
Já fazia um tempo que eu andava torcendo o nariz pro meu computador. Grande, gordo e velho, ocupava 80% da minha escrivaninha, entre aquela cabeçona e o corpo barulhento feito um avião, que juntava uma poeira do capeta.
Aí começou a faltar espaço, faltar rapidez, faltar silêncio durante a madrugada, quando eu não queria ser descoberta por um pai bêbado de sono, possesso com a cria que nunca dorme. E pior, começou a sobrar oportunidade onde eu precisava enfiar aquela tralha numa mochila e levar comigo.
Não fiz isso, né, gente. Fui lá e comprei um notebook. Com o dobro de HD, o dobro de memória, o dobro de velocidade, uns 20% do tamanho, e nenhum barulho. Demoréds. Peguei o bichinho quase ouvindo aquele coro gospel do comercial do cream cheese.
Configurei, instalei programas, testei daqui, de lá, reiniciei, fucei mais, tirei foto, desliguei. Fui tomar banho, e quando voltei, tendo mexido no treco de tudo que era jeito possível, na sétima hora, Mirian viu que aquilo era bom, transferiu os arquivos do monstrengo antigo pro brotinho prateado, e foi dormir.
Não sem antes deletar os arquivos do idoso jamantador. Porque o lance é que eu sou uma maldita de uma hiperativa e curto as coisas aqui, agora e assim, e eu queria tudo limpo alí, um lance assim meio neurótico.
Quem não me viu comentando o fato no Twitter, já deve estar soltando um ‘que é que vem’, então, sem mais delongas, na manhã seguinte o note não ligava. Não vou desenrolar o problema aqui, mas fiz o que pude, tentei o que deu, e foi inevitável: perdi TUDO.
Por isso eu não tive forças pra discutir na loja, por isso eu chorei o caminho todo pra casa, por isso eu cheguei em casa, sentei na cama e pensei: “fudeu, mano. Vou virar hippie.”
Fotos, textos, logs, lembranças de anos, Gigafuckingbytes de música. Plóf. Ou uma onomatopéia qualquer que represente merda na água. Sblóft cai bem.
Depois de algumas horas de choro, fiquei anestesiada e voltei a raciocinar. Primeiro que muitas das coisas eu tenho em CD. Segundo que muitas das coisas eu tenho online. Terceiro, e mais importante: muitas das coisas, eu não queria mais, e só não havia me desfeito por dó.
Fotos que eu escondi de mim mesma pra não ver, músicas que eu pulava sempre que o shuffle resolvia me lembrar que elas ainda existiam, programas que eu nunca mais ia usar, mas deixava lá porque demorou um século pra baixar, filmes que eu não ia mais ver, mas não ia deletar pelo mesmo motivo dos programas.
Pensando um pouco mais (o processo foi longo), também concluí que eu não sou a pessoa mais adequada pra chorar os dados derramados (Oo). Eu nunca pensei duas vezes antes de digitar um nome na busca do Gmail, selecionar tudo, excluir e limpar lixeira. Rasgar fotos. Queimar coisas (pela poesia do ato, confesso). Destruir diários. Às vezes nem era por mim, mas por outra pessoa ou um outro motivo qualquer, eu logo me desfazia do que poderia me atrapalhar naquele momento. Se um tempo depois, a pessoa ou o motivo não existissem mais, as lembranças não voltariam, mas prazer, inconsequência soy yo.
Ao mesmo tempo, tenho uma caixinha de coisas não-tão-relevantes, que existe há séculos, e de lá, as coisas não saem. Porque não doem, não incomodam, são pedaços aleatórios de fases que me permitem lembrar como eu virei esse meio metro de paçoca escrivinhante.
Eis que logo após o ocorrido, empolgada com o raciocínio da vida hippie e das coisas que eu não preciso mais, peguei uma caixa de fotos velhas e resolvi fazer a busca, selecionar tudo, excluir e limpar a lixeira.
Parei no segundo seguinte.
Eu não sou um novo namorado com ciúme do antigo. Nem um bando de amigos novos de uma galerinha über cool, man, que achariam estranho o meu antigo cabelo vermelho-fogo, e as roupas coloridas. Eu não sou alguém que me admira hoje, e não conseguiria ligar o nome à pessoa quando se trata do período em que a bulimia me estragou legal. Eu não preciso me desfazer de mim. Também não sou um Windows Vista zoado, pra me apagar.
Peguei todas as lembranças, principalmente as frescas e que ainda doem, e coloquei na caixinha. Fechei, lacrei, e escrevi: purgatório.
Em seguida tirei fotos novas. E muito provavelmente, foram as mais lindas que eu já fiz.

72 comments to “Desapego”
Nessa última semana eu também ando em seções de desapego!
Acabei de me formar no Ensino Médio e entrar na faculdade…
Só sei que peguei tudo que era apostila, livro, uniforme e tudo que me lembrasse a escola (pelo menos a parte ruim) e tirei fora…
Mandei pro quarto do meu irmão mais novo e falei: “Não quero mais ver Química, Biologia e Física na minha frente nunca mais!”
Mas eu tenho uma caixinha com chave na qual eu guardo todas as cartas que já recebi… Ex-namoradinhas, ex-admiradora, ex-paixão me dando fora…
De vez em quando eu pego e leio…
Do mesmo jeito que eu assisto um vídeo meu com três anos falando que tá fazendo “papel recicado” ou com quatro dançando vestido de Pantera Cor de Rosa…
Isso faz bem pra alma…
São rituais de passagem…
O seu acabou sendo também…
ReplyAos poucos estou treinando meu desapego também.
Mas a verdade é que não há nada melhor do que cutucar lembranças…
ReplyAs fotos ficaram lindas mesmo! =)
É bom ver que conseguimos nos desapegar dessas pequenas coisinhas que, sem a gente perceber, só lotam a nossa memória. Mantenho muita coisa pq “um dia eu vou precisar”, mas que realmente não vou usar nunca.
E vou acumulando tudo…
Um dia eu tomo coragem e me desfaço de muita coisa que não preciso.
Mas o que é realmente importante, estará no meu “purgatório” também. O que é um ser humano sem lembranças?
ReplyDepois de perder dois HDs sem backup, o que mais dói são as fotos perdidas.
Não as minhas, mas do meu baby bem baby. Só não fiquei mega triste pq pode ser que tenha salvação, tenho que levar os HDs pro dotô de HD.
Por outro lado eu perdi um pouco a neurose de ter que tirar foto de tudo e todos a todo o instante. Às vezes quero curtir o momento agora, não ficar pensando em registrar o que um dia será um passado curtido meia boca pq eu estava mais preocupada em sair bem na foto, na composição, na luz, na cor.
Sempre fui a fotógrafa oficial de qualquer reunião familiar pq o resto das pessoas simplesmente não lembram e não se dão o trabalho. Às vezes fico triste… apareço em poucas fotos com meu filho, por exemplo. Mas tudo bem, o que é bom mesmo está registrado na minha memória, que, espero eu, vai durar mais que qualquer super HD.
ReplyPois falando em memória… ahhh, como eu queria apagar alguns dados da minha. #comofas.
ReplyÉ isso ai.
E o que o Adriano falou faz sentido. Eu não me apego em nada e por isso não sofro por nada, também…
Nunca tinha parado para pensar nisso.
Replyauhahuahua pelo menos vc não tem um filho e perdeu as fotos das primeiras horas de vida dele e mais alguns meses…. não me perdoei e nunca vou me perdoar, burrice nata, mas fazer o que, o jeito é aceitar e tirar mais uma penca de fotos, gravar em cd e imprimir as melhores pra não correr o risco de perder td de novo
Replypoxa vida…….
o meu querido (e novo) notebook resolveu parar de funcionar tb…. sorte que tinha o velho….. felizmente com os programas e todas as musicas que eu ainda escuto……. vai servir até que eu dê um jeito de fazer o novo funcionar…..
detalhe: ele PRECISA voltar a funcionar…….. tem um trabalho de 32 páginas lá dentro que eu preciso entregar semana que vem…..
boa semana!
ReplyEu tb vou guardando um monte de tranqueira digital, até o dia em que o hd fica lotado. Aí chega a hora da faxina.
ReplyEu tinha uma carta de doze metros que uma namoradinha do 2º grau me deu, daquelas enroladas. Daí eu queimei e me arrependo até hoje, mas a importância dela é bem maior exatamente por isso. Manter o físico enfraquece o espiritual, sei lá.
Burn, mthrfckr, burn.
Replycaio carrara
November 25th, 2008 at 7:15 ame o note? oq aconteceu arrumou? era um vaio não era?
ReplyAgatha
November 25th, 2008 at 7:19 amA vida é reciclável… O q dói hoje, pode ser “a boa lembrança” amanhã.
Melhor do q olhar uma foto, da época em q usava meia listrada até o joelho, é fuçar a gaveta em busca da tal, combiná-la com uma saia de pregas e sair por aí, certa d q isso é “ter estilo”.
Numa “bigodada” no pc da edição, perdi TODAS as fotos do meu casamento… 3 anos depois, nos separamos, pq não deu certo… Alguns meses depois, vimos q o q não daria certo era ficarmos separados…Hoje estou casada novamente, com o mesmo cara… Mas agora seu lindo cabelo comprido é roxo, eu sou loira, ganhei uns quilinhos q me deram formas… Nossas fotos estão,d longe,melhores q as da época.
Ps. As fotos estão realmente lindas, parabéns.
Replyta, foda essas coisas… qd meu primiero pc deu pau e perdi td tb chorei huauhahuauh…
ms nao da pra recuperar seu note?
ReplyCarlos
November 25th, 2008 at 7:43 amPreciso aprender um pouco desse seu desapego! Eu tenho mania de ficar guardando um monte de coisa com a desculpa de que “um dia eu vou usar”.
Mas é engraçado como são as coisas. A última vez que ia fazer isso, briguei comigo mesmo e me ordenei: “livre-se dessa porcaria agora, você nunca vai precisar disso”. E assim o fiz. No dia seguinte, apareceu uma oportunidade de usar o que tinha jogado fora. Dei uma risada e pensei o quanto a vida é irônica em determinados momentos, mas nem por isso eu vou desistir de mudar aquela postura. Desapego faz bem, renova. Acho que vou virar discípulo de Shiva.
Om Namah Shivaya.
ReplySó pra constar, existem programas próprios pra recuperação de arquivos deletados, mesmo depois da formatação. No geral, acho que você fez certo, as vezes é bom que algum windows filho da puta faça por nós o que não tivemos coragem de fazer.
ReplyJá fiz esse desapego algumas vezes e é libertador =]
Eu sou meio maníaca quando invento que vou organizar o quarto, o computador. Guardo muitas coisas durante séculos e quando resolvo que vou me desapegar, jogo muita coisa fora sem pensar 2x, senão desisto =P
E também tenho uma “bauzinho” com senha e adoro abrí-lo de vez em quando pra relembrar coisas bobas (ou não) da minha vida. É a caixinha de lembranças e elas me deixam mais forte quando olho pra trás e vejo tudo o que já passei e me dá vontade de viver mais coisas pra guardar mais lembranças.. boas ou ruins. E é uma delícia.
..mas vê se lembra de fazer um backup do seu note de vez em quando =P
bjo!
ReplyEric Souza
November 25th, 2008 at 10:12 amMe vi desenhado nesse texto na parte de não se livrar de coisas velhas e inúteis por pura dó e pelo tempo gasto pra conseguir. Eu devo ter uns 4gb de coisas inúteis no hd pelo simples fato que eu olho a pasta de tranqueiras e penso “po…mas deu tempo trabalho de conseguir isso…” e deixo ela lá ocupando espaço.
Também guardo algumas coisas fora do pc de amigos e colegas de escola que nunca mais vi e ninguém se preocupou de ligar pro outro pra saber se ainda ta vivo. Hora dessas vou tentar tomar coragem pra seprar tudo e tacar fogo [pela poesia do ato ^^] em tudo.
E “pelas novas fotos, provavelmente as mais lindas que você já viu” não posso garantir [mesmo acreditando], mas que cada foto nova sua fica mais linda isso é inegavel.
E vida longa as paçocas, ou batatas…sei lá.
Bjo pra você.
ReplyMas q eh da hora.. qdo vc bota o Picasa do google pra rodar e ele acha um monte de fotos legais que vc nem lembrava mais que existia… isso eh…
KKKKKKK por isso eu deixo tudo online tbm num fotolog, oq me dah raiva eh q entram nesse fotolog que deveria ser pessoal e ficam comentando!!! Ohhh povinho intromedito… no meu blog ninguem comenta agora nas minhas fotos tdo mundo entra e me zoa… ou dah algum tipo de pitaco!
ReplyAs fotos eu apago, rasgo, jogo fora. Mas alguns pedaços de texto
enviado por e-mail eu prefiro deixar no computador. São bons pra
lembrar do que aprendi, de bons momentos e do motivo de terem
acabado também.
ReplyTecnicamente falando, o ideal seria conter a hiperatividade e só aparar os dados do pc velho depois de tudo confirmado e devidamente becapeado. Mas parece que as salsinhas de Cristo tem razão, e só ele tem este hábito.
Diga-se de passagem, eu também já perdi muita coisa de bobeira assim.
Mas foi legal você parar e não seguir no embalo do destrua-seu-passado. Depois bateria o arrependimento, com certeza.
ReplyShow de bola teu texto.
Acho que isso que nos faz crescer. Experiências. Boas, sim, mas principalmente ruins.
As boas nos fazem felizes, mas as ruins fazem pensar. Algo que às vezes esquecemos, já que se tornou algo automático como piscar, respirar ou falar mal do chefe.
Bjo
ReplyCaio
November 25th, 2008 at 2:17 pmAh, olha só, esses foram alguns dos motivos pelos quais comprei um notebook também
E as fotos ficaram boas mesmo…é a leveza da ocasião que transparece.
Atitude, Bottan… issaê.
ReplyO apego destrói a humanidade
Vivo como eu vivo, loucamente, principalmente pelo meu desapego, tanto material, quanto emocional e familiar.
Consigo ficar sem tal coisa tranquilamente, é momentâneo e quando você quer desfazer e esquecer daquilo, é batata
É difícil, um bocado, mas basta querer
“O ano passou muito rápido”, frase muito dita e eu sempre respondo “Que bom, quer dizer que você aproveitou bm e que o próximo tem tudo pra ser melhor ainda”
É bola pra frente e se preparar pelo que está vindo
ReplyVotecontá!
Realmente, não gostaria de estar em seu lugar. Principalmente porque todos os meus trabalhos de faculdade se encontram em meu computador, e ficaria putodavida se perdesse tudo isso. Ainda mais com o presente “tira sono das noites”, ou mais chamado TI [Trabalho Interdisciplinar], que me consome todos os dias, horas e horas na frente do dito cujo, que está meio degavar também, mas ainda dá pro gasto…
Mas digo desde já, que meu próximo investimento para o ano que vem é um note também! [Vamos sonhar alto: quem sabe um Mac!]. Porque seria ótimo usar meu próprio em vez de ficar pegando vírus e doenças altamente transmissíveis dos computadores da faculdade…
Quanto a caixinha de lembranças, pode ser bichice, mas tenho uma também!! è amarela, e lá dentro tem de tudo: desde cartas de ex-amantes-apaixonadas até resultado do ENEM do ano passado… E minha namorada, aquela desnaturada [brincadeira tá], quer que eu queime tudo! Mas eu não vou! Vou enrolar ela o quanto puder… Mas a caixa é minha, e como vc disse, faz parte do que sou, do que me formou, e não vou me desfazer tão fácil assim! Hunf!!
Beijos, continue assim, Bottanzinha!!
Tom…
ReplyMarcella
November 25th, 2008 at 3:25 pmOi Miriam, tudo bem?
Achei seu blog aqui na internet e putz.. Me identifiquei mto com os seus textos! Não era pra menos né..
Eu tenho 21 anos, também sou escorpiana e namoro há 3 anos… Me identifiquei mto com vc…
Achei aquele texto sobre os caras tunados mto bom! Aliás, não entendo minhas amigas que pagam pau
pra esse tipo de cara! Absurdo!
Bom, na verdade só queria te parabenizar pelo blog, falar que seus textos são mto legais, inteligentes,
criativos, e dizer que vou dar uma passadinha aqui sempre que possível!
Beijos!
Reply[...] se você não deletou a partição do antigo PC… pode ser possível recuperar os seus arquivos com algum software de recuperação de dados (como esse aqui ), apesar de recuperar os arquivos ser meio contra a idéia central do texto rsrsrsrrs
Quanto ao backup você pode utilizar um sistema de backup online pra que isso não aconteça de novo, o Mozy é um bom exemplo.
Desculpe a “aula de informática” … não agüentei rsrsrsrsrs
mas, caso o desapego tenha sido a melhor opção … forget it
ReplyEstou na mesma situação que você estava. HDs lotados de coisas, a maioria porcaria.
Músicas que eu não gosto, filmes que nem sei se vou ver, deve ter uns filmes que eu já
comprei o DVD, váaaaaaaaaaarias instalações de programas que nunca mais vou usar,
mas poo, deu tanto trabalho achar/baixar (mentira).
Hoje estou fazendo backup porque vou formatar meu computador, quem sabe dessa vez
eu ai invés de simplesmente copiar tudo de volta, eu não selecione melhor (deveria ter
feito o contrário
)
No fim não sei se dou os pêsames ou os parabéns. Se for pra escolher escolho os
parabéns. E chega! Me empolguei, nem conheço vocês. Devo ter ficado compadecido
com sua situação…
Ta… É sério agora.
ReplyArthur Rocha
November 25th, 2008 at 5:03 pmBom, desapego é pho.da! Mas o mais difícil, é ter aquela sensação de que não se pode fazer mais nada, exemplo? Quando a droga do JUMBO, precisa ser formatado…
Mas k pra nós né Dona Mírian, no seu caso, e olhe que são raríssimos esses casos, as fotos mais lindas sempre serão as próximas.
ReplyEstão de parabéns pelo blog meninas…
ótimo!
acessem…
http://www.andre-severino.blogspot.com
ReplyEu costumava guardar muita coisa. Ingresso de cinema.. Fotos, Convites, Cartas.
Mas agora eu me dei conta que de quanto mais coisa eu guardar, mais lembraças negativas eu vou ter, o jeito é se livrar de algumas coisas.
ReplyÉ eu sempre falo se eu perder meu HD eu perco minha vida… por isso tenho tudo em pelo menos 3 ou 4 dvds ehehe… mais de certo são coisas uteis… espero hehehe…
Mais é isso aeee… de certo modo serviu para refletir um pouco sobre as lembranças e como eu sempre falo ainda não tenho alzheimer não eh?? kjhsadkjhskjdas
ReplyDesapego somente das cosias certas. Realmente resumiu bem a idéia de “carregar apenas o necessário”. Não perca sua identidade, só o excesso de bagagem ^^
Nem vou eleogiar o post que senão meus comentários ficam repetitivos, são todos fodáximos.
ReplyE finalmente, te deram outro computador ou voltou o bonitinho mas ordinário mesmo?
Ah, eu também digievolui de um troção barulhento para uma dessas belezuras 2x mais capaz e pequenas, mas não apaguei por nada o que tinha no antigão. Nada do que a segurança de ter sua tralha em dois lugares diferentes. =D
ReplyEdton
November 26th, 2008 at 10:48 amUm desapego risível que tenho é a dificuldade para remover um blog do leitor de RSS. No fim acabo adicionando outro blog ao invés de remover o que pretendia.
ReplyAlister
November 26th, 2008 at 12:43 pmPior é tentar descarregar um pouco das lembranças em DVD e descobrir que o repositorio de lembranças passadas nao funfam mais no PC é de cortar os pulsos.
ReplyEu tenho esse problema, é difícil eu me desapegar de algumas coisas que deveria, mas um dia eu consigo…..
Gostei da parte “Queimar coisas (pela poesia do ato, confesso)”, me senti identificado ai…rsrs
Mas fiquei curioso pra saber o que aconteceu ao tal notebook….
Como sempre escrevendo bem pra caramba….
Replyacho que milhões de garotas já te disseram que se acham parecidas com vc, eu não queria ser mais um clichê, mas acabou que me identifiquei! mais ainda depois de ler o post sobre o fim do mundo.
só pra constar, constantemente acontecem catástrofes informáticas na minha vida e bagunça tudo a ponto de me tomar um dia inteiro praguejando. achei uma solução pra isso: PEN DRIVE! hoje em dia nem é tão caro, e tem tamanhos consideravelmente grandes. Outra solução é ter um HD portátil, onde vc pode fazer um backup de tudo que é de suma importancia – leia-se IMPERDIVEL – e deixa guardado lá! assim seu computador pode dar o chilique que quiser, vc vai estar “segura”.
:)
ReplyVinícius
November 26th, 2008 at 8:04 pmCarolina…
isso porva que o velho ditado que vocês fêmeas dizem sobre nós, machos, na verdade está no gênero errado: “mulheres são todas iguais!! (?)
:)
ReplyDaniel Seigo
November 26th, 2008 at 8:14 pmGostei do texto…
E BAckups salvam a nossa vida neh… quando agente faz até parece ke é perca de tempo .. ateh o dia em q vc sem querer perde TUDO xD !!!
Fotos novas sempre são as mais lindas ^^ mas eu ainda acho ke quando elas ficam velhas… elas ficam mto mais especiais… é mais facil vc jogar fora algo “novo”.. do ke algo “velho” xD
ReplyZhandor
November 27th, 2008 at 5:53 pmpô mirian, é muito facil recuperar as coisas qnd tu deleta ou formata o hd, tem uma penca de programinhas q fazem isso. um mais facil q o outro. depois eu vejo em casa os prog e mando os nomes, se realmente tiver alguma coisa importante q ficou pra trás da pra arranjar. só não pode ficar botando coisa no hd!!
ReplyKarol Wojtyla
November 28th, 2008 at 12:23 pmSempre leio os teus posts e são muito legais e bem escrito. Algo que cativa mesmo, mas esse em especial, gostei demais. Algumas lembranças vieram à tona, boas e ruins, mas que são essenciais para o crescimento.
ReplyMirian, sou fã do teu blog (bem feedado no meu reader) já faz um tempo e nunca comentei, mas esse vale a pena. Porque? Porque também sou hiperativo, mente a mil, deleto tudo, jogo fora, não consigo trabalhar se a mesa não estiver clean e a impulsividade é um fardo grande.
E te entendo. Perfeitamente. Cada linha que vc escreveu. Principalmente o alívio advindo do raciocínio de que a tragédia é arbitrária (em alguns casos).
Lindo raciocínio, poético e (auto)crítico.
E me deu vontade de fazer backup de tudo. Vou comprar um HD externo.
hugs
RG
ReplyEliane
November 28th, 2008 at 3:21 pmAh, eu venho sempre aqui, desde ano passado, e já li tudo o que você escreveu. Gosto da fluência de sua escrita, dos temas que trata, e do seu modo de ver a vida. Pode parecer bobagem, mas ver uma baixinha bem resolvida é tão raro. Sou baixinha e sinto que tenho que ser tão mais foda para compensar minha altura, quando vejo que se tivesse “tamanho normal (pois é, já impuseram isso) ” não precisaria me superar para não ser simplesmente a pequeunininha, a baixinha”.
ReplyLara
November 28th, 2008 at 9:14 pmNossa, seus posts arrasam muito! Você passa uma sensação engraçada, de quem consegue brincar com as palavras, sabe encaixar um termo certinho. Tudo soa leve! Eu, que não te conheço, acabo ficando com aquela imagem de “menina paulista” na cabeça! Vida corrida, sorrisos, fotos, cursos, textos, cores. Coisa super urbana e utópica, falei! Loucura de gente besta que mora no meio do cerrado.
Ôpa, não sei de onde você é! Peraí. Ah, interioR.
Quase acertei!
ReplyÉ, aconteceu algo parecido comigo. Perdi tudo, depois fui ver que foi até melhor. Muita coisa eu nem usava, nem queria e mesmo assim deixava lá no pc, apenas por não ter coragem de deletar.
O ideal era que isso pudesse acontecer na vida real. Do nada, perder tudo e começar do zero. Que nem no Super Mário.
E parabéns pelas fotos mais lindas que você, provavelmente, já fez.
Abraço,
Téo.
ReplyFernando
November 29th, 2008 at 9:13 amMirian, você é linda!
Desde quando eu conheci seu blog (na época do ensaio pra Playboy [apesar de eu não consumir revistas desse gênero]) fiquei apaixonado!
Casa comigo?
ReplyJoão Paulo
November 29th, 2008 at 2:47 pmhehe
Fernando… 2+2… 4 né? Ok então… end of the line moda foka! rs
Ah… you´re missing the point folks!
Replyrss.. engraçado.. li seu texto e lembrei de quarta passada, festa a fantasia.. qdo ela saiu correndo fiquei com tanta raiva que joguei meu anel (Laterna Verde?) no chão.. rasguei a máscara vagabunda em duas.. tudo “pela poesia do ato” ..
beijos
ReplyDiego Oliveira
December 1st, 2008 at 1:41 amÉ foda. Tava precisando ler algo assim, estou tb no processo do desapego.
uhsauhsasa
E o primeiro deles, foi justamente o Pc.
Pqp li o post e logo falei, ker saber vai td pra casa do caraleooo.
Amizades foram o mês passado, joguei fora o q não prestava e me fez tãooooo bem.
Enfim, aproveitando… Tem uma cerveja ai q tá demorando pra chegar… mas eu espero.
ushaushausa
Droga, num vo esperar mais nada tb…
Qlq dia passo no Pq novo Mundo e pego uma certa pessoa pra tomar essa merda de cerveja, antes q a cevada e as novas técnicas de fermentação mudem o sabor da redonda.
Pensando bem, melhor aproveitar uma coisa mais saudável (DIzem), e ir no Mcdonalds de madrugada tomar um milk shake, afinal, lutamos e conseguimos fazer ele ficar aberto até as 5 da manhã.
oPS, esse horário dona Mirian Bottan tah blogando, então… Já era? rs
Reply@anarina
December 1st, 2008 at 8:02 pmSó li hoje, Miricota… E tô mais ou menos na sua posição. Vim pra Espanha com o notebook do meu pai. Ou seja, meu computador está nas mãos da minha família. Ou seja, pode morrer tudo ou, pior, eles podem fuçar!
Nem quero me lembrar… Minha solidariedade, viu?
E mil abraços!
Replyoutro fernando
December 2nd, 2008 at 9:16 pmfique tranquila, a primeira vez e’ mais complicado, quando perder tudo pela segunda vez voce nem vai ligar!
ReplyAgora processa a loja do notebook e ganha alguma grana.
Pronto, fechou com chave de ouro!
:P
Apesar de ser possível recuperar as informações do teu infossauro.
Bjins pekena.
ReplyAdorei seu texto!
Acho que tudo mundo tem essa vontade de se desfazer de algo, mesmo que não tenha coragem. Mas também é legal guardar coisas em caixinhas, conservar certas lembranças. x)
ReplyCoincidentemente, ontem foi uma das inúmeras vezes em que passei umas horas pensando nas fotos das baladas da adolescência que me desfiz quando (arghhh) virei crente… Era muita coisa. Tudo se foi. Dá tristeza, nostalgia e raiva de mim mesma. Por conta disso quase não tenho registros do período entre os 15 e os 20 anos!
ReplyAs minhas melhores lembranças nem porres homéricos conseguem apagar da minha cabecinha conturbada.
;)
Replyahhh
computador é uma maquina né
se fosse pra desapegar de gente…mas de computador…tem é que se desapegar mesmo!
matériaa vai embora!
se bem que ngm resiste a uma internetzinha…..
ReplyBaun, desapego a parte, eu perdi minha vida toda em uma HD a um ano atras, anos de poesias, crônicas textos, livros, rascunhos, boas frases e pensamentos inóspitos…
coisas geniais que sempre amei…que tem lá sua relação óbvia com as pessoas da minha vida mas que me lembram mais ainda de mim mesmo…e fiquei quase morto…
mas faz parte, vc tinha em cd, online…eu num tinha em lugar nenhum…
perdi tudinho…
anyway..
to voltando a ativa, se é q vc ainda lembra do mala q te pediu ajuda pra abrir a porra do blog…
te cuida bottan…
boa sorte com o novo filho…
o meu tmb chegou mês passado ^^
bjks =o***
ReplyQuando eu comprar meu Note [ano que vem] vou lembrar sempre de você!
Que romântico não?
[ounão]
Beijos substantivolatianos
ReplyNossa! Meus pêsames pelo seu pc e pelo seu notebook..Eles não te deixaram trocar? N tava na garantia?
Tô com blog novo e gostaria q c fosse lá!
Bjs!!
=1
Replye quando a gente se apega mais e de repente tem que ficar longe sem se desapegar, #comofas.
Saudades Miiiii!
ReplyAndré
December 10th, 2008 at 4:09 pmCheguei a este site pela 1ª vez e fiquei imediatamente impressionado: um layout bem construido, um texto perfeito e duas autoras lindíssimas e inteligentes!
Quanto ao post em si, ás vezes tenho também um certo impulso colecionista, não me desapego facilmente das coisas, mesmo que elas não tenham utilidade alguma. Pura e simplesmente tenho pena em me desfazer de algo pois há uma história e uma memória da altura em que aquilo foi meu, mesmo que esse pensamento não me ocorra racionalmente.
Quanto a coisas no disco rígido (aqui em Portugal não é costume usar HD
), não tenho muito a temer quanto ás memórias. Não costumo tirar fotos, simplesmente porque nem costumam haver câmaras por perto, nem tão pouco me preocupo com isso. Além disso, a minha vida infelizmente não é tão interessante assim… ![]()
Seja como for, a minha preocupação são os gigas e gigas de musica que tenho aqui, albuns que adoro, e dos quais passei horas e dias á procura em qualquer sitio recôndito da Web. Felizmente o portátil que vou ter é Linux, e com sorte nada será apagado!
Muito bom post, e muito bom blog! Já sou fã!
Beijos!
Replyauhsuhauhsuah
Windows Vista é fogo meoo..
Mas é bom quando acontece essas coisas!:D
A gente acaba tendo que aprender a viver sem elas;)!
Bssus?
ReplyCaraca, muito bom
a linha não é das que mais me apetecem, mas escrevinhas com um ritimo muito próprio.
achei muito bom! Tudo.
o jeito que desenrola
envolve de forma simples, da abertura ao contexto.
haha agora largando o papo chato!
Meus parabéns escritora.
tem um dom invejável de contabilizar coisas rotineiras e destrinchar sentimentos que em geral são mostrados com descaso.
haha penso que vejo uma versão teen do Caio Fernando Abreu!
Replyparabens pelo blog .. muito maneiro
e o texto ta irado … tem bastante sentimento nele
até mesmo coisas q sinto … mais q nao conseguiria colocar
em palavras !
parabens de novo
bju
Replyde Carli
February 18th, 2009 at 2:58 pmtem um ditado muito sábio que meu pai sempre usa comigo (Pois tenho tendência crônica para desorganização) que me ajuda em situações parecidas com a sua ;
“Se você ACHA que vai usar, jogue fora”
sempre funciona!
ReplyTe juro que fora os itens de trabalho que estão no meu PC eu não me preocuparia em perder quase nada, talvez só as fotos… Mas uma dica, quando fizer uma coisa dessas não apague o micro original até ter certeza de que o outros está 100%, teste o máximo possível, tipo uma ou duas semanas. Aí formate e doe o monstrengo… Ou se der se proteja mais ainda, coloque tudo em DVDs ou em outro HD…
;)
ReplyVinícius (Youta)
March 2nd, 2009 at 2:44 pmEsses tempos eu achei que meu computador tinha morrido de vez, fiz de tudo pra arrumar o bicho e ele não pegava. Pensava comigo “Ah, ao menos tenho todas minhas coisas importantes salvas no outro HD, ah, como sou esperto.”
No terceiro dia sem computador descobri o que havia de errado.
Me fodi. Totalmente.
O que tinha morrido e impossibilitava o funcionamento do meu computador, era o “HD-das-coisa-importantch” e simplesmente não havia volta. Fez “sblóft” e foi pro saco. Porrilhões de giga de mp3, jogos, fotos antigas, alguns arquivos de trabalho e e faculdade, parte do meu portfólio e coisas que eu pensei “Oh, céus, jamais vou recuperar essas coisas”
Resultado: Faz quase meio ano que tô sem o segundo HD e a única coisa que me fez falta foi o espacinho extra que tinha pra atolar de coisas (e uns jogos que eu consigo de volta).
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