26
Aug
  Murphy Reloaded

lei de murphy

Já fazia um tempo que Murphy não fazia uma de suas aparições marotas em minha vida. Daquelas, sabe, perto dos feriados prolongados e tal. Mas quando eu resolvi tirar uma semana pra ficar de bobeira em Sampa, entre passeios culturais e bebedeiras com os trutas, ele quis me lembrar quem é que mandava. Esperou a semana toda e resolveu me foder na Sexta-Feira.

Estávamos na Vila Mariana, eu e Pablito e tínhamos compromissos em Pinheiros e Vila Olímpia, respectivamente.  Ambos faríamos uso do transporte público paulistano mais confortável e pontual: o busão. Paulo calculou o tempo e decidiu sair com uma hora de antecedência, pra não correr riscos. Como o moço só tinha notas altas, juntei os trocados e mandei levar, que depois eu sacava a grana na galeria da rua de trás. Ele insistiu pra eu ficar com alguma merreca, eu insisti pra ele levar tudo.

Ele me ligou, meia hora depois de sair, dizendo que o trânsito estava fluindo e que já havia chegado, com bastante tempo de folga, ia até ligar pra um amigo e chamar pra um café. Decidi, então, sair um pouco mais tarde, afinal, eu só tinha que ir até a Faria Lima e meu ônibus me deixaria a apenas 100 números do meu destino. Nem um quarteirão.

Depois de pronta, enrolei a ponto de tentar entender, por uns minutos, porque Donald Trump e Backstreet Boys estavam no mesmo programa. Faltando 45 minutos pro chat na Teia, com as minhas queridas lulus Lucia Freitas e Liliane Ferrari, saí. Afinal, o tempo calculado por Deus era de 30 minutos, incluindo as minhas caminhadas.

Eu não aprendo, MESMO.

Ao chegar na galeria, alguém duvida que o terminal da Caixa Econômica estava SEM NOTAS e o 24hs PIFADO, enquanto todos os outros que não me eram úteis estavam perfeitamente operantes?

Perguntei pro segurança se perto de onde eu deveria pegar o ônibus havia algum lugar onde eu poderia sacar a grana e ele disse que sim. Então, bóra. Era uma subidinha DE LEVE, debaixo do sol das 13hs, mas, afinal, eu sou nova, né? E aquele caminho eu teria que fazer, de qualquer forma.

Chegando lá, parei num boteco pra saber de um caixa e o cara me indicou o sentido contrário do ponto de ônibus. Fiz cara de nojinho, por causa do sol, mas ainda tinha tempo.

Andei, andei, andei até encontraaar avistar uma galeria, onde, pra não enrolar, não tinha o que eu precisava e o segurança me mandou subir mais um quarteirão, virando a esquina. Eu sempre me esqueço, quando me dizem “um quarteirão” em Sampa, que eu não estou em Americana. Depois de mais andar e andar e andar, sabe onde eu cheguei? Na agência da Caixa, em frente ao metrô Ana Rosa. Sabe quanto tempo eu levo da localização inicial até lá? 10 minutos. Sabe quanto tempo eu levei com a volta LAZARENTA que eu dei? Quase 25.

Enfim, entrei e parei atrás da modesta fila de cinco mancebos. O caixa estava lento, mas, pelo menos, eu não estava mais no sol. Uns 10 minutos e pronto, eu era a primeira da fila, esperando uma senhora. Quando, de repente, uma mulher que estava dois negos pra trás, na fila, um tanto quanto irritada com a demora, resolveu descontar na senhora, dizendo pra ela pedir ajuda, se não sabia usar o caixa. Quando ela deu aquela olhadinha pra trás, por cima dos óculos e deu uma cruzadinha no pé, eu respirei fundo. A véia ia empacar, de propósito. E depois de fazer tudo o que podia lá, ela resolveu sair. Não porque tinha cansado, mas porque o caixa TRAVOU.

Juro, eu fiquei esperando a torta no meio da fuça, porque mais pastelão que aquilo, não dava. Quinze minutos depois, quando eu peguei aquela nota de DEZ CONTOS, eu ria histericamente, por dentro. Eu nem ia usar tudo, eu só precisava de DOIS.

Enfim, resolvi perguntar por alí mesmo qual eu pegava pra ir pra Faria Lima. Afinal, com tanto ônibus passando por mim, pra quê voltar tudo, até o ponto com o que eu havia pesquisado? Tive 30 minutos de trânsito na Paulista pra responder essa pergunta. Até vi um cara tocando flauta pelo nariz.

E só pra fechar com chave de ouro pra quem adoooora as minhas desgraças Murphéticas, o novo caminho tranformou os 100 números que eu teria que andar em exatos 1000. Um só zero, tantos quarteirões.

Concluindo:

- Meus trocados são meus trocados.

- Nunca destrate alguém que está na sua frente na fila do caixa.

- Nunca perca tempo com o Donald Trump nem com os Backstreet Boys. Muito menos com os dois juntos.

Sem mais.



38 Comentários


    gravatar  DP
     Wednesday, 26 de August de 2009
     3:32 pm
     
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