14
Nov
  Sacodindo a poeira

Eu ainda não morri, nem fui abduzida, nem fugi para a minha ilha paradisíaca secreta pra viver feliz para sempre com o Johnny Depp (opa, falei..), e sim, cá estou novamente, meus caros, pronta pra dar a minha explanação. Pra dá o papo reto, tá ligado?

Eis que, numa bela manhã de segunda, eu acordo com a simpatia em pessoa que é a minha mãe irritada, quase me atirando um jornal nas fuças:

-Toma aí, pra você dar uma olhada.

Isso porque eu havia dito que estava cansada de ficar em casa interagindo apenas virtualmente com as pessoas – já fazia quase um ano que eu lidava apenas com o blog, desde que havia dado um pé no meu último job de   fotógrafa/ maquiadora/ produtora /vendedora /faxineira /arte-finalista /por um salário miserável.
Só que eu jamais consegui explicar pros progenitores como eu arranjava dinheiro pra pagar a faculdade ficando sentada na frente do computador o dia todo. Capaz que eles já me visualizavam como uma chefe do crime e tal. Ô vida bandida. Enfim.

Foi assim que, voltando à bela manhã de segunda, eu peguei os classificados e mandei um ÚNICO currículo por email, quase que por desencargo descargo de consciência.

Passaram-se os dias, e eis que na quinta-feira, lá pro horário do almoço, me liga um sujeito pedindo pra eu estar indo comparecer a um certo endereço, às 3 da tarde. Ô beleza, bem no meio da faxina! A casa de ponta cabeça e eu – lerê lerê – ia ter que parar tudo e provavelmente terminar no final de semana. Mas fui.

Chegando ao local, a ameba que vos fala caiu em si: esquecera o papel com o endereço. Lembrava o nome da rua, mas não o número. Depois de perambular uns 15 minutos, já desanimada e falando sozinha um putaquepariuquemerdasuacagada, avisto uma cidadã perdida, olhando pra uma porta. Eu, mais do que depressa e sem a mínima cerimônia:

-Tá procurando a entrevista?
-Tô sim… (risinho sem graça)
-Mas você sabe o número?
-Sei, sim, é esse aí.
-Opa, então é aqui mesmo que eu tô.

Entrei rápido, deixando a gordinha pra trás. Cheguei atrasada, óbvio, e quando vi, havia umas 10 meninas sentadas em torno de uma mesa oval, mais dois caras no final da mesa: os chefes.
A coisa toda era uma dinâmica, onde deveríamos escolher o nome de um fanfarrão famoso, a quem admirássemos por um motivo qualquer. Percebi o nível da situação quando vi que meu Luis Fernando Verissimo competia com Alline Moraes, Marjorie Estiano, Will Smith, Ana Hickman e a mãe do Harry Potter. Ai Jisuis.

As candidatas encarnariam seus respectivos personagens, e estariam todos em um balão prestes a cair. Objetivo: induzir as outras pessoas a pularem do balão. Meu argumento base: devemos contribuir para a perpetuação cultural. E foi sob esse argumento que pularam Alline Moraes, Marjorie, Ana Hickman. Ana Paula Arósio era mais forte, tivemos que jogá-la.

Enfim, depois dessa, fui pra casa refletindo sobre como metade da juventude de hoje poderia simplesmente explodir. No fim de semana seguinte fui para o Rio, dar as caras no Blogcamp. Depois de vários passeios, bares, muita cerveja, encontro, viagens intermináveis de ônibus, horas e horas sem dormir direito, cheguei ao meu querido lar na segunda, lá pelas 10 da manhã. Ao invés de dormir passei o dia terminando a faxina da quinta anterior e fuçando a blogosfera ainda contagiada com o encontro. Quatro e meia da tarde me liga o mesmo sujeito, pedindo pra estar lá em uma hora. E vamos nós, tomei o banho mais rápido da vida e fui. Uma segunda eliminatória.

Depois disso fui pra faculdade, e lá mesmo recebo a notícia: parabéns, contratada, beijinho, beijinho, o treinamento começa amanhã, às 8, em Limeira.

Ah, tá. Fodeu.

Pulei da cama às CINCO da manhã e fui dormir à meia noite todos os dias nas duas semanas seguintes a esse episódio, fato que MOEU a minha pessoa física e psicológicamente. Mas agora sim, meus caros, estou de volta ao ritmo anormal, pronta pra voltar a filosofar sobre nada com vocês. E altas histórias virão.

Nota: Aproveitando, gostaria de dizer que, embora minha pequena presença tenha sido cancelada no Blogcamp BH, podem me aguardar em Curitiba, visse!







17
Jul
  Substantivolátil de Cara Nova!

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Isso mesmo, caros leitores, o Substantivolátil passou por um Extreme Makeover. Resolvi dar uma inovada no visual do site, que está bem mais amplo agora, com uma outra sidebar (já que uma só estava ficando apertada), e o Blogroll foi parar lá embaixo, depois dos posts. Tem também mais duas novas imagens no topo, elas são randômicas, é só você ficar que nem tonto dando F5 pra ver.

Tem também um perfilzinho ali do lado, com uma foto (minha – Nãão! Sério!?) que pra falar a verdade eu acho que bota medo. Eu me sinto intimidada com aquela cara de político em eleição olhando pra mim enquanto eu leio. Enfim…

Ainda falta alguns muitos ajustes que vão sendo ajustados, mas logo a casa estará em ordem.

E você que só vê a minha fuça pelo leitor de feeds, toma vergonha e vem aqui ver e dar opinião porque deu trabalho pra caramba, visse!







15
Jul
  Oi Marcia! Tô bem, e você?

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Deixa eu contar uma coisa pra vocês, leitores: algumas mulheres, quando sentem-se incomodadas com algo (principalmente quando o algo é outra mulher) transformam-se em seres extremamente rancorosos, mal-educados e vingativos. E isso, a nível de mundo virtual, acaba revelando quase que um alterego, pois as criaturas podem sair descarregando sua raiva pra tudo que é lado, e permanecer no anonimato.

Isso pode ser comprovado por qualquer outra mulher que tenha um blog/fotolog/algo que o valha e que seja provido de um guestbook.

Quando eu era mais nova, eu tinha um fotolog pessoal, um fotolog da minha banda e um blog pessoal. Virava e mexia, apareciam os comentários anônimos, sempre ofendendo, é claro. O porquê, ninguém sabia. Mas era coisa de mulher. E eu, na minha ingenuidade, ficava extremamente ofendida, escrevia posts-resposta gigantescos, sem perceber que isso não ia mudar a raiva que a poita sentia de mim. Vai ver ela queria o meu namorado, ou o meu lugar na banda, ou a minha mochila do Urso Pooh. São inúmeras as hipóteses. O fato é que essa fase passou e eu nem me lembrava mais dela, até ler o seguinte comentário no último post:

Marcia (uu@uuu.com) on 15 Jul 2007 at 12:46 am:

cadela

Minha primeira reação foi de surpresa, pois eu não esperava isso aqui. Depois foi uma comprida gargalhada. Depois resolvi escrever. Não pra relatar indignação ou xingar a Marcia de volta, mas sim pra dizer:

Oi Marcia, eu tô bem, e você? Sei que você não gosta de mim, mas não sei o porquê e nem sei quem você é, então, se quiser escrever me contando, ficarei feliz em saber. Aliás, talvez a gente pudesse ser amigas, nunca saberemos. De qualquer forma, xingar é muito feio, viu! Mas continue visitando o blog se gostar dos textos. E da próxima vez, aproveita e dá uma clicadinha no anúncio, alí em cima! Abraço!