragem de gritar com o meu pai (que na época era maior que eu) por medo de levar uma no meio da boca e perder os dentes da frente. Então ele falava e eu chorava no meu cantinho. Escutando Legião, claro.</p>
<p>E não foi motivo de brigas só com o meu pai, não. Foi motivos de brigas com desconhecidos que falavam que era uma merda, foi motivo de brigas com a minha irmã pela demora pra escrever esse texto (essa parte vc corta, é que não resisti..hahahaha*), e até motivo de brigas com meu ex-namorado, que dizia que o Renato tinha uma voz irritante e era um bicha. Como meu ex gostava de Freddy Mercury, tinha o que mandar quando ele dizia isso..mesmo gostando do Freddy Mercury também. Mas não, Renato Russo não foi motivo pra ele ser ex. Meu ex virou ex porque ele gosta de meninos e meninas mesmo. Brincadeira. Ou não&#8230;vai saber.</p>
<p>Enfim&#8230;quem me apresentou Legião Urbana foi minha queridíssima irmã, senhorita Mirian Bottan. Ela já gostava, eu cantarolava &#8220;Eduardo e Mônica&#8221;, ela me apresentou o cd &#8220;As Quatro Estações&#8221;, eu gamei. E desde então, Renato Russo se tornou presente na minha vida, dono até da música-tema do meu primeiro namorico.<br />
Não é segredo nenhum nesse blog minhas desgraças amorosas, então não faz diferença para minha pessoa dizer que a música era &#8220;Mais Uma Vez&#8221;, cuja letra dizia:</p>
<p>&#8220;Tem gente que está<br />
Do mesmo lado que você<br />
Mas deveria estar do lado de lá&#8230;&#8221;</p>
<p>Preciso dizer que é mais do que lógico que Renato Russo tinha razão?<br />
E, como a anta que vos fala nunca entende os sinais divinos, Renato Russo foi dono da música-tema do meu segundo namorico também&#8230;</p>
<p>&#8220;Você gosta mesmo de mim<br />
Se arriscando a me perder assim<br />
Ao me explicar o que eu não quero ouvir.&#8221;</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Rolou um sentimentalismo aqui, mancebos. Melhor mudar os exemplos.<br />
Voltando, Legião foi trilha sonora de quando prestei vestibular também!..</p>
<p>&#8220;Hoje não dá<br />
Hoje não dá<br />
Não sei mais o que dizer<br />
E nem o que pensar&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8230;e foi ai que sai no meio da prova, liguei pra Paçoca chorando loucamente porque tinha rodado no vestiba.</p>
<p>Saindo das desgraças da vida da Maira, vamos pras vergonhas.<br />
Lembram quando era moda alugar karaokês em datas festivas? (Pra quem lembra, shame on us) Pois toda vez que havia um, lá estava eu, superando a vergonha de cantar em público e entre &#8220;Catedral&#8221; e &#8220;Hyperconectividade&#8221;** (a Paçoca era viciada em cantar isso no karaokê com nossa prima), cantando TODAS as músicas da Legião Urbana, pra vergonha de mim mesma e tortura alheia.</p>
<p>A paixão pela banda e pelo Renato Russo foi crescendo cada vez mais e comecei uma coleção da banda, incluindo revistas antigas e lp&#8217;s, que buscava em tudo quanto era sebos de Americana e região. Por isso quase surtei quando fiquei sabendo do <a href="http://www.renatorussoolivro.com.br/home.asp" target="_blank">novo livro</a>. Tentei participar de promoção, mas a minha Mairice não deixa ganhar essas coisas. E eis que recebo um exemplar de presente, de um truta da Tatá, que me viu participando!</p>
<p>Posso dizer que o livro é perfeito. É tudo o que eu esperava ler de Renato Russo. E foi justamente por ler e ver que &#8220;Renato Russo: o filho da revolução&#8221; é um presentão pra qualquer fã que estou aqui agora, pra um super negócio. Recebi não só um, mas DOIS exemplares!</p>
<p>Então é o seguinte: o Subs vai presentear com um livro o leitor que contar a melhor e mais divertida história pessoal envolvendo alguma música da banda. Quero ver quem tem algo das desgraças Bottânicas na própria vida <img src="http://substantivolatil.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif" alt=")" class="wp-smiley" /> </p>
<p>É isso, negada, esse é o livro dos nossos dias, o livro dos nossos amores!</p>
<p>Notas da Miroca:</p>
<p>* Não corto.</p>
<p>** HiperconectividadÊ! Liga lá!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://substantivolatil.com/archives/o-livro-dos-dias.php/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>44</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Não bimbarás</title>
		<link>http://substantivolatil.com/archives/nao-bimbaras.php</link>
		<comments>http://substantivolatil.com/archives/nao-bimbaras.php#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 17:20:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maira Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Papo Furado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://substantivolatil.com/?p=787</guid>
		<description><![CDATA[Sempre ri muito de quem acredita nos famosos jogos considerados do capeta, mas, nessa última semana, reconsiderei. Há exatos 34 dias, estava eu na minha humilde residência sentada à mesa com a senhorita Mirian, cada uma em seu pequeno mundo virtual, como é de costume nos fins de semana, quando escutei uma platéia aplaudindo, som [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-788 aligncenter" title="missbimbo" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2009/06/missbimbo.jpg" alt="missbimbo" width="450" height="333" /></p>
<p>Sempre ri muito de quem acredita nos famosos jogos considerados do capeta, mas, nessa última semana, reconsiderei.</p>
<p>Há exatos 34 dias, estava eu na minha humilde residência sentada à mesa com a senhorita Mirian, cada uma em seu pequeno mundo virtual, como é de costume nos fins de semana, quando escutei uma platéia aplaudindo, som vindo do note da Paçoca. Não me contive e perguntei o que diabos era aquilo.</p>
<p>Ai começou a merda, ela me apresentou um jogo: <a href="http://www.missbimbo.com" target="_blank">Miss Bimbo</a>. Que ela, por sua vez, conheceu através de um tweet/<a href="http://www.justlia.com.br/2009/04/miss-bimbo/" target="_blank">post  da Lia</a>.</p>
<p>O objetivo resumido é: ter as roupas mais caras,  ser a mais magra, inteligente e estilosa. Como a Lia disse, entre as metas &#8220;politicamente incorretas&#8221; também consta arrumar um namorado rico, <span style="color: #000000;">mesmo que ele seja velho e feio</span><em><span style="color: #000000;">.</span> </em>Eu ri. Achei ridículo. Mas fui lá e fiz minha querida Bimbo Makyyta, pela boa e velha curiosidade. E desde então, caro leitores, eu bimbo (do bottanês BIMBAR) todos os dias.</p>
<p>Tentei parar, mas quando não bimbei, recebi o e-mail de assunto &#8220;Your Bimbo is sick&#8221;, resolvi dar uma checadinha e minha Bimbo, uma quase mini-me, estava morrendo de FOME!</p>
<p>Como não pude deixá-la morrer, voltei a bimbar.</p>
<p>Mas essa semana, algo me assustou. Durante esses 34 dias (fora o episódio da fome) tratei minha Bimbo muito bem. Dei legumes, água, chocolate quando ela estava triste, botei a Bimbo pra dançar, mandei pra academia, coloquei roupa bonita e fiz uma maquiagem animal.</p>
<p>Um dos objetivos, como eu disse, era arrumar um namorado. Acontece que minha Bimbo mesmo com alto Q.I., super atitude, bonita e bem vestida não arrumava um mancebo! O que já me pareceu meio familiar&#8230;</p>
<p>Quando finalmente conseguiu arrumar um namoradinho feio e pobre (na visão Bimbo de ser, pelo menos), subi novamente de level e a nova meta era: terminar com o namorado.</p>
<p>Fiquei TRÊS dias tentando pagar TREZENTOS bimbos dólares por causar danos emocionais ao meu bimbonamoradovirtual e mesmo assim ele não queria terminar comigo!</p>
<p>Ai já não me era mais familiar. Era minha vida real. Eu tenho um karma lazarento de arrumar nego que não aceita fim de relacionamento nem pagando!</p>
<p>Fui então comentar o fato com a Paçoca, já que, sendo quem me apresentou o jogo, poderia estar mais sabida do que eu e me dar umas dicas. Mas o que ela me disse sobre a sua Bimbo foi:</p>
<p>&#8220;Gasto todo o meu dinheiro em roupas, terminei com o meu Bimbo-namorado, entrei em compulsão alimentar e agora tenho que frequentar o psicólogo.&#8221;</p>
<p>Duas vezes não pode ser coincidência. Isso não pode ser do bem.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://substantivolatil.com/archives/nao-bimbaras.php/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>74</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quadrilha Estendida</title>
		<link>http://substantivolatil.com/archives/quadrilha-estendida.php</link>
		<comments>http://substantivolatil.com/archives/quadrilha-estendida.php#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 17:29:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo Furado]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://substantivolatil.com/?p=780</guid>
		<description><![CDATA[Eu costumava achar que a Quadrilha, de Drummond, era uma puta verdade irritante: João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-781 aligncenter" title="cirandaMista" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2009/06/cirandamista.jpg" alt="cirandaMista" width="350" height="277" /></p>
<p>Eu costumava achar que a Quadrilha, de Drummond, era uma puta verdade irritante:</p>
<p>João amava Teresa que amava Raimundo<br />
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili<br />
que não amava ninguém.<br />
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,<br />
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,<br />
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes<br />
que não tinha entrado na história.</p>
<p>Mas pensando melhor, antes fosse simples assim. Porque fora dos livros, o João é amigo do Raimundo e a Teresa, se pudesse controlar, escolheria gostar do primeiro ao invés do segundo!</p>
<p>Ou a história pula o Joaquim e a Maria quer mesmo é pegar a Lili.</p>
<p>Às vezes, outra quadrilha passa perto e um dos mancebos se torna o J. Pinto da outra história, forçando desiludidas Marias ou Teresas a dar uma chance por despeito e viver uma vida vazia. Ou descobrir o tempo perdido.</p>
<p>E vai ver o J. é de um João mais velho que acaba de voltar dos Estados Unidos, onde se deu bem. Nesse caso, quem melhor pra ficar com o cara do que a Lili, que nessa bagunça toda, certamente era a única que conseguia focar nos estudos e no trampo.</p>
<p>Faz sentido.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://substantivolatil.com/archives/quadrilha-estendida.php/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>49</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Gula</title>
		<link>http://substantivolatil.com/archives/gula.php</link>
		<comments>http://substantivolatil.com/archives/gula.php#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 07:07:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo Furado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://substantivolatil.com/?p=705</guid>
		<description><![CDATA[Fome é uma merda. Fome de doce, fome de farra, fome de saquê com morango, fome de alguém, fome de vida, fome de amor. Eu aprendi que se não dá pra fazer uma refeição completa, eu posso comer uma fruta ou tomar um iogurte e meu corpo aguenta mais umas três horas sem me derrubar. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-709 aligncenter" title="gula" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2009/03/gula1.jpg" alt="gula" width="300" height="292" /></p>
<p>Fome é uma merda.</p>
<p>Fome de doce, fome de farra, fome de saquê com morango, fome de alguém, fome de vida, fome de amor.</p>
<p>Eu aprendi que se não dá pra fazer uma refeição completa, eu posso comer uma fruta ou tomar um iogurte e meu corpo aguenta mais umas três horas sem me derrubar.</p>
<p>Mas e amor, tem na geladeira?</p>
<p>Hoje eu passei muito tempo sem comer, e a fome começou a me doer mais do que o nariz que eu quase quebrei na porra do flying boat aqui em Bombinhas. Aí parti pro restaurante DAQUELE JEITO pro garçom: &#8220;moço, me vê tua alma com maionese&#8221;.</p>
<p>Pedi entrada, um elfo, um unicórnio, dois sucos de laranja e uma coca cola.</p>
<p>Eu que nunca bebo durante a refeição.</p>
<p>Comi o mundo e a alma do garçom e ainda trouxe a coca pra casa. Tô passando mal, claro. Tive que arrumar espaço pra dois comprimidos digestivos com mais uns goles de coca. Aí foi bem ruim. Consertar cagada é sempre pior que evitar, até o Nemo sabe, e a gente continua fazendo errado.</p>
<p>Quando você chega num restaurante com muita fome, pega um cardápio e vê a tua comida preferida, tudo que dá pra imaginar é que você vai ser o abestado mais feliz do mundo quando a parada estiver ali na tua frente, esperando pra ser atacada.</p>
<p>Só que comer desesperadamente e além da conta te faz mal.</p>
<p>Quando você encontra alguém que preenche todos os requisitos pra ser o prato principal pro qual todas as entradas te levaram, a fome causa o exagero. Nem precisa externar, basta querer demais, querer rápido, querer resultado, querer certeza.</p>
<p>Querer desesperadamente e além da conta te faz mal.</p>
<p>Até porque, nem sempre a comida chega como você imagina enquanto está sentado esperando, quase sentindo o gosto de antemão. Às vezes, falta sal. Às vezes, durante a espera, o pedido da mesa ao lado chega, e você fica na dúvida.</p>
<p>É muito louco.</p>
<p>Só sei que eu tô apaixonada e tomei no cu. Mas a gente não desiste, né? Não pode.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://substantivolatil.com/archives/gula.php/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>91</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Maira Bottan &#8211; o retorno.</title>
		<link>http://substantivolatil.com/archives/maira-bottan-o-retorno.php</link>
		<comments>http://substantivolatil.com/archives/maira-bottan-o-retorno.php#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 15:31:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maira Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo Furado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://substantivolatil.com/?p=679</guid>
		<description><![CDATA[Quando a senhorita Mirian Bottan foi-se embora para São Paulo, afirmei pra mim mesma: eu nunca sairei de Americana. Essa frase virou lei quando a mancebinha voltou dizendo que a capitar era pura loucura, que mais um mês e ela escalaria prédios no auge do surto. Até então, minha idéia era bem simples: fazer uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-680 aligncenter" title="ma_mi" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2009/03/ma_mi1.jpg" alt="ma_mi" width="400" height="340" /></p>
<p>Quando a senhorita Mirian Bottan foi-se embora para São Paulo, afirmei pra mim mesma: eu <strong>nunca </strong>sairei de Americana. Essa frase virou lei quando a mancebinha voltou dizendo que a <em>capitar </em>era pura loucura, que mais um mês e ela escalaria prédios no auge do surto. Até então, minha idéia era bem simples: fazer uma viagem pós-formatura do ensino médio, voltar e me preocupar com faculdade e meu namoro.</p>
<p>Acontece que nem tudo é como se espera, baby, nem tudo é pra sempre. E quando me disseram, ri ironicamente e gritei que era praga. Não acreditei em uma só palavra, e arrumei desculpas esfarrapadas para isso.<br />
Em menos de um mês, o tal namoro tão concreto e eterno acabou, depois de tomar coragem lendo um texto que me passaram. E a pessoa a quem me dediquei por 2 anos, sem pausa para mim mesma, disse, em exatas palavras: &#8216;Você tem que sofrer para aprender. Vai aprender na dor&#8217;</p>
<p>Dado o aviso, o mancebo pisou em mim feito o seu Madruga no chapéu.</p>
<p>Entrei na fase que ganhou o título de &#8216;blackout da mente&#8217;. Fiz o que não faria, fui quem não <em>fuiria</em>. Mas saí dessa fase, com a ajuda de uma pessoa. Quando o ano estava prestes a acabar, bateu o desespero. Que aquela merda acabasse logo. E foi aí que me pegaram pelo braço, e fui até o fim.</p>
<p>E foi-se 2008, entre tantos soluços e abraços. [Exit night.]<br />
E começou 2009. [Enter light.]</p>
<p>E aí? Aí que 5 meses de lágrimas, 5 meses de pensamentos ruins, 5 meses de sentimentos ruins me trouxeram ao agora: nunca estive tão feliz comigo mesma, nunca me senti tão bem por ter uma chave de casa, nunca senti tanta saudade do meu cachorro, nunca amei tanto meus pais, nunca tive tantos amigos, nunca fui tão eu mesma, e, por último, mas não menos importante: <strong>nunca estive tão próxima da minha irmã</strong>.</p>
<p>E, na verdade, é mais por ela do que por mim que faço esse texto, porque, se ainda não deu pra sacar, foi ela quem jogou a &#8216;praga&#8217;, quem passou o texto do fim do namoro, me guiou até o fim do ano, me ouviu chorar uma vez por dia, todos os dias, em 5 meses, foi ela quem me levou pra sair quando só queria enfiar o travesseiro na cara e esquecer o mundo, me ligou meia-noite no meu aniversário, meio louca, e me fez rir. Foi ela quem começou, que causou e que salvou. E por causa não só dela, mas em grande parte, estou aqui, em São Paulo, numa lan, vendo a chuva, escutando meu estômago roncar e recebendo msgs de &#8216;quando você volta?&#8217; das meninas com quem moro agora.</p>
<p>Mano, você salvou minha vida.<br />
&#8230;<br />
Ou começou a foder tudo. <img src="http://substantivolatil.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif" alt="D" class="wp-smiley" /> </p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><strong>[Nota da Miroca]</strong> Depois dessa, ela quase pode me chamar de Tatá em público. Te amo, gorda.</p>
<p><strong>Recaditos:</strong></p>
<p><a href="http://feedburner.google.com/fb/a/mailverify?uri=substantivolatil" target="_blank">Receba os textos via email!</a></p>
<p><a href="http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=41999949&amp;tid=5301504280666486566&amp;start=1" target="_blank">Entra na roda e pergunta, maluco.</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://substantivolatil.com/archives/maira-bottan-o-retorno.php/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>36</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A great day for freedom</title>
		<link>http://substantivolatil.com/archives/a-great-day-for-freedom.php</link>
		<comments>http://substantivolatil.com/archives/a-great-day-for-freedom.php#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 08:37:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo Furado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://substantivolatil.com/?p=669</guid>
		<description><![CDATA[Existem fases pelas quais todo mundo passa. Tipo as moléres naquela (tão temida pelos homens) de querer um bebêzinho e uma casinha com cerquinha e plantinhas até mais do que possam querer dinheiro ou o próprio homem, e os hombres enquanto lobos teimando em querer comer a chapeuzinho, if you know what I mean. Mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-670 aligncenter" title="freedom" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2009/02/freedom1.jpg" alt="freedom" width="411" height="311" /></p>
<p>Existem fases pelas quais todo mundo passa. Tipo as moléres naquela (tão temida pelos homens) de querer um bebêzinho e uma casinha com cerquinha e plantinhas até mais do que possam querer dinheiro ou o próprio homem, e os hombres enquanto lobos teimando em querer comer a chapeuzinho, if you know what I mean. Mas tem aquela que vem SEMPRE, mais cedo ou mais tarde, e se não vem cedo vem tarde, e aí geralmente fica feio por bosta.</p>
<p>Tipos tiozão com carro tunado, regata e óculos espelhado e tiazona com silicone e sutiã de oncinha, ambos agitandinho bacanamente com os amigos dos filhos na balada. Então, na minha cabeça é tudo negada que pulou a tão bela e mágica fase que chamaremos aqui de FREEDOM RUN.</p>
<p>Eu não sou o ser mais vivido cronologicamente falando, mas se tem uma coisa que eu já vi por aí foi essa fase chegar, e nos mais variados casos.</p>
<p>Com 14 eu já não era das mais controladas, mas conheci uma garota que deixava todas as minhas <em>wildices</em> no chinelo. A menina vivia um pouco aqui, um pouco lá, pelas casas de parentes espalhadas pelo Brasil, fazendo o que dava na cabeça, no melhor estilo <em>go with the flow</em>. O cara por quem ela era apaixonada era um hippie chamado Sol que morava na praia, e ela tinha todas pra contar, inclusive sobre sexo, botando medo ou lenha na fogueira pro resto da galera, que ainda estava no ninho.</p>
<p>Só que hoje ela tem um filho e não tem aqueeeela estabilidade, que só acontece com um pouco de raiz e regras, principalmente naquela fase.</p>
<p>Quanto aos tiozões e tiazonas, um motivo comum é tipo fulana que casou cedo e dedicou o tempo e a vida aos filhos e marido, e mesmo assim a coisa falhou, fazendo a moça, já não tão moça, querer experimentar tardiamente os prazeres da vida.</p>
<p>Mas esse exemplo é bem default. Nem precisa ser uma vida, basta dedicar alguns anos a um relacionamento que não funfou como era esperado. O período seguinte sempre vira uma desvairada busca pela liberdade. O famoso &#8220;recuperar o tempo perdido&#8221;.</p>
<p>Eu acho que é uma fase necessária, porque você precisa saber até onde pode e quer ir sozinho, e do que é capaz de fazer, seja cagada pra servir de lição, seja score, e talvez a melhor época seja mesmo ao ingressar na faculdade, mudar de cidade (como a Bottanzinha está fazendo agora), que é quando você vai realmente descobrir quem você é longe de qualquer coisa que já te fizeram acreditar ser. Mas enfim, quem controla o timing, né?</p>
<p>Porque se você já entrou e saiu da faculdade, já mudou de cidade e voltou pra casa, já começou e terminou longos OU insignificantes relacionamentos, tem mais é que fazer aquele favor de levantar essa bunda gorda da cadeira e tentar descobrir outra vez por onde ir, antes de ir procurar o amor no bate papo do UOL, sala 20 a 30.</p>
<p>Já parou pra pensar que se tivesse nascido míseros 20 quilômetros longe de onde nasceu, provavelmente jamais teria encontrado o fulano ou a fulana que talvez ainda estejam te impedindo de seguir?</p>
<p>Sabe a bunda gorda na cadeira? Então, são as <strong>suas </strong>pernas que a sustentam.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://substantivolatil.com/archives/a-great-day-for-freedom.php/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>33</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Libera e joga tudo pro ar</title>
		<link>http://substantivolatil.com/archives/libera-e-joga-tudo-pro-ar.php</link>
		<comments>http://substantivolatil.com/archives/libera-e-joga-tudo-pro-ar.php#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 03:19:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo Furado]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[skarnaval]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://substantivolatil.com/?p=652</guid>
		<description><![CDATA[Não é novidade que eu sou durock. Baladinhas alternativas, do rock clássico ao ska punk, cabelos malucos, roupas malucas e aquela vida Cazuza que só os rocknrollas guentam, acabou que nunca fui aquela moça que a vó sempre quer que a gente seja, né. Porque enquanto a filha da dona Cida estudava bonitinha com os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-661 aligncenter" title="carnaval_mascara" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2009/02/carnaval_mascara1.jpg" alt="carnaval_mascara" width="300" height="296" /></p>
<p>Não é novidade que eu sou <em>durock</em>. Baladinhas alternativas, do rock clássico ao ska punk, cabelos malucos, roupas malucas e aquela vida Cazuza que só os rocknrollas guentam, acabou que nunca fui aquela moça que a vó sempre quer que a gente seja, né.</p>
<p>Porque enquanto a filha da dona Cida estudava bonitinha com os óculos de armação quadradinha, eu mandava a dona Cida tomar no cu se me olhasse torto, sumia no mundo, jogava cadeira no namorado e em quem quisesse me desviar do caminho da malvadeza, e outras punkices do lado negro de Bottan que eu jamais publicarei.</p>
<p>Durante essa fase, eu aprendi, como todo rebeldezinho, a repudiar qualquer coisa que não fosse <strong>cult </strong>e <strong>rockah</strong>. Eram as clássicas de se esconder num buraco durante o carnaval, não pisar jamais numa pista que tocasse forró, fugir de eventos em família ou frufrus, pra não usar social nem poluir a mente com axé e cia.</p>
<p>Embora lá nas profundezas da minha mente malvada eu soubesse o perigo de coexistir com uma boa batida de axé&#8230;</p>
<p>Eu me remexia. Muito.</p>
<p>Eu continuava achando idiota, mas gostava do ritmo, e sabia muito bem que num passado não tão distante daquela época, havia me divertido horrores zoando as coreografias mais porcas possíveis, do bambolê à manivela. E num belo dia, na primeira <a href="http://www.flickr.com/photos/mbottan/2439336874/in/set-72157607174602249/" target="_blank">festa foda em família</a> onde eu me senti livre pra botar pra foder depois dessa fase, eu fiquei perdidona, e me senti uma besta quadrada por abrir mão de tantos anos de farra saudável, achando que tinha que agradar seja lá quem fosse.</p>
<p>Quantas formaturas com o pezinho batendo debaixo da mesa, tsc, tsc. Mas pra compensar e me manter firme na reabilitação, na última me dei o direito de reproduzir a <a href="http://br.youtube.com/watch?v=zoUEMZnibS8" target="_blank">dancinha </a>de <strong>Um</strong>a e <strong>Travolta </strong>em <strong>Pulp Fiction</strong>. Além de me meter no meio da molecada e dançar até funk. Como me gusta. <img src="http://substantivolatil.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif" alt="P" class="wp-smiley" /> </p>
<p>Sem contar que uma das noite mais divertidas do ânus que se foi (esse mereceu o trocadilho), foi dançando forró.</p>
<p>Ver a globeleza globelezando na TV sempre foi deixa pra pensar &#8220;oh, shit&#8221;, e programar a fuga rápida, pra qualquer lugar onde eu não vislumbrasse bundas rebolantes. E mais importante, pra que eu não me juntasse à elas!</p>
<p>E aí que eu venho por meio desta comunicar-lhes que pela primeira vez em, sei lá, 10 anos, eu vou passar o carnaval no carnaval. Até agora, as únicas aleatoriedades que sei sobre o que me espera são: Ilha Comprida e bloco do Pinto. Muita angústia e momentos de tensão por aqui.</p>
<p>Mas não me abandonem. Independente do que vier, nem uma chave de pernas da Ivete me faz perder o <a href="http://br.youtube.com/watch?v=--bOlu5sjHk" target="_blank">Skarnaval</a>.</p>
<p>God bless my eyes.</p>
<p>Ps. E vocês, como encaram o Carnaval?</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=41999949" target="_blank">Então pegue na minha e balance.</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://substantivolatil.com/archives/libera-e-joga-tudo-pro-ar.php/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>71</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Put it behind you</title>
		<link>http://substantivolatil.com/archives/put-it-behind-you.php</link>
		<comments>http://substantivolatil.com/archives/put-it-behind-you.php#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 03:45:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Papo Furado]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://substantivolatil.com/?p=569</guid>
		<description><![CDATA[Nem sempre é revolta, sabe? Nem sempre é recado, nem sempre é experiência, nem sempre é justo que vocês não entendam do que eu estou falando. Mas, às vezes, tudo isso acontece ao mesmo tempo, como no último texto. Engraçado é que é legal que ele esteja lá, e é lá que ele vai ficar. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-571 aligncenter" title="mi" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2008/10/mi-300x267.jpg" alt="" width="300" height="267" /></p>
<p>Nem sempre é revolta, sabe? Nem sempre é recado, nem sempre é experiência, nem sempre é justo que vocês não entendam do que eu estou falando. Mas, às vezes, tudo isso acontece ao mesmo tempo, como no último texto.</p>
<p>Engraçado é que é legal que ele esteja lá, e é lá que ele vai ficar. Porque algum recado foi passado, de alguma forma, mesmo que não seja o quê e pra quem eu fazia questão. Mais engraçado ainda, é que este texto aqui, logo depois do outro, vai ser bem bonito.</p>
<p>Quando a minha irmã começou a namorar, a gente se distanciou bem. Eu não gostei daquilo, porque ela era a minha pequena, e de repente, não estava mais lá, nunca. Então, durante uma discussão, eu disse pra ela que aquele namoro não ia durar pra sempre, e ela emputeceu level 10, estrelinha. Faz pouco mais de um mês, ela veio me dizer que eu estava certa. O namoro acabou, ninguém morreu, a vida indo.</p>
<p>O que eu queria que ela entendesse naquela época, é que eu não estava dizendo por mal, que não era triste, nem desesperador, nem macumba pra ter a minha irmã de volta. Era só a realidade, e a realidade não é triste, é bonita!</p>
<p>Porque antes disso, eu havia namorado três anos, e acabou. Cada um seguiu a sua vida, as coisas mudaram. Hoje ele tem um filho, e eu, namorei mais uns muitos anos, e acabou outra vez. E exatamente aí, quando não podia, parece que eu mesma esqueci a minha lição. E senti o baque, bem feio.</p>
<p>Seria muito mais prático se as fases da vida fossem como as da lua, que mudam, independente de a gente querer ou não. Eu não gosto da lua minguante, mas de tempos em tempos, ela está lá. E eu tenho a opção de não olhar pro céu se eu quiser, mas aí, eu perderia também as estrelas todas. De qualquer forma, se as nossas fases mudassem por conta, quanta coisa a gente não ia deixar de entender. Eu acho bonito assim, mesmo chorando mais.</p>
<p>Enfim, eu tentei retardar a mudança que estava invadindo a minha vida, eu fechei todas as portas por onde a realidade e a novidade pudessem entrar. E sabe o que acontece quando você faz isso? Não entra nada, nem luz. Às vezes falta ar, também.</p>
<p>Enquanto eu escrevo, tá rolando <strong>Keane</strong>, no repeat:<br />
<em><br />
O tempo corre em um ritmo rápido<br />
É engraçado como é fácil esquecer o rosto dela<br />
Você esconde as rachaduras, os <strong>fatos vão te encontrar</strong><br />
Vire-se e deixe os dias solitários para trás agora</em></p>
<p><em> Todas as coisas que você achava que estavam garantidas<br />
Te atingiram como uma bala na barriga<br />
Você não consegue se levantar<br />
<strong> Mas você vai ao menos tentar?</strong><br />
Porque se você nem ao menos tentar<br />
O tempo vai te deixar pra trás</em></p>
<p>Você não suporta mais aquele trabalho, apesar de ganhar muy bien, e estar lá há trocentos anos. Você não suporta mais o relacionamento que não faz mais bem pra nenhum dos lados, mas está quase noivo. Você descobre que quer a arte, no penúltimo semestre de direito.</p>
<p>E aí?</p>
<p>Mais uma vez, não é triste, apenas &#8220;é&#8221;. Mas às vezes, a única coisa que faz com que a gente encare os fatos, ainda a contragosto, e comece a cogitar a mudança, é o cansaço. Porque cansaço dói, e quando chega a hora que dói demais, também chega a hora onde o mínimo descanso da dor vai te fazer entender tudo, e querer se livrar dela, de vez.</p>
<p>Não adianta eu dizer que você deve tentar, se você mesmo não estiver preparado. Eu ignorei o meu próprio conselho, por não estar. Eu sabia, mas não queria mudar de fase.</p>
<p>Não significa mudar de mundo, de cabelo, de gosto. Mas pode significar até aceitar de volta partes de outras fases que já se foram. Eu criei uma conta nova no <a href="http://www.fotolog.com/missbottan" target="_blank">fotolog</a>, mas mantive a franja.</p>
<p>E a esperança. Só que voltada pro lado certo, dessa vez.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><a href="http://substantivolatil.com/BFC/BottanFC_fechado2.jpg" target="_blank">E quem vai?</a></p>
<p><a href="http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=41999949" target="_blank">E quem gosta?</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://substantivolatil.com/archives/put-it-behind-you.php/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>68</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sai da minha aba!</title>
		<link>http://substantivolatil.com/archives/sai-da-minha-aba.php</link>
		<comments>http://substantivolatil.com/archives/sai-da-minha-aba.php#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 15:34:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maira Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo Furado]]></category>
		<category><![CDATA[Promoções]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://substantivolatil.com/?p=527</guid>
		<description><![CDATA[Atenção, leitor incauto, o texto abaixo é de autoria da Bottan II, a Maira Mairoca Makyta Paçoca, visse? O chato é aquele que faz questão de ignorar o seu estado OCUPADO num tom berrante de vermelho, pra perguntar qualquer chatice aleatória e fazer a janela pular bem no meio da sua leitura de uma análise [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Atenção, leitor incauto, o texto abaixo é de autoria da Bottan II, a Maira Mairoca Makyta Paçoca, visse?</em></p>
<p>O chato é aquele que faz questão de ignorar o seu estado OCUPADO num tom berrante de vermelho, pra perguntar qualquer chatice aleatória e fazer a janela pular bem no meio da sua leitura de uma análise profunda de <strong>Vidas Secas</strong>.</p>
<p>Todo mundo tem seus minutinhos de chatice no dia, ou seus diazinhos no mês, como as mulheres, mas tem gente que extrapola, a ponto de te fazer querer defenestrá-la. Às vezes eu cogito a possibilidade da existência de uma seita onde, apenas alguns escolhidos, aprendam técnicas secretas para alcançar os mais altos graus de <em>pé-no-saquice</em>, e fazer com que o resto da humanidade desenvolva a sua paciência e tolerância.</p>
<p>Não?</p>
<p>Ser chato e conseguir aturar a si mesmo necessita treinamento avançado de D.O.M.: Domain Of Mind. Se não houver um auto-controle, a coisa pode é sair do controle. Imagine se VOCÊ resolve SE defenestrar! D.O.M. se adquire com o tempo.. ou nas bancas mais perto de você!</p>
<p>Mas o problema é que a coisa tá no gene. Você não pede pra ter tendência à calvície, não pede pra nascer pintor de sarjeta, não pede pra ter facilidade de virar uma paçoca-rolha e também não pede pra ser um chato de galocha. Isso, uma pequena sequência de nucleotídeos te dá de graça. E não é só você que vai sacar essa hereditariedade. Sempre vai rolar o comentário: &#8220;Chato igual o pai!&#8221;.</p>
<p>Conheço uma família onde a mãe, o filho e a filha são tão chatos que qualquer um dos três sozinho bate todos os outros chatos da minha vida. A forma como os conheci foi a mais chata possível: levando meu poodle pra cruzar com a insuportável da cadela deles. A <span style="text-decoration: line-through;">vaca</span> cadela simplesmente rodopiava, pulava, corria, quase saiu voando pra não chegar perto do meu pobre <em>poodle monobola</em> (o que, por si só, já é uma situação muito chata pro coitado do mini cão).</p>
<p>Enfim, tenho vontade de chorar quando encontro um deles em um lugar qualquer. A mulher consegue me fazer as mesmas perguntas dos últimos CINCO anos, tipo &#8220;Tá estudando onde?&#8221;. Enquanto meu exterior responde calma e educadamente o nome da minha escola pela trigésima vez, por dentro, um ser raivoso grita &#8220;NO MESMO LUGAR DE SEMPRE, VÉIA CAQUÉTICA!&#8221;.</p>
<p>O único membro da família que não é chato é o pai. Mas isso porque não o conheço, então vamos deixar assim. Tipo papai noel, que teria sido o seu ídolo pro resto da vida, se você não tivesse espiado atrás da porta e descoberto que era só o seu tio gordo, meio bêbado.</p>
<p>Chato, né?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://substantivolatil.com/archives/sai-da-minha-aba.php/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>95</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Rala o coco, mexe a canjica</title>
		<link>http://substantivolatil.com/archives/rala-o-coco-mexe-a-canjica.php</link>
		<comments>http://substantivolatil.com/archives/rala-o-coco-mexe-a-canjica.php#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 01:12:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Papo Furado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://substantivolatil.com/archives/rala-o-coco-mexe-a-canjica.php</guid>
		<description><![CDATA[Pra mim, Dezembro tem cheiro próprio. Já me disseram que é por conta de uma tal árvere árvoro árvore que floresce só na época, mas eu me recuso a engolir. Dezembro cheira diferente por conta do natal. Assim como os meses de Junho e Julho tem seu cheirinho particular por conta das festanças caipirescas. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 0px 0px 0px 100px; border-right-width: 0px" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2008/06/558165019-966b06045a1.jpg" border="0" alt="558165019_966b06045a" width="235" height="337" /></p>
<p>Pra mim, Dezembro tem cheiro próprio. Já me disseram que é por conta de uma tal <span style="text-decoration: line-through;">árvere</span> <span style="text-decoration: line-through;">árvoro</span> árvore que floresce só na época, mas eu me recuso a engolir. Dezembro cheira diferente por conta do <strong>natal</strong>. Assim como os meses de Junho e Julho tem seu cheirinho particular por conta das <strong>festanças caipirescas</strong>. É realmente uma pena que, assim como o natal e os aniversários,  as festas juninas/julinas percam a graça conforme a gente vai acumulando velas no bolo.</p>
<p>Aqui na capital, o mais perto que eu cheguei das tradições interioranas até o presente momento,  foi no almoço de hoje, com bandeirinhas decorando o restaurante e os garçons vestidos com camisas de flanela, servindo um quentão <em>digrátis</em>. Ainda assim, num miserê&#8230;</p>
<p>Enfim, eu tenho saudade das festas juninas, ainda que nunca tenham sido, exatamente,  dias de glória. Porque analisando bem, eu sempre me fodi nos pseudo-relacionamentos-quadrilhísticos:</p>
<p>Fui noivinha na dança por uns anos. Minha mãe me fez um vestido lindo, <strong>a partir do vestido de noiva</strong> <strong>dela</strong>. No primeiro ano, me escolhem um capeta alado de noivo. No outro, o menino era lindinho, mas eu estava banguela. Mas tipo, MUITO banguela.</p>
<p>Num outro ano, o meu par empaca. Na gravação, a ameba do moleque parado, com cara de coruja, e eu empurrando: &#8220;Daaaança, Thiaaaago!&#8221;. Num outro ainda, a pomba caga na camisa do meu par minutos antes da dança e ele quase desiste, ao invés de simplesmente limpar a merda.</p>
<p>Mas teve o pior, o mais traumatizante da minha infância, que foi quando o menininho por quem eu nutria um amorzinho platônicozinho, disse que preferia dançar com um cachorro do que comigo. Aquilo doeu. Renan era o nome do maldito.</p>
<p>Anos depois, eu disse isso pra ele de volta. Mas o trauma ficou.</p>
<p>Apesar dos pesares, não dá pra negar a delícia que era. Escolher a roupa (ou fazer um exchange com as primas), cortar bandeirinhas, ensaiar a quadrilha, numa expectativa só. E no dia, virar a estrela da festa, com maquiagem e tudo (mesmo odiando aquelas pintas estúpidas). Aquela criançada enfileirada desenfileirando, a professora louca com aquela massa colorida de crianças enchapeladas, pisoteando no &#8220;olha a chuva!&#8221;, e incapaz de fazer aquela ciranda maldita de meninos pra fora, meninas pra dentro, e cruza a mão, e roda, e volta, e cruza, e <em>putaquepariu</em>, que foda!</p>
<p>Tudo devidamente documentado em empoeiradas fitas VHS, que precisam, urgentemente, virar DVD.</p>
<p>E no interior a coisa não pára em festinhas de escola. Nessa época do ano, é só ter saco e gasolina, que rodando pela cidade você pode encontrar as festinhas de bairro. Essas sim, com a vizinhança cheia de quentão e vinho quente, e aquela gorda da casa da esquina com chapéu de trancinhas loiras achando que consegue, bêbada,  pular a fogueira do terreno baldio, <strong>essas</strong> são sensação.</p>
<p>E pelo amor de Santo Antonho, <strong>Rodeio</strong> <strong>não é</strong> equivalente à festa Junina. A sigla FDP, definitivamente, não é mera coincidência. Festa do Peão é o lado negro, feio e gordo da coisa, onde todo mundo se entope de pinga com mel pra ver um  touro com o saco apertado, pulando com uma anta em cima, uma tradição que nem nossa é, ao som de Bruno e Marrone.</p>
<p>Que infelizmente, são nossos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://substantivolatil.com/archives/rala-o-coco-mexe-a-canjica.php/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>85</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mi casa es mi casa</title>
		<link>http://substantivolatil.com/archives/mi-casa-es-mi-casa.php</link>
		<comments>http://substantivolatil.com/archives/mi-casa-es-mi-casa.php#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 May 2008 16:14:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Papo Furado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://substantivolatil.com/archives/mi-casa-es-mi-casa.php</guid>
		<description><![CDATA[E eis que o grande dia chegou. Eles vieram me visitar. Sabe né, ELES. Porque botar a mochila nas costas e chegar forrest gumpemente desbravadora em Americana, sendo paparicada pela família toda como a neta/sobrinha/filha/prima foda que foi morar sozinha na cidade grande é uma coisa. Provar que eu lavopassocozinho e limpo atrás da orelha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; margin: 0px 0px 0px 30px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2008/05/welcome1.jpg" border="0" alt="welcome" width="422" height="229" /></p>
<p>E eis que o grande dia chegou. Eles vieram me visitar. Sabe né, ELES.</p>
<p>Porque botar a mochila nas costas e chegar forrest gumpemente desbravadora em Americana, sendo paparicada pela família toda como a neta/sobrinha/filha/prima foda que foi morar sozinha na cidade grande é uma coisa.</p>
<p>Provar que eu lavopassocozinho e limpo atrás da orelha direitinho, com pai, mãe, irmã, namorado da irmã, gato, cachorro e macaco observando é outra. Mas eu estava relativamente pronta.</p>
<p>A rempa ia chegar no sábado e pra noite de sexta planejei um show do Skank e depois A FAXINA no apê. Mudança de planos, cineminha com o povo da agência, depois faxina no apê. Mudança de planos, cinema sozinha, depois faxina no apê. No fim, ficar até mais tarde na agência pra postar alguma coisa aqui, depois faxina no apê.</p>
<p>Acabou que saí quase duas da manhã e nem fodendo que eu ia faxinar. Além do mais, tudo estava limpinho, a moçoila que mora comigo estaria na sala vendo TV com o namorado, com umas latas de cerveja por perto, uns dois ou três copos pra lavar. Cinco minutos e eu arrumava tudo no outro dia.</p>
<p>Mas, ao sair do elevador, a música alta dos diabos vinha&#8230; da minha casa? Whatahell?!</p>
<p>Cumassim que a moça e o namorado se transformaram em um bando bêbado, faladero e fumero, a cerveja que eu esperava estava lá, mas FORA da lata, no chão e a louça AHPAPUTAQUEPARIU?</p>
<p>Não era feriado, não saquei a visita fora de época do Murphy. Só sei que a imagem de uma anã estressada andando pra lá e cá limpando bagunça afastou o povo e sua alegria. E no outro dia, depois do lerê lerê, tudo estava lindo, esperando um mundo de elogios.</p>
<p>Mas o primeiro comentário do Zé foi: &#8220;Não tem nada na geladeira. E eu doido pra tomar uma gelada.&#8221;</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Não por isso, pai, já pro mercado, gastar o SEU dinheiro.</p>
<p>E foi o lucro máximo que consegui. Porque manceba que sou, devia saber que <strong>ela</strong> viria preparada após ler o final <a href="http://substantivolatil.com/archives/orgulho-amlia.php">desse texto</a>. Só não imaginava que envolveria muletas e eu de garçonete o final de semana todo. </p>
<p>Perdi.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://substantivolatil.com/archives/mi-casa-es-mi-casa.php/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>25</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

