Lá no lar Bottânico, a gente tem mania de papear por horas com os velhos sobre o passado deles e como chegamos até aqui.
Na última dessas, eu fiquei horas refletindo sobre o que eu ouvi e cheguei a algumas conclusões.
Meu pai saiu do sítio e começou a trabalhar por volta dos 8 anos de idade, engraxando sapatos. Minha mãe entregava pão de madrugada, também criança. Os dois trabalharam durante toda a adolescência, como muitos de nós, hoje, só que o dinheiro ia todo pra casa. Minha mãe teve que dar até o último mês de salário pro meu avô, antes de se casar.
Mas o que me espanta é a trajetória pós-casamento. Uma sociedade com parentes onde os dois entraram com dinheiro e saíram sem nada; minha mãe vendeu alumínio; os dois montaram barraca na feira; meu pai foi viajar como vendedor e dormiu em hotel com cachorro debaixo da cama; deram quase tudo pra comprar uma mercearia e o antigo dono resolveu comprar uma perua e atender os antigos compradores em suas casas, ferrando o negócio.
Pagaram por anos um apartamento e depois descobriram que, por causa da inflação, a dívida só aumentava e, quando terminassem de pagar, estariam devendo cinco apartamentos. Pararam de pagar. Nesse meio tempo, minha mãe montou uma empresa de fraldas descartáveis, que deu dinheiro suficiente pra erguer a nossa casa antes do despejo do apartamento. Pouco tempo depois, um incêndio destruiu a fábrica toda.
Depois disso, meu pai abriu uma loja de materiais hidráulicos, com dez peças de cada. Foram alguns anos trabalhando pra pagar as contas, sem lucro, mas ele nunca deixou de acreditar. Quinze anos depois, ele vai pra Paris por bater recorde de vendas de um fornecedor.
Apesar de ter dormido nos sacos de arroz enquanto meu pai enchia linguiças, à noite, no açougue da mercearia, eu não tive uma vida dura. Não precisei trabalhar quando criança e sempre tive o que dava pra ter. E eu sempre soube o que dava pra ter e não pedia mais que isso.
Quantas dessas histórias há por aí? A geração dos pais dos quase-adultos de hoje foi a que mais se ferrou, a que passou pelas maiores mudanças. Já nós, nascemos e crescemos num mundo um pouco mais tranquilo, onde não era preciso lutar tanto. Porque eles lutaram por nós.
Só que, sinceramente, eu acho que isso fodeu com alguns de nós. Eu não me sinto digna de ganhar um carro, mas muita gente que eu conheço exige isso, sem ter conquistado porra nenhuma. Muita gente acha normal. Não é. Você tem que conquistar uma coisa pra dizer que é tua. Tem que pagar teu aluguel se quiser morar sozinho. Que trampo, né?
Fui pra São Paulo e vi um cara com as pernas atrofiadas, se arrastando num skate. Quem sou eu pra reclamar e desistir das coisas que eu quero?
Quem é você?
Shame on us, a vida é DEMAIS. É só enfiar a cara.
*Já usei esse título, mas não tinha mais adequado.

85 comments to “Como nossos pais?*”
Assino embaixo totalmente. Também não tive das vidas mais glamurosas no começo, passamos alguns apertos, mas sempre tivemos fé e força de vontade. E hoje to aqui, tranquila. Não tive tudo que quis (quem tem?) mas tive muito mais do que precisava. E as coisas mais importante ficaram, que foram as lições que aprendi com a minha mãe. E a eles a gente deve muito : )
ReplyNão é sempre que passo por aqui. Não é sempre que comento.
Todavia não posso deixar de registrar, com olhos marejados, que realmente você tem razão.
E mais: às vezes me sinto impotente. Meu pai com a minha idade já tinha saído da casa dos pais, no interior do Sul de Minas, pra poder vir pra São José trabalhar. E eu? O que fiz até hoje?
Graças a pessoas como os teus pais, ou como os meus, a gente aprendeu a dar valor em coisas simples. E acho que a gente pode encher a boca pra falar: Dá orgulho de ser filha de gente assim: Gente que luta!
ReplyCaramba, ótimo post.
Vendo essas coisas eu percebo que mts vezes reclamo de barriga cheia, por detalhes que nem fazem tanta importância.
Minha mãe e meu pai tbm tiveram uma vida do cão, e nunca me faltou nd de essencial. Meus avós então, pior ainda.
Acho que a maioria das pessoas de hoje não aguentariam tem que passar por essas coisas. Alguns pais, msm que na boa intenção, acabam educando mal seus filhos, dando tudo de graça, sem esforço, dai o resultado todo mundo conhece, vira aquela pessoa com 30 anos sem responsabilidade alguma que qnd encontra algum desafio ja vai logo correndo pra debaixo das asas dos pais.
beijoss
ReplyMário El-Corab
October 26th, 2009 at 5:33 pmShame on me, tô com 20, fazendo facul é verdade, mas já devia ter começado a
ajudar em casa. Meus pais são do interior de Minas, moro em BH e o gasto deles
comigo é maior do que eu gostaria de admitir.
Nunca peço nada mais a eles, economizo em tudo que posso, mas vou trabalhar uma vida pra fazer valer o investimento que fazem em mim. E fazem com satisfação. Não concordam que eu tenha que passar por tudo que eles passaram, ralar o tanto que eles ralaram.
Valorizo tudo que fizeram e fazem por mim, mas também acho que eu valorizaria muito mais se eu tivesse passado o que eles passaram.
Não sei quando, não sei como, mas quero achar uma forma de devolver tudo que fizeram por mim. Mesmo sabendo que eles entendem que estudar e me formar já seja suficiente.
Digo que não é, eles fizeram estudar minha única obrigação, com o dinheiro deles e eu ainda sou reconhecido por isso.
O mundo mudou muito em uma geração e eu acho que nasci na geração errada…
ReplyPois é, eu sou dessa mesma geração. Papai veio tentar a sorte em São Paulo, deixando eu e mamãe no interior paulista por seis meses até que pintasse a tal “oportunidade”.
Só que, graças à educação que recebi, dou valor à tudo que meus pais fizeram, não exijo nada deles, e não dou gastos desde os 15 anos, quando resolvi trabalhar pra ter meu dinheirinho. Não tenho meu carro ainda por não querer pedir dinheiro pro véio. E ainda ajudo nas contas de casa =D
Se todos tivessem a mesma mentalidade que eu tenho, e que pelo visto você também têm, o mundo seria um lugar melhor, e nossa geração não estaria perdida.
Muito bom o texto, vou dar retweet agora mesmo ^^
Reply“Você tem que conquistar uma coisa pra dizer que é tua.” Falou tudo.
Parabéns Mirian, seus textos são sempre ótimos =)
ReplyO povo está mal-acostumado a ganhar tudo de mão beijada.
Eu vivi os dois mundos; até 1994 a vida aqui em casa era um paraíso, meu pai trocava de carro todo ano e coisa e tal.
Depois foram 10 anos de vacas muito magras. Mas meu pai não permitiu que eu e meu irmão parássemos de estudar para ajudar em casa. Não é à toa que ele é meu herói, até hoje eu não entendo como ele conseguiu.
É a coisa mais óbvia e cliché do mundo, mas não custa nada repetir: nós só valorizamos aquilo que se obtém com o nosso esforço. Como o carro que estou prestes a comprar, depois de um ano e meio de economia. Tudo o que deixei de usufruir neste período vai ser recompensado.
E aproveita para dar um beijo nos seus pais, porque eles merecem!
ReplyEu já li vários posts aqui. Mas esse ganhou de todos… Especialmente depois que ouvi de um amigo que brigou com os pais pq ganharia um carro 1.0 e disse: “Não quero um carro desses pq 1.0 não é carro, não anda.”
ReplyEstava conversando ontem com o Gitti sobre isso.
Somos de uma classe média em que nossos pais ralaram, trabalharam na adolescência, contaram moedinhas na hora de pagar a escola, o livro, o inglês e a festinha de 10 anos pra gente.
Somos parte dessa vida “dura” sem, no entanto, nunca termos feito verdadeiramente parte.
Então, quando terminamos o ensino médio, nos enfiamos em uma faculdade qualquer, presumindo que em quatro anos nossa vida terá, magicamente, um rumo.
Afinal, somos filhos da classe média. Ninguém pediu pra gente se virar quando completamos 17 anos. Pelo contrário: quanto mais tempo o filho se dedica ao estudo, melhor. Mais chances de progredir, de ganhar mais, de “ser alguém”. Mas isso é relativo.
Me meto num curso de Direito sem nunca ter lido uma lei na vida. Faço Pedagogia sem nem pensar na sala de aula. Cinco anos depois estou pior do que estava com 17. Cresci, o tempo passou e estou “pensando no que quero da vida”.
Shame on me mesmo.
Que bom que não tive que sair da escola direto pra um escritório qualquer picar papel e entregar correspondência. Que bom que pude estudar inglês, educação, que pude me meter em tudo quanto é projeto de pesquisa sem remuneração, que bom que fui seguindo.
Mas, talvez, sem essa ânsia de faculdade, tudo tivesse sido mais interessante. Talvez se eu tivesse testado, tentado… Talvez eu estivesse mais madura, com mais certezas do que tenho agora até. Ou não.
Complicado…
ReplyVerdade seja dita, a nossa geração é uma bélgica. Não lutamos por nada, não nos revoltamos (honestamente, eu não acredito na lenda de que isso seja porque não tenhamos porque nos revoltar) – e isso é um problema.
É como se a luta de nossos pais e avós tivesse resultado numa safra de jovens acostumados a ter tudo na mão, a ser sustentados pelos pais até a meia-idade – e ainda assim reclamar disso e daquilo.
Cabe a nós tomar vergonha nestas nossas caras (mal barbeadas, no meu caso) e ir à luta.
ReplyAntonio
October 26th, 2009 at 5:47 pmO povo é muito leitecompêraovomaltino-like! Até gostaria de um carro, mas a verdade é que nem enho como sustentar um carro, afinal é caro e emprego paga pouco. Imagina ganhar um carro e ainda ter ele gerando gasto pros pais direto! O povo ñ pensa! Vida fácil sai gastando e nem pensa da onde vem o dinheiro e acha que a vida é assim pra todo mundo.
Nossos pais trabalharam desde cedo, estudaram, compraram o próprio carro e sustentavam-se… To tentando atingir isso, mas tá foda, mas vamos caminhando!
Facul..estuda, estuda, estuda…estágio…”trabalha nêgo”…chibata…e quem sabe depois sobra uma grana pra gastar com uma futilidade como um carro…
ReplyÉ o que eu vivo dizendo: a molecada de hoje é acomodada e a única coisa que sabe fazer é reclamar de tudo, de todos. Meter a cara? Correr atrás? Jamais! Liga na MTV e vai suspirar em cada comercial, se lamentando. Ridículo!
Parabéns aos seus pais, vencedores. Parabéns a vocês, que tomaram como exemplo e lição. E aos acomodados, um tapa na cara, pois a vida está aí correndo… e não vai esperar por ninguém, nunca.
ReplyNatália
October 26th, 2009 at 6:03 pmQue texto lindo! *-*’
Não tive tudo que quis (quem tem?) mas tive muito mais do que precisava. +1
E por isso, sei que não tenho direito nenhum de reclamar da minha vida.
ReplySabe, interessante ver histórias parecidas com a daqui de casa. Meus pais também começaram no sítio, mas ficaram lá por mais tempo. Meu pai tem cinco irmãos, minha mãe, quatro. Eles contam histórias das colheitas de café, de como era a vida e a batalha pra se conseguir o que queria na época. Os pais não apoiavam os filhos no estudo, queriam eles trabalhando na lavoura, mas meu pai insistiu e terminou o ensino médio. Depois de se casar, eles foram tentar a sorte na capital, foi quando eu nasci. Morávamos de aluguel, meu pai fazia dupla jornada de trabalho mais a faculdade, e ficava comigo enquanto minha mãe lutava pra tirar o atraso no estudo. Isso quase acabou com ele. Mas por isso conseguimos juntar algum dinheiro. Logo veio minha irmã. Voltamos pro interior um pouco melhor. Mas não muito, a vida ainda era dura, ele trabalhou como vendedor, depois foi pra professor. Eles passaram num bom concurso, mas aí veio o meu irmão, digamos, de um acidente de percurso. Meu pai foi chamado pra trabalhar, e voltamos pra capital por mais um ano. Quando ele conseguiu transferência pro interior e mudamos pra cá de novo, chamaram minha mãe. Ela e meu irmão foram morar lá com conhecidos nossos, ela trabalhava três semanas a fio pra pegar uma semana de folga e vir nos visitar. Depois de alguns meses, conseguiu ser transferida pro mesmo lugar que meu pai trabalhava. Hoje estamos bem, conseguimos construir nossa casa, meu pai terminou a faculdade e eu e minha mãe começamos.
Pra que contei essa história toda? Sei lá, só me identifiquei com a história e resolvi contar a minha. E concordo, hoje o pessoal não está nem aí se merecem ou não, é só “eu quero” e pronto. Normalmente não merecem. Meus pais não podem me dar tudo que eu quero, mas eu não estaria satisfeito se pudessem, porque eu quero conquistar o que é meu. Eu não gosto de pedir dinheiro pro meu pai, mesmo não tendo um tostão no bolso e sabendo que vou precisar. Mas ele vem e me pergunta, porque já sabe que não tenho. Olhando em volta, tem pouca gente como eu, a maioria só sabe sugar dos pais. Mas os meus não precisam se preocupar. Eu vou retribuir tudo isso e mais um pouco. Tá, mais bastante. E mais um monte.
ReplyÉ vero, veríssimo! É por isso que hoje, quando eu penso que com 24 anos estou sustentando a casa, porque minha mãe perdeu o emprego, penso que tenho que continuar fazendo o que posso sim. Minha mãe batalhou da forma que pôde, mas não teve a mesma sorte que outras pessoas. Mas tudo que ela fez por mim em todos os perrengues que passamos juntas, me fazem ver que sim, ela merece isso e tudo mais.
Alguns amigos vêm me dizer que “pô, vc era pra estar sendo filha ainda. isso é injusto”. Eu digo que a vida é injusta com que não sabe jogar com ela. É sobre isso que temos que refletir todo dia. E enfiar a cara e fazer diferente, pois a nossa geração tem uma responsabilidade muito grande: conseguir ser mais criativa do que todos que já passaram. E acho que nisso estamos nos dando bem.
Muito bom o texto. D. Mirian. Parabéns.
ReplyÉ isso aí Mirian, também concordo com você. Como nossa geração, sou apenas uns 2 anos mais novo que você (rsrsrs), eu não tive tudo o que queria, mas mais do que o necessário, como disse nossa amiga aí em cima. Meus pai é um metalúrgico e minha mãe uma costureira e acredito que nunca conheci pessoas mais guerreiras, simples e dignas até hoje, não digo isso porque são meus pais, mas porque essa é a verdade. Cresci em uma cidade do interior do Estado de São Paulo também, Piracaia, e estudei toda a minha vida em escola pública. Hoje, estou me formando em Relações Públicas em uma faculdade bem conceituada no estado e sou bolsista integral. Não digo que foi fácil, mas o esforço valeu cada segundo. Não me deixei abater pelas dificuldades da vida e por minha realidade socioeconômica. Posso dizer que tenho uma vida confortável e até com muitas regalias, mas procuro me lembrar todos os dias de que o que realmente importa é o trajeto e não o destino e de que colhemos aquio que plantamos. Nossos pais deram o melhor de si e não fazemos mais do que nossa obrigação em retribuir isso de alguma forma e não, cobrar.
Ótimo texto e que serve de lição pra muita gente que eu conheço, acho que vou até enviar por e-mail para alguns….
Abraço e continue assim!
ReplySó uma correção:
“Os dois trabalharam durante toda a adolescência, como muitos de nós”
Quem dera se muitos adolescentes realmente trabalhassem viu? a maioria, pelo que se vê, só querem saber de continuar sugando as economias dos pais mesmo… se tornam homens barbados, presos em seus eternos mundinhos adolescentes, sem gana de ter uma vida de HOMEM.
ReplyMirian Bottan, arrasou no texto..adorei saber um poco da sua vida! Sua historia de vida lembra muito a minha..por isso me orgulho muito dos meus pais! beijos
Replywilliamgugu
October 26th, 2009 at 7:39 pmBelo Post, eu tambem assino embaixo, os meus pais nasceram no Nordeste e trabalharam muito, hoje eu tenho coisas que eles nem sonhavam em ter…Eu tenho muito orgulho dos meus pais.
ReplyCaio, The Eldar
October 26th, 2009 at 7:57 pmVocê tem razão, a falta de ter que lutar por algo ferrou com o caráter de bastante gente, que infelizmente acaba aprendendo mais cedo ou mais tarde de maneira bem dura que “querer”, “merecer” e “ter” algo são coisas completamente diferentes.
Mas o que me fez comentar aqui foi que, pela primeira vez lendo um texto em um blog, meus olhos encheram de lágrimas.
Primeiro: porque eu estou a quase 9mil quilometros de casa e sábado foi meu aniversário de 28 anos e a saudade dos meus pais, irmãos e sobrinhos é bem grande, além de algumas coisas que aconteceram que gostaria de estar em casa para dar uma força.
Segundo: porque eu também não tive uma vida dura graças a dedicação e luta dos meus pais pela vida, passando por várias dificuldades mas sempre pensando no bem estar dos filhos e muitas vezes sacrificando conforto momentaneo para garantir um futuro. Trabalhei com meus pais desde cedo mas tive tudo que precisava e tanto eu qto meus irmãos sabíamos o que podíamos ou não… Mas a lição mais importante é a da conquista, da força e de que a dureza de hoje não é suave se comparada com a dos nossos pais.
ReplyWesley Soalheiro
October 26th, 2009 at 8:19 pmConcordo em tudo contigo, Porra, meus pais ralaram muito, e continuam ralando, morei muito tempo proximo a favela em casa com um quarto que mal cabia a cama deles e a beliche para minha irmã e eu, hoje as coisas são bem diferentes, nunca imaginei que eles teriam condições de pagam um cursinho para mim poder cursar o curso que eu sonho, eu até trabalho desde os 14, mas não tem comparação com a privação que os dois passaram para me proporcionar o que tenho hoje.
Cara, é de se ter orgulho de pensar que pessoas como eles, sem base quase que nenhuma consiguiram tudo que conseguiram, e me dão base para que eu creça mais que eles.
Se eu for metade do grande homem que meu pai é, serei um grande homem ;]
ReplyCurti mto o texto e vejo que vc é bem parecida comigo nesse ponto familiar. Meus pais passaram por várias coisas fodassas também, sofrendo na mão dos pais deles, azar em tentativas de negócios e tudo mais. Também sempre tive essa consciência de não pedir mais do que o meu pai pudesse me dar.
Porém tenho diversos amigos que ganharam carro zero qdo fizeram 18 anos e várias outras coisas… e esses ficam falando que eu já deveria sair da minha casa na idade que eu tenho, ganhando o salário que eu ganho e etc. Realmente, até poderia! Mas acho que na primeira oportunidade que eu tenho, sair de casa me soa meio egoísta, pois eles sempre me ajudaram e quando eu posso ajudar eles fico pensando só em mim.
E acho sim, muito mais gratificante o fato de eu mesmo ter pago minha facu, meu carro e todas minhas coisas. Não para falar que “não tive ajuda dos meus pais”, pois tive muito apoio deles, mas para falar que “não dei mais problemas ou trabalho para eles”.
Mas enfim, é isso… Parabens pelo post e pela família! ;D
ReplyO mundo seria um lugar muito melhor se tanta gente tivesse a consciência que você e tantos outros internautas que comentaram aqui mostram ter.
Infelizmente, a maioria da população é movida pelo impulso de consumir mais e mais, ter o mais legal, ser o mais rico, mostrar, ostentar!
Eu sempre digo que estou feliz com meu carrinho 1.0 fabricado em 1997 que me leva pra todo lugar do mesmo jeito que a Tucson do Fulano. E ainda é bem menos chamativo…
Parabéns pelo texto e, especialmente, pela consciência de só querer aquilo que é essencial! Mas o mais importante é reconhecer e agradecer aos seus pais pela educação e moral que passaram a você e sua irmã.
Parabéns aos seus pais, também!
ReplyLindo o post, faz pouco tempo que eu leio o blog, é interessante saber que, assim como eu, você também teve uma infância que valeu a pena ^-^
As vezes acho que esses adolescentes de hoje tem a vida muito fácil, por isso reclamam tanto. Mesmo com todas as coisas que quis ter e não tive ou não precisando trabalhar tão duro quanto meus pais eu ainda achei minha infância (tudo bem que eu trabalhei na lavoura de morango desde os 8 anos, mas meu pai além de trabalhar na roça ainda tinha que ir até a cidade a pé, uns 10Km, pra vender o que colhia).
Fico feliz em saber que tem tanta gente que valorizou o fato de ter visto a família começar do zero, ou quase do zero, e que aprendeu tanto quanto eu (alguns até mais neah).
Parabéns, esse post tá nos meus textos favoritos (mesmo antes dos blogs) o/
ReplyShame on us… realmente.
Ao perceber o quanto nossos pais fizeram, o quanto algumas pessoas ainda fazem hoje e comparar isso ao ridículo dessas que tu citaste como aquelas que “exigem o carro” nos 18 anos, podemos, no mínimo, ter um momento de desânimo naquele pensamento rápido que passa por nossas cabeças: que mondo bizarro é esse?
Saber valorizar o que os outros conquistaram (muitas vezes por nós) e ver-se merecedor do realmente se é digno é, at least, essencial.
Excelente texto cara Bottanica ,)
ReplyMirian querida
Mega texto lindo, meu anjo. É isso aí: não estamos aqui a passeio, embora tenha muita gente por aí que acredite piamente nisso. E quem não paga o preço de ser, não tem nadica de nada.
De que adianta ter coisas sem saber o seu valor?
Vai pro Achados.
beijo enorme (e espero vc no LuluzinhaCamp)
ReplyTweets that mention Como nossos pais?* | Substantivolátil -- Topsy.com
October 26th, 2009 at 9:24 pm[...] This post was mentioned on Twitter by Lucia Freitas, Jeff Paiva and Winnie, Edson Oliveira. Edson Oliveira said: Ótimo post da @mbottan, confira: http://migre.me/9ZMh [...]
Pois é. Como bem observou uma amiga, a nossa geração [nascido nos 80's, classe média] bate recordes de happy pills porque não teve que lutar por nada. Não criou metas, não obteve conquistas… tudo foi tão de “mão beijada” que qualquer coisa os deprime, os faz acreditar que não há razão de ser, de viver.
Tritse.
ReplyMuito show teu texto. Parecia que eu lia a história da minha própria família. Tua reflexão realmente foi nota 10.
Não vejo que estamos numa posição privilegiada. Nossa responsabilidade, tendo recebido uma vida desde sempre razoável, seria continuar a “saga”. Mas e quantos se destacam? Mal conseguimos superar a nós mesmos, quem dirá as dificuldades. E assim vamos levando uma vida mediana na frente de nossos computadores.
ReplyAugusto - Teckniu
October 26th, 2009 at 11:57 pmGostei e me identifiquei em vários aspectos do seu texto. Meus pais também batalharam muito pra chegar onde chegamos. Agora, estou na luta pra conquistar minhas vitórias. Se fosse resumir seu texto em uma frase seria: ” [...] Você tem que conquistar uma coisa pra dizer que é tua. [...]“.
Conheço várias pessoas que deveriam ler, e principalmente, refletir muito sobre ele.
ReplyDiego
October 27th, 2009 at 6:15 amE depois de tudo isso, aposto que tem sempre um que aponta o dedo e julga. Depois que a pessoa venceu na vida, ninguém mais enxerga como ela chegou lá.
Ótimo texto, Mirian. Como sempre!
Aiai, você é demais! *_*
ReplyRecebi ontem por email este post e deixei para ler apenas hoje de manhã.
Fiz muito bem, pois acordei zuado pensando em desistir de tudo… desistir de lutar, pelas minhas conquistas… minha vida é de longe melhor do que meus pais tiveram e eu estava reclamando…
Só tenho a agradecer pelas palavras que li Srta. Bottan e dizer que estou sem comentários, concordo com tudo que você escreveu…
[]’s
ReplyRafael
October 27th, 2009 at 7:50 amBingo, eis a explicação, do ponto de vista econômico, para a superpolação de emos =D
Piadas a parte, belo post moça
ReplyBom, faz um tempinho que acompanho o blog, mas acho que é a primeira vez que comento:
Concordo em partes com teu texto. Mas, como bem lembrou a Isabella ali mais em cima, esse comportamento se dá numa classe média onde pais eram oriundos de uma classe mais baixa.
Hoje existem muitosadolescentes trabalhando, batalhan do pelo que querem, que estudam e trabalham desde cedo também. Muitos, infelizmente, só trabalham. Não é uma crítica, apenas uma lembrança. Vale dizer que esta é uma visão pessoal sua, logo, os valores e observações virão do meio em que se está inserido. O próprio termo “opinião” já demonstra que é um ponto de vista pessoal.
No demais, muitas pessoas não dão valor às coisas que recebem “de graça”. É uma pena, pois é só nos atermos um pouco ao significado da palavra “graça” para termos importância de que aquilo que nos é dado é precioso. E devemos fazer bom uso.
Meu avô paterno não tinha uma situação econômica ruim, morava na cidade, funcionário público, mas tinha 6 filhos. Meu pai começou a trabalhar cedo, vendendo pão, essas coisas, casou cedo, quando ainda estava na faculdade, teve filhos cedo, mas se formou.
Também não ganhava mal, mas, com 4 filhos, tinha muitas despesas, o que nos permitia cursar apenas escolas públicas, mas ele não nos deixava trabalhar antes de concluir os estudos. Era ponto pacífico, e nas poucas tentativas de que alguém tensasse trabalha, ele tinha seus argumentos para dissuadir o gajo dessa idéia. No máximo, na época já da faculdade, estágios, bolsas ou trabalho meio período. Não tinha essa de maioridade aos 18, quer maioridade? Vai se sustentar.
Mas o custo de oportunidade de ter a “maioridade” era muito alto. E o que ele estava nos dando era valioso: conhecimento.
Resultado? 3 filhos graduados em universidade federal, mesmo oriundos de escolas públicas, destes 3 filhos, 3 servidores ou empregados públicos (em órgãos bons) – (isso não quer dizer muito, mas uma boa base de estudos é necessária), e o filho mais novo em vias de se graduar em universidade pública.
Sim, meu pai me deu muita coisa, e sou muito grato a ele por isto. Tudo que ele me deu não foi por pedido, mas por iniciativa dele, e, se ele deu, é porque achou que eu merecia.
Enfim, mas ainda assim acho que recebi muito mais do que merecia. De qualquer forma, não vou ficar choramingando por isso, mas procurar fazer valer todo o investimento que ele fez comigo. E não esperar que as coisas venham de graça, mas, se vierem, fazer bom uso delas.
Para os que “apenas” estudam e se sentem culpados: estudem. Cumpram com a parte de vocês deste acordo tácito. Garanto que seus pais não pedem nada mais do que isso.
ReplyJu
October 27th, 2009 at 9:54 amPalmas.
Me fez pensar na trajetória da minha família. Do quanto meu pai trabalhou. E saiu do nada, não teve facilidades
E me fez pensar mais ainda na vergonha que tenho sentido de mim ultimamente, porque eu tive milhares de oportunidades, mas comecei a perceber isso mais agora. A saber que não dá para brincar.
ReplyChega mais um momento de refletir sobre a vida, o novo ciclo, um novo ano, e é por essas que se diz que estudando o passado se consegue estruturar melhor o presente e preparar o futuro. O legal desse teu momento é que está enraizado na família, com exemplos, motivações, respeito e amor. A ‘porralouquice’ cabe num dia-a-dia descontraído, na definição de um estilo de vida, mas a força verdadeira vem dessa relação, também verdadeira, de estar junto, olhando e ouvindo, o que dizem nossos pais… ali na frente será a tua vez!
ReplyQuem tem um pouco de consciência realmente não pode reclamar da vida, se pensar bem no que a geração anterior a nossa viveu.
Meus pais também lutaram muito pra “fazer” a vida. Meu pai desde os 13 anos saiu da sua cidade natal e percorreu três estados trabalhando dia e noite. Minha mãe também saiu cedo de casa e foi para a capital ser doméstica em casa família rica e com muito custo terminou a 8ª série.
Eu também comecei a trabalhar cedo (aos 14 anos), mas não foi por necessidade e sim por prazer de ajudar meu pai na sorveteria que tanto ele lutou pra construir.
Mais uma vez… Meus parabéns Miriam!
Abraços,
Júnior Gonçalves
ReplySei bem do que você está falando.
Sou filha de comerciantes. Sempre vi o quanto eles trabalharam pra manter a nossa casa, eu também trabalhei desde cedo. Não me arrependo disso em momento nenhum.
O fato é, trabalhar pra familia, ajudar em casa e assim ainda ser sustentado pelos pais é um fase.
O fróid é depois de uma idade, você sai de casa, vai morar sozinho, e mesmo assim, ainda é sustentato pelos pais…
E tem gente que acha isso a coisa mais normal do mundo. Como se eles tivesses obrigação de te manter.
Fazer suas próprias conquistas é que é ótimo como você disse.
Hj em dia posso dizer: Passei no vestibular numa universidade Federal, me mudei pra outra cidade, pago as minhas contas desde o primeiro mês morando sozinha e estou terminando o curso agora. Passei por poucas e boas. Cresci, virei “gente grande” como eu nunca teria virado se tivesse continuado na casa dos meus pais…Isso sim é uma conquista pra mim…
Ótimo post…parabéns pela história…
(^_^)
Gleice
ReplyExatamente o tipo de leitura que eu espero ter aqui.
E é engraçado como, por sua postura ser certa e coerente, eu sinto vontade de parabenizá-la… como se você estivesse fazendo algo acima das suas obrigações ao entender como a vida deve ser quando, na verdade, é exatamente o que todos nós deveríamos fazer.
Eu me sinto um extraterrestre quando me vejo empregado, livre das amarras dos meus pais ou até sustentando-os por um tempo quando a situação aperta; E vejo como as pessoas me olham diferente por ter um emprego ‘de adulto’ ou pensar na compra de um apartamento aos vinte anos, enquanto meus amigos exigem carros dos seus pais.
Não tenho muito mais o que dizer, esse texto é uma tradução perfeita da vida de quase todos ‘classe-média’ do país, com memória fraca ou sem interesse no que seus pais passaram pra conseguir dá-los a vida que têm hoje. Parabéns Mirian, subiste ainda mais no meu conceito hoje. (:
ReplyNat
October 27th, 2009 at 1:32 pmAcho que você tá falando da realidade da classe média apenas. Nas classes mais baixas, o buraco é bem mais embaixo e muito continuam trabalhando para ajudar na casa. Ou não??
ReplyFalou e disse menina!
Nossa! me revolto tanto com a ingratidão desses “filhinhos de papai” descontentes por que seus pais ainda não trocaram seu carro 2009 pelo 2010.
Mas como eles mesmos dizem, que querem trabalhar, mandam currículos pela Internet, e espera o trabalho bater à sua porta.
Tenho certa pena de quem é assim, pois o maior orgulho do mundo é quando você conquista suas coisas por seu suor e determinação, você “compra as coisas”. Me revolta tbm quando alguem fala “vou comprar isso” e o real significado é “vou extorquir isso dos meus pais”…
É de dar orgulho ver o orgulho de nossos pais pelos filhos que criaram e conquistando o mundo com suas próprias forças! =D
Adorei o texto
Bejaummmm
Tchau, brigado, de nada!
ReplyCarolina Cruvinel
October 27th, 2009 at 4:27 pm[suspiro]
O brinquedo que mais sinto saudade é aquele que não tive. Sonhar e almejar, saudavelmente, alguma coisa e ter somente o que se pode ter, e aceitar essa condição, é parte principal na formação do caráter.
Ler teu post fez sangrar uma ferida que há muito vem sendo escrafunchada. No auge dos problemas e no quase flagelo familiar, senti um empurrãozinho to keep moving…
Thanks
ReplyPuxa… e eu achando que só os meus pais se fudiam à beça antes da Era FHC…
E eu estou assumindo honrosamente o legado e passo por perrengues homéricos morando na casa do meu pai, que é cheia de morcegos, goteiras e rodeada de muito mato. E aprendendo que a grana não dá em árvore. (infelizmente…)
O esquema é nos orgulharmos dos nossos pais pelo que eles fizeram e e fazem por nós, e aprendermos a caminhar com nossas próprias pernas.
Adorei o seu texto… como sempre.^^
ReplyVanessa C.
October 27th, 2009 at 9:31 pmNossa, que post hein! Falou tudo.
Confesso que me senti culpada quando li teu texto. Lembrei de um fato que a minha mãe tinha me dito: quando ela era adolescente, teve uma época que usou tênis furado mesmo porque não tinha dinheiro pra comprar um novo. E eu aqui pedindo um tênis novo por mero desejo consumista.
Nossos pais lutaram, cresceram, e fizeram de tudo pra dar um futuro digno pros filhos. O problema é que nos fomos nos acostumando a ganhar as coisas sem se esforçar e não damos valor ao que temos.
Agradecer e retribuir tudo o que eles fazem por nós é o que deveríamos fazer. Isso vai desde se esforçar nos estudos, até lavar o louça e arrumar o quarto sem reclamar.
Beijão
ReplyEnquanto nós somos orgulho para nossos pais, eles são nosso orgulho. Pra se espelhar, seguir em frente e não desistir nunca ![]()
Muito bom, moça, não desista! Seus pais lutaram muito pra que você pudesse fazer esta escolha – assim como os meus fizeram o mesmo.
enjoy yourself
ReplyMariana
October 28th, 2009 at 8:33 amO texto é lindo e se aplica a história dos meus pais também. Me fez chorar.
Meus pais ralam até hoje. Muita coisa deu errado: teve falta de sorte e erros de calculo. Meus pais ainda ralam (eu ainda tenho um irmão pequeno), mas é tão lindo ver que eles se esforçam tanto… Minha irmã se formou no começo do ano e gostei tanto de ver o orgulho deles. E agora ela tá ganhando mais do que meus pais já, ajudando em casa e dando um descanso pros velhos. E daqui a dois anos é a minha vez.
Eu só posso agradecer.
ReplyEliane
October 28th, 2009 at 3:20 pmMirim, meus pais também são dessa geração super batalhadora, coma diferença que eles fizeram os filhos se virarem também, correr atrás de tudo. Muito tempo de minha vida eu me revoltei por ter que trabalhar meio período, ter que deixar de lado muito da minha adolescência para cumprir responsabilidades, mas acho que valeu a pena. Corri atrás e consegui entrar na USP que era meu sonho, mesmo sendo lá da tal escola pública. Hoje estudo e trabalho aqui, e não tenho tempo pra nada!
Mas tem valido a pena. Amadureci demais com essa oportunidade e várias vezes vejo minha mãe comentar com familiares que fica com o coração na mão de ver a gente se lascando tanto e não querer interferir, para que a gente aprenda a se virar sozinho… ![]()
Mas fiquei surpresa com seus pais, com a visão de mundo que te deram, enfim. Sempre fiquei surpresa de ver vocês dizendo que fazem faxina, enquanto eu conheço gente que morre de vergonha de que os outros saibam disso.
É isso!
Abraço!
ReplyA melhor lição é aprender que para se conquistar alguma coisa só depende da nossa disposição de correr atrás.
Meu pai fala que não pode dar tuuuudo que queria para mim e para meu irmão, mas que deu o suficiente para podermos conseguir dar tudo isso, que ele sonhava dar pra gente, para nossos filhos.
E vamos indo, nunca passei dificuldade na vida, e mesmo assim sempre corri atrás da minha vida, tb não acho correto “ganhar” um carro ou meu pai pagar minha faculdade.
Meus pais me ensinaram assim, e sou muitoooo grata por isso. Sofro muito menos.
ReplyBoa, boa. Não li todos os textos, mas dos que li este é o preferido. Arranhando o que na América do Norte é fenômeno conhecido como baby boomers, ou baby boom generation. Boom, bom.
ReplyMatou a pau no texto! Meus pais tem histórias parecidas e também ficavamos horas ouvindo. Da vinda pra São Paulo, do sufoco dos pais para mante-los na escola, de ter que trabalhar e dar todo o dinheiro em casa. Me arrepiei lendo o texto e curti muito. E concordo totalmente contigo quando fala do lance do carro, das pessoas que praticamente “exigem” como presente de 18 anos. Discordo e tive que comprar o meu! Me ferrei na dívida, tive que vender. Depois comprei meu apê e tive que vender tbm. E estou vivo e aprendi a viver com isso. Hoje sou professor universitário e dou graças a Deus pelo exemplo dos meus pais.
E fico ainda mais feliz em ver uma guria – que deve ser uns 10 anos mais nova que eu – pensando como você. Parabéns pelo exemplo! Há salvação pra molecada!
ReplyJunior
October 29th, 2009 at 4:42 pmQuanta sensibilidade neste texto , um dos mais bonitos e tocantes, parabéns
ReplyAchados na Web 72 | Ladybug Brasil
October 29th, 2009 at 6:10 pm[...] lindo texto da Mirian Bottan sobre o consumismo desenfreado. Gol de [...]
Li o texto, achei DUCA. E ão vou mentir, pulei TODOS os comentários, pq a única coisa que eu quero dizer é, como eu queria o fórum nessas horas! Ia render MUITO.
=)
Reply[...] como ler a história familiar da Miriam Bottan faz lembrar a história familiar de muitos de nós, os filhos da classe [...]
Wilson
October 31st, 2009 at 10:41 pmInspirador, Mírian!
Depois dessa, só posso dizer que meus pais fizeram um ótimo trabalho. Agora é a minha vez de lutar ^^
Bjo!
ReplyHoje (sábado) me aconteceu uma coisa muito curiosa: tinha 3 festas prá ir e decidi ficar em casa, precisava descançar. Só fui na casa da amiga, que mora em frente à minha casa e tava fazendo aniversário. Fui sem chave (é em frente à minha casa e ia voltar rápido).
Na volta, meus pais tinham saído e me deixaram na rua. Voltei pra casa da amiga, mas ela tinha saído e tive que ficar conversando com sua avó até meus – não tão – queridos – naquele momento – pais chegarem.
Durante o tempo que conversei com ela (a avó), ouvi uma ou quatro histórias parecidas com essa. Fiz até um post pro meu blog. É bizarro passar por um dia tão bizarro e achar um post assim tão legal prá ler no fim do dia.
Brigada por seus posts sensacionais.
ReplyKarol Wojtyla
November 1st, 2009 at 9:26 amEntão, bem legal esse post, me fez lembrar umas histórias contadas pelos meus pais e avós.
ReplyDiego
November 2nd, 2009 at 2:32 amQue foda ver os comentários bombando! Sinal de que o Subs tá tendo muitos acessos. Parabéns, Bottans!
ReplyPrimeira vez que passo por aqui e já adorei o post. Bem parecida com a história dos meus pais.
:)
Reply[...] E eu sempre soube o que dava pra ter e não pedia mais que isso.
E essa era a parte ruim de ser uma criança esperta rsrsrsrs
Ótimo texto Mirian, já estava com saudades de comentar aqui!
[]s
VAZ
ReplyDiego
November 5th, 2009 at 2:52 amJá dei parabéns em outros lugares, mas tinha que marcar presença aqui. Aí vai nesse post que é o mais recente!
Eu te desejo toda a felicidade e sucesso do Mundo. (Amor, saúde, etc estão inclusos em felicidade.) Sabe que eu te admiro pra caramba, tenho um carinho enorme por você (mesmo só conhecendo pelo blog). E continue escrevendo esses ótimos textos que adoramos ler. Hoje no blog e um dia nos livros!
Obrigado por compartilhar conosco, através de seus textos, esses 23 anos de vida que completa hoje. (Ih, falei sua idade! hahaha)
Sou meio travado pra me expressar, mas espero ter conseguido demonstrar o quanto essa data é significante pra mim e todos que lhe admiram.
Beijão
ReplyDiego
November 5th, 2009 at 2:57 amPutz, deu um erro (burrice minha mesmo) e cortou um teco do texto… Mas deu pra entender o que eu quis dizer.
ReplyMeus pais não passaram por situações assim, a história deles tá mais pra romances melosos do que vidas sofridas, embora minha mãe trabalhasse tb para ajudar na casa..E eu não trabalhei até hoje! Acho isso um absurdo! Aliás, eu mando currículo e ninguém me chama, se eu conseguir um estágio q seja vou ficar hiper feliz! Mas concordo com vc q a vida é difícil e como pai vc tem q mostrar q a vida é difícil pra seus filhos por mais q essa n seja sua história..Ninguém sabe o dia de amanhã e o melhor presente é gastar o seu dinheiro ganho com o seu suor! Nada melhor! Por isso que eu ainda n tenho nem carteira de motorista! E nem admitiria q pagassem pra mim! rsrs..
Bjs!!
=1
ReplyPor coincidência, há pouco escrevi a frase abaixo, tudo a ver com o texto.
Corra atrás e lute pelo que quer de verdade. A vida sem isso se resume a um espaço de tempo chato entre acordar e dormir… (André Luiz Santana)
ReplyEntrelinks 17 – Os melhores posts dos melhores blogs | Entremundos
November 7th, 2009 at 9:36 pm[...] Como nossos pais? [...]
Tyler Durden, meu guru, falou melhor que eu, resumidamente, sobre o fato de não termos lutado nenhuma guerra, não termos ralado para conquistar o crescimento econômico ou o plano Real, não termos que sobreviver a uma epidemia letal de vírus transmitido pelo sexo e sem esperança de cura ou repressão e cachorros nos mordendo quando queríamos ser ouvidos. Não fomos torturados, não vivemos sob o medo atômico, não fizemos absolutamente nada.
Agora fica a minha proposição de que só sobram 3 alternativas. Sentar em cima disso exigindo mais, simplesmente ficar calado e não fazer nada ou aproveitar esses segundos de vantagem na corrida para ganhar com folga o que eles começaram por nós.
Ainda tem muito a ser feito, o sofrimento deles foram as dores do parto, cabe a nós crescer e levar além. =]
Adorei seu texto, pequena.
Bjão e demorei a ler mas cheguei.
ReplyMiriam, parabéns pela sua maturidade, algumas pessoas passam pela vida inteira e não conseguem chegar à metade das conclusões que você chegou. Assim como você é orgulhosa da luta de seus pais, eles devem estar muito orgulhosos de você. Quem pensa assim vai longe, não tem medo, encara a realidade e não se vitimiza perante obstáculos,
Um abraço,
Luis
ReplyCompartilho o sentimento… Pais que também ralaram muito, e eu sempre achando que tinha que ralar no mínimo do mesmo tanto para merecer tudo que eu tenho com um tanto menos de esforço que eles…
E para quem tantas vezes não valoriza pai e mãe, tá aí uma lição… Por pior que a gente os enxergue agora, a gente não sabe metade do que eles passaram…
Parabéns pelo texto! Bastante coerente!
ReplyOla!!!
Tava sumida mais ja estou de volta linda!
Passei pra avisar q meu blog voltou cm novo formato tudo novinho!!!
Passa lá tem entrevistas legais por la
ReplyNa faculdade estudei com um bando de playboyzinhos que tinham de tudo, era só pedir. E sinceramente, eu tinha uma certa pena deles, porque nada do que eles tinham os satisfazia. Eu era muito mais EU com meu PC bagacento (mas que conseguia fazer os trabalhos da facul e trabalhos extras) do que eles com todas aquelas parafernálias tecnológicas porém com o cérebro bagacento. @dezmetro
ReplyEngraçado que comecei a ler este texto e tudo me parecia meu pai me contando a sua história.
Quase idêntica, os problemas, as ajudas aos pais, os negócios que foram perdidos, épocas ruins, a que nasci por exemplo, hahaha. Não havia como eu não me tocar com essa história, a unica diferença é que em minha familia até mesmo meus irmãos fazem parte dessa luta junto com meus pais.
Bom ler histórias assim, lembrar de todos que lutaram por nós e a nossa responsabilidade perante a isso.
Bom te ler.
ReplyAxei super legal seu post!
cada um se identifica de uma forma!
beijos
ReplyMinha (e de meus pais) história é parecida com a sua.
Tenha a mesma opnião que nada que vem fácil nesse mundo é construtivo para uma pessoa. Dignidade se adquiri no dia-a-dia com esforço para alcançar os objetivos.
Dá vontade de dar uma surra nesses “filhinhos de papai” que não sabem o seu lugar! E lá em casa mesmo tem uma dessa… rs
Fabi
http://www.fabilara.blogspot.com
ReplyRegina
November 17th, 2009 at 10:39 pmVc tem toda razão!! Eu costumo reclamar da vida, mas às vezes reflito sobre a realidade e agradeço a Deus por tudo o que tenho.
ps: vc escreve mto bem!
ReplyCaramba!!! Adorei, parabens pelo post!
É isso mesmo que acontece hoje em dia!
a geração que eu e todos nos vivemos
vem sendo povoada por adolescentes e qse adultos um pior que o outro
ninguem se interessa por nada, nem em arrumar um emprego
ou até mesmo de estudar para ter algo so seu na vida,
as pessoas preferem se acomodar a vida boa que os pais lhe oferecem
achando que eles estarão ali para sempre… Pod???
rsrs
mas amei o post, mto fera!
bejuu
ReplyMiriam, talvez voce esteja um pouco afastada da realidade dos menos abastados. A vida dos seus pais é o dia-a-dia de muita gente por ai. Nao parece, mas ainda tem muita gente dormindo em hotel onde o cao é uma companhia inevitavel
)
ReplyAlexandre, talvez vc não tenha prestado a devida atenção ao que realmente era o ponto desse texto. Eu dizia exatamente sobre ter uma situação um pouco melhor hoje em dia, graças ao sacrifício de vida dos meus pais. Logo, hoje em dia, eu não vivo a vida deles, realmente. Mas vivi quando criança, antes de eles conseguirem prosperar.
Abs!
ReplyE há ainda a inacreditável crença dos “mama boys & girls” que o supra-sumo do “ganhar”, da “conquista” seja o automóvel, em uma realidade onde ele é na verdade o vilão de muitas outras histórias…
ReplyBuenas Mirian,
Bom esse é o primeiro post que leio do sei Blog.
Segundo que concordo (até este momento) que seu blog é diferente dos muitos que tem por aí, como foi dito numa reportagem no YouTube, senão me engano Hyperlink.
Quanto a nós, nossa geração estar um pouco mais tranquila, eu discordo. Acredito que é um ponto de vista parcial, talvez em comparação estamos um pouco melhor, mas em outras estamos tanto quanto pior que a geração dos nossos pais. Então há um equilíbrio; pois hoje ainda há crianças passando fome, desnutridas, sendo escravizadas, estupradas, espancadas quando não são mortas ou deixadas em um parque ao relento ou jogadas em um aterro.
É isso, existem muita coisa a ser dita, e apesar de não concorda muito sobre o que disse, mas é normal e assim caminha a humanidade, poucos jovens como nós tem esse insight sobre a vida, como é a minha vida e como é a vida do outro!?
Abraço…!
Parabéns pelo Blog!
Reply

