11
Jun
  #instantrimshot

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Diário de São Paulo, capa de hoje.

Apesar de saber que essa pode (piadas à parte) dar pau, lá no fundo, esquecendo a ética, foi boa. Muito boa.

Queria ter pensado antes pra usar com algum blogayro.

Ps. Desculpem o sumiço e os memes não respondidos, a vida anda corrida, e eu, com as minhas pernas curtas tenho que correr mais que todo mundo.

Foi péssima. Mas o importante é que tô de volta, meu povo.







11
Jun
  Formigayro

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Diário de São Paulo, capa de hoje.

Apesar de saber que essa pode (piadas à parte) dar pau, lá no fundo, esquecendo a ética, foi boa. Muito boa.

Queria ter pensado antes pra usar com algum blogayro.

Ps. Desculpem o sumiço e os memes não respondidos, a vida anda corrida e eu, com as minhas pernas curtas tenho que correr mais que todo mundo.

Foi péssima. Mas o importante é que tô de volta, meu povo.







29
Mar
  Amado Mestre!

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Eu sempre tive uma relação de amor e ódio com professores. Amor porque eu sempre gostei muito de aprender, e sempre fui uma ótima aluna, com ótimas notas. Ódio era o que eles sentiam por ter que me dar as ótimas notas. Explicarei melhor.

Segundo relatos, um belo dia, aos 3 anos e meio de idade, eu voltei da creche meio incomodada, ao descobrir que minha melhor amiga sabia ler, e eu não. Ao chegar em casa, soltei um “ela sabe, também quero”, e me tranquei no quarto. Em menos de dois meses, eu lia as faixas ao contrário na rua. Fato verídico, perguntem aos búzios.

O ponto chave dos professores com relação à minha pessoa era o seguinte: eu era autodidata, geralmente estava à frente dos outros alunos, e isso infernizava a vida deles. Eu acabava todas as tarefas rapidamente e atrapalhava o resto da classe. Diz a lenda, que na 1ª série, a professora deixou a sala por 5 minutos, e ao voltar, presenciou a seguinte cena: uma minúscula criança loira dançando em cima da mesa dela, com o resto dos bacurís dançando em volta, no chão. A criança era eu, obviamente.

Já o meu problema com relação a eles era falta de confiança. Ao longo da minha vida, tive várias provas de que eles nem sempre sabem o que estão dizendo. Vou citar três dos piores exemplos de mestres pelos quais passei:

Seu Romeu. Esse sujeito era estranho. Um cara com um tremendo descontrole emocional, que odiava não só a mim, como a todos os alunos, sem nenhum motivo aparente. Apenas por existirmos. Vivia dizendo que odiava ser professor, mas já o era há anos, e continua sendo.

Uma vez, ele desapareceu com uma prova e um trabalho para que eu não fosse aprovada. Como eu havia feito os dois, o caso foi parar na direção, eu chorava e jurava que ambos haviam sido entregues, assim ele acabou tendo que apresentá-los diante de meus pais e da diretora, e naquele momento, eu tive a impressão que ele desejou a minha morte. Jamais entenderei tal acontecimento. Talvez Chuck Norris explique.

Silvana. Mais conhecida como Zoraide, pela semelhança física com a personagem da novela Global. Olhava pros alunos com cara de nojo, e vivia limpando o ouvido com a ponta da chave do carro. Ugh! Eram tantas as pérolas, que o pessoal fez até um site pra ela. Sua expressão mais famosa era a “ONG não governamental”. Os conceitos eram MB (muito bom), B (bom) e I (insuficiente), e ela costumava dizer que MB podia significar I e vice-versa, de acordo com a vontade dela.

O terceiro exemplo é mais recente. Aconteceu ontem na faculdade, e dessa vez eu vou poupar a identidade do cidadão que, querendo nos ensinar termos de tecnologia em inglês, tentou explicar (sem sucesso) o que seria “bluetuth“, e se embananou com o Firewall.

Felizmente, em seguida ele se corrigiu, escrevendo na lousa em letras garrafais, para que os 60 alunos da sala nunca mais esquecessem, o que vinha a ser tal expressão:

-Na verdade pessoal, o Firewall nada mais é do que um SOFTER.

Acho de boa desistir do curso.







19
Mar
  Dove – Qual a real intenção da campanha pela real beleza?

Estava passeando pelo Terra hoje quando de repente me pula um pop up nas fuças com aquela musiquinha bonitinha “True color”. Era a seguinte propaganda:

[video]http://www.youtube.com/watch?v=701MIlqphCc[/video]

A campanha Dove pela real beleza vem fazendo um trabalho muito interessante, incentivando mulheres do mundo todo a se aceitarem e se amarem como são. Pode parecer bobeira, mas o assunto é sério, e merece atenção.

Desde que o mundo é mundo, as mulheres buscam incessantemente uma aparência que agrade à opinião alheia, dentro do contexto em que vivem. E isso não significa apenas a opinião masculina. Mulheres arrumam-se, inclusive e principalmente, para outras mulheres. Competição ou conquista, não importa, elas sempre querem estar dentro dos padrões de beleza de seu tempo e espaço.

Só que nos últimos tempos, a busca pelo modelo de perfeição que nos é apresentado pela mídia – modelos esculturais, com cabelos brilhantes, pele perfeita e nenhum grama além do necessário – tem tornado a coisa perigosa, sendo que essa dita cuja perfeição quase sempre nem é real. Isso também é mostrado em outro anúncio Dove, Evolution.

Mas o primeiro vídeo me deu um nó na garganta por se tratar de meninas. Quantas das mulheres com quem você convive passa perto desse estereótipo de beleza que vivemos tentando alcançar? Pois é. Mas nessa corrida louca nossas crianças estão se machucando, seja passando fome, vomitando comida, se matando de malhar quando seus corpos ainda nem se formaram por completo ou passando por tratamentos estéticos cada vez mais cedo. Uma vez eu conheci uma menina de treze anos que fazia tratamento para celulite numa clínica. Treze anos!

Eu tive bulimia por quatro anos e a coisa não é, nem de longe, como o mostrado nas novelas da Globo. É muito mais triste e doloroso do que possa parecer. Eu consegui me curar, mas a maioria das meninas não tem o mesmo destino.

Por isso, apesar da evidente base marketeira da campanha (afinal, trata-se de uma empresa de cosméticos, ou seja: sinta-se bonita como é, mas comprando nosso creme firmador ou o creme para celulite, ficará ainda melhor mesmo com os quilinhos a mais), eu acredito que a idéia deva ser apoiada e passada adiante.

Nem que seja apenas para que as nossas crianças possam ser crianças por mais tempo.







14
Mar
  O Orkut me deixou burra, muito burra demais.

Não sou grande conhecedora ou fã de tecnologia. No mundo do iPhone, eu tenho um Samsungzinho que serve pra falar e só. Ah, e pra ver as horas.

Computador, até que eu me viro, fuço em tudo que eu preciso, inclusive trabalho muito bem com edição de imagens, que eu usava no meu último emprego como fotógrafa. Mas pára por aí. Uma vez o Mobilon quis me ensinar PHP. Eu chorava.

Tem até uns nomes que eu acho legais, tipo Dual Core. Eu acho lindo! Mas não sei o que é.

Meu negócio é lápis e papel, carta, livro empoeirado. Daqueles enormes, sem figuras e com a letra pequena. Não dá pra entender como um dia eu fui virar uma orkuteira.

Meu contato com o mundo da internet começou tarde. Foi lá pelas bandas de 2001, quando eu ganhei um jamantador.

Usado, claro. Mais amarelo que dente de fumante, e o monitor ia embora pra assistência toda semana. Fiquei até amiga do técnico, um gordinho simpático. Não lembro mais o nome do cara. Falando em monitor, sempre tive problemas com eles, teve uma época que a tela ficava em tons de rosa, e dando umas porradas voltava ao normal. Descobri na raiva.

Um outro companheiro (eu tive vários, eles não colaboravam mesmo) desligava sozinho. Esse, no começo, voltava com porrada, depois nem assim. Eu brigava mais com ele do que com a minha irmã, xingava mesmo, era deprimente. Um dia, estava com um copo de água em mãos. Pois é.

Quanto ao micro, em si, era um Pentium 233, com 3Gb de HD! E eu rodava um Photoshop 6 no coitado. E ICQ, que era basicamente o que eu fazia na internet naquela época. Em 2003 eu descobri o Fotolog, UAU! Primeiro fiz um pra banda que eu tinha na época, depois o meu próprio. Mas o fotolog ainda era inocente. O problema foi quando ELE surgiu. A obra do tinhoso. O Orkut.

E por um momento, fuçar a vida alheia pareceu uma diversão. Mas quem com Orkut fuça, com Orkut será fuçado, e quando isso se tornou um problema e eu percebi que respondia scraps mais rápido do que a mensagens em ims, decidi que era hora de parar. Orkut, Fotolog, Msn (que eu já não gostava mesmo – saudoso ICQ!), foi tudo de uma vez.

A crise de abstinência já começou, mas sairei ilesa desta batalha. Tudo em prol de minha própria saúde mental. E vocês, caros leitores, irão me ajudar. Sim, vocês. Não me abandonem, comentem, dêem idéias de textos, me mantenham ocupada. E aguentem textos estúpidos e gigantes como este. Sejam meu Valium.

Um dia de cada vez.

Obrigada.