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	<title>Substantivolátil &#187; Substantivolátil.com</title>
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	<description>O primeiro rascunho de qualquer texto é uma m#$&#38;@.</description>
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		<title>Maira @ USA Parte II</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 16:47:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segue mais um email enviado pela dona paçoca menor, sobre suas aventuras lá nas gringa: &#8212; Em nova york, ficamos em dois hotéis: no primeiro, posso dizer que a foto era exatamente igual a realidade&#8230; Mas ocultaram que a realidade era para anões (ou Mirians). O quarto tinha UMA cama, e o box do chuveiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segue mais um email enviado pela dona paçoca menor, sobre suas aventuras lá nas gringa:</p>
<p>&#8212;</p>
<p>Em nova york, ficamos em dois hotéis: no primeiro, posso dizer que a foto era exatamente igual a realidade&#8230; Mas ocultaram que a realidade era para anões (ou Mirians). O quarto tinha UMA cama, e o box do chuveiro era de vidro, de frente pra cama. Quarto de motel define. Na porta, estava escrito &#8220;como se divertir: entre no quarto, feche a porta, entre debaixo do lençol e divirta-se!&#8221;&#8230; Quédizê, tenho cara de lésbica agora.<br />
Fizemos um código de honra lá, enquanto usava o banheiro, a porta com vidro fumê cobria o vaso sanitário, pq eu não sou obrigada a ver ninguém cagando.<br />
Nesse hotel, tinhamos uma belíssima vista diretamente pro terraço do terceiro andar.</p>
<p>Saí comprar leite. Comprei uma garrafinha de 200 ml e um achocolatado e fiquei feliz. Daí cheguei no hotel, fui tomar meu leite e adivinha! A porra do achocolatado não era uma lata normal. Era uma merda de uma lata que pra abrir, precisa de abridor!<br />
Enfiei a lata de volta na sacola e fui lá trocar, pensando no meu discurso no caminho. Aí comecei a pensar: &#8220;e se esse cara nao trocar a lata. Esse cara não vai trocar a lata. Esse VIADO vai me deixar com uma merda de lata fechada e eu não vou tomar meu leite&#8221;. Aí comecei a chorar. Liguei pra mãe e falei que eu era uma burra e que não podia nem tomar leite. Ela mais ou menos me mandou me recompor e trocar a merda da lata.</p>
<p>Daí tivemos que trocar de hotel, e nosso novo hotel fedia cigarro e tinha um delicioso bolor no frigobar.<br />
Dessa vez ficamos no 11o andar \o/ com uma linda vista pro muro do hotel do lado. Daí eu desisti de ter uma vista bonita alguma vez na vida e fui mais feliz.<br />
Tivemos que comprar botas de pelo por dentro, porque tava mtoo frio e eu estava prestes a perder a ponta do meu dedão. Sério, tava preta.<br />
Na rua, na frente do Guggenheim, um casal chegou perto da gente e disse &#8220;hmm.. Can you please take a picture?&#8221; e a Carol lá &#8220;Sure, sure!&#8221; e aí o cara disse &#8220;Try to&#8230; Éé&#8230;to show de Guggenheim&#8221;.</p>
<p>Mano, esse &#8220;éé&#8221; não me engana. Americano não fala &#8220;é&#8221;. Latino não fala &#8220;é&#8221;.</p>
<p>E eu &#8220;Where are you from&#8230;?&#8221; e eis que o cara me solta um &#8220;Brrrazil!&#8221;. Óbvio. Aí falei &#8220;Então pode falar em português!&#8221; aí rolou aquele momento &#8220;eeeeee conterraneos!&#8221; que durou 5 segundos porque nosso onibus chegou.</p>
<p>No Starbucks, um casal olhava pra mim e pra Carol e tentavam adivinhar de onde a gente era. Chutaram Rússia, França, Holanda e ficaram com França. Eu tava quase levantando e falando &#8220;ok, one chance! Listen to me: veeeeeem pra ser feeeliz!&#8221; enquanto dançava com os peitos de fora.</p>
<p>Na noite da véspera do Natal, tudo fechou. Tudo. Daí quando vimos que estava tudo fechando saímos correndo que nem loucas pra comprar coisas de necessidade básica: água, leite, absorvente e um alicate de unha, porque nóis é pobre mas limpinha.</p>
<p>26/12: fomos embora de nova york. Ou tentamos. Acordamos cedinho pra comprar maquiagem da promoçao de Natal na Sephora e fomos trocar o alicate pq ele fechava e não abria mais. Demoramos muito nisso.<br />
Pegamos um metrô Que ficava parando de tunel em tunel, daí perdemos o outro trem, daí chegou um outro trem, daí lembrei que não tinha feito o check in do voo, daí desesperei daí chegamos com meia hora de antecedência no aeoporto. Yay! Mas demoramos pra achar o check in. E chegamos atrasadas 4 míseros minutos&#8230; E perdemos o voo.</p>
<p>Eu surtei, pq tem alguma companhia que me fez assinar dizendo que pagaria uma multa mto alta pra trocar de voo, comecei a chorar, a tremer, dor de barriga, a atendente toda calma, a Carol me mandando ficar calma (ela nao sabia disso da multa) mas acabou que nao era essa companhia, a mulher ficou com dó da gente e trocou nosso voo&#8230; Pra dali 6 horas. Passamos o dia no aeroporto, mas pegamos o voo.</p>
<p>Chegando no aeroporto de Charlotte, onde tinhamos conexão, adivinha? Voo atrasado 1 hora. Chegamos tarde por bosta em Myrtle Beach. A tia Leila ficou feliz, pq não atrapalhamos a novela dela.</p>
<p>Em Myrtle Beach foi tudo bem tranquilo, pq nao tinha como dar errado. Todo mundo levava a gente pra lá e pra cá, nao tinha check in pra fazer nem nada. \o/<br />
Daí saímos um dia, a tia nos deixou no shopping e disse &#8220;quando quiserem, liguem e eu venho buscar!&#8221;. Falei &#8220;pega o telefone da carol!&#8221; e ela disse &#8220;nao, VCS vão precisar de mim. Não eu de vocês.&#8221;</p>
<p>Resultado? A bateria do meu cel acabou, não sabíamos como ligar pro telefone da tia Leila, fui pedir ajuda pra um cara disse que minha bateria tinha &#8220;died&#8221; e que eu precisava de um carregador e o cara, um marroquino, sei lá, me fez uma cara de &#8220;ah, sim, sim!&#8221; me chamou, disse para eu estender a mão e ao invés de me dar um carregador, jogou uma porra de um sal na minha mão. Na minha E na da Carol. Começou a jogar água na nossa mão, falar pra esfregar, já tava achando que era pra eu rezar por um carregador e daí o cara tentou me vender o pote de sal por 80 DOLARES. Chorei, né? Ele disse que o sal era bom pras mãos, que hidratava, que cuidava. Saí puta da vida com as mãos cheias de óleo, sem carregador e xingando o marroquino e foi aí que aprendi que se eu sorrir enquanto falo &#8220;Enfia um pepino no seu cu, seu merda&#8221; vão me falar &#8220;Oh, that&#8217;s beautiful, thank you!&#8221;</p>
<p>Daí sei la como a tia conseguiu o telefone da carol e nos ligou. Ficamos 8 horas no shopping.</p>
<p>No ano novo não fizemos nada de mais&#8230; Ficamos em casa, depilamos&#8230; A tia resolveu depilar o suvaco da carol com cera quente e ela ficou cheia de hematomas.</p>
<p>Fui numa festa com a Paula, filha da tia, bebi um licor de mel maldito lá e ensinei todo mundo a jogar bilhar brasileiro. O mais legal: eu não sei jogar bilhar. Só lembro que eu falava &#8220;that&#8217;s the braziiiilian way!&#8221;. existe bilhar brasileiro? Foda-se. Sei que sou tão ruim que perdi no jogo que eu mesma inventei.</p>
<p>Enfim, hoje é dia 13/01, chegamos em Orlando depois de uma viagem de 8 horas num trem lotado. </p>
<p>Chegando em Orlando vi que o google maps me mandava caminhar por 17 minutos com as malas. Me recusei, e fui perguntar sobre o, saca só, SHUFFLE. Hahahahahahha. O cara me olhava com cara de &#8220;whaaaat?!&#8221; enquanto eu pedia mais informaçoes sobre o SHUFFLE pro hotel. Hhauhauauhauhauaha. </p>
<p>Aí ele disse &#8220;Come with me, young lady&#8230;&#8221; e me levou para uma imensa placa com os escritos &#8220;SHUTTLE&#8221;. Hahahahaha</p>
<p>Shuffle, sabe? Aquele tipo de carro que vc entra e ele embaralha todo mundo e vc desce num lugar aleatório.</p>
<p>Mas ok, chegamos no hotel, a atendente estava falando no telefone&#8230; E continuou falando no telefone&#8230; E eu fui perdendo a paciência&#8230; Até a Carol falar &#8220;O que vc está esperando?&#8221; e eu responder &#8220;Tô esperando essa vaca desligar essa porra desse telefone e me atender!&#8221;<br />
Aí uns 2 minutos depois a mulher me atende e diz &#8220;Where are you from?&#8221; a Carol disse &#8220;Brazil!&#8221; e a mulher me solta um &#8220;Oh, enton falan brasileiro?&#8221; hahahahahahahahaha! A mulher entendia português.</p>
<p>Comprei os ingressos da Disney. Paguei com um rim praquele rato capitalista. Mais um pouco e eu ganhava uma faca da tramontina porque ooolha, ô passeio caro da porra! Tinha desconto pra recém-casados. Cogitamos falar que éramos casadas, já que temos o mesmo sobrenome&#8230; </p>
<p>Mas foi isso. Fui jantar agora e um cara passou, buzinou e me chamou de bitch. Não foi uma boa recepção.</p>
<p>Beijos, amo vcs e tô com saudade. <img src="http://substantivolatil.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=")" class="wp-smiley" /> </p>
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		<title>Maira @ USA &#8211; parte I</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 19:22:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olá, substantivolaters! Como vocês não devem saber, a paçoca menor me abandonou neste fim de ano e foi com uma prima nossa passar o natal/ano novo/aniversário dela lá pelas terras do Tio Sam. Elas vão ficar lá até Fevereiro e a Maira ficou de me mandar notícias por email. Chegou o primeiro e, depois de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, substantivolaters! Como vocês não devem saber, a paçoca menor me abandonou neste fim de ano e foi com uma prima nossa passar o natal/ano novo/aniversário dela lá pelas terras do Tio Sam. Elas vão ficar lá até Fevereiro e a Maira ficou de me mandar notícias por email. Chegou o primeiro e, depois de quase mijar nas calças de tanto rir, eu resolvi compartilhar com vocês. Eu pedi permissão só por educação porque ela ainda não autorizou mas eu tô cagando e vou publicar mesmo assim. Segue:</p>
<p>(ps: não vou corrigir os erros pq ela já devia ter aprendido a digitar no celular)</p>
<p>&#8211;</p>
<p>Pra começar:</p>
<p>15/12: saimos do brasil. O voo demotooou a chegar! Mas antes demorasse mais: ficamos 12 hs no aeroporto de bogota sem internet, telefone e o q fazer. Bateu o sono, dormimos no chao. Tres vezes. O voo atrasou, so pra ajudar. Comi um cheetos bola q nao tinha formato de bola e tinha gosto de isopor Fofura.<br />
Fui passar desodorante e nao sei se foi a pressao do aviao, sei que a esfera do meu desodorante roll on ficou no meu suvaco e o liquido caiu todo em mim.</p>
<p>16/12: chegamos no aeroporto jfk, onde percebi q nao tinhamos impresso o e-ticket do trem pra washington. Dai fizemos isso, pegamos metro ate a estaçao penn station, onde imorimimos nosso bilhete de trem e embarcamos. Chegamos em washington 11:30 e no nosso hotel (sheraton crystal city) ao meio dia. Fizemos check in com uma moça simpatica chamada Ebony.<br />
Tomamos banho e saimos. Almoçamos comida italiana (ruim) num lugar que vc paga a bandeja pequena ou grande e pega o que quiser. A comida era mesmo horrivel. Apimentada, sem gosto, terribel! Dai compramos uma salada pra comer a noite. Pq ne? Ai taa mto frio e eu fui comprar leitinho quentinho no starbucks&#8230; Como sou burra, comprei um frapuccino. Nao sabia se era gelado, fiquei com vergonha de perguntar e tomei assin mesmo. Quédizé, gelou ate o cu.<br />
Capotamos cedo e nao comemos a salada. Comprei um desodorante achando q era roll on, mas é &#8220;sólido&#8221;. É tipo um sabonete na ponta. Mas evita o sovaco preto!!!</p>
<p>17/12: acordamos cedo, fomos tomar cafe da manha&#8230; Comi um croissant recheado com ovo e tomate e bwcon e tinha um cafe com leite desnatado e integral (pq eu nao sabia o q era o q, entao coloquei um pouco dos 4 cafes e 3 leites diferentes. Ai comecei a cagar no pau no meu dia. Saindo de la, fomos pra downtown. Parei uma mulher ba rua e disse &#8220;hi, would you help me, please? Where is the White House?&#8221; caipira assim. Hahahahaha!<br />
Tiramos um milhao de fotos de esquilos, do monumento de washington (que a carol fica chamando de obelisco mas acho q ta errado. Ela achava q ele era o pentagono. Isso pq nem cinco pontas ele tem.), tirei foto usabdo o obeluscopentagonowahington como espada. Passei frio. Conheci um museu maneiro latino americano e a arvore corcunda do obama (procurem ai)<br />
Comprei uma luva quando a ponta do meu dedo ficou preta. Fiquei com medo de cair, e, como diz o Chandler, a ponta é a melhor parte, pq é onde fica a unha.<br />
Tomei um cafe do starbucks, dessa vrz, quente.<br />
Voltando pra cristal city, descobrimos que de uma maneira bizarra exise uma cidade no subsolo! Sim! Eh possivel cruzar A CIDADE INTEiRA pelo subsolo! Tem galerias, Restaurantes, tudo! Logo, descobrimos q tomamos um veno da porra no outro dia sem necessidade. And also desvobrimos pq nao existia pessoas na rua.<br />
Dai fomos comer no mc donalds. A atendente me tratou mal, um soldado da guerra do vietnam bebado ficou falando com a gente e a gente nao entendia nada. A coca cola tinha gosto de torneira velha.<br />
A noote, comemos a salada do outro dia. Cortei fora o bolor do cream cheese.<br />
Obviamente, me deu piriri. Depois dessas comidas, nao podia ser diferente. Passei mto mal.</p>
<p>18/12: acordei querendo ser saudavel, pedi um troço achando q era sucrilhos, mas era um mingau fmde aveia que mais oarecia um cancer.<br />
Saimos do nosso hotel maravilhoso e rico e viemos parar num hotel pobre. Mas esse eh bem mais legal! Tipo, no outro hotel tinha 4 travesseiros ENORMES e um edredon gordaoo&#8230; Nesse eu posso usar as pulgas do carpete como travesseiro! Mto mais legal <img src="http://substantivolatil.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=")" class="wp-smiley" /> <br />
Comemos no burger king.<br />
Fui ver a arvore corcunda a noite.<br />
Comprei ingresso pro quebra nozes np teatro warner <img src="http://substantivolatil.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=")" class="wp-smiley" />  e um shampoo, pq com esse frio, meu cabelo virou pixaim.</p>
<p>Acho q eh isso, por enquanto!</p>
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		<title>Quarter life crisis</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 19:45:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Substantivolátil.com]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando eu tinha 15 anos, era aquele devaneio: aos 25, eu, uma pessoa equilibrada, organizada, com um diploma, um plano definido pra vida, uma relação estável e uma vida tranqüila. Correu tudo certo, só que não. De tudo isso, a única certeza é que eu sou uma pessoa.  Aí, como se eu não tivesse uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu tinha 15 anos, era aquele devaneio: aos 25, eu, uma pessoa equilibrada, organizada, com um diploma, um plano definido pra vida, uma relação estável e uma vida tranqüila. Correu tudo certo, só que não. De tudo isso, a única certeza é que eu sou uma pessoa. </p>
<p>Aí, como se eu não tivesse uma vida inteira pra construir, nos últimos tempos eu andei dedicando o meu tempo a questionar essa única certeza. Porque né, pra que me contentar com o fato de me reconhecer como indivíduo se eu posso enlouquecer me perguntando pra quê eu sou um?</p>
<p>A maior prova do desequilíbrio emocional/psicológico que permeia os 25 anos é isso de se orgulhar do fato de completar um quarto de século vivido. Porque, né, quem, em pleno domínio de suas faculdades mentais, acha interessante o fato de estar ficando mais velho, SETE ANOS DEPOIS DOS 18? Apenasmente não há mais vantagem nessa brincadeira, posto que munida do meu rg eu já posso fazer absolutamente tudo que a maioridade permite, inclusive ser presa.</p>
<p>Eu só sei que eu fico aí fazendo contas. Nem acabei de comprar meu jogo de panelas e tenho cinco míseros anos, que vão voar como os últimos (ou mais), pra ter trinta e provar pro mundo que é nóis, fi. Daí eu também lembro que o tempo dos quinze, com banda e cabelos vermelhos, que parece ontem, já não é ontem há dez anos, que é o dobro do que falta pra eu fazer aqueles trinta. Que fezes.</p>
<p>E sei lá, eu me pego olhando o nada e pensando em mudar de cidade, mudar o guarda-roupa, querer velhos amores, querer novos, querer continuar querendo aquele que apareceu do nada, comprar prateleiras, adotar um cachorro, comer mais frutas, voltar a estudar, cair no mundo, ouvir mais o caetano, ouvir menos o caetano, sair mais, sair menos e ver mais filmes, ficar nesse caminho e tentar aquele outro. </p>
<p>Ando achando que tenho problema no coração, na tireóide, na circulação, nos rins, na cabeça, rugas, e na verdade eu tenho mais de 20 anos e mais de mil perguntas sem respostas, só que eu nem posso cantar essa loucura, porque eu também tenho calos nas cordas vocais.</p>
<p>Eu quero a minha mãe.</p>
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		<title>Cinco minutos</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Oct 2011 18:06:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma vez me disseram que a minha vida é um livro aberto e que isso é uma merda pras pessoas ao meu redor. Eu nunca entendi o raciocínio, já que quem me ama não deveria se sentir ameaçado ou chateado com o fato de a vida nunca poder me enfiar o dedo na cara e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/tF69YnkBZ9o" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
<p>Uma vez me disseram que a minha vida é um livro aberto e que isso é uma merda pras pessoas ao meu redor. Eu nunca entendi o raciocínio, já que quem me ama não deveria se sentir ameaçado ou chateado com o fato de a vida nunca poder me enfiar o dedo na cara e dizer que eu sou uma farsa.</p>
<p>Pelo contrário, deveriam (sei lá, num cenário utópico da perfeita medida da coerência humana) se orgulhar do dia em que eu decidi deixar de dormir apertada, dividindo o travesseiro com as minhas mentiras apaziguadoras.</p>
<p>Porque, felizmente, desde muito cedo eu resolvi <strong>nunca</strong> <strong>esquecer o quanto valem cinco minutos na minha vida</strong>. E, às vezes, as pessoas ao redor de quem pula de olhos fechados pra sentir o vento, enroladas em suas amarras imaginárias sociais e psicológicas e em suas mazelas, não conseguem processar a alegria de uma criatura viva, fazendo jus ao sangue que lhe corre nas veias.</p>
<p>Ah, se a toda essa gente:</p>
<p>não deixasse de fazer o que quer por medo das câmeras<br />
não deixasse de comer porcaria porque engorda<br />
não deixasse de dizer que não sabe por medo de parecer burro<br />
não deixasse de cantar alto por medo de desafinar<br />
não deixasse de trepar no chuveiro por medo de destruir a maquiagem<br />
não deixasse de sambar mesmo sem saber<br />
não deixasse de se apaixonar por medo da tempestade causada pelas consequências</p>
<p>Saber o quanto valem cinco minutos na sua vida, é saber pra quê, afinal, o seu coração bate. É não viver um dia sequer sem sentir frio na barriga por alguma coisa nesse mundo. Você já reparou que NENHUM dia vai voltar? Que você tem apenas UMA chance na vida de fazer o dia 1 de Outubro de 2011 ser uma data digna de ser memorizada? Que daqui a pouco agora já é ontem?</p>
<p>E sim, nessa de viver o que não se deve deixar de viver, às vezes, a gente atropela pessoas. Simplesmente porque não dá pra levar todas elas com a gente. A Florence diz que você não dá pra carregar todo o amor se quiser sobreviver e o Kundera diz que a gente já entra no palco da vida atuando, sem ensaio, sem rascunho.</p>
<p>Eu só sei de uma coisa: se meu corpo parar, o seu continua. Se eu morrer, ninguém morre comigo. Quando dói, só eu sinto. Então qual é a lógica de não viver o que um outro coração não quer?</p>
<p>Até porque a maioria dos corações não vai te dar ouvidos quando quiser voar. E eu acho é lindo.</p>
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		<title>A Carolina</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Sep 2011 01:04:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dia, a Carolina entrou na minha vida como tanta gente já entrou. Mas trouxe com ela o que não vem sempre: um riso sem freio. Daqueles que entregam a bebedeira, como ela mesma define. Ela ria e ria, dela e da vida. E foi assim que eu gostei um pouco mais daquela Carol linda. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2011/09/tchu.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1354" title="tchu" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2011/09/tchu.jpg" alt="" width="500" height="353" /></a></p>
<p>Um dia, <a href="https://twitter.com/#!/tchulimtchulim" target="_blank">a Carolina</a> entrou na minha vida como tanta gente já entrou. Mas trouxe com ela o que não vem sempre: um riso sem freio. Daqueles que entregam a bebedeira, como ela mesma define. Ela ria e ria, dela e da vida. E foi assim que eu gostei um pouco mais daquela Carol linda.</p>
<p>Um dia, naquele rolê SUPER descolado e pra frentex (pós-qualquer-outro-rolê) de ir pro puteiro da Augusta, enquanto eu pensava que aquilo não tinha mais a mínima graça, ela sentou ao meu lado e falou sobre investimento em pesquisas acadêmicas. E eu achei a Carol mais que linda.</p>
<p>Ela tinha tanto de mim e eu tanto dela que não deu pra ignorar. Além disso, ela fazia <a href="https://twitter.com/#!/morroida">um irmão</a> (de alma) feliz, de um jeito que eu não podia fazer, pois com incesto não trabalhamos.</p>
<p>Um dia, a Carolina entrou na minha casa, como pouquíssima gente entrou. E, a partir daí, vendo nos caminhos dela um projeto de muitos dos que eu já havia trilhado, comecei a despejar nela (como eu faço aqui com vcs) as minhas balelas e teorias, que ela ouvia e absorvia quase como se eu soubesse de alguma merda dessa vida.</p>
<p>E enquanto a gente montava racks, colocava quadros na parede e consertava o armário do banheiro, eu ia vendo a vida da Carolina se moldando de acordo com alguns dos meus conselhos e, de uma forma estranha, me orgulhava disso. Até o dia em que a vida me deixou em pânico às seis da manhã de um sábado. Nesse dia, a Carolina virou mais, muito mais. Ela cuidou de mim e eu prometi cuidar dela.</p>
<p>Um dia, a Carolina não olhou a rua ao atravessar. E a partir do momento em que eu a vi caída no chão, ao lado daquele monstro de ferro, eu repeti a minha promessa como um mantra.</p>
<p>Naquele primeiro dia, eu só queria não perder a risada da Carolina. As noites discorrendo sobre a miséria da raça humana e falando mal de quem merecia. Eu queria que ela visse a persiana colocada na janela. Eu queria que ela derrubasse a energia do apartamento, pra gente tirar foto no escuro.</p>
<p>Ela não sabe, mas, no segundo dia, eu descobri que eu nunca teria sido atropelada por um ônibus, porque enquanto ela estava pra rua, seguindo um caminho que eu defendia, eu estava em casa, pensando em qual deles seguir, mas sem escolher nenhum. E então, eu resolvi seguir dois: o meu e o dela.</p>
<p>Ela não sabe, mas eu não perco mais a hora. Porque quando o despertador toca, eu me levanto com as minhas pernas e as dela.</p>
<p>Ela não sabe, mas eu lavo o meu cabelo e o dela todo dia no banho, porque no hospital ela não pode.</p>
<p>Eu estico todos os meus músculos e os delas, todo dia, porque ela me pediu pra lembrar que isso não é pouco.</p>
<p>E por falar em pouco, eu vou vivendo muito, por duas vidas: a minha e a dela. Cuidando com o dobro de amor da minha toquinha que agora é nossa, dos meus planos de dominação mundial que agora são nossos, do meu <a href="https://twitter.com/#!/morroida" target="_blank">gordinho</a> que agora é nosso.</p>
<p>E, principalmente, do meu coração, que há muito também é dela.</p>
<p>Pra quando ela levantar, não sentir que nenhum mínimo detalhe da vida se perdeu ou ficou pra trás, e precisar se preocupar com uma, e apenas uma coisa: andar na faixa.</p>
<p>&#8212;</p>
<p>Entenda <a href="http://www.tchulim.com.br/2011/08/o-acidente/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Ajude <a href="http://vaidoa.tumblr.com/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Aprenda <a href="http://www.morroida.com.br/licoes-de-vida-2/" target="_blank">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Agorando</title>
		<link>http://substantivolatil.com/archives/agorando.php</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Jul 2011 10:10:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Substantivolátil.com]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia desses, mandando uma caminhadela noturna, daquelas pra dar oi pras estrelas, respirar fundo e se encontrar se perdendo pelas ruas, o Tom mano véio me cantou uma pelos fones que entrou rasgando a mente: &#8220;Where will I meet my fate?&#8221; Rapaz, complicado. Falando desse jeito até parece que amanhã eu vou virar a esquina, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses, mandando uma caminhadela noturna, daquelas pra dar oi pras estrelas, respirar fundo e se encontrar se perdendo pelas ruas, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tom_Chaplin">Tom mano véio</a> me cantou uma pelos fones que entrou rasgando a mente:</p>
<p>&#8220;Where will I meet my fate?&#8221;</p>
<p>Rapaz, complicado. Falando desse jeito até parece que amanhã eu vou virar a esquina, trombar com uma figura suficientemente destino-like e tipo &#8220;olocobicho, ô demora&#8221;</p>
<p>Não, porque what the fuckin&#8217; flyin&#8217; carajos seria &#8220;encontrar o meu destino&#8221;? É encontrar a pessoa que vai ficar velha ao meu lado? Arrumar um trampo que eu vou fazer pra sempre? Ou qualquer coisa que componha uma rotina que será repetida overandoverandoverandover até a cova?</p>
<p>Então meio que eu rodei, porque a vida andou aí me mostrando que as coisas curtem dar uma mudada e se pá eu sou um ser sem um destino capa dura na prateleira do cosmos.</p>
<p>O problema é que a gente costuma achar muito mais legal viver qualquer coisa que não seja o exato momento que deveria estar sendo vivido, impressionante.</p>
<p>É mais legal lembrar de quando a gente tinha alguém, de quando era mais magro e tinha mais dinheiro ou pensar que amanhã vai ter alguém, a gente vai emagrecer e vai ter mais dinheiro, do que aceitar o que tem pra janta e aprender as lições que precisam ser aprendidas SIMPLESMENTE PARA QUE O CICLO SEM FIM DE CAGADAS NÃO SE REPITA REPETIDAMENTE PARA TODO O SEMPRE TE DEIXANDO ETERNAMENTE SOZINHO, GORDO E POBRE.</p>
<p>Porque olha, quantos futuros não se tornam passado enquanto a gente não presta a devida atenção às rédeas do presente, hein?</p>
<p>Seguindo o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=13WAhlE02ew" target="_blank">conselho de outra ídola do cantarolamento</a>, eu ando me dando apenas 20 segundinhos pra reclamar, chorar, berrar, porque o barco lá fora zarpa sem mim, caso eu queira ficar. E o mar é sempre muito mais legal.</p>
<p>Só que às vezes a gente fica pendurado no cais, esperando a terra dar um sinal, pra confirmar as nossas (in)decisões. Olha, aí vem um outro devaneio dos meus dias recentes, que diz que a única coisa das quais eu não posso me desfazer pra viver são os meus órgãos. De resto, tudo se aguenta/substitui/supera/esquece.</p>
<p>E você provavelmente já tá aí pensando que dá até pra viver sem um rim. Quédizê.</p>
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		<title>Sensacional</title>
		<link>http://substantivolatil.com/archives/sensacional.php</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Jun 2011 03:48:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Esse mundo de merda está grávido de outro.&#8221;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Esse mundo de merda está grávido de outro.&#8221;</p>
<p><iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/mdY64TdriJk" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ao Deus-dará</title>
		<link>http://substantivolatil.com/archives/puta-que-pariu.php</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Jun 2011 16:56:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Substantivolátil.com]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu pintei o cabelo de vermelho. Cantei numa banda. Fui reprovada no colégio. Voltei a ser loira. Fui ser fotógrafa. Saí de casa. Voltei pra casa. Fiz um blog. Abandonei a faculdade. Saí de casa. Voltei pra casa. Vi que tinha feito merda. Saí de casa. Fui parar numa capa de revista. Fui parar na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu pintei o cabelo de vermelho.<br />
Cantei numa banda.<br />
Fui reprovada no colégio.<br />
Voltei a ser loira.<br />
Fui ser fotógrafa.<br />
Saí de casa.<br />
Voltei pra casa.<br />
Fiz um blog.<br />
Abandonei a faculdade.<br />
Saí de casa.<br />
Voltei pra casa.<br />
Vi que tinha feito merda.<br />
Saí de casa.<br />
Fui parar numa capa de revista.<br />
Fui parar na tv.</p>
<p>&#8220;Hm, mas o que é que você quer, afinal?&#8221;</p>
<p>Por algum motivo, eu não me envergonho de dizer que nunca tive planos. O que é que eu posso fazer? Nunca encontrei algum que me atraísse. A única coisa que eu sei é que quero ser livre e feliz. Sei lá como, vou seguindo. Anda dando certo. Acho que a minha fé no &#8220;vai dar certo&#8221; tem parte nisso.</p>
<p>Você pode achar que eu sou uma perdida, e talvez eu o seja. Mas já vi planos não darem certo no final, porque, afinal, &#8220;atravessar na faixa não impede que sejamos atropelados por um carro desgovernado&#8221;.</p>
<p>Eu também já errei, menti, feri, me feri. Muito. Fui egoísta, babaca, inconsequente e todas aquelas coisas que todo mundo um dia é, nessa vida. Você também. Mas, cada vez mais, eu acredito que não é feio voltar atrás e pedir perdão. E perdoar. E ceder ao que acalma coração e alma. Afinal, quem mais, além da gente, perde com a inquietude da nossa própria alma?</p>
<p>Pelo contrário, os que torcem contra (pensam que) ganham. O que não é pior nem melhor, mas ainda é a gente perdendo.</p>
<p>Enfim, o objetivo desse post é, na verdade, saber a resposta de vocês para três perguntas, sobre algo que eu ando tentando entender (pra talvez saber como seguir pela vida com mais certeza e menos dor):</p>
<p>Até que ponto a inadmissibilidade de se apresentar ao mundo como uma pessoa &#8220;fraca&#8221; (seja lá o que isso signfique de fato), nos leva adiante?</p>
<p>Até que ponto vale a pena quebrar o pescoço pra manter o queixo erguido?</p>
<p>Até que ponto vale enganar a si mesmo para camuflar, sufocar, matar um amor que a gente sabe que ainda está lá?</p>
<p>E uma quarta, de brinde:</p>
<p>Até que ponto a gente deve se amar em primeiro lugar? Isso não conflita com a pergunta anterior?</p>
<p>É, meus amigos. A vida é terrivelmente complicada e maravilhosamente colorida. Ah, e não tem rascunho. Mas que bela merda, não é?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Teogonia revisitada</title>
		<link>http://substantivolatil.com/archives/teogonia-revisitada.php</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Mar 2011 15:23:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Substantivolátil.com]]></category>

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		<description><![CDATA[Esses dias aí, eu precisei passar umas horas na estrada e matei o tempo lendo sobre mitologia. Enquanto lia, fiz uma interpretação livre da porra toda no tuinter, só de zuá. Mas teve umas gentes aí que até curtiram, feito a Emilia, que compilou e teve a coragem de colocar esta merda no blog dela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2011/03/zeus.png"><img class="size-full wp-image-1257  aligncenter" title="zeus" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2011/03/zeus.png" alt="" width="387" height="339" /></a></p>
<p>Esses dias aí, eu precisei passar umas horas na estrada e matei o tempo lendo sobre mitologia. Enquanto lia, fiz uma interpretação livre da porra toda no tuinter, só de zuá. Mas teve umas gentes aí que até curtiram, feito a <a href="http://twitter.com/emiliabraga">Emilia</a>, que compilou e teve a coragem de colocar <strong>esta merda</strong> no <a href="http://emiliabraga.blogspot.com/">blog dela</a> (uahuahauha), e o <a href="http://twitter.com/bisoro">Bisoro</a>, que me pediu pra postar a coisa aqui.</p>
<p>Então, segue a compilação da Emília:</p>
<p>&#8211;<br />
por Mirian Bottan, em pequenos gorgeios e comentários.</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Afrodite">Afrodite</a> nasceu da espuma sangrenta que o saco de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Urano_(mitologia)">Urano </a>fez no mar, onde foi atirado por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cronos">seu filho</a>, depois de cortado pelo mesmo (Que origenzinha mais sem glamour, hein, deusa do amor? Por isso que a galere diz só &#8220;nascida da espuma&#8221;).<br />
Daí o filho (Crono), com medo de tomar no cu, comeu todos os filhos, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zeus">menos um</a> que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Reia">a mãe</a> escondeu (e foi criado por uma ninfa meio cabra).<br />
O filho escondido (Zeus) cresceu, se enfiou na casa do Crono, zuou o café do véio e fez ele vomitar os irmãos (E essa é a história de como a família de vocês não deve ser).</p>
<p>Afrodite, que era meio vagaba, teve um filho <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Priapo">feio e pintudo</a>.<br />
Ela ficou puta porque a mãe da Esmirna disse que a mina era mais bonita que ela, e fez a coitada dar pro próprio <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%ADniras">pai</a>, que tarra bêbado.<br />
Aí o cara ficou puto da cara com a mina e a hipponga da Afrodite tentou consertar transformando a mina em <a href="http://allofthemitology.blogspot.com/2008/07/mirra-me-de-adnis.html">árvore</a>.<br />
Da árvore caiu um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ad%C3%B4nis">moleque gatinho</a>, que a Afrods esperou crescer e traçou também.<br />
Mas aí <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ares">um amante</a> da afrods ficou putinho, virou um porco selvagem e foi sangue nozóio atrás do moleque (Adonis), que se fodeu.</p>
<p>Zeus não era FACIO, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Leda">virou até black swan pra traçar uma mina</a> (que botou ovo depois, coitada).<br />
Depois a (corna da) mulher dele convenceu uma das <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%AAmele">amantes</a> (grávida) a segurar periquita e ele mandou raio na mina, oloco bicho.<br />
Mas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hermes">Hermes</a>, o deliquente, salvou o bebê, costurando-o na COXA de Zeus -Q???</p>
<p>&#8220;Hermes era o mais talentoso dos deuses. Quando criança, ja se destacava pela delinquência, sobretudo (&#8230;) pela invenção de mentiras complicadas&#8221; (Tenho uns amigos assim huauah)</p>
<p><strong>01 informação relevante: Zeus comia GE RAL</strong></p>
<p>(Emilia: Verdade. Veja <a href="http://jovemnerd.ig.com.br/wp-content/uploads/greek-tree-full.png">aqui</a>).</p>
<p>Então tá. Aí o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pos%C3%ADdon">Posêidon </a>(um velho de tridente, tipo o <a href="http://www.dvdverdict.com/images/reviewpics/ariel01.jpg">pai da Ariel</a>) mandou um touro pro truta <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Minos">Minos </a>matar.<br />
Mas o Minos era tipo do Peta (brinks, ele só curtia touro, igual à <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Europa_(mitologia)">mãe </a>dele) e não quis matar. O Poseids (irmão do Zeus comedor) ficou puto e rolava uma tendência de se vingar do cidadão zoando a mina dele, entao poseids fez a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pas%C3%ADfae">mina do Mino(s)</a> SE APAIXONAR PELO TOURO<br />
Aí a mina encomendou uma vaca de mentira pra se esconder dentro e dar pro touro (é tipo pegar a Roberta Close, né? BRINKS).<br />
Só que a vaca da Pasífae não só foi fodida como fodeu todo mundo porque ficou grávida do mano <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Minotauro">Minotauro </a>(1/2 touro, 1/2 mano) que matava as gentes.</p>
<p>Aí o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9dalo">DÉDALO </a>(ui), o tonto que fez a vaca, teve que se virar nos 30 e construir um labirinto em volta do Manotauro, para parar a putaria. Só que o Minos (que gostava tanto de touro que agora era quase um, com o lindo par de chifres, óia!), não deixou o cara vazar. Acho justo.<br />
(Não, gente, não tô chapada, só tomei leite hoje. Chapação é com o mano <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dioniso">Dioniso</a>, que nasceu da coxa do Zeus comedor).</p>
<p>O Dédalo resolveu ser sagaz uma vez na vida e mandou um asão de cera e pena pra ele e outro pro filho pra fugir na voação. Mas o filho, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dcaro">Ícaro</a>, TINHA que ter um momento jegue feito o pai quando fez a vaca e quis dar um rolê NO SOL. Enfim, a asa derreteu e a besta quadrada caiu no mar.</p>
<p>(continua&#8230; Ou não!)</p>
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		<title>Terra Macia</title>
		<link>http://substantivolatil.com/archives/terra-macia.php</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Nov 2010 10:18:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Substantivolátil.com]]></category>

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		<description><![CDATA[O que escrever à Mirian  no dia do seu aniversário, aqui entre seus textos? Um poema? uma carta apaixonada?  Enfim, pego-me indagando: talvez um, talvez nenhum, muito provável os dois. Os dois, mais e muito mais &#8211; para além da fronteira nítida dos diferentes gêneros literários- pois que, fazendo uma reflexão com meus &#8220;bottans&#8221;, sinto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que escrever à Mirian  no dia do seu aniversário, aqui entre seus textos?<br />
Um poema? uma carta apaixonada?  Enfim, pego-me indagando: talvez um, talvez nenhum, muito provável os dois. Os dois, mais e muito mais &#8211; para além da fronteira nítida dos diferentes gêneros literários- pois que, fazendo uma reflexão com meus &#8220;bottans&#8221;, sinto que é esse o mesmo tipo de dúvida  que paira sobre minha cabeça toda vez que a vejo: devo beijá-la? apertá-la? contar algo novo? Sinceramente, todos.<br />
E todos ao mesmo tempo, numa angústia dolorida; numa vontade inigualável de querer gritar e pular.<br />
E assim o é, há exatos 5 meses, com relação a tudo que rodeia a mim e a ela. Nunca a vida fez sentir-se tão presente, tão belamente presente, como faz conosco agora.<br />
A menina que há algum tempo se referiu caminhando na relva orvalhada, longe da agudez bruta das pedras cortantes passadas, é hoje a mulher que me acompanha. Se antes pisava moderada o novo caminho; hoje, corre comigo por todos seus cantos. Se antes sentia-se feliz ante a expectativa da nova maciez; hoje, sente-a por completo. Assim me sinto, também.<br />
Desde aquele primeiro contato (ou então antes ainda), em que fatos pequenos e incríveis se somaram como dominó, sinto que é minha companheira (de grandes centros, pequenas camas&#8230;), minha amante, minha amiga: minha mulher. Tudo que hoje sinto, de mais extraordinário e sensacional, devo aos seus carinhos e seus beijinhos. E falo isso, com &#8220;Os passistas&#8221; de Caetano ecoando o seu &#8220;Amor, onde quer que estejamos juntos&#8230;&#8221;.<br />
Aos leitores, creio que não mais preciso me indentificar &#8211; a fluência e o ritmo falam por si &#8211; e se, de tudo, apenas uma palavra fosse utilizada para resumir a minha pequeninha, com certeza, seria: &#8220;sentir&#8221;. Pois que nunca, em uma vida, senti com tamanha intensidade e significado cada passo dado por aquela relva macia.<br />
&#8220;Sem vós o que são meus olhos abertos?&#8221; &#8211; Camilo Pessanha</p>
<p>Com todo o amor,</p>
<p>Otávio</p>
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		<title>Das certezas</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Sep 2010 05:48:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Substantivolátil.com]]></category>

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		<description><![CDATA[E aí o meu menino foi para os tão temidos e odiados jogos de faculdade. Good lord,  THE HORROR! Sinceridade? Tirando a saudade torcendo as tripas, não achei. E aí, o que eu mais ouvi nos últimos dias foi: &#8220;COMO VOCÊ CONSEGUE FICAR TÃO CALMA?&#8221; (mulheres) &#8220;Mal sabe, hahaha&#8221; (homens) Gente, que muito triste. Eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E aí o meu menino foi para os tão temidos e odiados jogos de faculdade. Good lord,  THE HORROR!</p>
<p>Sinceridade? Tirando a saudade torcendo as tripas, não achei. E aí, o que eu mais ouvi nos últimos dias foi:</p>
<p>&#8220;COMO VOCÊ CONSEGUE FICAR TÃO CALMA?&#8221; (mulheres)<br />
&#8220;Mal sabe, hahaha&#8221; (homens)</p>
<p>Gente, que muito triste. Eu fico super tentando achar que isso é só imaturidade, que vai passar. E, sério, eu me jogo da ponte se, algum dia, alguém me olhar com a mesma expressão que eu lancei pra quem tentou me convencer que o amor é uma utopia.</p>
<p>Vamos lá: o que é que eu deveria temer? Peitos? Eu só tenho dois e o mundo tem tipo&#8230; né? Até meu pai tem.</p>
<p>Vou te dizer o que é que eu tenho que temer: o dia em que ele não me achar linda toda descabelada e com a maquiagem destruída, pela manhã. O dia em que ele não falar do nosso futuro, da nossa casinha e do pôr-do-sol. O dia em que ele se irritar com os meus barulhinhos e achar normal eu quase cruzar o estado pra passar quatro horas com ele.</p>
<p>É isso que deve me assustar, não uma bunda maior que a minha.</p>
<p>Você nunca percebeu que se apaixona justamente pelas imperfeições, tão lindas e únicas? Uma covinha mais funda que a outra, uma manchinha marrom no azul infinito dos olhos, uma risada estranha, um dedo torto. Quando aquele jeitinho tão gostoso de pronunciar o &#8220;s&#8221; te der vontade de chorar de tanta alegria, não vai ter corpo escultural que te dê mais tesão.</p>
<p>Quando os olhos que sempre admiraram cabelos escuros não conseguirem parar de implorar pelos fiozinhos dourados, quando você não  coneguir mais se ajeitar na cama sem encaixar naquele abraço, quando você &#8220;descartar os dias sem o outro, como de um filme a ação que não valeu&#8221;, quando a dor do outro doer mais em você e quando você achar NELSON BOLOTA um apelido carinhoso, você, que espera, só vai conseguir lembrar de esperar.</p>
<p>E você, que foi, só vai querer voltar.</p>
<p>Post scriptum: não desistam disso, por vocês.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Samba e tango</title>
		<link>http://substantivolatil.com/archives/samba-e-tango.php</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 14:45:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Substantivolátil.com]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://substantivolatil.com/?p=1130</guid>
		<description><![CDATA[Caros leitores, hoje me ocorreu deixar a crônica desinteressada e desbocada de lado e mostrar um lado que talvez vocês nunca tenham visto aqui. Ou, parafraseando a paçoca menor (maior), e dadas as devidas proporções, enfiar um F. Pessoa onde rola um F. Verissimo. Segue! (apita o árbitro!) &#8211; Já nem sabe desde quando arrastava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros leitores, hoje me ocorreu deixar a crônica desinteressada e desbocada de lado e mostrar um lado que talvez vocês nunca tenham visto aqui. Ou, parafraseando a paçoca menor (maior), e dadas as devidas proporções, enfiar um F. Pessoa onde rola um F. Verissimo. Segue! (apita o árbitro!)</p>
<p>&#8211;</p>
<p>Já nem sabe desde quando arrastava essa milonga. Estendia-a à sua frente, pra depois seguir por cima dela &#8211; um tapete que ia sendo desenrolado sobre um caminho que tanto já lhe dilacerara os pés. Mas se esses mesmos pés, sempre descalços, já não sentiam pedras a lhes rasgar a carne, também já não podiam sentir a terra molhada e a vida nela, tão enfiados estavam no vermelho-sangue do veludo, que dava o tom exato de drama àquele sem-fim de cinza.</p>
<p>Há tanto era um tal, naquele bailar, de rostos que se viravam, olhos que não se olhavam, mãos e corpos que se tocavam e não se sentiam - apenas executavam avanços precisos e passos estáveis, com postura impecável, expressão austera e cabelos muito bem presos no topo da cabeça &#8211; que quis desvencilhar-se e lançou-se a dançar sozinha, ainda que apenas para ditar o próprio ritmo. Gostou. Respirou &#8211; já sorria.</p>
<p>Mas, um dia, ao contar o próprio tempo, como sempre fazia, surpreendeu-a uma rajada que lhe atirou longe as presilhas e fez esvoaçar os cabelos, numa farra de entrar pelo meio deles e depois pelo vestido, correndo-lhe junto à pele, fazendo o sangue ir mais rápido e mais quente, numas de subir todo à face, enquanto o ar do mundo todo lhe entrava pelas narinas e a fazia descobrir toda a capacidade dos pulmões.</p>
<p>E pôde ouvir, e era ainda longe, alguma coisa que brincava em quase entrar pelos ouvidos, mas era pouca e não se fazia conhecer de vez, apenas insinuava uma batida convidativa e &#8211; tão convidativa! &#8211; só foi fechar os olhos, abrir o peito e deixar escorregar um dos pés pra fora da falsa proteção &#8211; que cobria lascas mas escondia inúmeras e sorrateiras armadilhas &#8211; e, ao invés de pedras, pisou em grama e orvalho e sentiu que o orvalho logo cuidou de regar-lhe a alma, além da pele.</p>
<p>Daí pra frente foi uma e foi outra que não já podia prever, pois quando a vida da terra lhe chegou às mãos, sentiu outra na sua &#8211; e era só o que esperava o segundo pé, que havia ficado.</p>
<p>E ao abrir os olhos num susto, viu outros, que olhavam de volta. Não só olhavam, mas rasgavam-lhe o casulo da alma, fazendo-a voar e sair do corpo e ir dançar com o vento e os cabelos, onde agora se enroscava outra mão &#8211; e outra na cintura, que a conduzia num novo compasso; e uma outra lhe desenhava os traços do rosto; e eram mil as mãos dele e era ele todo enroscado nela, protegendo, guiando, moleque, alegre, leve, numa gafieira malandra e mágica.</p>
<p>E talvez fosse tarde -apesar de cedo- pensou, quando, lá longe, alguém parecia avisar pra pisar naquele chão devagarinho.</p>
<p>Afinal, já flutuavam dois palmos acima dele.</p>
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