Desracionalizando pra entender

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Eu ia chacoalhando distraída no ônibus, camisetinha com estampa de koala, tatuagem aparecendo, os pés apoiados num ferro daqueles onde as pessoas deveriam segurar, isso quando não se trata do interior, onde sobram bancos vazios. Um indie qualquer nos fones de ouvido, volume máximo, óculos enormes,  escondendo metade do rosto.

De repente, uma mulher vem, tímida, andando de forma insegura, apertando a pasta contra o peito, vestindo uniforme de um colégio da região, e senta ao meu lado. Observadora que sou, botei a arte em ação.

A mulher, uma japonesa de meia idade, não tinha sequer um fio de cabelo fora do lugar. Material impecável, camisa com vincos perfeitos. Aquele calor dos diabos e nem suar a japa suava.

Fiquei encucada. Olhava pra mim, olhava pra ela, outra vez pra mim, outra vez pra ela, e me sentia estranha. A calma, a perfeição, a postura, versus… sei lá, eu. Ali, com os pés pra cima e uma tatuagem colorida.

Tive vontade de ser ela por um minuto, e comecei a imaginar. Mas não me vi em nenhum show de rock, nem falando alto, nem rindo alto, nem fazendo nada com toda a alma, e muito menos me apaixonando por um roqueiro descabelado.

Eu só conseguia encaixar a figura da mulher numa casinha perfeitinha, com um maridinho perfeitinho e filhinhos perfeitinhos, como ela. E nesse ambiente, quem eu não conseguia encaixar era a menina tatuada, mas por quê? Não que o cenário seja ruim, porque não é, mas a inexistência de expressão dela me assustava. Era como olhar uma pintura impecável porém sem vida.

Claro, eu posso ter viajado grandão, afinal, eu me baseava em 5 minutos de investigação de uma figura calada, que podia estar apenas com sono. Mas na verdade, eu estava pensando era em mim mesma, ou em porque diabos algumas pessoas são mais intensas e vivas do que outras. Ou se o segundo grupo, ao qual a japa me remetia, sofre menos do que os que gritam mais. Porque esses últimos geralmente erram mais também.

E dizem por aí que a matemática é sempre a melhor saída. Combinar elementos, escolher racionalmente, com base num conjunto de pontos positivos e circunstâncias seguras. Dá pra forçar o amor com o tempo, e com base na serenidade, na prestatividade, na boa vontade, ade ade ade ade ade.

Pra isso, só é necessário abrir mão de suar frio, de ter medo, de chorar, de esperar, de ver o estômago, a cabeça e a vida virando do avesso e de ponta cabeça. E gente racional e ponderada pode dispensar isso, tranquilamente.

Felizmente eu não sou um deles.

50 Comentários para “Desracionalizando pra entender”


  1. Mais uma vez a inspiração bate forte e as palavras gritam….

    Keep going this way baby.

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  2. Só acho que são figuras diferentes, cada um na sua felicidade, cada um no seu cada qual…
    Mas eu prefiro mesmo esse contraste gritante que vc falou aí…

    Curto esses teus auto-pensamentos…parabéns!

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  3. Já vi muita viagem a partir de observações simples, mas vc é “óconcú” hauahuhuah
    E pra dar um nó maior ainda na sua cabeça, aposto que ela tava com dor de barriga segurando qualquer expressão correspondente hehehe

    Pessoas intensas vivem intensamente, sofrem intensamente, riem intensamente… Pessoas racionais e ponderadas vivem ponderadamente, sofrem ponderadamente, transam poderadamente….

    Que saco!

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  4. Eu sempre digo que não há como viver sem as borboletas. As do estômago. ( E considerando que tenho uma tatuada, essa tb não).

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  5. Não a subestime, mulheres assim costumam ser leoas entre quatro paredes.

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  6. Por mais que existam pessoas racionais assim, não acho que sejam todas. Creio que haja muita confusão entre ser racional e ser frio. É difícil diferenciar as duas coisas, porque apenas uma linha tênue as separam. Digo isso pq sou considerada racional, mas já chorei tanto por paixões, musicas, e ri tanto de bobeira… Enfim, acho que até agora fiz minhas coisas de forma intensa.

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  7. “ade ade ade ade ade.”
    hsuehushuehushese

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  8. Filipe Cantagalli

    Mirian,

    acabei de escrever na comu do Substantivolátil. Abro o google reader E sou brindado com esse texto.Vou ser sucinto….

    BEST TEXT EVER

    ” As meio-verdades, são inteiras mentiras!

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  9. cami

    eu não concordo com sua avaliação e suas conclusões. você julgou a moça como alguém olha pros jovens e diz “vagabundos”.
    ela estava arurmada, ótimo. ela pode gostar de andar perfeitamente… alinhada. e além disso ela pode querer causar uma boa impressão no trabalho. ela pode prezar pelo visual. ela pode até ser uma perfeccionista com toc. isso não quer dizer que ela tenha uma vida terrivelmente chata, nem que ela tenha se privado dos prazeres da vida, ou que ela tenha família perfeitinha. isso não quer dizer que a imagem dela que você pôde ver seja algo cuidadosamente comedido e construído à base de privações. e não quer dizer também que ela nunca tenha a um show de rock. ou ela pode ter ido a shows de… sei lá, do que ela gostar. música clássica, que seja.
    mirian, não tô querendo só contestar, pessoas certinhas também me irritam às vezes. no meu caso, elas me causam invejinha. bem que queria não suar e ter uma aparência impecável. (impecável pra mim inclui tatuagens e óculos escuros) mas eu só sie que, sei lá, talvez eu seja desleixada, ou talvez eu simplesmente não seja assim; o que eu quero dizer é que ela talvez não seja como você a desenhou, essa ‘pintura impecável’ foi você que a pintou assim. baseando-se somenta na aparência, entende? pode ser só o ‘jeito’ dela. é isso.

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  10. Eric Souza

    Sinceramente, eu tenho mais medo de gente assim “quietinha” do que as pessoas mais agitadas. Porque as agitadas você ve com age e sabe o que pode esperar dela, mas as “quietinhas” as vezes se revelam pessoas completamenteimprevisíveis.

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  11. @cami:

    Você não pegou a idéia do texto, a coisa vai um pouco além da simples análise da aparência da moça. ;)

    Bjs!

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  12. Gente racional e ponderada, como diria o padre quemedo, non ecziste.

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  13. Esse texto parece um pouco o inversodo último que você escrevu. Não que eu esteja dizendo (escrevendo*) que você está se contrariando nas idéias. Mas o outro texto pareca algo como “pense bem antes de tentar”, este parece mais um “o que mais vale à pena é você tentar e se arriscar”.
    Eu simplesmente adorei. Mas o que eu acharia muito mais interessante, talvez (ou não) é que a gente juntasse, por exemplo a Mirian com a japa..Entende..? Bater num liquidificador a “sensatez com o arriscar sempre que puder”…

    Acho que se uma pessoa for um pouquinho da pessoa caracterizada no seu outro texto mais um pouquinho da pessoa “mirian de ser” caracterizada no seu exto de agora, a pessoa já poderia eu acho ser conhecida como um exemplo de como ser feliz, sem ser louca ou ser muito séria!!

    Como sempre, adorei seu texto.

    =*

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  14. Muito legal seu bolgg..

    parabéns..

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  15. Ju.

    Mais um texto com trechos anotadinhos no caderno =)

    Livro de crônicas, textos ou whatever, livro!

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  16. E sobravam bancos vazios…
    E por qual motivo ela sentaria perto da menina tatuada escutando música no último volume?
    …Ah Mirian, vai que ela só queria curtir um sonzinho Rock n rolla e nada mais ;P

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  17. Uau! Recorde do menor intervalo entre posts mesmo. Ainda bem! Se sua mente borbulhante continuar assim, precisando extravasar todo dia, aposto que a gente vai adorar! hehehehe

    Sobre o post: demais, como sempre!
    Sabe o que eu fiquei pensando depois de ler? Que, independente de qualquer um dos lados que você esteja, o pior é querer estar do outro. E acho que ninguém escapa dessa vontade, mais cedo ou mais tarde, seja por alguns segundos ou anos, por arrependimento ou inveja ou whatever… Nessa hora, a gente sempre pensa que podia ser melhor do que é e não vê a beleza do que se é efetivamente.

    Beijão! E que venham (rápido assim) os próximos posts! ;-)

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  18. Mas, pera ae… foi isso que eu li? ela está na meia-idade e usa uniforme escolar…? : }

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  19. @Tharcy:

    Ela deve cursar algum técnico. :)

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  20. Dani

    Como assim vc diz q ela devia cursar algum técnico u___u ..eu cursava técnico depois
    do colegial ..e não tenho meia idiade ..ta, just kidding ..in fact ..eu so comentei pra expor
    uma coisa ..

    Não me entra na cabeça que uma garota como vc seje rockeira .. :P

    Ja adiantando ..não leve isso como uma crítica ..é só um desabafo ou uma opinião ..
    or whatever ..

    Leve apenas como um elogio :)

    ReplyReply

  21. Ah, verdade. Pode ser. My bad. Eu já estava imaginando a mulher da meia-idade com trancinhas nos cabelos, a blusa do uniforme – em cor espalhafatosa, sempre – por dentro da calça e uma lancheira das meninas super poderosas pendurada. :) brinks.

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  22. Bruno

    Hey, Mirian!!!! Esse é o primeiro dos seus textos que eu achei um pouco confuso…. Não deu para entender direito o que você quer da vida, nem se apreciou ou detestou ter encontrado a tal japa no ônibus.

    Com esse seu dito jeito RADICAL de ser, você é até muito arrumada, contida, coerente além da conta…..
    Gostaria de, um dia, conhecer você pessoalmente…… para, ao menos, tentar entender esse ser diferenciado que perambula pelo interior paulista…… Uma pena você ter ficado tão pouco tempo em São Paulo.

    ReplyReply

  23. Eu sempre fugi dessas coisas de ser igual à todos…
    SEMPRE!
    Não é à toa que sou magrelinho, cabeludo, loirinho, roqueirinho e sempre de All-Star…
    Certas pessoas me chamariam de emo com essa descrição, mas olhando bem e me conhecendo melhor, estou na situação do óculos que cobre quase o rosto inteiro…
    E mesmo que eu tenha toda essa “atitude” rebelde [Y soy Rebelde!!], INFELIZMENTE, não vivo tão intensamente como a nossa Srta. Bottan.
    Quem sabe isso seja por ser mais novo, a minha vida “independente” [pffffff!!!] tenha começado agora, mas:
    - Eu nunca tomei um porre;
    - Fui apenas a um show de rock;
    - Joguei sinuca uma vez na vida [duas...];
    - Não gosto de cerveja…
    E por aí vai… Sim, estou com vergonha de ter falado essas coisas [OMG], mas isso é para provar como a aparência pode enganar. A primeira impressão pode gerar vários pontos de vista, mas eu não critico isso não. A aparência deve ser levada em conta!
    Eu estou sempre em busca, ou melhor, todos estamos em busca de seu bem estar, e isso deve ser demonstrado interna e externamente… Não sou internamente o que quero representar externamente, mas não é por isso que vou ter que virar uma japinha de saias e pasta na mão, com cara de nada!

    Não acredito que eu consegui escrever tanta merda!!

    Bom, to vendo que o blog voltou de verdade, agora que o “ano começou”…
    Bjss Bottan!!
    Tomm

    ReplyReply
  24. Vinicius

    ná ná ná.

    Tatuagem pintada, mil cores nos cabelos, pezinho no apoiador do ônibus e etx. Isso tudo é forma de expressão? É sim. Personalidade? Também. Mas o andar premeditado, quase que ensaiado [premeditado], a rigidez na postura, a ausência de emoção e a frieza, muito comuns mas não generalizadas nos japoneses, que vossa “senhorinha” viu na japa do ônibus também são formas de expressão, de personalidade, e etc, etc, etc.

    Isso me lembra uma frase de William Blake, que inclusive inspirou o nome da incrível trupe dos doors. Na tradução vai assim: “Se as portas da percepção fossem límpidas, tudo apareceria ao ser humano tal como é: infinito.”

    Adequando a frase a meu úlitmo parágrafo, o da “moral da minha história”, é que quando se fala em personalidade, expressão do ser humano, nada é de tudo ausente ou tão pouco completo. Mais legal que a sua tatoo que apareceu na história é a da outra menina que tava do outro lado da rua: ela tinha as pernas, o tronco e os braços todos coloridos. Só que ela vestia jeans comprido e usava uma blusa da manga.

    ReplyReply
  25. Vinicius

    “tampouco”

    ¬¬

    ReplyReply
  26. Gui

    Já viu o seriado Desperate Housewives? Pois é! A personagem principal tinha esse padrão perfeito que você descreveu e ela parecia muito, muito feliz. No fim das contas, só parecia!

    =D

    ReplyReply

  27. Carrie Bradshaw, sem a parte do sexo, com a parte da cidade.
    Adorei o blog… até agora (;

    ReplyReply

  28. “…posso ter viajado grandão, afinal, eu me baseava em 5 minutos de investigação de uma figura calada…”

    É, imagem as vezes engana. Alguns usam a roupa, o cabelo, a “tatuagem colorida” pra se expressar, passar uma mensagem. O cara arrumadinho e aparentemente sério depois de 5 min de observação pode virar o piadista falador depois de 2 min de conversa. Acho que jamais saberemos com certeza. Mas a japa contida e estudiosa gerou reflexão e um post. Então tá valendo.

    Minha primeira visita ao blog. Acho que haverão outras. Parabéns pra você e pra sis.

    ReplyReply

  29. @Pan:

    Sim, claro, acho que eu não me expressei muito bem dessa vez. Eu não quis dizer que a molé seja, apenas que me deu uma impressão estranha, de frieza, que me REMETEU às pessoas que realmente são, foi isso que eu quis dizer.

    Enfim, o que seria do azul se fosse todo mundo maluco hahahahaha

    Bjs!!

    ReplyReply
  30. Achmed

    Sinceramente, não acredito em extremos. Cada pessoa tem um temperamento que pende para um lado, mas penso que buscar o equilíbrio é o melhor a fazer.

    Eu, por exemplo, tenho um temperamento tranqüilo, no stress; ao mesmo tempo não tenho essa vontade ensandecida de me arriscar, de extrapolar, de aparecer… mas a vida me ensinou que devo ser curioso e dar uma chance a novas situações que, normalmente, rejeitaria. Tudo é uma questão de você estar em paz consigo mesmo.

    Primeira vez aqui no blog, achei interessante esse seu jeitinho e disposição de interpretar o mundo… té a próxima.

    ReplyReply
  31. Karol Wojtyla

    Mirian, já pensou se todas as meninas fosses que nem vc ou se todas as pessoas fossem iguaizinhas. Que graça teria?

    ReplyReply

  32. Não gostei do que escrevi aqui lá no início…não lembro porque inventei auto-pensamento…

    Bom, o fato é que eu gostei da reflexão…talvez o maior segredo para se tornar um ser
    humano melhor é julgar menos, aceitar mais, amar o próximo.

    até mais!

    ReplyReply

  33. imaginem a cena:

    a mulher também tem um blog;

    que impressões ela registraria sobre esse breve contato com nossa anfitriã?

    cada ser humano é um universo particular, minucioso, intrínseco… assustador!

    ReplyReply

  34. Eu acho que a maioria dos orientais são assim. Faço Ciências da Computação e a parte majoritária da minha sala é japa. São simples e recatados, mas estão sempre a um passo do suicídio. No fundo absorvem, absorvem… abs… até não aguentar mais e se matar.

    Sobre o comentário acima eu tenho a seguinte opinião: deve ser petista, e ainda fazer parte do MST. Tudo que é ruim pra mim eu ligo ao PT. E segundo é que se eu fosse a Mirian passaria a fzer uma triagem dos comments.

    Amanhá é “Dia da Mulher” seu escroto, finja que as respeita ao menos nesse dia ! Esse é o cara que espanca a namorada, ou deixa ela amarrada ao pé da mesa.

    ReplyReply
  35. Lucas

    Me corrijam se eu estiver errado, mas eu acho que o que o povo tem que pensar antes de
    começar a interpretar este texto é o seguinte: “Eu vi a japa recatada, e ela me lembrou de gente que
    vive infeliz pra ser certinha e agradar as pessoas em volta. Graças a Deus que eu não sou assim.”

    Isso, na minha opinião, é absolutamente correto. Falo isso porque tenho cara e jeito de oriental certinho,
    e já peguei muito ônibus de roupa social e aparência impecável. Só que, em mais do que algumas das
    vezes, eu fui e voltei pra casa no final do dia só pra tirar a roupa social, por uma camiseta e All-Star e ir beber com a galere na praça, estacionamento do mercado, boteco, whatévah.

    Não vou emitir uma opinião, porque só acho que ela (a opinião) ia ser justa se eu soubesse todo o background da
    vida da mulher lá.

    Ela pode ser a pessoa que assombrou a mente da Mirian.

    Ela também pode ser uma pessoa que passou por tanta merda numa típica família japa conservadora,
    que usar uma roupa de colegial e ir trabalhar e/ou estudar pode simbolizar muito mais coragem do que
    qualquer um de nós aqui acha que tem.

    ReplyReply

  36. Adorando o blog de vocês!
    Lendo um texto atrás do outro, querendo ler mais e mais.

    Beijos

    ReplyReply

  37. como concluíra brilhantemente machado em ’suje-se gordo!’: “o mais seguro é não julgar ninguém…”

    nem a si própria, diga-se

    “acabou a música, vamos para as nossas cadeiras”

    ReplyReply
  38. Dave

    Eu entendi o seu ponto de vista e tudo o mais, até pq antes eu fazia a mesma coisa. Eu adorava ficar observando as pessoas e imaginando o que se passava com elas, do que e como era feito o seu mundinho. Na real eu nunca curti muito as pessoas como um agrupamento, sempre preferi elas assim individualizadas onde as suas peculiaridades
    saltariam aos olhos, onde cada uma se tornaria especial a sua própria maneira, independente de religião, cultura e blablabla.Aliás eu acredito que esse é o mesmo pensamento dos políticos, mas a diferença é que as únicas pessoas
    que os interessa são eles mesmos e suas fámilias, mas isso não vem ao caso agora.

    A verdade é que quando você passa a enxergar as coisas a partir desse prisma,fica claro que o mundo não é apenas preto e branco, mas também cinza, várias, belas e diferentes tonalidades de cinza. A coisa começa a ficar mais interessante pq vc passa a perceber que não existe alguém super certinho, tampouco super louco e tals.

    Você pode conhecer alguém que não se arrisca e que é super racional em tudo o que faz, mas duvido que essa pessoa seja assim realmente, duvido que ela seja assim dentro da sua cabeça e em algum momento os esqeletos vão pular do ármario e essa pessoa vai tacar o terror em sua vizinhança, pintar o cabelo de cor-de-burro-quando-foge, mandar todo mundo pra thonga-da-bironga-do-kaburetê e etc.

    muita gente encara isso como crise de identidade, que a pessoa não sabe quem realmente é ou algo do tipo. Eu acredito que isso significa sim um crise de identidade, mas uma boa crise onde a pessoa sabe quem realmente é, quem quer ser e tá lutando para trazer isso a tona, onde a pessoa luta com todas as forças pra jogar a identidade fake para escanteio e ser livre.

    Acho que ao observar alguém em alguma situação a pergunta que realmenta devemos fazer é “O que você faz quando ninguém te vê fazendo ou o que você queria fazer se ninguém pudesse te ver?”

    Bjos e continue mandando bem nos seus textos.

    ReplyReply

  39. Ia ser legal se a japa também tivesse um blog e escrevesse um texto desse ao avesso. rsrs

    Parabéns pelo blog!

    ReplyReply

  40. Entendo exatamente tudo que escreveu.
    Ainda bem que também não estou no segundo grupo…

    ReplyReply

  41. Entre o Intenso e o Tranquilo, a melhor opção seria o Equilibrado, porém se tivessemos equilibrio não seriamos humanos, então o melhor é aproveitar a sua vida, com a sua personlidade, sem mais nem menos. Só ser e viver! é o q eu acho!

    ReplyReply
  42. Kaio Castro

    Felizmente também não sou um deles.

    Que inspiração hein Srta Bottan.

    ReplyReply
  43. @anarina

    Já parou pra pensar que talvez ela seja tão ou mais intensa que você, apenas não precisa que o resto do mundo a veja e pensa: “nossa, que pessoa intensa”?

    ReplyReply
  44. JP

    Ahhh, olha q legal, pelo jeito não foi só a Maira que voltou… vc tbm!! Curti bastante esse, e o de cima aí tbm!

    Pra não falar do texto da vossa irmão claro! FANDÁRDIGO! =D

    Ah… e eu nem tinha lido esse texto ainda quando falei q vc era indie! ;)

    ReplyReply
  45. JP

    Vossa “irmão” eh foda… apaga isso :P hehe

    ReplyReply

  46. Pois é Mirian, já fui desse tipo racional demais, mas, nada como algum baque para nos fazer sentir que há muito mais lá fora do que imaginamos!

    e viva os loucos e rebeldes :D

    ‘beeeeeijãO Mirian

    ReplyReply

  47. Ao longo do tempo, depois de tanto sentirmos medo, chorarmos, esperarmos, e revirarmos nossa vida, acabamos por ficar mais estáveis e ponderados, afinal de contas já passamos por tudo e sabemos como é. Depois que você experimenta tudo, poucas coisas nos impressionam. É da vida que seja assim. Vai saber como era a japonesa quando era jovem.

    ReplyReply
  48. Hawk

    Gostei muito deste seu texto. Pode virar até um poema.

    ReplyReply
  49. Victor

    “A pessoa que mais tenta chamar a atenção pra si numa sala é geralmente a pessoa mais fraca da sala”.
    Provérbio Chinês.

    ReplyReply

  50. Nem sempre Mirian… Às vezes as pessoas têm mais intensidade do que demonstra a serenidade aparente… Conheço pessoas que por fora são certinhas, a serenidade em pessoa, mas por dentro levam um vulcão… Não se deixe enganar pela paz oriental. Ela pode ser mais perigosa que o sol do deserto… ;)

    Muito, muito bom o site!

    Beijos

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