O livro dos dias

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“Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?”

E foi com essas frases que conheci Legião Urbana. Não simples frases, mas aquelas ditas no momento certo.
Legião Urbana desde então foi isso pra mim: frases certas, nas horas certas.

Minha história sobre como comecei a gostar de Legião Urbana passa longe de ser daquelas belas onde o pai apresentou ao filho e blablablous. Muito pelo contrário, meu pai surtava com Renato Russo, dizendo que era muito depressivo. Pelo fato de na época eu só usar calças jeans, tênis e camisetas pretas, ele vivia dizendo que era culpa das músicas que eu escutava, proibindo até de tocar Legião no carro quando a família saía pra viajar. Chegamos a brigar feio. Ele gritava que o cara já tava morto quando ainda era vivo e eu gritava que.. gritava nada, porque não tinha coragem de gritar com o meu pai (que na época era maior que eu) por medo de levar uma no meio da boca e perder os dentes da frente. Então ele falava e eu chorava no meu cantinho. Escutando Legião, claro.

E não foi motivo de brigas só com o meu pai, não. Foi motivos de brigas com desconhecidos que falavam que era uma merda, foi motivo de brigas com a minha irmã pela demora pra escrever esse texto (essa parte vc corta, é que não resisti..hahahaha*), e até motivo de brigas com meu ex-namorado, que dizia que o Renato tinha uma voz irritante e era um bicha. Como meu ex gostava de Freddy Mercury, tinha o que mandar quando ele dizia isso..mesmo gostando do Freddy Mercury também. Mas não, Renato Russo não foi motivo pra ele ser ex. Meu ex virou ex porque ele gosta de meninos e meninas mesmo. Brincadeira. Ou não…vai saber.

Enfim…quem me apresentou Legião Urbana foi minha queridíssima irmã, senhorita Mirian Bottan. Ela já gostava, eu cantarolava “Eduardo e Mônica”, ela me apresentou o cd “As Quatro Estações”, eu gamei. E desde então, Renato Russo se tornou presente na minha vida, dono até da música-tema do meu primeiro namorico.
Não é segredo nenhum nesse blog minhas desgraças amorosas, então não faz diferença para minha pessoa dizer que a música era “Mais Uma Vez”, cuja letra dizia:

“Tem gente que está
Do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá…”

Preciso dizer que é mais do que lógico que Renato Russo tinha razão?
E, como a anta que vos fala nunca entende os sinais divinos, Renato Russo foi dono da música-tema do meu segundo namorico também…

“Você gosta mesmo de mim
Se arriscando a me perder assim
Ao me explicar o que eu não quero ouvir.”

Rolou um sentimentalismo aqui, mancebos. Melhor mudar os exemplos.
Voltando, Legião foi trilha sonora de quando prestei vestibular também!..

“Hoje não dá
Hoje não dá
Não sei mais o que dizer
E nem o que pensar…”

…e foi ai que sai no meio da prova, liguei pra Paçoca chorando loucamente porque tinha rodado no vestiba.

Saindo das desgraças da vida da Maira, vamos pras vergonhas.
Lembram quando era moda alugar karaokês em datas festivas? (Pra quem lembra, shame on us) Pois toda vez que havia um, lá estava eu, superando a vergonha de cantar em público e entre “Catedral” e “Hyperconectividade”** (a Paçoca era viciada em cantar isso no karaokê com nossa prima), cantando TODAS as músicas da Legião Urbana, pra vergonha de mim mesma e tortura alheia.

A paixão pela banda e pelo Renato Russo foi crescendo cada vez mais e comecei uma coleção da banda, incluindo revistas antigas e lp’s, que buscava em tudo quanto era sebos de Americana e região. Por isso quase surtei quando fiquei sabendo do novo livro. Tentei participar de promoção, mas a minha Mairice não deixa ganhar essas coisas. E eis que recebo um exemplar de presente, de um truta da Tatá, que me viu participando!

Posso dizer que o livro é perfeito. É tudo o que eu esperava ler de Renato Russo. E foi justamente por ler e ver que “Renato Russo: o filho da revolução” é um presentão pra qualquer fã que estou aqui agora, pra um super negócio. Recebi não só um, mas DOIS exemplares!

Então é o seguinte: o Subs vai presentear com um livro o leitor que contar a melhor e mais divertida história pessoal envolvendo alguma música da banda. Quero ver quem tem algo das desgraças Bottânicas na própria vida ;)

É isso, negada, esse é o livro dos nossos dias, o livro dos nossos amores!

Notas da Miroca:

* Não corto.

** HiperconectividadÊ! Liga lá!

44 Comentários para “O livro dos dias”


  1. [...] This post was mentioned on Twitter by Leandro R. Nishijima and Sincero. Sincero said: RT @mbottan: Texto da @mairabottan pros fãs de Legião e Renato (com promoção!) – http://migre.me/7yDI <== Estava ouvindo a discografia agora [...]


  2. Acho que Legião marcou bem umas duas gerações aí. Difícil quem não conheça. E ainda faz parte da época que música brasileira era melhor.

    Sempre gostei. Sempre embalou minha vida. Nem sei como conheci, mas acho que foi pela cantoria de umas garotas da sétima série, algo assim.

    O episódio mais marcante foi o primeiro dia de aula do colegial. Todo mundo quieto, era uma ETE, as pessoas não se conheciam. Daí algum metaleiro falou alguma coisa e eu levantei, do outro lado da sala “QUE QUE TEM LEGIÃO AÍ?!” hahahahahah, quebrando o gelo :P

    Engraçado quando tem algo que a gente gosta muito geralmente envolve um fato #shameonme, não?

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  3. Trevis

    http://www.youtube.com/watch?v=wR4J9L6J6qs É um que demonstra como foi um pedaço desse dia histórico. Grandes amigos reunidos em uma república, adicionando alcool e um violão.O resultado foi o melhor possivel: Pessoas bebadas, cantando as músicas mais clássicas possiveis, pra terminar cantando um repertório imenso de Legião Urbana.
    Hoje vejo esse video com um pouco de tristeza, algumas coisas não voltam mais, mas com certeza foi uma das situações que mais me marcou. (:

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  4. Ju

    Dessa não posso deixar de participar. Tem bastante coisa para ler (y)
    Legião marcou bastante a minha vida com suas músicas. E num passado enquanto pensava profudamente no
    quanto me tocavam as letras, achava até que não poderia ter homem mais bonito que o Renato. Mas isso já passou já passou… quem sabe outro dia, né? ;)

    “Por enquanto” foi o tema de grande amizade. Não um trecho, mas toda a música exprime o que era o sentimento. E no fim de uma outra amizade eu cantei: “Antes eu sonhova, agora já não durmo, quando foi que competimos pela primeira vez?”
    Era real, eu estava sofrendo de insônias graves na época e competi pela primeira vez com alguém que nunca achei que competiria.
    Mas nem tudo são espinhos, de uma amizade que ainda existe ‘canto por depoimento’ uma bela parte de metal contra as nuvens.

    E pensar que eu não gostava porque meu irmão e meu primo gostavam, hoje, sou a que permaneço cantando/escutando Legião. Tanto que em conjunto com uma amiga criamos o blog “Mais do Mesmo”
    [eu gosto muito mais de Legião que ela, no sentido que ela gosta mais de outras bandas, enquanto eu acho Legião melhor]… e na época achamos que a melhor frase para colocar no blog era “Bondade sua me explicar com tanta determinação exatamente o que eu sinto, como penso e como sou, eu realmente não sabia que eu pensava assim”

    A própria graça e divertimento é ter realmente sempre uma música da Legião para te fazer lembrar de algo especial. E eu nem conheço todas.

    Mas para não dizer que não tem nada de engraçado, certa vez em uma pregação na igreja o pastor perguntou quem gostava de Renato Russo… e eu levantei a mão, aí ele perguntou quem gostava de
    Cazuza… e lá vou eu levantando a mão. Tipo, me senti sozinha, nem olhei para os lados e pensando: nossa, que será que ele vai falar /o\?
    Mas aí ele disse que gostava das músicas também e só falou de algumas coisas da vida dos dois.
    Ufa :D

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  5. Eu fazia natação quando era mais muleque e quando eu caía na piscina, pensava nos 100, 200, 500 (whatever) metros que eu tinha que nadar, logo vinha na minha cabeça:

    “E até lá, vamos viver
    Temos muito ainda por fazer
    Não olhe pra trás
    Apenas começamos.
    O mundo começa agora
    Apenas começamos.”

    Por coincidência (ou não) o primeiro contato que tive com essa música, foi nas aulas de natação, quando o professor começou a ler essa letra na prancha de alguém…

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  6. Karol Wojtyla

    Ouvi falar de legião pouco antes da morte dele, mas axava uma m$%. Com o tempo fui aprendendo a gostar das mesmas e vendo que as músicas eram legais e percebi a partir daí que não gostar de uma música ou banda só pq o cantor era isso ou aquilo, era pura bobagem. Foi justamente nesse momento que percebi que estava amadurecendo. Cito Einstein que era ateu (mesmo fora de contexto) para explicar: “Deus não joga dados com o universo”.

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  7. Bom, minhas histórias com o Legião estão num post antigo que eu escrevi. De tudo, esqueci de contar que eu me apaixonei perdidamente pela banda em uma viagem de carro do Rio para Caraguatatuba, em que levei meu walkman e umas 10 fitas k7 diferentes, mas não ouvi nenhuma outra a não ser uma do Legião de 90min. Na ida e na volta.

    O post:
    http://pirao.wordpress.com/2007/09/25/urbana-legio-omnia-vincit/

    Abs.

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  8. Aninha_PB

    Putzzz…
    Q post massa!!! Sempre leio o blog, mas nunca comento =/ nesse post foi inevitável!!!
    Estou com um nó enorme na garganta e com os olhos marejados…
    Ele me lembrou de mim… do quanto sempre fui doida pela Legião, ouvi desde muiiito nova mas sem saber de quem eram as musicas, já Adorava “Faroste Caboclo” com meus 8 anos ouvia quase diariamente por causa de uma tia adolescente. Que quando a Legião vem a Paraíba e ela é proibida de ir ao xhow que foi um pouco antes da morte de Renato, quase pira e até hj culpa meu pai por não ter deixado ela ir, diz q desde esse dia vaz tdo que tiver vontade antes que seja tarde D+.

    “Faroste…” foi duranet muito tempo minha música preferida, sou do sertão e via nessa história muito do que acontecia com o povo da minha região que se aventurava na Capitá… axo ela de uma profundidade tremenda…

    Muitos e muitos episodios de minha vida tem a passagem da Legião, desde coisas do cotidiano de minha adolescência como sentar na calçada de casa com os amig@s e passar horas vendo a noite e cantando Legião.

    Há cenas como a de uma eleição para o Grêmio de minha escola secundarista, onde o nome da chapa era ” A minha escola tem gente de verdade”, da música “Vamos Fazer um filme” e era lindo, pois eramos oposição dentro do Lyceu ( com quase 3.000 alunos) e quando ganhamos, vermos toda a galera abraçados numa roda cantando “…Do que o verdadeiro amor é capaz, a minha escola não tem personagem, a minha escola tem gente de verdade…” e chorando, senti que nossa geração ainda tem jeito e fico triste ao vê que meu irmão com 14 anos mal sabe quem foi Renato e o que a Legião significou pra nós, e só sou 10 anos + velha q ele… q sentimento será que ele terá ao vislumbrar sua geração, que banda irá embalar esses anos de sua vida… Isso não sei responder… só sei que agora voltarei a lotar meu Mp3 player com o “Mais do mesmo” e quem sabe assim, poderei desatar o nó na minha garganta e chorar com uma saudade gostosa de tdo isso…

    Bjbjbjbj meninas… desculpe se ficou cansativa a leitura…

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  9. Bethania

    Minha mãe também não gosta de Renato Russo! =/
    No discurso da minha formatura do colegial tinha um trecho dele:
    “Esse é o nosso mundo
    O que é demais
    Nunca é o bastante
    E a primeira vez
    É sempre a última chance…
    Quando me vi
    Tendo de viver
    Comigo apenas
    E com o mundo
    Você me veio
    Como um sonho bom
    Comparamos nossas vidas
    E esperamos que um dia
    Nossas vidas
    Possam se encontrar…”

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  10. Leonardo Camilo

    Confesso que nao esperava meeeesmo uma promoção no final do Post!
    Legião é Legião né!?

    Hmmm, são tantas, vou contar uma que não se encaixa no quesito “mais divertida”
    Na verdade nem é uma históóóóória propriamente dita.

    Eu sempre idolatrei Legião Urbana!(desde que conheço, pelo menos :P )
    E uma musica que sempre amei escutar foi Pais e Filhos, recentemente perdí meu pai e a tenho ouvido com bastante frequência, principalmente na hora que chega a pergunta:

    “Me diz por que o céu é azul
    Explica a grande fúria do mundo…”

    É isso! =D

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  11. eu sempre gostei de algumas musicas do legião urbana, mas conhecia poucas, o engraçado é que da semana pra cá, só ouço legião urbana, o tempo inteiro, depois de muito tempo sem ouvir legião urbana. Hoje eu ouvi falar, na verdade li, sobre o esse livro do Renato Russo na internet.

    bem… na época em que eu dava uma de “roqueirinha” com os “roqueirinhos”, eu era uma pirralha, resolvi fazer um jogo ridiculo com outros idiotas, que era mais ou menos assim: varios casais ficavam e depois de um determinado tempo os casais trocavam, tudo ao som de Legião urbana e guns n’ roses. Hoje eu vejo como aquilo era nojento e sem graça, além de ridiculo, a gente colocava um despertador pra tocar quando dava a hora de trocar os casais.
    Como faz bem crescer!

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  12. Mônica

    Comecei a ouvir Legião Urbana da forma mais “tradicional”: meu pai já era fã quando nasci, o que me rendeu uma coleção inteira de discos em casa, um tapa na bunda por ter riscado um pedaço de Geração Coca-Cola (merecido), horas de minha infância decorando Faroeste Caboclo e, principalmente, meu nome (se você adivinhar de onde vem, ganha um Pé-de-moça).

    Eu nem precisaria falar que por anos Eduardo e Mônica foi minha música preferida. Mas foi só eu entrar na quinta série que a mulecadinha trocou o “E o Cebolinha?” por “Mônica, cadê o Eduardo?” e então eu fiquei com uma puta raiva da música. Cantavam sempre pra mim e cheguei até a xingar uma professora que também fazia a piadinha. O trauma passou, mas desde então passei a preferir O Teatro dos Vampiros. Tenho ainda que dizer que Renatão se foi bem no dia que completei 8 anos – e em todos os outros aniversários eu faltei da escola pra ver Legião na TV.

    Não me lembro agora de alguma história realmente engraçada envolvendo alguma música pra poder participar. Mas com certeza o Renato tem uma importância enorme na minha vida.

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  13. Alexandre Nogueira

    Olha…

    Acho que ruim mesmo não é alugar um karaokê daqueles. Ruim, mas ruim mesmo, é TER na sua casa uma daquelas malditas máquinas criadas pelo demônio. Ah, o cramulhão… Ele não podia ter ficado lá quietinho na dele lá no inferno (ou na garrafa – #JoséInocênciofeelings), oras?

    E graças a isso, eu não preciso mais de datas festivas para ter o meu juízo infernizado por tal dispositivo…

    XXXXXX (favor, substituir pela divindade do panteão que melhor lhe aprouver. Assim acho que eu consigo agradar a todos! rs…), por que deixastes isto acontecer…

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  14. Carlo

    Você geralmente não espera que as coisas aconteçam de uma certa forma aos 10 anos; você só vê o caetano veloso no Criança Esperança e, dias depois, ouve sua mãe perguntar no carro se você quer aprender piano. Você fica quieto, esperando que ela diga aquelas duas palavrinhas com um ponto de interrogação no final: “ou violão?”. E ela diz. Pelo menos a minha disse. E eu, é claro, disse que queria aprender violão.
    Essa é a vantagem de ter uma escola de música a vinte passos da sua casa, enfim; sua mãe passa ali na frente de carro todos os dias, então isso era meio que fatal. Como a coleção de cds da Patrícia (irmã 12 anos mais velha), que tinha 3 cds da Legião (Mais do Mesmo, Música para Acampamentos e o Acústico MTV). Patrícia e Luciana (irmã 10 anos mais velha) sempre brigaram pelo meu gosto musical porque… bem, qualquer coisa era um bom motivo pra elas brigarem. Então, se uma me obrigava a aprender forró, a outra me emprestav Bon Jovi, Metallica e tinha aqueles cds da Legião lá. Paradinhos, esperando pra serem ouvidos. Mas aos 10 anos, você ainda não tem a brilhante idéia de ir fuçar nos cds da mana. Só que os sinais estavam lá. (Não preciso falar dos karaokes, de eduardo e mônica, enfim…). Os sinais estavam todos lá. Faltava pra mim e pra Legião só uma coisinha: mágica.
    Um dia meu cunhado entra em casa com um negócio. Uma caixona, sei lá, devia ter trazido alguma coisa pro meu pai; ele vivia fazendo isso. E essa caixona era meio que de papelão. Bobinho, com 10 anos, eu não percebi que aquele seria… O MEU PRIMEIRO VIOLÃO. Junto com ele, aliás, dentro daquela caixa… Bem, eu coloquei a caixa em cima da minha cama, e eu abri a tal da caixa (era relmente uma caixa de papelão no formato de um case). E quando eu abri a caixa, além de violão tinha papéis ali dentro. E ninguém que um dia vai estudar literatura tem aversão por papéis. Eram cifras impressas, e a maioria delas, da Legião. A primeira que eu peguei? Tempo perdido.
    Mágica. ISSO era mágica. E a partir daí, as coisas foram se desenrolando mais rapidamente. A primeira música que eu aprendi a tocar foi Que país É Esse (padrão; fácil, conhecida, sussa). Veio a primeira banda: Furacão Negro, que (um ano depois de eu ter começado a aprender) se resumia a mim, ao Carlos (que tocava teclado) e ao Johnny (na época Cobra), três que nem sabiam direito como tocar, o JOhnny que tinha acabadod e ganhar a guitarra. mas nosso repertório (enoooorme) era: Que país é Esse e Anna Júlia. É, naquela época de Anna Julia mesmo. Só que aí eu já tinha roubado os cds da minha irmã (como sempre, com consentimento dela; “tou ganhando a briga da Lu”). E é engraçado, porque eu nunca me dei ao trabalho de correr, ir atrás de e baixar TODAS as músicas da legião; eu me contentava em me apaixonar por elas uma a uma e deixar algumas pra descobrir, cmo se ue pudesse abrir aquela caixa de papelão e tirar de lá mais uma cifra. A banda teve uma letra própria (que ADIVINHA se não tinha o MESMO NOME da própria banda, furacão negro?) e que era, basicamente, uma cópia deslavada de Que País É Esse misturada com Geração Coca-Cola escrita por um moleque de 12 anos que tinha sido assaltado uns dias antes. E alguns meses depois, a banda acabou. (Como aconteceria com todas as minhas bandas).
    Pulo pros 13 e 14 anos: eu tocava violão. Agora, jhá fazia aula há 4 anos; eu TOCAVA violão. Não bem, porque eu tinha mudado de professor umas 4368246832 vezes. Mas eu já tinha aprendido as duas músicas mais importantes pra mim: Tempo Perdido, a música responsável pela mágica (e que não interessa quando eu ouça, parece que sempre, SEMPRE cabe), e Faroeste Caboclo (letra inclusive), aquela que faz as pessoas falarem “cacete que memória!”. E daí eu comecei a ser convidado pras festinhas da sétima e da oitava séries, e isso era legal. “Traz o violão, tá?” E eu ficava lá tocando, e pra falar a verdade, era bem mais legal tocar do que ficar por ali conversando, nõa porque eu não gostasse das pessoas (eu não gostava de boa parte delas é verdade). Não; era porque parecia mais com conversar. Você diz alguma coisa que ecoa em alguém. Eu levava o violão nos intervalos, e daí as pessoas no começo achavam legal, depois mandavam tocar outra coisa. Porque era Há Tempos e Tempo Perdido. Tá, o Tempo, tema literária fundamental, bla bla bla… mas eu sei é que essas duas músicas, dois clichês e tudo o mais, me interessavam mais que Baader-Meinhof Blues, Giz, Perfeição, O Teatro dos Vampiros, A Tempestade… MInha voz finalmente tinha mudado. Não aos 13, mas no fim dos 14, quase nos 15. Quando eu conheci a primeira namorada, por uma amiga que tambéma dorava legião e etc, mas tudo iso é outra história. FUi redescobrindo legião aos poucos. Parei de tocar violão com a freqüência com que tocava; parei de ter aulas de violão (e depois de guitarra). Fiz um anod e aula de canto e parei. Mas eu não conseguia não me pegar colocando um ré maior toda vez que pegava o maldito do violão de um amigo. Sabia, em uma época, Cantar inteira também Metal contra as nuvens, mas nunca fui capaz de não confundir a letra de Índios. O Renato Russo mesmo fala que é a mais difícil no acústico. E claro, meu amorzinho dos 13 anos (já ia esquecendo) teve, sim, trilha sonora. Era bonita, mas era brega. Não tá gravando né? E eu “Hoje a noite não teeeem luaaaaaar” (antes de mudar ade voz – era HORROROSO).
    Alguns anos depois, na feira hippie, quando eu começasse a ter barba, me diriam que eu parecia o Renato Russo. No ano passado, sem fantasia pra ir a uma festa em Sampa, um amigomeu me tira uma camisa branca, e eu de barba e óculos, de jeans; pronto. Fui fantasiado de Renato Russo. Mas essas recorrências acidentais (que eram como os cds que moravam aqui do lado, a música que eu gostava de cantar no videokê, e a que eu gostava de cantar SOZINHO) não eram mais nada. O que era, mesmo, era ver aquela tempestade que chega e que é da cor de uns olhos castanhos; era pensar que eu passei minha infância áté os 9, 10 anos inteira doente, e que de repente alguma música finalmente dizia (ainda que o contexto dela fosse completamente outro) e há tempos são os jovens que adoecem. Era pensar que a primeira música que eu QUIS aprender com uma vontade de aço pudesse ser tão bonita, e que um dia eu cantaria ela e que isso importaria pra mim, só pra mim, mais do que qualquer outra cosa enquanto eu estivesse tocando aquilo, cantando aquilo. Eu ainda precisaria chegar até os meus 16 anos pra entender um certo pessimosmo; precisaria voltar pras outras bandas do período e perceber que, de alguma forma, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso e Titãs não faziam cócegas em mim, apesar de serem muito legais. Mas não faziam nem cócegas no sentido de me tocar. Não me faziam chegar em casa todo dia pra ouvir Vento no Litoral.
    Eu sempre achei (e escrevendo isos eu vejo o quanto de verdade tem nesse achismo) que, nas 36787843 vezes em que mudei de professor, ou que as escolas onde eu fazia aula mudaram de lugar (isso aconteceu 3 vezes com a primeira, 2 com a segunda), por mais que meu gosto musical mudasse (e ele mudava MUITO) era sempre Legião que me mantinha ligado com aquele instrumento, e com a vontade de cantar. E que me mantinha, de alguma forma, ecoado em algum lugar.

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  15. Também gosto muito das músicas do Legião Urbana, principalmente a letras “Mais uma vez” e “Pais e Filhos”.

    Como as meninas Bottan, eu também gostava de cantar as músicas do Legião e em uma festa de fim-de-ano da escola, minha cabeça explodiu quando vi um videokê em uma das sala. Eu não poderia perder a chance de cantar Legião no videokê, então entrei na fila e escolhi a música “Há tempos”.

    Chegou a minha vez e eu matei a vontade de cantar em um videokê, ainda mais cantando Legião Urbana. Neste dia descobri uma coisa muito importante na minha vida: se depender da música pra sobreviver, eu tô morto! Para o meu bem e dos ouvilhos alheios melhor eu continuar blogando.

    Abraços,
    Júnior

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  16. Até parece coisa do destino esse post.
    Digo isso porque teve porão do rock domingo passado aqui em Brasória.
    Uma das atrações foi intitulada ” Legião Urbana”.
    Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá, Hebert Viana mais outros vários cantores
    aqui da capital participaram, prestando homenagem a banda.
    Eu, fã de carteirinha, fiquei louca.
    Claro, que 1 hora de show foi muito pouco pra saciar minha fome de Legião.
    Mas gritei tanto que voltei sem voz pra casa.

    Tenho tantas histórias envolvendo músicas deles, que se torna até um pouco difícil selecionar uma.
    A que eu vou contar não é bem uma história real.Na verdade é um sonho que eu tive um tempo aí.
    Vez ou outra sonho com Renato Russo, já virou costume.

    Não sei se alguém lembra do show de junho de 1988, último show da banda em
    Brasília. (Eu não era nem viva)
    Show que deu muito o que falar.
    Pra quem não lembra, um pequeno resumo:
    Um homem da platéia agarrou Renato, jogaram uma bomba no palco,
    e entre bate bocas e surras de segurança em fãs, Legião parou de tocar mais cedo que o planejado.
    O público ficou irado, começou a jogar tudo, latinhas, mais bombas. A noite então
    resultou em uma catástrofe. Alguns até seguiram renato em casa pra apoquentá-lo mais.

    Pois bem,no meu sonho, eu voltava pro passado.
    E adivinha só onde eu fui parar?? Isso mesmo!
    Porém, eu não tinha conseguido entrar no show pra ficar junto da platéia.
    Não sei como, mas me encontrava atrás do palco.
    Então. Lá estava eu, meio deslocada, só escutando o barulho da confusão.
    Depois de algum tempo. Quem aparece? Quem?
    Ele!! Todo triste e desolado. Começa então a conversar comigo e desabafar.
    Detalhe: no sonho meu nome era Leila. (!)
    Em poucos minutos já ficamos best friends, e ele acabou prometendo que iria fazer uma música em minha homenagem.

    Apesar de eu não ter muita coisa haver com a música Leila..
    (Tirando a parte das baratas voadoras – sou baratafobíaca)
    Quando a escuto lembro do sonho..
    Acordei feliz nesse dia.
    Lombra total..

    Ta aí minha história ;)

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  17. Isis Sakura

    Eu não tenho com nenhuma música específica, e sim com o nome do Renato Russo:
    Quando estava no ensino médio, minha turma estava fazendo um curso no museu de história nacional, na quinta da boa vista no Rio de janeiro.
    O guia estava na sessão de artesanato indígena de uma tribo extinta, quando chegou nas urnas funerárias e explicou que eles cremavam a pessoa e (pelo que lembro – muito pouco, por sinal) eles enterravam as urnas. Foi quando a criatura teve a infeliz idéia de “ilustrar” o que dizia contando o seguinte exemplo:”(…) não é como nos tempos de hoje: quando o Renato Russo morreu, pegaram as cinzas dele e jogaram do alto de um helicóptero e foi ‘viadinho’ pra todo lado, e todo mundo embaixo, feliz da vida”.
    Quaaaaaaaaaaaaaaaaaaaando ele disse isso, fui tomada por uma fúria incessante, todos as minhas células legionárias gritaram por um contra ataque, pela honra de todos os fãs do Renato, por todos os seres desprovidos do direito de resposta, por cada humano desta terra, por todas as nações!!! Comeceeei a falar tanto, mas tanto, que nem lembro direito o que eu dizia, mas no meio se entendiam frases do tipo “isso é falta de respeito”, “isto é um curso sério, de carater acadêmico”, “falta de respeito com os homossexuais”, e mais uma infinidade de respostas descontroladas. No meu íntimo, pensava “este sujeito está levando o que merece”. O guia já sem graça, se desculpou várias vezes, disse que estava errado mesmo, até que depois de um tempo, me dei por satisfeita e parei de discutir.

    No final do passeio, minha amiga falou pra mim “você tava certa, ele não tinha que falar aquilo… mas ninugém aguentava mais de tanto que você falava, todos de saco cheio, o homem já se desculpando pra fazer você parar e nada! Tava todo mundo rindo!”.
    Ou seja, no final das contas, paguei foi um miiico
    (não por defender a ética, mas por ter falado descontroladamente né)
    rsrsrsrsrs

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  18. O ponto que eu pego o ônibus pra vir do trabalho pra casa tem uma barraca que parece uma boate: bebidas, sinuca e uma daquelas …máquinas de música.
    Enquanto espero o ônibus chegar, tenho o prazer de me deliciar com os mais novos lançamentos do mundo do pagode e do funk.
    Hoje me chamou atenção o fato de estar tocando Legião Urbana. Não é uma banda que eu adore e tão pouco uma banda que eu odeie…gosto de algumas letras, não gosto dos fanáticos.
    Comecei a prestar atenção nas músicas quando vejo 3 coroas que estavam bebendo num canto.Percebi que eram eles quem estavam escolhendo as músicas que iam tocar.
    Um era do tipo “vovô – garotão”. Camiseta de malha, calça jeans, cabelos grisalhos e mandava váaarios “air guitar” enquanto balançava a cabeça de um lado pro outro… “Vamos lá tudo bem – eu só quero me divertir, esquecer, dessa noite ter um lugar legal prá ir (…)” ficou pensando que apesar das novas amizades, amava aqueles 2 velhos amigos, tudo o que fizeram juntos..era até padrinho do filho de um deles..filhos, sempre disse que nunca quisera te-los, mas era mentira, hoje sente falta do que não tem.” Aonde está você agora, Além de aqui dentro de mim?” Sentiu saudades do que poderia ter sido, do que poderia ter vivido, mas não não se arrependia de nada, apenas se lamentava e tocava air guitar ” Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar.. Que tudo era prá sempre, Sem saber Que o prá sempre.. Sempre acaba?(…)
    O outro, o moreno baixinho com a pasta de cobrador pendurada era o mais entusiasmado dos três. Colocava as mãos pro alto durante as músicas, fechava os olhos e cantava. Os outros se calavam pra ouvi-lo cantar.
    Ele está apaixonado pela Cirene, a mulher que quando sorri é tal qual a “lua de prata no céu”. Lembra da esposa que largou por ela, mas a Cirene não teve a mesma coragem..Voltou pra Santos com o marido eletricista .”Onde estará meu amor?(?…)”
    O terceiro me pareceu o mais triste, melancólico, talvez.. Abraçava os amigos, bebia e cantava todas as musicas. Trabalha das 08:00 as 17:00 numa repartição pública. Serviço burocrático. Na juventude era aquele que as pessoas apostavam que teria um futuro promissor. “Sonhos vem, sonhos vão. O resto é imperfeito.” Quando jovem foi ativista político, lutou pelas diretas já, “que país é esse??Que país é esse?”, mas ai o Robson nasceu e logo depois ele passou naquele concurso público, vieram as prestações da casa própria …seu olhar ia longe “Voltamos a viver como há dez anos atrás.. E a cada hora que passa, envelhecemos dez semanas(…)”
    Eles se olham, se abraçam…Meu ônibus vem vindo. Não quero ir “ Quando me vi tendo de viver comigo apenas e com o mundo, você me veio como um sonho bom ..E me assustei.. Não sou perfeito, eu não esqueço(…)”

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  19. Difícil não encontrar alguma música de Legião que não se encaixe como uma luva em nossas vidas. Como uma trilha sonora sem fim e com milhares de possibilidades… História envolvendo a banda? Bem, tenho duas, mas nada muito complexo.

    A mais recente é que euzinha encarnei a própria Mônica no último namorico. Eu, com 25 anos e o gatinho com 19. Ele decidindo se faz ou não faculdade, filhinho de mamãe, rebelde sem causa e bebedor de Toddynho irremediável e eu, na segunda faculdade, viciada em caipirinhas e em cinema alternativo. Éramos uma duplinha e tanto, né?! Mas tudo acabou antes que os gêmeos viessem…

    E o outro caso, culpado por me fazer enxergar Legião como a melhor trilha sonora pra vida, foi um menino do colégio por quem eu nutria um amor platônico bem firme (rs!). Ele era fã de Legião e eu (não sei como!!!!!) nunca tinha me ligado na banda (ou despertado pra vida ao modo de Renato). Só que dia após dia eu queria mais e mais olhar pra ele, falar com ele, ser amiga dele… Sabe aquelas obsessões bobas de adolescente, a 10 anos atrás? Pois é… E tinha um detalhe que me encantava… Ele tinha uma camisa preta com a imagem dos meninos na frente e a letra de Faroeste Caboclo nas costas… Eu ficava impressionada com o tamanho daquela letra e encasquetei na cabeça que minha missão em vida seria aprender a cantar o “hino do meu amor”. Jesus, como eu era dramática e brega (era?!). Bem, por fim decorei cada verso da música, sabia cantar tudo… Até de traz pra frente… Uma loucura. Era phD em Faroeste Caboclo… Agora a pergunta que não quer calar: Flah, e no final? Você conseguiu um “oi” do menino? Er… Não! Bem, mas ao menos ele me fez amar Legião… E depois disso tantas águas rolaram…

    Bem… Parabéns pelo blog. Amo o jeitinho de vocês escreverem…
    Beijão.

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  20. Neyri

    Oi paçoca!
    Gosto muito dos seus textos e dos da Mirian tbm, sou um tipo de fã que só aparece de vez em guando, lê tudo e não comentar em budega nenhuma. Mas uma dessa não poderia deixar de participar.

    Vamos lá. Ouço legião desde que me entendo por gente. Diferente do seu pai, o meu apoiava tudo que fosse 100% brasileiro, e que fosse vivido intensamente. Renato, Cazuza, Barão, Raul, Biquini e por aí vai. Mas devido a influencia com drogas, sexo e rock in roll, ele não deixava eu conhecer os ditos, só ouvia o som e ouvia algumas histórias dele com essas músicas, que eram por sinal, fantásticas. Foi por causa de uma música deles que meus pais se conheceram. Estava tocando em um radinho do meu pai, um wallkaman daqueles pequenininhos, saca? Com amplificadores monstruosos, e a coroa ficou encantadíssima. E foi lá, e aí que o rolo começou – e eles ficaram juntos por 17 anos. Hoje são separados, mas isso é outra história.
    Meu primeiro beijo foi ao som de Catedral, com o garoto mais fantástico que eu conhecia, com direito a por-do-sol-de-primavera e chocolate – afinal, era páscoa. Isso depois de vários finais-de-semana ficando rouca com todas as músicas possiveis e impossiveis do Renato no Karaokê. Renato já foi tema de namoros, como sete cidades, e muitas outras. Até com a melancolia eu me identificava, como vc disse, e eu concordo fodasticamente falando, o Renato sabe o que dizer na hora certa. Gostaria de ver vivido o show em que as cordas da guitarra cortaram os dedos, e ele prosseguiu tocando a guitarrinha até o fim do show, o cara era, e ainda é, o cara. E hoje eu tenho plena certeza de que “Quero me encontrar, mas não sei onde estou/Vem comigo procurar algum lugar mais calmo/Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita/Tenho quase certeza que eu não sou daqui”.
    Então é isso, se eu não for a ganhadora, certamente vou comprar o livro!
    Nos falamos por aí!
    Valeu!!!

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  21. Sempre gostei de Legião Urbana, embora, as vezes, soava meio depressivo demais (últimos discos).

    Um caso esquisito (ou engraçado?), que me aconteceu… com uma música deles foi na escola… época do segundo ano.

    Um amigo disse que queria falar uma coisa comigo em particular e que eu não deveria contar pra ninguém tal… Então fui ouvir na maior boa vontade, perto de uma quadra, onde tinha umas meninas jogando Vôlei com Rádio ligado.

    Bom… o cara ficou cheio de frescura… pra contar, vi que tava sem jeito… de repente, nos tocamos (no bom sentido!) sobre o que tava tocando no rádio das meninas.

    Os dois olharam pro rádio e tava exatamente nesse ponto:

    “Acho que gosto de São Paulo
    Gosto de São João
    Gosto de São Francisco e São Sebastião
    E eu gosto de meninos e meninas”

    Ahhhhhhhh! não deu outra! na lata falei “porr*, qual é a merd* que você ta querendo falar cara?”

    O cara caiu na gargalhada, começou a rir… da minha cara de raiva, dai foi contar que era porque tava saindo com minha irmã!! Dei graças a Deus! =D

    Achei bem melhor o fato dele falar que tava saindo com minha irmã do que a situação da música!

    Sempre dou risada dessa história! =P

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  22. O que eu lembro de Legião Urbana ou Renato Russo na minha vida, foi ter ficado muito feliz pela minha tia ter me dado o cd Acústico MTV de presente e eu nem sonhar. A segunda é devido a minha memória. Como sempre tive uma péssima memória, quando eu tinha uns 13 anos eu queria saber a letra de dezesseis, porque achava essa música muito legall. Llembro de ter passado o dia i.n.t.e.i.r.o ouvindo essa música e lendo a letra, às vezes ao mesmo tempo, até que o meu tio passou pela sala e disse:
    - Estefanie, pelo amor de Deus! Você não cansa de ouvir essa música??? /o\
    Tá ouvindo o dia inteiro, por favor, para de ouvir!
    Aí eu olhei meio assustada pra ele sem entender o motivo da revolta.
    Mas aí desliguei o som e continuei lendo a letra em silêncio.
    Eu consegui decorar [também, né!?!]
    E a terceira foi que a primeira música que eu consegui tocar no violão [clássico isso], foi legião.
    Montanha Mágica, fiquei super feliz, passei o dia inteiro tentando tocar e quase no fim do dia quando eu já não aguentava mais fazer força com o dedo pras acertar as casas e cordas a música saiu. \o/

    E Maíra, eu tenho uma pasta aqui cheia de revistas com reportagens ou entrevistas do Renato [intimidade] e não sabia o que iria fazer com elas.
    Caso queira, só falar o/.

    Beijos, Girls!

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  23. Bom minha história com a Legião começou quando eu nem era gente ainda, aos 6 anos, no ano de 1994. Meu primo era muito fã e tava sempre ouvindo em casa, e eu pirralha sempre na volta. Achava a história de Eduardo e Mônica muita engraçadinha! (o que sabia eu de relacionamentos aos 6 anos de idade, né?!)
    Apartir dai, Legião foi sendo a trilha sonora da minha vida, e eu sempre falando “Legião tem uma música certa pra cada momento errado, ou não, sei lá…”
    Na 6ª série na aula refletindo sobre a música Pais e Filhos, ouvindo até decorar Faroeste Cabloco, e eu ainda lembro a letra inteirinha.
    Mas o momento que mais me marcou foi quando minha mãe faleceu, eu tinha lá por volta dos meus 15anos, nem preciso falar que meu mundo caiu né?…dai veio a maldita deprê que até hoje, depois de sete anos me rodeia…mas enfim, onde entra Legião nessa desgraça? Sim, foi com a Legião que tive coragem de levantar e encarar o mundo de novo, sozinha. Foi Vento no Litoral que imagino minha mãe cantando, dizendo pra não desistir de tudo…

    “Agimos certo sem querer
    Foi só o tempo que errou
    Vai ser difícil sem você
    Porque você esta comigo
    O tempo todo
    E quando vejo o mar
    Existe algo que diz
    Que a vida continua
    E se entregar é uma bobagem…”

    Claro que nessa época mergulhei fundo no cd A Tempestade…e e meu irmão sempre me dizendo pra parar de ouvir aquele Cd depressivo…

    Mas A Tempestade foi mais que um Cd de fossa pra mim, não sei como, mas ele me dava um certo conforto, apesar de tanta tristeza.Então, Via Lactea virou um hino pra mim!

    “Quando tudo está perdido
    Sempre existe um caminho
    Quando tudo está perdido
    Sempre existe uma luz…”

    E eu lembrava desse trecho a todo momento que vinha “um anjo triste perto de mim”.
    Consegui, hoje, toda essa tristeza passou…
    E a música que me acompanha hoje é O mundo anda tão complicado:

    “Vamos chamar nossos amigos
    A gente faz uma feijoada
    Esquece um pouco do trabalho
    E fica de bate-papo”

    Eu tentei resumir ao máximo…tenho outras tantas histórias embaladas pela Legião, e quero ainda “vivenciar” outras tantas…mas se eu escrever mais, vão me banir do blog! hehe

    Conheço o blog a pouco tempo, mas adorei, vcs são ótimas! Parabéns!

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  24. Thalita

    Até hoje ainda lembro daquele primeiro (e que deveria ter sido único) namoro, quando ouço “e nossa história não estará pelo avesso assim, sem final feliz… Teremos coisas bonitas pra contar. E até lá vamos viver, temos muito ainda por fazer. Não olhe pra trás, apenas começamos… O mundo começa agora, apenas começamos…”
    Legião é perfeita em todos os momentos!

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  25. Dea

    Engraçado que foi justamente pelo refrão do inicio do texto que eu fiquei enojada do grupo. Era um porre terrível escutar esse refrão acompanhado de um violão com uma batida pegajosa. Cada vez que eu escutava tinha a impressão que o refrão demorava mais tempo. Terrível!Terrível! Terrível!

    Eu não tinha opção, meu irmão ainda adolecente conseguiu, a duras penas, empenhando todo seu cabedal, obter todos os discos do grupo.

    E ele não tinha misericorida de ninguem. Havia apenas um aperelho de som que ficava na sala ao lado da TV. E ele tocava um disco atraz do outro.
    Eu como irmã mais nova, sempre em casa, tinha que tentar sobreviver aos e berros do Renato. Aquele violãozinho chatérrimo que se destacava em quase todas as canções, principalmente em momentos dramáaaaaaticos “bye bye bye Johnny. Johnny bye bye”

    Eu sofri. Ah, sofri sim! Durante anos a fio.
    Imaginem aí o que é para uma relis garotinha que vivia no interior da Bahia e adorava aprender, e aprendia, as coreografias todas do repertório da Banda Beijo, na época comandada pelo Netinho, tiete perdida da Daniela Mercury, até a Ivete aparecer na parada com seu carro velho (pi bi!). O que era para essa garotinha feliz e arteira escutar uma música como Dado Viciado, Dezesseis, Teatro dos Vampiros… pera lá!

    Ok, minha história não é engraçada. Mas EU MEREÇO este livro. Eu nem lembro de um momento, ou de uma canção, ou algo que vallha como substância comprobatória de minha “conversão”. Meu irmão deixou a casa, foi “para um país distante”, levou seus discos e durante muito tempo depois disso o Renato Russo para mim havia simplesmente evaporado. Como se nunca tivesse existido.
    Até eu ingressar no primeiro ano colegial e ter de estudar em uma cidade vizinha. Fazia o trajeto de “combi” junto com outros estudantes da mesma cidade que eu. Daí ora esperando a combi para ir, ora esperando a combi para vir… dentro da combi durante a viagem de aproximadamente 50 minutos, para ir ou para vir, sempre rolavam “canturias” onde as canções da banda Legião Urbana eram recorrentes. E PASMEM! Eu conhecia mais letras que os “fãs” assumidos, sabia em qual disco estavam, Ê TOCAVA no violão sem dificuldades. DOCARALHO, né não??!!!
    Não passou muito e lá estava eu… a duras penas, empenhando todo o meu cabedal para conseguir juntar todos os CDs(na época que CD tinha o mesmo preço que ouro) do grupo e enlouquecendo a galera lá de casa. Claro que eu tinha menos trabalho que o meu irmão, porque na minha época o aparelho de som da casa comportava três cds, eu “punhava” lá já os três que tocavam um seguido do outro. Que beleza!

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  26. Apesar de muito novo quando do falecimento de Renato Russo, comecei a curtir a banda alguns anos antes do fim da banda. Minha história com o Legião é basicamente uma releitura de Eduardo e Mônica. Explico. Nos idos de 2002 quando “tive” que escolher uma profissão, decidi pelo curso de História. Infelizmente percebi que não era bem isso que eu queria e parti para outros cursos. Até que em 2004 decidi pelo curso de Arquitetura (o qual estou cursando até hoje). Como na época trabalhava em uma área completamente adversa, decidi jogar tudo para o alto e começar do zero em uma nova carreira (como estagiário de arquitetura) em um escritório onde conheci minha atual namorada/esposa alguns anos mais velha, eis que nossa relação amadureceu e coisa e talz, nos conhecemos melhor e resolvemos continuar. No começo deste ano ela se formou (também em arquitetura) e qual não foi a surpresa quando descobrimos que ela estava grávida. Pois é, não é uma cópia da história criada pelo Renato, mas temos algumas semelhanças. Amanhã iremos fazer nossa primeira ecografia, e se forem gêmeos então (hehe bate na madeira) aí já viu. Um grande abraço.

    Bruno e Nelly

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  27. christian

    eh a minha primeira leitura desse blog…e por pura coincidencia…eu sou fansasso (nem sei como escreve isso acho qeu alguem invento) do legiao urbana…!!!
    tenho todos os cd`s originais xD e a minha banda tinha (=/) o nome de “hurbanus”
    extremamente baseada nas musicas e estilos dele….inclusive eu comecei a me interessar por musica com legiao…e claro sempre existe uma influencia…!!!
    meu irmao escuta a mtos anos e quando fui aprender a tocar violao…a primeira musica que aprendi foi…”que pais e este”…!!!

    legiao urbana me acompanhou em todas as desgracas emocionais…xD como eh comum na maioria dos legionarios…e uma delas que eu quero ressaltar…foi mto recente e importante pois me ensinou mto em realcao como devo me portar e nao me expor…que foi meu maior erro xD…!!!
    desse caso eu passo o trexo…
    “vai se voce precisa ir
    nao quero mais brigar
    esta noite…
    nossas acusacoes infantis
    e palavras mordases
    que machucam tanto
    nao vao levar a nada como sempre”

    eu ate me emociono de lembrar e escutar refletindo sobre….L=

    MAS, eu adorei o blog vou acompanhar nao sou mto dessas coisas…
    posso nao ter a melhor historia por nao ter revelado td…
    mais se eu nao ganhar esse livro (o mais provavel)
    quero pelo o menos uma versao traduzida em mb’s(digitalizada-virtual-seilah)
    pode mandar em meu e-mail willian264@hotmail.com

    mto obrigado pela oportunidade….e boa noite xD

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  28. christian

    alguem jah deve ter dito isso mais vcs sao lindas…xD

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  29. christian

    @Dea:

    hahahahahahhahahaahah

    foi exatamente esse o motivo de eu gostar mais do disco 5 (ow V)
    pq tinha as musicas que nao eram mto fladas e eu adoroh…!!!

    “eduardo e monica” embora o restante da letra me cativa o bastante
    pra voltar a ouvir frequentemente eh mto irritante esse refrao…L=

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  30. Marcelo Augusto

    Ta bom, entao, Legião né? Dificil achar algo que acompanhou mais minha vida. Não desses fanaticos que SÓ escutam Legião, mas desde os 10 anos, quando conheci a banda através de um CD “Mais do Mesmo” que a empregada la de casa esqueceu dentro do som (:S, eu sei…) que as letras fantasticas daquele que pra mim éo maior letrista em lingua portuguesa que eu ja ouvi me acompanham.
    Tenho historinhas envolvendo “Vento no Litoral” , “Há Tempos” e até “Eduardo e Monica” mas resolvi escrever sobre a musica que me acompanhou nos momentos mais dificeis, pois são esses os que mais marcam:
    Ouvia muito Legião na epoca dos meus 15, 16 anos, e foi por essa epoca que o casamento dos meus pais foi por agua abaixo por assim dizer, pra quem passou por um processo deste quando adolecente sabe como ele rompe com sua ideia de familia… Fiquei revoltado com a vida durante uns bons 6 meses até um dia em que fui jogar um jogo no computador, coloquei o antigo Winamp (Que coisa antiga hahaha) no aleatorio e ele me começa com aqueles acordes de violao que parecem que ressouam na alma. Ouvi a letra do inicio ao fim prestando atençao, completamente desconcentrado do jogo e aquilo me tocou tanto que me fez repensar minha relaçao para com meus pais.
    Logicamente adotei a musica daí em diante mas como tragedia pouca é bobagem em julho de 2007 meu pai faleceu subitamente. Fiquei extremamente abalado e me lembro de acordar no dia seguinte sem saber completamente aéreo, como se não compreendesse o que estava acontecendo. Foi quando abri meu email e uma grande amiga minha havia me enviado uma mensagem. Nela estava a letra de “Pais e Filhos” e no fim ela escreveu “A dor é grande mas lembre-se de todas as coisas boas e ela parecerá uma vaga lembrança…” .

    É isso ai essa é minha historia, ficou meio grande e melancolica demais, mas valeu pena. Beijos, vou começar a comentar mais no blog.

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  31. E o ganhador do livro foi o Paulo, com a confissão do amigo! :P

    Muito obrigada a todos, mandaram muito bem, galere, mas eu só podia escolher um! Foi foda! :|

    E pra quem não levou dessa vez, relaxa que não é a última promo do Subs!

    Um beijão! o/

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  32. [...] This post was mentioned on Twitter by filipecrosk and Substantivolátil. Substantivolátil said: E o ganhador do livro do Renato é o Paulo, autor desse coment aqui – http://migre.me/8bYg – Parabéns, mancebo! :D [...]


  33. Valeu Mirian!

    E a história foi mesmo engraçada (não tanto na hora, mas…), sempre me lembro dela, quando ouço a música deles.

    Obrigado mesmo, que esse ótimo Blog continue com esses textos gostosos e divertidos de ler + promoções.

    Bjo!

    =)

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  34. Nossa, chorei com os comentários! Cada história linda!

    Eu sempre gostei de Legião Urbana, não muito, mas gostei.
    Me lembra toda minha infância!
    Minha melhor amiga da vida toda gosta muito, e sempre que eu ouço, se fechar os olhos, volto a ter 15, 10, 2 anos… Volto a estar do lado dela, cantarolando, em diversas situações. Mesmo que eu não saiba cantar tantas músicas assim, ouvir Legião me toca muito, por ela.

    E Legião voltou pra minha vida de uma forma inusitada.
    Eu namorei um menino novinho… Eu 17, ele 15… Por incrível que pareça, o amor mais intenso que eu tive. Ele era músico, sério, menino, inocente, maduro… Eu adorava aquele jeito inocente de quem acabou de começar a descobrir a vida, mas com os passos vacilantes de quem tem medo de cair! Adorava! E, na época, eu trabalhava em um consultório odontológico. É de lei todo consultório tocar só MPB né? Nunca entrei em um que fugisse a regra rs E lá era igual, dois rádios, um em cada andar, ambos sintonizados na mesma rádio [Alpha FM].
    E minha colega de trabalho, também muito minha amiga e minha confidente na época, um dia disse “Nossa, May, eu escuto Eduardo e Mônica e só lembro de você e do Alex”

    Eu nunca havia feito a associação. Mas era exatamente nós dois, nossa história sendo cantada ali. Com todo o passado que vivemos, o presente que viviamos, e o futuro que eu planejava.

    Infelizmente não tive o final feliz de Eduardo e Mônica, com gêmeos, Brasília, barba e hard working. Mas a música e a história marcaram uma fase importante e especial na minha vida.

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  35. História engraçada com o legião? Pois bem, vamos lá (até já postei sobre isso uma vez, mas foi no meu finado blog)

    Quando criança, eu ouvia só um pouquinho de legião, minha irmã gostava e eu ouvia o cd dela. A minha música favorita era “Eduardo e Mônica” porque, criança como eu era, ficava imaginando na minha cabeça as cenas da história dos dois. E eu achava muito engraçada a parte em que eles se encontravam no parque da cidade, a Mônica de moto e o Eduardo de camelo. Eu pensava “mas onde raios ele arranjou um camelo? Será que era de estimação?”

    Alguns (muitos) anos depois, não sei se vc lembra, o HSBC começou a fazer umas propagandas falando sobre gírias de diversos locais do Brasil (tinha o comercial do cara que queria um cachorro-quente com duas vinas *oi, eu sou curitibana XD*) e, num desses comerciais, eles mencionaram que, em Brasília, chama-se bicicleta de camelo.
    Sabe qual foi a minha reação? DECEPÇÃO TOTAL!!! Puxa, todos aqueles anos achando que o Eduardo tinha arranjado um camelo sabe Deus onde, pra descobrir que ele tinha ido com uma mera bicicleta??? Que raiva!!!!

    historinha idiota, mas eu era criança, oras xD.
    E quando publiquei isso no meu blog, há uns dois anos, havia muita gente que AINDA achava que o Eduardo realmente ia de camelo… xDDD

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  36. Sua treta com o pai por causa de Legião não é nada… Peor era eu com meu pai, que é evangélico tr00, por causa de Iron Maiden?

    Bom, não tenho história com Renato Russo, pois confesso que não curto. Mas eu reconheço a genialidade do cara. O que posso dizer é que o meu caso é o mesmo com o Bruce Dickinson… Ninguém me aguenta mais falando dele… :P

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  37. Legião Urbana me conquistou quando eu tinha 15 anos. Ou seja, há vinte e um anos! Nunca deixei de gostar, mas hoje em dia ouço bem menos. Muitos amigos meus renegam a banda dizendo que nunca gostaram, que acham cafona, etc., etc. Não acho nada disso. Minha ligação com a Legião é imune às críticas.

    Também pelo fato de eu cantar e compor, convivo com muitos amigos músicos que já me provaram por “A mais B” que Legião é péssimo, musicalmente tosco e pouco refinado tecnicamente. Tá, mas como se explica o poder de expressão deles, que está atraindo jovens até hoje, transformando seus sons em “música de cabeceira” de uma nova geração? Isso não se explica assim tão facilmente, não está na partitura e não pode ser analisado, é um mistério, é sinceridade, é “pegada”, é talento. Não que eu ache o Renato Russo um gênio, mas carisma ele tinha de sobra, as letras expressam o que ele sentia com autenticidade, sem enganação… E jovem tem faro pra isso, pro que é verdadeiro.

    Fico sempre feliz ao encontrar pessoas bem mais novas do que eu que já descobriram Legião ou estão descobrindo agora! Adorei este post!
    =)

    Beijos,
    Luiz.

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  38. Nossa, as pessoas escrevendo verdadeiros testamentos aqui… céus, tadinha de vc!
    Vou ser sucinta pq vc já tem muito o que ler aqui hahahaha

    Minha enrrascada com Legião envolve: um violão, um Eduardo, uma Patrícia e a minha falta de noção.
    Conheci o Eduardo no colégio e logo nos primeiros papos descobrimos algo em comum: a paixão por Legião (rima acidental).
    Então, tosca que eu sou, sempre inventava mil piadinhas com “Mônica e Eduardo, Eduardo e Mônica”.
    O Eduardo sempre leva o violão pra escola e sempre ficava cercada dos desocupados ou matadores de aula em rodinhas de música.
    Claro que rolava de tudo um pouco, mas Legião era sempre a banda mais tocada. E também a banda que gerava mais comoção.
    Um dia, estavamos eu e Eduardo na cantina conversando com uma terceira pessoa, falando bobagens, trivialidades…
    … quando eu solto a pérola: Mas o Eduardo só quer saber daquelas festas estranhas e da Mônica, mesmo com aquela tinta no cabelo.
    De onde vem a enrrascada? A menina que estava do lado dele, com o cabelo pintado de loiro com as pontas vermelhas (que até então estava virada pra cantina, comendo um cachorro quente) era namorada dele. E se chamava Patrícia!
    E então ela vira: -Eu quero saber quem é Mônica!
    Vixi! E o Eduardo lá tentando explicar que focinho de porco não é tomada pra uma patricinha que não conhecia a música e ficou achando que o Eduardo gostava de meninas com o cabelo pintado e estava traindo ela com uma Mônica!

    Ele ficou um certo tempo sem falar comigo!
    Se eu fosse a guria loira de pontas vermelhas me penitenciaria por ser uma “excluida musical”.
    Ela nunca mais falou comigo depois disso!

    Tem que rir!

    =P
    Enfim, fui o mais breve que pude!
    =D

    ReplyReply
  39. Luiz Oliveira

    Legião Urbana????
    Religião, sentido de causa, luta sem armas.
    Amor, mais bela expressão!!
    O momento para ser lembrado, foi em um cover(lógico) no clube do vinil !!!!

    Sem mais descrições!!!!!!

    :)

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  40. Danilo

    Tinha lido o post já faz um tempinho, mas, mesmo sendo um adorador de Legião Urbana, não tinha me lembrado de um momento que valesse um comentário. Agora me lembrei, e, mesmo que não valha para concorrer o livro, vale para acrescentar mais um comentário, né?

    Bom, lá pelos idos de 2002, quando eu entrei no Ensino Médio, já era fã de Legião Urbana, me achava o Eduardo, queria ser como Johnny, não gostava de meninos, só meninas, mas não achava nenhuma que quisesse me ensinar quase tudo o que hoje sei. Piá de prédio que eu era, vivia entre meus complexos de inferioridade típicos da idade e minhas paixonites pela menina mais bonita da sala.

    Mas, em 2002, conheci um cara que se tornou o meu melhor amigo. Não sei como escrever isso sem soar muito gay, mas a presença dele na minha vida mudou minha personalidade, pois, além de ser mais velho, era bastante oposto de mim: fazia sucesso com as meninas, era comunicativo e extrovertido, ao menos na maior parte do tempo. Eu, tipicamente japones que era, era tímido, fechado, nem sabia conversar direito.

    Mas tinhamos coisas em comum, ou nunca nos tornaríamos amigos. Ele também era fã de Legião Urbana, e, bom, também se apaixonou pela menina mais bonita da sala. Lembro que ele adorava “Giz”, que não eu, piá que era, não tinha ainda aprendido a gostar. Achava muito lenta, sem ritmo, e preferia pular gritando “e eu odeio química!”

    Mas, um dia, estava deitado na cama ouvindo mais do mesmo, quando eu deixei “Giz” passear pelos meus ouvidos… E ela foi entrando, e desencadeando tudo: o que eu sentia pela garota, o que eu achava do meu amigo, e eu só fechei os olhos e senti. Acho que ouvi mais umas duas vezes enquanto escrevia um poema, que deve ter sido o primeiro da minha vida. Era um acróstico (com o nome da menina, claro), bem ruim, na verdade, mas que na época eu adorei, que falava sobre o amor e devoção pela menina, e sobre a dor de não ser correspondido. No dia seguinte dei ao meu amigo, afirmando que eu tentei traduzir em palavras o que ele sentia por ela. Não deixava de ser verdade, pois era ele quem gostava de “Giz”, não eu, então era praticamente dele o poema. Mas é claro que tinha tudo o que eu sentia também, com a certeza que jamais seria correspondido. Dei a ele o poema, que ele deu à menina, me dando os créditos, é verdade, mas reafirmando a minha versão que seria dele para ela.

    E a história era essa. Acabou que nenhum de nós ficou com a menina, mas ele arranjou para um outro amigo nosso, ou seja, nós realmente éramos meio parecidos. E, bom, alguém pode afirmar que a música não teve influência na história, que qualquer música poderia ser utilizada no contexto, mas eu retruco dizendo que foi por ser uma bela música (como hoje consigo ver) da Legião Urbana que ela conseguiu despertar todos os sentimentos E, bom… “Eu rabisco o sol, que a chuva apagou… acho que estou gostando de alguém…”.

    Ah, sim, e o poema se perdeu nas duas mudanças de computador que eu tive, e, ó memória que me trai, já não lembro mais dele. Mas era ruim, eu garanto… era algo assim:

    Amo-te como o último suspiro
    No entardecer final da existência
    Ainda que me ignore

    Caminho, e penso em você
    Adormeço, e vejo você
    Respiro, e sinto você
    Ouço atentamente suas palavras de desprezo
    Leio em seus lábios um nome que não é meu
    I….

    E eu não lembro o resto, mas o nome da menina era Ana Caroline e o poema era ruim, mas não tinha como esquecê-lo totalmente…

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  41. Danilo

    Ah, e desculpa pelo texto gigante! É que, bom, Legião Urbana…

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  42. O que dizer da primeira banda que ouvi na vida, e como só tinha o CD dois, eu o ouvi algumas centenas de vezes, apesar disso não tenho uma relação tão viceral como a da autora e dos que aqui comentam, mas não há como não dizer que Renato não participou da minha vida, e ter influenciado a minha forma de ser, pensar e escrever

    Bem, sei que esse post colocou Legião na playlist de novo. rs

    Bom te ler.

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  43. Cara, que emoção ler esse post e, de quebra, ler todos os comentários.
    Legião Urbana sempre foi muito importante na minha vida, nos momentos deprês, nos momentos felizes (e que raiva me dava quando diziam que Legião era só depressão, “Vamos fazer um filme” tá ai pra desmentir isso!)…
    Pra falar a verdade, eu nem lembro COMO eu comecei a escutar (escutar mesmo, de ficar fanática), mas eu sei o quanto sinto forte na minha vida. E o quanto me sinto órfã do Renato Russo (como a comunidade do orkut)…

    Meu gato se chama Renato, por causa dele… E quando eu me mudei, os únicos CD que não abri mão de trazer, foram os da Legião… Me acompanham e me acompanharão sempre… É incrível como depois de muito tempo sem escutar, se eu leio algo sobre a Legião ou o Renato, dá uma puta vontade de ouvir, e é só começar que passo o mês inteiro ouvindo só só e somente só Legião.

    Meus irmãos tiveram a chance de ir nesse último show que fizeram em Brasília (eram pirralhos de 14 anos e estavam passando de skate por aí), eu ainda estava longe de começar a ouvir meu tão querido Renato… Mas tenho muito orgulho de poder tido a oportunidade e vontade de sentir tudo que esse gênio passa nas suas músicas, todo o amor, a paixão e a vontade de mudar o mundo, pelo menos um pouquinho dele.

    Soldados foi tema de uma das coisas mais importantes da minha vida, de descoberta, de MUITO medo e foi uma música que me confortou muito e me deu muita força pra enfrentar o que viesse pela frente, e acho que é uma das minhas músicas preferidas. Tempo Perdido é incrível também, começa a tocar e já te traz tudo que é tipo de sensação… E Dezesseis é a que mais me emociona…

    E eu achei que se eu fosse comentar, ia sair algo pequenininho, mas pelo visto (não só pra mim), é começar a falar da Legião que você se envolve e se perde na linha do tempo/espaço.

    Conheci o blog hoje e já posso dizer que ganharam uma leitora assídua!

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  44. Olá Srtas, como esão? Leio o blog d vez em qdo, conheci pelo DN.

    Urbana Legio Omnia Vincit ou Ouça no Volume Máximo?? Duas frases que estão em todos, ou qse discos/cds da Legião….

    Aprendi a gostar de rock com 5 ou 6 anos de idade, ouvindo em vinil coisas como Cazuza, Barão Vermelho, Santana, Pink Floyd, Nenhum de Nós, Ira!, Plebe Rude, Mutantes, Capital Inicial e Legião além de Black Sabbath, e claro, Beatles (1º que ouvi foi Abbey Road).

    Bom, voltando a Legião, comecei a ouvir com Dois, tanto LP qto a fita cassete original (q não lembro onde foi parar XD).

    E hoje em dia estou comprando os LP’s (Por enqto tenho só O Descobrimento do Brasil, Que País é Este 1978/1987, Dois e As Qautro Estações novinhos, nunca foram ouvidos) mais pra ter do q ouvir, apesar de ter um compacto q tem vitrola q ainda funciona.

    Sobre o karaokê, realmente devemos ter vergonha, mas que era bom e aproveitamos, isso é, como qdo tirei 90 cantando Eduardo e Mônica.

    Também enfrentei certo preconceito da minha mãe ao ouvir algumas músicas da Legião, apesar de ela gostar de outras como Faroeste e Índios…

    Algumas músicas q foram temas d da minha vida: Que País é Esse (usei como música de fundo durante a apresentação de um trabalho sobre política), Faroeste Caboclo (decorei mais pra ganhar uma aposta, mas valeu a pena pois consegui me aproximar de uma certa garota no colégio, mesmo quebrando, e feio, a cara depois), Eduardo e Mônica (que descreve mais ou menos oq procuro numa garota), Quando o Sol Bater na Janela do Seu Quarto (por uma amizade perdida…), to ficando nostálgico demais, e acho q já me estendi muito….

    Um abraço e May the force be with you.

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