Maira @ USA Parte II

Segue mais um email enviado pela dona paçoca menor, sobre suas aventuras lá nas gringa:

? Em nova york, ficamos em dois hotéis: no primeiro, posso dizer que a foto era exatamente igual a realidade… Mas ocultaram que a realidade era para anões (ou Mirians). O quarto tinha UMA cama e o box do chuveiro era de vidro, de frente pra cama. Quarto de motel define. Na porta, estava escrito “como se divertir: entre no quarto, feche a porta, entre debaixo do lençol e divirta-se!”… Quédizê, tenho cara de lésbica agora.

Fizemos um código de honra lá, enquanto usava o banheiro, a porta com vidro fumê cobria o vaso sanitário, pq eu não sou obrigada a ver ninguém cagando.
Nesse hotel, tinhamos uma belíssima vista diretamente pro terraço do terceiro andar.

? Saí para comprar leite. Comprei uma garrafinha de 200 ml e um achocolatado e fiquei feliz. Daí cheguei no hotel, fui tomar meu leite e, adivinha? A porra do achocolatado não era uma lata normal. Era uma merda de uma lata que precisava de abridor para abrir!

Enfiei a lata de volta na sacola e fui lá trocar, pensando no meu discurso no caminho. Aí comecei a pensar: “e se esse cara não quiser trocar a lata? Mano, esse cara não vai trocar a lata. Esse VIADO vai me deixar com uma merda de lata fechada e eu não vou tomar meu leite”. Aí comecei a chorar. Liguei pra minha mãe e falei que eu era uma burra e que não podia nem tomar leite. Ela mais ou menos me mandou me recompor e trocar a merda da lata.

? Daí tivemos que trocar de hotel, e nosso novo hotel fedia cigarro e tinha um delicioso bolor no frigobar.
Dessa vez ficamos no 11o andar \o/ com uma linda vista pro muro do hotel do lado. Daí eu desisti de ter uma vista bonita e fui mais feliz.

?Tivemos que comprar botas de pelo por dentro, porque tava mtoo frio e eu estava prestes a perder a ponta do meu dedão. Sério, tava preta.

?Na rua, na frente do Guggenheim, um casal chegou perto da gente e disse “hmm.. Can you please take a picture?” e a Carol lá “Sure, sure!” e aí o cara disse “Try to… Éé…to show de Guggenheim”.

Mano, esse “éé” não me engana. Americano não fala “é”. Latino (na nossa concepção de latino, que exclui a gente do grupo dos latinos ainda que a gente seja latino) não fala “é”.

E eu “Where are you from…?” e eis que o cara me solta um “Brrrazil!”. Óbvio. Aí falei “Então pode falar português!” aí rolou aquele momento “eeeeee conterrâneos!” que durou 5 segundos porque nosso ônibus chegou.

? No Starbucks, um casal olhava pra mim e pra Carol e tentava adivinhar de onde a gente era. Chutaram Rússia, França, Holanda e ficaram com França. Eu tava quase levantando e falando “ok, one chance! Listen to me: veeeeeem pra ser feeeliz!” enquanto dançava com os peitos de fora.

? Na noite da véspera do Natal, tudo fechou. Tudo. Daí quando vimos que estava tudo fechando saímos correndo que nem loucas pra comprar coisas de necessidade básica: água, leite, absorvente e um alicate de unha, porque nóis é pobre mas limpinha.

? 26/12: fomos embora de nova york. Ou tentamos. Acordamos cedinho pra comprar maquiagem da promoçao de Natal na Sephora e fomos trocar o alicate pq ele fechava e não abria mais. Demoramos muito nisso. Aí pegamos um metrô que ficava parando de túnel em túnel e acamamos perdendo o outro trem, aí chegou um outro trem, aí lembrei que não tinha feito o check in do vôo, aí entrei em desespero, aí… chegamos com meia hora de antecedência no aeoporto! Yay!

Mas demoramos pra achar o check in. E chegamos atrasadas 4 míseros minutos… E perdemos o vôo.

Eu surtei, pq alguma companhia tinha me feito assinar um algo que dizia que eupagaria uma multa mto alta pra trocar de vôo. Comecei a chorar, a tremer, dor de barriga, a atendente toda calma, a Carol me mandando ficar calma (ela não sabia disso da multa) mas acabou que nao era essa companhia, a mulher ficou com dó da gente e trocou nosso vôo… Pra dali 6 horas. Passamos o dia no aeroporto, mas pegamos o vôo.

Chegando no aeroporto de Charlotte, onde tinhamos conexão, adivinha? Vôo atrasado 1 hora. Chegamos tarde por bosta em Myrtle Beach. A tia Leila ficou feliz, pq não atrapalhamos a novela dela.

? Em Myrtle Beach foi tudo bem tranquilo, pq estando na casa de comnhecidos não tinha como dar errado. Todo mundo levava a gente pra lá e pra cá, não tinha check in pra fazer nem nada. \o/
Aí resolvemos sair. A tia nos deixou no shopping e disse “quando quiserem, liguem e eu venho buscar!”. Falei pra ela: “anota o telefone da carol!” e ela disse “não, VCS vão precisar de mim. Não eu de vocês.”

Resultado? A bateria do meu celular acabou, não sabíamos como ligar pra tia Leila, fui pedir ajuda pra um cara disse que minha bateria tinha “died” e que eu precisava de um carregador e ele me fez uma cara de “ah, sim, sim!” me chamou, disse para eu estender a mão e ao invés de me dar um carregador, jogou uma porra de um sal na minha mão. Na minha e na da Carol. Começou a jogar água na nossa mão, falar pra esfregar, já tava achando que era pra eu rezar por um carregador e daí o cara tentou me vender o pote de sal por 80 DOLARES. Chorei, né? Ele disse que o sal era bom pras mãos, que hidratava, que cuidava. Saí puta da vida com as mãos cheias de óleo, sem carregador e xingando o cara e foi aí que aprendi que se eu sorrir enquanto falo “enfia um pepino no seu cu, seu merda” vão me responder “oh, that’s beautiful, thank you!”

Daí sei la como a tia conseguiu o telefone da carol e nos ligou. Ficamos 8 horas no shopping.

? No ano novo não fizemos nada de mais… Ficamos em casa, nos depilamos… A tia resolveu depilar o suvaco da carol com cera quente e ela ficou cheia de hematomas.

? Fui numa festa com a Paula, filha da tia, bebi um licor de mel maldito lá e ensinei todo mundo a jogar bilhar brasileiro. O mais legal: eu não sei jogar bilhar. Só lembro que eu falava “that’s the braziiiilian way!”. Existe bilhar brasileiro? Foda-se. Sei que sou tão ruim que perdi no jogo que eu mesma inventei.

Enfim, hoje é dia 13/01, chegamos em Orlando depois de uma viagem de 8 horas num trem lotado.

? Chegando em Orlando vi que o google maps me mandava caminhar por 17 minutos com as malas. Me recusei e fui perguntar sobre o, saca só, SHUFFLE. Hahahahahahha. O cara me olhava com cara de “whaaaat?!” enquanto eu pedia mais informações sobre o SHUFFLE pro hotel. Hhauhauauhauhauaha.

Aí ele disse “Come with me, young lady…” e me levou até uma imensa placa que dizia: “SHUTTLE”. Hahahahaha

Shuffle, sabe? Aquele tipo de carro em que vc entra, aí e ele embaralha todo mundo e vc desce num lugar aleatório.

? Mas ok, chegamos no hotel, a atendente estava falando ao telefone… E continuou no telefone… E eu fui perdendo a paciência… Até a Carol me falar: “o que vc está esperando?” e eu responder: “tô esperando essa vaca desligar essa porra desse telefone e me atender!”
Uns 2 minutos depois, a mulher me atende e diz “where are you from?” a Carol diz “Brazil!” e a mulher me fala “Oh, enton falan brasileiro?” hahahahahahahahaha! A mulher entendia português.

? Comprei os ingressos da Disney. Paguei com um rim praquele rato capitalista. Mais um pouco e eu ganhava uma faca da tramontina porque olha, ô passeio caro da porra! Tinha desconto pra recém-casados. Cogitamos falar que éramos casadas, já que temos o mesmo sobrenome.

Mas foi isso. Fui jantar agora e um cara passou, buzinou e me chamou de bitch. Não foi uma boa recepção.

Beijos, amo vcs e tô com saudade. 🙂

13 comentários em “Maira @ USA Parte II

  1. Adnilson Vaz

    […] rindo muito aqui, o sal pra hidratar as mãos foi impagável

    Queria conhecer Nova York, mas a Maira tá me desanimando… tô aguardando ansioso pela parte III

    abraços!

    VAZ

  2. Juliana Nogueira

    kkkkkkkkkk..dando trelas aqui das histórias da Maira… 😆
    Quando ela retornar ao Brasil DEVE escrever um livro contando essas e outras aventuras…
    PORFA, não deixem de postar as partes III, IV, V etc…

  3. Rafael Ferreira

    Rsrs.. Hilário! Pretendo conhecer NY em breve, entãão, valeu pela dica da cidade subterrânea. rs

  4. Diego

    Uia, quase que eu perco o texto novo! Sem acompanhar no Twitter, fica meio difícil. ):
    Esse é o único depois do “Maira @ USA – parte I”, né? Se puder responder, por favor, é que aqui por algum motivo nem todos os textos aparecem na página inicial do blog, então eu não sei se tem outro que não li ainda. hehe
    Bom, vamos à leitura, depois comento de novo! :mrgreen:

  5. Diego

    “Eu tava quase levantando e falando “ok, one chance! Listen to me: veeeeeem pra ser feeeliz!” enquanto dançava com os peitos de fora.”
    Mano, eu imaginei essa cena! HAHAHAHAHA
    Os relatos da viagem da Maira são ótimos, fala pra ela prorrogar essas férias para render mais posts. 😀

  6. Débora

    Eu acho que o alicate não funcionou pq o povo não deve ter o costume de usar isso por lá. Então, ninguém deve reclamar muito. 👿 Muito hilário tudo isso.

  7. Jannis

    Kkk é de lei , todo Brasileiro passa perrengue na terra do tio Sam. Tomara que ela não vá parar no texas mesmo, porque aquela porra de aeroporto é enormmmeeee eu me perdi 3564867 vezes lá. Isso porque tinha um mapa comigo. Boa sorte Maira. Coitada, nem deve saber que o email dela ta aqui. Irmãs, ferrando nossa vida desde que nascemos!

  8. Laís Menini

    Hahahaha muito divertido, mas quanto aperto hein?! Acho que a Maira bateu o recorde de desastres por minuto permitido a um ser humano!!

    boa sorte nos states pra ela e continue postando essas desventuras gostosas de ler! 🙂

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