Revendo Conceitos
Meu nariz torceu 360 graus quando eu peguei nas mãos o livro “Uma vida inventada“, pra ler e dar uma palavrinha sobre. O que diabos eu ia querer com a biografia da Maitê Proença? Botei na mesa e ficou alí, com os depois-eu-vejo-faço-arrumo-termino.
Eis que, na mesma tarde, como que propositalmente, meu computador na agência resolveu ter um piriri. Faltou bater o pézinho: “Não ligo, não ligo e não ligo! Boba!”
Botei o bicho pra consertar e fiquei no aguardo. Olhei pro lado, e a Maitê me esperando. Peguei, com aquela má vontade de doméstica que trabalha há 30 anos na mesma casa, sabe? Não? Bom pra você.
Depois de devorar 50 páginas num tapa, Fiquei com vergonha. Eu tinha feito com ela exatamente o que eu mesma detesto que façam comigo:
- Pô, você é bonitinha e AINDA POR CIMA manda bem nos textos! LOL
E fiquei matutando a história. Porque diabos a gente tem mania de querer diminuir algum aspecto do outro, quando um em especial se destaca? É o velho papo do nerd feio e tosco, da gostosona burra, ou da modelo tapada.
Na verdade, desde criança você se acostuma com o fato de os malvados serem feios, e as mocinhas lindas e inocentes.
Mas enquanto a bruxa é capaz de inventar toda uma estratégia maléfica pra acabar com as donzelas, as antas não conseguem sequer notar o perigo. Branca de Neve vai que vai na maçã oferecida por uma velha mendiga toda torta, e Bela Adormecida enfia o dedo na agulha na maior fanfarronice. Lôra, linda e burra. Bah.
O livro da Maitê é ótimo. Bem escrito, interessante, engraçado e profundo. Assim como a história de vida dela, que me surpreendeu. Mais uma vez como acontece comigo, por exemplo, ao falar da época em que sofria de bulimia:
– Nossa, sério!? Mas você!? Nem dá pra imaginar.
E se eu tivesse uma verruga na ponta do nariz, daria?
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Pra terminar, uma promoção relâmpago, pra quem ficou curioso: tenho um exemplar do livro, pra presentear um leitor ou uma leitora aqui do Subs. Eu mesma peguei a maldita fila de uma hora e meia pra conseguir um autógrafo no bichinho, como vocês podem ver nas fotos abaixo (clique para ampliar):
Pra ganhar, basta completar, nos comentários mesmo, o trecho que eu vou transcrever aqui. A continuação mais criativa leva!
A frente da casa estava impressionantemente igual. Estranho, pensou a menina. Como é que a vida podia ter virado do avesso, e justamente naquela casa, onde tudo havia acontecido, nada ter se alterado? Permanecia solidamente em pé, como se fosse um lugar seguro, como se tivesse esse direito depois de ter deixado que tudo se desarrumasse na existência de seus moradores. Casa de merda. Servira de palco para “aquilo” e agora estava alí, impávida, invulnerável.
Boa sorte! ![]()










[chato]“Meu nariz torceu 360 graus quando eu peguei nas mãos o livro “Uma vida inventada“”
Se o nariz torceu 360 graus ele não torceu ficou na mesma [/chato]
O livro vem com autografo seu também? se vier aposto que vai ter muito mais interessados.
Maldita cabeça oca que não sai nada….
Eu disse que ele torceu 360 graus, e não que ele girou.
Imagina a torcida.
Não adianta Mirian, tu pode disfarçar e tudo mais mas eu tenho certeza que tu não esse xuxzuzinho das fotos que tu coloca. Tu nunca seria essa gracinha E ótima escritora.
Acho que nunca comentei por aqui, mas sou assinante e acompanho sempre. Já não é a primeira a falar bem do livro da Maitê, então aí vai a minha continuação.
“E “aquilo” aconteceu com tanta rapidez, mas ao mesmo tempo tão profundamente, que agora sequer lembro de como tudo aconteceu. Só lembro que - casa de merda novamente - aconteceu tudo na casa. De merda. O namoradinho, pai, mãe, escola, nunca mais foram os mesmos. “Aquilo” havia mudado toda a minha vida, mas a casa de merda continuava lá, estática, lânguida, tudo como fora um dia. Parecia nem se importar com “aquilo”.”
Abraços
Olá! Este é meu primeiro comentário em seu blog, tenho acompanhado ele nos últimos dias e achei super interessante. Inclusive a parabenizo pela ótima forma em que se expressa com as palavras. É realmente um blog de qualidade.
Bom, achei interessante seu desafio, e vim humildemente postar minha idéia de continuação para historia. La, la la la vai…
” … Casa de merda. Servira de palco para a total destruição da minha família e agora estava ali, impávida, invulnerável.
Em lembrar que há exatamente um ano atrás tudo era diferente. Tínhamos uma vida normal, de fato, éramos felizes. Parecia perfeito demais. Eu nunca me importei de ser criada pelo meu pai e pelos meus irmãos, era até divertido.
Meu irmão mais velho sempre me ajudava com as lições, enquanto o outro cuidava das tarefas domésticas. Nessa época meu pai só chegava do trabalho a noite, assim, durante o dia me ocupava brincando sozinha no jardim.
Não era muito de amizades, meus colegas de escola não se aproximavam de mim, pois devido a um problema nas minha cordas vocais eu só conseguia emitir poucos sons.
Acabei me acostumando a ficar sozinha a maior parte do tempo, mas nunca me importei.
Tudo ia bem, até que um dia meu pai nos apresentou a ela, que em um mês depois se tornara nossa madrasta.
Era uma mulher irritante, todos lá em casa a odiavam, exceto é claro, meu pai.
Nessa época enquanto meu pai trabalhava, meu irmão mais velho se trancava no quarto para fumar maconha. Sabia disso porque já conhecia e detestava aquele cheiro. O outro vivia mexendo no estojo de maquiagens daquela mulher. E ela, que ao invés de fazer as tarefas de casa, ficava por horas conversando com o vizinho. Tudo era muito, muito estranho.
E assim foi por seis meses de pura decadência familiar. Meus irmãos já não se falavam mais. Um já havia assumido sua homossexualidade, enquanto o outro se drogava cada vez mais. E em um belo dia, ao chegar mais cedo do trabalho, meu pai encontra sua mulher com dois homens desconhecidos, que diante do flagrante fingiram serem amigos gays dela, o que foi inútil. Em um gesto de honra à sua posição de marido, meu pai empurrou um deles pela janela do segundo andar, enquanto o outro fugiu com a vigarista. Com todo o ódio por ter sido enganado, ele começou a destruir tudo que via pela frente, e se não bastasse isso, surrou meus dois irmãos por terem omitido tal fato. Eu fui apenas esquecida, mas vendo toda aquela cena, apavorada me escondi porão. O que eu não sabia era que ele só abria por fora. Fiquei presa!
O pior era que justo nesse dia, haviam feito uma denúncia contra meu irmão drogado. Não sabíamos que ele também comercializava drogas. E como era de se esperar, a polícia veio e levou meu irmão, e de quebra meu pai por assassinato. Ressabiado, o mais novo arrumou suas coisas e ao tentar fugir apressadamente, tropeçou e rolou escada abaixo. Na queda teve o pescoço quebrado e morreu na hora. Eu que não podia gritar por socorro, fiquei presa no sótão, onde fiquei até ser encontrada muito tempo depois por policiais que vasculhavam a casa atrás de drogas. Era tarde, eu já estava morta. ”
Tá, eu sei… ficou um pouco macabro. Mas não deixa de ser uma continuação :).
Na próxima eu faço um mais bem humorado.
Aproveitando, gostaria de sugerir algo semelhante. Funciona assim, você posta uma foto e as pessoas criam um conto a partir daquela imagem. É uma idéia!
Beijos…
“Chegou a passar pela cabeça da menina que a culpa de tudo não fosse da casa, que talvez cada um fosse responsável por seus próprios atos, mas o ar de paz e tranqüilidade que emanava da casa era uma ofensa à memória do que aconteceu alí. Não, a casa era a culpada. A menina não era capaz de odiar as pessoas, mas odiava aquela casa. Se não tivesse mudado pra lá ela ainda teria a inocência que a casa lhe tomara. Sim, ela realmente odiava a casa, e a casa pagaria.
A menina estremeceu quando o corretor a convidou para entrar, ela sabia que não era necessário, que bastaria uma palavra sua e estaria tudo acabado. O corretor continuava falando, mas a menina não atentava a nada do que lhe dizia, as vozes que ela escutava eram do passado.
A casa estava vazia e, a despeito de estar desocupada há muito tempo, conservava o cheiro de que a menina lembrava. Seriam desnecessárias as marcas no assoalho para que ela recordasse a posição dos móveis, a estes não havia porque odiar, já eram da família antes de mudarem pra lá. Talvez gostasse de tê-los de volta, mas não eram importantes, apenas o espelho, o que fora de sua avó, era antigo e enferrujado, a velha dizia que só refletia a alma das pessoas. Ficava na parede, acima do aparador. Foi olhando para a marca que o espelho também deixou na parede que, como visse seu reflexo, a menina lembrou que já não era mais menina e interrompeu o palavreado do corretor. Basta! Trate de tudo com os advogados.
Na manhã seguinte, as crianças da vizinhança entretinham-se acompanhando a movimentação e intrigadas com o enorme guindaste laranjado. A comoção das senhoras da vizinhança contrastava com o entusiasmo febril das crianças, e ninguém deu atenção ao grande carro negro estacionado do outro lado da rua, que simplesmente deu partida e se foi.”
Cara#%$¨&*!!!! Ficou muito pesado. Eu pretendia escrever algo engraçado, mas acho que entrei no clima de mistério do primeiro parágrafo. E olha que eu estava pensando em terminar com “Scarlet chora ajoelhada no topo da colina, ao pé de uma árvore, e quando o por do sol pinta o céu de sépia ela apanha um punhado de terra olha para o cér e jura ‘Nunca mais sentirei fome!’”. Bom vou abrir um vinho ler uns contos do Poe e me suicidar mais tarde. Hehehehe.
Bom, meninas, é isso ai, gostei da brincadeira. Conheço o blog há pouco tempo e acho bem legal. O leyout novo deve ter dado um trabalhão e ficou dez, parabéns, mas agora que está pronto bem que vocês poderiam postar com maior freqüência. Se eu ganhar o livro quero uma dedicatória legal, hehehe.
Beijos.
“[...]Casa de merda. Servira de palco para “aquilo” e agora estava alí, impávida, invulnerável.
As recordações estavam incrustadas em cada centímetro de tijolo e concreto, chegando até as fundações da casa, sim ela estava ali, imóvel, impávida, invulnerável mas carregava todo o peso de uma vida inteira. Alegrias, tristezas, descobertas e decepções, só de olhar para a casa, só de encostar na maçaneta o medo e excitação tomavam conta de cada neurônio meu.
Mal conseguia conter aquel misto de alegria e tristeza, a sensação era bem similar a uma taquicardia, mas eu precisava dar aquele passo, precisava enfrentar meu passado e entender o motivo de tudo aquilo, afinal eu não era mais uma criança indefesa, agora eu poderia reagir!
A porta estava aberta, a casa tinha um aspecto de abandono, um cheiro de mofo forte e um disco velho tocando na vitrola, o som era arranhado, aquele disco deve ter sido usado até a exaustão.
“Um dia eu volto… …” foi a última frase que saiu daquele velho aparelho de som. Ao olhar na direção de onde o som vinha, eu o vi. Estava bem mais velho que da última vez, roupas velhas e sujas, parecia um objeto da casa, encaixava perfeitamente naquele ambiente.
“Quem é você? E o que quer?” - ele murmurou, na medida que aquele pigarro preso permitiu, sua voz era tão ou mais velha que a casa, uma voz arranhada, conseqüência de uma vida inteira regada à cigarros e bebidas.
Eu não conseguia responder, uma raiva absurda crescia em mim. Como ele poderia não se lembrar de mim? Mesmo depois de tudo que me fez! A minha vontade era de esmurrá-lo até que sua dentadura virasse migalhas. Velho maldito!
“Ande logo! Fale *aham-ham* quem é você, seu muleque? Eu tenho uma arma!“, era impressionante, mesmo depois de tanto tempo ele ainda conseguia me assustar, me ameaçar. Velho maldito!
“Não se lembra de mim, seu velho maldito?“, finalmente consegui falar. Não era tudo que eu queria falar, mas já era um início.
“Jho…Jhonny boy?“, ele gaguejou! Agora eu iria virar o jogo!
“Eu mesmo! Vim para resolver alguns assuntos pendentes, e você não tem como fugir agora!”
“Ma…Mas o que eu fiz?”
AAAAAAAAAAAAAAHHHHH! Foi apenas um berro interno, mas a minha vontade era berrar até que os tímpanos dele estourassem, até que ele ficasse surdo e morto! Como uma pessoa pode causar tanto sofrimento à outra, e não se lembrar? Como consegue dormir em paz?
“O que você fez? É isso que você quer saber? O QUE VOCÊ FEZ???”
“Jhonny Boy, você está me assustando“, o pigarro dele aumentou, com certeza estava ficando realmente assustado! Vingança!
PLAFT! Um tapa na cara dele, e dessa vez não foi só na minha imaginação, eu realmente estava agredindo aquele velho miserável!
“Você vai me pagar por tudo que me fez! Quero meus R$5,00 por ter cortado sua grama há 20 anos atrás! Seu velho idiota, na época eu acatei sua ameaça e não contei aos meus pais, mas agora estou aqui e quero meu dinheiro!”
Ele não conseguiu me responder, estava morto, deitado no chão enquanto eu segurava a gola de sua camisa. Peguei o dinheiro que estava em cima da mesa e fui embora, a missão estava cumprida e agora eu estava em paz.[...]”
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Heheheheheh Vamos ver no que dá
[...]
E assim permaneceu por muito tempo até que um dia, a menina decidiu que as coisas iriam ser diferentes. Ela viu que a casa estava à venda e na hora já planejou a compra da velha casa que um dia foi de seus pais. Ela queria ter uma lembrança diferente daquele lugar, esquecer o passado e dar uma nova vida à velha casa.
Três dias depois ela comprou a casa, naquele momento dinheiro não era problema e a vontade de iniciar uma mudança radical em sua vida era enorme. Meses depois a casa já estava totalmente diferente, a reforma a deixou mais iluminada e mais alegre.
A menina era também uma nova mulher, com uma alegria contagiante ela vivia na nova casa feliz com seus quatro cachorros. Depois de superar todos os problemas, ela percebeu que tudo o que aconteceu no passado fez com que ela se tornasse uma pessoa muito mais forte e pronta pra enfrentar qualquer desafio.
Conto de fadas =D
continuação: …mas era ao mesmo tempo, tão estupidamente simples, tão natural que assim fosse. Ela não abrigava nenhum fantasma.Ele estaria sempre perto de mim.
Aqui vai a minha primeira contribuição no seu blog, Mirian:
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“De certa forma, morria de inveja daquela casa. Enquanto os meus tijolos de felicidade ruíram enquanto morava nela, a casa parecia gozar de uma juventude eterna. Pensei comigo: por que ela não foi uma amiga pra mim? Ela tem alguma parcela de culpa em presenciar aquele show de horrores e simplesmente não fazer nada a respeito?
A vontade que eu tive foi de derrubá-la com os meus próprios punhos, com a poderosa ajuda da minha raiva. Mas eui sabia perfeitamente que isto era impossível. Ela continuaria ali, sorrindo silenciosamente da minha desgraça”.
Geralmente temos a mania de subestimar a capacidade de outrem. Quem diria, por muitas vezes damos com à cara na parede e nem mesmo percebemos..
Acabei de reler a minha continuação da historinha e reparei que deixei de escrever algo que, em sua ausência, deixa o final um tanto quanto sem sentido. Ofereço, portanto, um último parágrafo mais completo:
“Na manhã seguinte, as crianças da vizinhança entretinham-se acompanhando a movimentação e intrigadas com o enorme guindaste laranjado. A comoção das senhoras da vizinhança contrastava com o entusiasmo febril das crianças quando a grande massa de metal pendurada ao “braço” do guindaste balançou de lado a lado tomando impulso e chocou-se com a frente da casa derrubando de um golpe só toda a frente do segundo pavimento. Do outro lado da rua ninguém deu atenção ao grande carro negro, que satisfeito, simplesmente deu partida e se foi.”
Que desatenção não ter destruído a casa ontem…
A frente da casa estava impressionantemente igual. Estranho, pensou a menina. Como é que a vida podia ter virado do avesso, e justamente naquela casa, onde tudo havia acontecido, nada ter se alterado? Permanecia solidamente em pé, como se fosse um lugar seguro, como se tivesse esse direito depois de ter deixado que tudo se desarrumasse na existência de seus moradores. Casa de merda. Servira de palco para “aquilo” e agora estava alí, impávida, invulnerável.
Aquela ausencia de evidencias a perturbava. É bem verdade que gostamos de provas de que algo realmente aconteceu… desde os trabalhos de escola, das anotações no caderno de aula, aquele rasgo no caderno que foi feito com a caneta num lapso de raiva por não conseguir responder aquela quentão de matemática ou aquela página que ficou suja depois que o livro caiu no chão depois que o Marcelo a ofendeu ou o papelzinho de bala que esconde um segredo… tudo deixava provas físicas e essas provas certificam a distancia entre a realidade e a fantasia.
A menina procurou evidencias, algo que lhe confirmasse a razão e a certeza. Qualquer coisa fora de lugar ou quebrada, qualquer coisa… em vão… a serenidade daquela casa estava desrespeitando todos os seus sentimentos.
Parabéns pela idéia.. escrevo pouco mas quero participar!! Bjs
Caramba, mas esses meus leitores são por demais criativos, meu povo! Continuem postando, tô me divertindo aqui com as continuações, o vencedor será anunciado na próxima terça, hein!
Bjos!!
A menina suspirou. Não havia nada mais a fazer. Ainda que continuassem paralelos, aqueles dois prédios sempre pareceriam tortos. A arquitetura colossal da esplanada que se erguia frente aos seus olhos não era mais a mesma coisa. Talvez nunca tivesse sido. Nada mudou, tudo continuava igual. Mas ela agora descobria que o mundo dela não era mais aquele. Acontecia o tempo todo, com quase todo mundo daquela casa. A casa não se dava mais o respeito.
- Vamos embora, mãe. Vamos embora de Brasília.
nuss ai simm…. o povo tah q tah em
ate quando pod posta o comentario aki pra concorer ainda ?
ate segunda anoit??
auhauhuahuahuahuahuah
abraço
Continuando:
“Mas hoje tudo iria mudar. Ao final do dia não existiria mais casa para ela. Ela decidira fugir daquelas paredes a muito tempo, mas algo sempre a impedia. Hoje não, ninguém impediria a menina de fugir. “Fugir?” ela pensa, “Não preciso mais fugir, eu estou saindo. Até nunca mais, casa horrorosa!”. E seu ultimo ato foi agachar-se e pegar uma das inumeras pedras que estavam espalhadas pelo jardim mal cuidado e quase completamente sem grama, ao arremessar a pedra surpreendeu-se ao ver o vidro de uma das janelas quebrar e disse para si mesma: “Brilhante! Nunca mais acerto uma dessas!”.
Ao acender as luzes e começar o movimento dentro da casa, corre rua a baixo em busca de sua nova vida, retomando parte de uma infância perdida e assumindo para si, toda a responsabilidade que a liberdade pode trazer.”
Bah, fila de uma hora. Ainda bem que todo brasileiro adora filas.
A Maitê tem realmente uma história de vida diferente do que pensamos,até o caso do pai dela ter matada a mãe dela e talz,depois as viagems de moto mo onda
Bah,tô sem criatividade pra continuar esse texto.
“Lembrou-se de do livro que havia lido. A história que ela teve que continuar para poder ganha-lo na promoção feita pela Mirian do Substantivolátil.com. Aquilo lhe deu forças para ir de encontro a casa. Um pé apos o outro. Pensava que assim como seu personagem que ela ajudou a dar vida no blog, ela também tinha suas forças interiores e que nada a abalaria, mesmo que ‘aquilo’lhe viesse a tona ao abrir a porta.
De pé diante da porta. Coração num pulsar violento. As lagrimas já não podiam mais ser contidas.
Mão na maçaneta. Girou. Ficou imovel por alguns segundos, que pareciam horas para ela. Ao empurrar a porta, o seu mundo desabou. Sentiu tudo escurecer. Estava fora de si.”
Realmente, muitos pensam que beleza é o oposto de inteligência. É triste isso. E volta e meia, cometemos a mesma injustiça com pessoas como a Maitê!
Estou louca para ler o livro dela!!!
Gostei muito do post que você escreveu!
“Camila morou ali desde que foi adotada, aos 7 anos. Era o exemplo da família. Boa filha, boa aluna, boa amiga, sempre muito bem educada, inteligente, e simpática, conquistou a todos, menos suas irmãs mais velhas, Alê e Nati, que não suportavam a idéia daquela garotinha chegar roubando o espaço que era delas. Desde que Camila se conhece por gente, as irmãs sempre tentaram apagar o brilho que ela tem. Mas Camila, uma garota esperta, não caía nas armadilhas. Até que numa tarde ensolarada de sábado apareceu Gustavo. Era um rapaz lindo. O príncipe encantado que Camila sempre esperou. Poucas semanas após se conhecerem, começaram a namorar. Camila parecia estar fora de si. O tempo que ela antes dedicava aos estudos, agora era dedicado ao namorado. Um dia seu pai foi viajar a trabalho, e pediu para Alê e Nati tomarem conta da irmã, não deixarem-na sozinha com Gustavo. Pois foi exatamente o oposto do que fizeram. Vendo ali uma oportunidade da garota perder o posto de filha perfeita, as irmãs mais velhas saíam todas as noites, deixando os namorados super à vontade. No mês seguinte, a menstruação não vinha. Camila, desesperada, fez aquele exame de farmácia: deu positivo. Ainda com a chama da esperança acesa, foi até o médico fazer o exame: positivo também. Camila entrou em choque “Como eu, a filha perfeita, vou falar pro meu pai que estou grávida?”. Então guardou esse segredo o maior tempo possível, até a barriga aparecer. Quando seu pai descobriu, expulsou a garota de casa, e ainda como se não fosse o suficiente, Gustavo a abandonou.
Camila se virou sozinha da maneira que pôde. Deu à luz um filho lindo, porém muito doente. Devido à pouca idade, à falta de experiência e ao tempo que seu filho doente lhe ocupava , ela não conseguia emprego. Ia mendigando de porta em porta, comendo o que encontrava na rua. Um belo dia ela resolveu mexer no passado, pediu carona a um motorista de ônibus e foi até a rua onde morava antes desse pesadelo todo acontecer. E a casa estava lá, intacta, como se nada tivesse acontecido. Seu pai e suas irmãs não demonstravam sentir a mínima saudade, e nem um pingo de remorso.
Camila, desgostosa da vida, abandonou o filho na porta da casa de seu pai, e saiu sem rumo.”
Quando li “aquilo” só consegui pensar “naquilo” kkkkkkkkkkk
Vamos ver quem leva o prêmio.
Eu sou do tipo que elogia dizendo:
- Você escreve bem e ainda por cima é linda.
Não que uma característica se destaque mais que a outra. É que a inteligência ainda é o maior afrodisíaco, a coisa mais atraente em uma mulher.
a xicara ficou igual do quercafe.com heheheheh
blog copy style
“- Você escreve bem e ainda por cima é linda.”
nossa!! se escrever bem é falar palavrões e não ter um pingo de respeito por seus leitores… uaaauuu!!! to pasmo!!
então o Brasil está cheio de bons escritores!!
e quanto à beleza, cada um tem a sua preferida!
boa sorte pra você..
realmente precisará!
Interessante a idéia do Higor, uma foto, uma história… Bom, se for a Maitê de biquini ou a Miriam de mai^^ô vai ficar engraçado…. No caso, deixei a adaptação literária para o Igor, que ganhou o prêmio do corcunda de castelo mais culto da Transilvânia Superior… Enquanto isso vou procurar alguma loira (as loiras são mais fáceis de serem hipnotizadas, pois elas já vivem dormindo mesmo…) para me reabastecer de tipo O positivo… Voei…
Bom, começando do começo inicial - “Castelo de merda. Servira de palco para “aquilo” e agora estava alí, impávido, invulnerável.”
Depois que os comunistas chegaram e transformaram nossa velha casa num ‘centro de treinamento olímpico’ só me restou ficar ali, assistindo a Nádia Comanecci dando piruetas e mais piruetas… Como meu patrão pertencia à casa ‘dominante e exploradora’ da nobreza transilvana, o camarada Von Deluboniz, manjado lobisomem, caçador de virgens indômitas, e nas horas vagas sem lua cheia representante do partido na região, ameaçou fincar-lhe uma estaca na… se ele teimasse em continuar residindo ali, então meu mestre tentou destruir o seu velho lar com seus poderes vampíricos, mas a energia castelária era tão forte que o castelo de merda se recusou a desaparecer, e acabou virando centro de treinamento para as atletas de partido único… Enfim… Só nos restou pedir a ajuda da nossa grande amiga, a súcubus Miriana, uma grande maga arcana e ‘botânica’ de primeira também, que, através de seus muitos ‘contatos’ no partidão, conseguiu nos retirar de Ceaucesculand e nos mandar primeiro para os States, aonde devido à um erro na Aduana, o esquife (caixão) do mestre acabou indo parar em uma igreja evangélica aonde estava sendo realizado o funeral de um camarada morto por um leão, ao invés de ir para a suíte presidencial do Hilton Hotel… Não sei porque, foi uma correria danada, parecia um pega na geral, quando o mestre abriu a tampa do esquife e cumprimentou à todos com seu solene e majestoso ‘boa-noite’… Eles ficaram brancos de repente, apesar de serem todos negros, e saíram numa carreira desabalada, aliás, devem estar correndo até hoje… Enfim, depois de marchas e contra-marchas, conseguimos aportar em terras tupiniquins e o mestre arrumou um bom trabalho no Ministério da Saúde e estamos todos felizes, graças à Lilith, mãe e protetora dos vampiros e vampiras da atualidade atual e passada… E eu arrumei uma bela anã corcunda e caolha do Circo Garcia com quem me casei e tive 7 lindos anões, contratei uma gostosa chamada Branca para trabalhar lá em casa, mas aí ela… Bom, mas isso é uma outra história, para outro dia… Um abraço Dona Miriam e recomendações minhas e de Sua Excelência O Conde para vossa também sapiente irmãzinha… Au Revoir! ‘Isso é que é corcunda de castelo culto hein? Fui….
@adalberto
Hahahahaha.
A parte realmente divertida é que eu só respondi uma observação do texto, não dirigi o elogio a ninguém em especial. Se você se referia a Mirian na crítica, ela realmente satisfaz muitíssimo bem a afirmação, mas, à princípio, foi um comentário genérico.
Agora fico me perguntando, será você um sujeito triste, ou só imbecil mesmo?
“A frente da casa estava impressionantemente igual. Estranho, pensou a menina. Como é que a vida podia ter virado do avesso, e justamente naquela casa, onde tudo havia acontecido, nada ter se alterado? Permanecia solidamente em pé, como se fosse um lugar seguro, como se tivesse esse direito depois de ter deixado que tudo se desarrumasse na existência de seus moradores. Casa de merda. Servira de palco para “aquilo” e agora estava alí, impávida, invulnerável….”
Pegou seu marido, que estava esperando ao seu lado pensar tudo isto aí de cima, e o puxou para dentro. Dizendo: Não transar no primeiro dia da casa pseudo-nova, dá azar.
Mirian, eu quero o livro!
bonito hein!
nem respondeu o comentário dos irmãos Grivol no post do ‘literalmente’.
e olha que um veio lá da Irlanda!
até mais, MIRIA! =]
Mi, vim ver seu blog, e hoje vou comentar pq sofro do mesmo mal que vc… Das pessoas acharem que somos lindas e delicadas e frágeis (Pfff…sabe de nada), e nada de mal nos atinge e muito menos fazemos coisas que eles fazem…
Enfim, vou te contar um causo pra vc ficar tão pasma quanto eu fiquei quando ouvi…
Vou de microonibus todo dia pra facul né…Todos os dias a galera coloca o dvd do Vitor e Léo pra tocar (Bem alto!).
Essa semana, quando colocaram (de novo) eu soltei um “Affff” daqueles que vc solta quando realmente não aguenta mais um negócio e é obrigada a ouvir-fazer-ver-ler mesmo assim…Enfim…
Do meu lado, estavam sentados dois amigos “Roqueiros” de tudo, curtem korn, ozzy e umas coisas doidas sabe!
Eis que a menina vira pra mim e diz “Vc não curte Vitor e Léo, Dê??” (com tom de indignação), daí eu falei “Não”.
O menino que estava sentado ao lado dela, me conhece a mais tempo e disse (pasme): “Ah, Carol (nome ficticio ahahaha), ela é loira, mas ela curte o mesmo som que a gente!!”
Fim …
aiuhauihauihai
V! - Vê se eu mereço!!
ahahahaha
Beijo Mi!! Tá muito bom seu blog!
“A frente da casa estava impressionantemente igual. Estranho, pensou a menina. Como é que a vida podia ter virado do avesso, e justamente naquela casa, onde tudo havia acontecido, nada ter se alterado? Permanecia solidamente em pé, como se fosse um lugar seguro, como se tivesse esse direito depois de ter deixado que tudo se desarrumasse na existência de seus moradores. Casa de merda. Servira de palco para “aquilo” e agora estava alí, impávida, invulnerável.”
“Percebeu, porém que as arvores estavam menores, que as ruas ficaram mais estreitas. Talvez o tempo não tivesse a deixado perceber o quanto ela cresceu. E que tudo aquilo que ficou pra trás parou no tempo.
Talvez um sinal de que ela evoluiu, ou que a vida parou, Percebus que o tempo em que ali morou sozinha foi relamente marcante.
Achou melhor não se envolver mais com velhas lembranças, desligou o DVD e foi dormir.”
adoro os textos das duas. eu fucei MUITO essa internet atrás de uns blogs bacanas e esse aqui foi um dos POUCOS q me agradaram. o blog é mt bonito, os textos sao gostosos de ler, divertidos msm, e não só “txts pelos txts”.
ademais, me identifiquei com vcs, por sermos mais ou menos da mesma idade (tenho 19) e tb por eu ter um blog.
to sempre lendo.
e, a proposito do txt, estereotipo é estereotipo. incrusta na cabeca MESMO. infelizment
=[
bjao
Show de bola o novo layout do blog!
Segue a minha contribuição:
“Isso só vêm a provar que realmente não devemos nos apegar a nada terreno, casa, dinheiro, carros, essas coisas sempre ficam enquanto estamos a nos destruir por elas, deveríamos ter nos empenhado na união e tornado essa casa num palco de amor e compreensão.
Infelizmente não foi assim, há coisas que devem acontecer e essa é uma delas. Hoje não entendo o porque, mas um dia saberei o motivo de todo esse estrago em nossas vidas. Só espero que ainda haja uma chance de reconstruirmos o que nos foi tirado e que nossas lembranças possam ser substituídas a tempo.”
A frente da casa estava impressionantemente igual. Estranho, pensou a menina. Como é que a vida podia ter virado do avesso, e justamente naquela casa, onde tudo havia acontecido, nada ter se alterado? Permanecia solidamente em pé, como se fosse um lugar seguro, como se tivesse esse direito depois de ter deixado que tudo se desarrumasse na existência de seus moradores. Casa de merda. Servira de palco para “aquilo” e agora estava alí, impávida, invulnerável.
O que fazer ela pensou. Entrar e acabar com aquele insuportável equilíbrio ou então aceitar que certas coisas nunca mudam?
Assim ela seguiu, afinal já estava em frente àquela que um dia já chamou de casa. E será que ainda tinha este direito? E que bela casa ela pensou, o cenário perfeito para grandes discussões familiares, grandes jantares que superariam qualquer história de Nelson Rodrigues e também cenário para aquilo que ela tentava esquecer a qualquer custo. Afinal, nesta casa foi onde tudo começou, se ela estava naquela situação foi porque um dia ousou chamar aquele local de lar. Caso não tivesse acredito em seus moradores ou então se tivesse pedido ajuda em outra casa, talvez ainda pudesse estar com seu irmão. Mas quem desconfiaria daquele casal tão simpático, tão comum, tão… Seriam eles capazes de cometer tal atrocidade com seu irmão?
Uma lágrima escorregou de sua memória, mas aquele local não merecia sua tristeza, pois agora era a hora de juntar forças para fazer o que havia de ser feito.
Uma arma não deveria ser brinquedo para uma menina. Ela entrou na casa e ao avistar seus 2 moradores agiu sem hesitar. A certeza de que eles haviam matado seu irmão lhe deu forças para puxar aquele gatilho. E assim estava encerrada aquela cena da forma mais grotesca que alguém poderia imaginar. Dois corpos estirados no chão, uma menina com uma arma e uma bela casa.
Quem poderia imaginar que a casa mais velha do vilarejo seria uma das únicas sobreviventes da enchente. Como ela poderia recomeçar sua vida, sozinha, se ainda existia aquele monumento, quase uma escultura em homenagem à morte.
Eu não vou viver nesta merda ela gritou. Assim, como se as palavras tivessem o poder de alterar a realidade a casa desmoronou. “Aquilo” estava encerrado. Agora ela não tinha para onde voltar, seu futuro era incerto, mas ela sabia que qualquer coisa seria melhor do que ficar naquele vilarejo.
Casa de merda. Vou embora daqui e viver de novo minha vida.
cliquei lá só pra puxar teu saco!
pq adoro vc!
bjo
Tá na cara que isso é jaba da riot….
Talvez quem a olhasse de fora ainda visse a bela casa de antes. Para a menina, no entanto, seria impossível ve-la dessa maneira. Mais impossível ainda seria senti-la como seu reduto como por tanto tempo o fôra, antes que o seu mundo ruísse. E então, o que fazer? Sentir a raiva crescendo só lhe trazia mais mal estar e sofrimento. Quis morrer(literalmente), mas, sabia ter alguém ainda mais frágil que seu pequenino ser a depender de si. Então, enxugou as lágrimas e reuniu a última gota de coragem que lhe restara e decidiu reconstruir seu mundo. Revestiu-o com uma fortaleza de pedra para que nada mais o atingisse, e a partir desse momento, até hoje, escolhe a dedo quem pode nele adentrar.
Caramba Maitê tá com a maior cara de choro, o que você falou pra ela ? ” quando eu for velha ser igual a você ? ” …
Puxa Mirian que tarefa difícil, até qdo dura a promoção? preciso bolar algo muito, mas muito criativo pra agarrar este livro!!!
Até
Se existisse algum jeito de se vingar, faze-la sofrer, sentir as dores, os mesmos medos, a angústia. Mas, como torturar algo feito de madeira e sem coração? O ressentimento estava guardado em apenas um lugar, a menina sabia muito bem onde. E pensar que agora era ela a responsável pelo casarão. Seu nome agora consta na escritura, como proprietária, dá pra acreditar? Como as coisas mudam! De vítima à dona. A herança não poderia ter vindo em melhor hora. Hora de acertar as contas, onde a devedora tem que pagar um preço muito alto, ladra de vidas.
O passado não vai ser apagado, muito menos esquecido.
A vida de agora, incrivelmente, é o oposto da de antes, mas ainda traz marcas.
Inúmeros pensamentos ainda dominam sua mente, dúvidas, incertezas, a menina ali fica… imobilizada… é então interrompida por uma voz:
- “E então moça? Já decidiu? O que vai ser da casa?”.
- “Pode derrubar”.
“A frente da casa estava impressionantemente igual. Estranho, pensou a menina. Como é que a vida podia ter virado do avesso, e justamente naquela casa, onde tudo havia acontecido, nada ter se alterado? Permanecia solidamente em pé, como se fosse um lugar seguro, como se tivesse esse direito depois de ter deixado que tudo se desarrumasse na existência de seus moradores. Casa de merda. Servira de palco para “aquilo” e agora estava alí, impávida, invulnerável…”
…tomada de raiva e ódio amaldiçoei a casa, praguejei alto e para todo mundo ouvir. Casa odiada, casa suja, casa maldita! Casa maldita sim! Casa maldita e desgraçada! Caminhando de volta ao hotel eu só conseguia pensar na casa com um amargor que me consumia, com um desespero angustiante, totalmente tomada por tudo aquilo que veio à tona quando vislumbrei aquela construção infeliz. Foi então que eu compreendi, sem nenhuma mágica ou esforço filosófico, apenas observando as muitas coisas que aconteciam à minha volta, que a casa não era culpada por tudo que me aconteceu, por tudo que aconteceu com minha família. A casa estava lá com suas paredes finas, mas eu gritava. A casa estava lá com sua porta de vidro, mas quem a bateu fui eu. A casa estava lá com seu sótão escuro e triste, mas o choro era meu. Percebi que era besteira pensar que a casa entristecia, enfurecia e descontrolava seus hóspedes, percebi que assim como o mundo, a casa apenas estava lá, e fomos nós que a transformamos em inferno.
Ae, galera, como ainda tem gente enviando, decidi anunciar o resultado na quinta, pela manhã, hein!!
Bjos!
aimeudeeeeeeus… tô na maior expectativa. Bora esperar, fazer o q?
Casa de merda. Servira de palco para “aquilo” e agora estava alí, impávida, invulnerável…
Nada me restava a não ser devolver a ela todo o sofrimento, era hora de destruir as lembranças,apagar com chamas todos os gritos e todas as brigas.
Abri o porta malas do carro, reitirei uma garrafa de gasolina que estava alí caso faltasse durante a viagem de volta a cidade natal. Cheguei até a porta e retirei de debaixo do tapete velho, uma chave. Mania de minha mãe colocar uma chave reserva embaixo daquele tapete de 1,99 comprado na feirinha da rua Cegala. Entrei e lembrei da minha infância correndo pela sala, rolando no chão com minha mãe, de momentos alegres, mas logo lembre do que realmente aquilo tudo significava para mim.
Agora todos os moveis cobertos com tecidos, retirei um por um, e vi novamente a mesa de jantar,a poltrona, e o banquinho que eu usava para tocar violão.
Fui derramando gasolina sobre a mesa, e todas aquelas lembranças. Chegando ao jardim, a grama já alta, avistei a ávore que foi simbolo do meu primeiro amor, meu nome ainda estava lá, feito com um canivete suíço, presente de tia Adélia. Encostei minha cabeça nela e alí fiquei por alguns instantes, de repente um flash passa pela a minha cabeça, lembrei de meu cafofo, para onde eu me recolhia quando as brigas de meus pais ficavam mais violentas, era um lugar até então perigoso, o forro da casa.
Com um pouco de dificuldade consegui subir,e matei a saudade das minhas bonecas que assim como a casa pareciam ter parado no tempo,chorei, e espalhei gasolina sobre o forro.
E ao final cheguei a parte da casa que mais me feria, o quarto dos meus pais. Foi lá numa noite de 1983 que ao perceber que meu pai estava com uma faca, corri para proteger minha mãe, o resultado foi entrar em como durante um mês, a faca que iria matar minha mãe tinha me atingido, ferindo meu pulmão, e me deixando aos braços da morte.
Depois disso, nunca mais vi meu pai,tabém nunca mais fui igual, toda aquela preocupação com o futuro tinha acabado, seguia minha vida, me divertindo a viajando pelo mundo.
Consegui uma carreira respeitada, o meu dinheiro o meu carro, e um noivo, que completa até hoje todo o vazio.
Mas tinha que acabar de vez com o passado, joguei o resto de gasolina. Fui em direção a saída peguei meu isqueiro acendi um diário em chamas, e fui em direção ao carro.
A casa se encheu em chamas, e enquanto os vizinhos me olhavam aterrorizados, entrei no carro liguei o som e saí cantando pneus, sorrindo com o vento aos meus cabelos.
Casa de merda, já me roubou a vida uma vez, quero ver depois dessa!
Mas a casa tinha um segredo. Continuar com a mesma “cara” era a forma de esconder sua metamorfose. Invulnerável, sim. Imutável, não. As transformações que aconteciam dentro e fora dela serviam como energia para que pudesse camuflar sua inércia no tempo.
(Quem achou que fala-se de sentimentos humanos? A personagem é a casa e, não fosse por ela, nada aconteceria. - “Casa de merda”. “Ótimo, continuem pensando assim”. Dessa forma, passo pela singularidade inofensiva e sugo toda a energia que está perto.)
Mas, depois “daquilo” que sempre acontecia na casa, nada melhor que um cigarrinho para relaxar. Mas, opa, cadê essa porra de cigarro. Caiu na cama. Tá queimando tudo. Ô vício maldito. A casa está pegando fogo…
E a casa ardeu e libertou-se de si mesma porque estava de saco cheio de ser “a casa”. Tornou-se ausência de si mesma… ou não.
Cadê o resultado???
Vou chamar o MST pra invadir sua casa e exigir a reforma literária!
Pessoal, parabéns a todos, vocês mandaram muito bem!
Mas devo admitir que, com essa minha quedinha para o nonsense e o humor, o texto do Vinícius Costa me conquistou pela originalidade! UAUahuHAUhauhA
Parabéns Vinícius!!!
Me manda um email pelo formulário de contato, pra gente combinar os detalhes do envio do livro, ok!
Bjos pra todo mundo, e valeu pela participação, galera!
HAHAUHAUHAUH, é verdade, a história do cara ficou totalmente nonsense e engraçada. Também gostei dadele. boa escolha. E parabéns pro Vinícius. Até.
Quero deixar aqui os meus sinceros agradecimentos
Finalmente consegui ganhar alguma coisa na internet (além de vírus, spy-wares e trojans).
Muito obrigado 
Congratulações caro Vinicius, seu texto realmente foi muito criativo… E, é mesmo, a WEB tem boas coisas à oferecer como os textos da Miriam e os da Maíra, e às vezes ganhamos coisas boas por ela… Genial essa idéia da Bottan-girl de fazer uma premiação literária via-blog… E eu espero um novo texto da bela Maíra para breve também…
D.
Parece impossivel mas conseguiu deixar a Maitê Proença feia perto de você!
[...] No sábado, ao chegar ao Newscamp, fui recebida com comentários de que minha aparência não era mais de mais mãe e sim de executiva. E muita gente só puxou papo mãe comigo por conta do Desabafo de Mãe. Aí lembrei -e como não - dos estereótipos que se formam e dos mil preconceitos que rondam as pobres das mulheres que escolhem ser mais de uma coisa na vida. Eu sempre fui jornalista, antes de ser mãe, sempre fui militante das causas que acredito, não sou politicamente correta (embora busque ser ética), sou consumista quando dá na telha (já disse que é meu lado B) e uma espartana quando acho bom sê-lo, sou meio irmã mais velha em tempo integral (Helton e Kaká que o digam), admito que vejo TV (a cabo) e nunca cometi orkuticídio e, mesmo não falando palavrão e nem gostando de cigarro, gosto de ir no bar e tomar chope black da Brahma com amigos. Lembram-se daquela música que dizia Complicada e perfeitinha? Mais ou menos naquela confusão… Bom, não era sobre mim nem sobre o Newscamp. Cumpro aqui um compromisso meu que já está atrasado: contar o ganhador do livro da Maitê Proença. Demorei mais do que tinha prometido, quis primeiro terminar a leitura do meu exemplar. Não li de sopetão como o Max, mas saboreei as aventuras femininas dela. Maitê se mostrou uma caixa de surpresas e eu fiquei honrada por saber que partilhamos o mesmo signo e assustada por notar a mesma espontaneidade e improviso em mim. Digo isto porque, como ela conta no livro, muita coisa boa e ruim adveio do seu jeito prático e meio “não estou nem aí” de levar a vida. Um exemplo foi o primeiro contrato que ela fechou com a Globo, no qual chegou querendo ser protagonista de novela das oito e de cuja reunião saiu com um contrato melhor do que o do Francisco Cuoco (na época, 1979, um galã global). Ela conta que sua negociação rendeu um contrato de 5 anos no qual foi mal-tratada e viveu no ostracismo dentro da emissora, duvidando até da sua capacidade de ser atriz - e ela só se achou na famosa Dona Beija, na TV Manchete. Em outros momentos, suas reflexões sobre a atualidade (como quando fala da China) guardam muita profundidade, mas são apresentadas com leveza, como nas discussões do Saia Justa, sem o peso de quem é catedrático no assunto, mas com a tranquilidade de um papo com uma amiga. Aliás, no mesmo estilo estão as várias lembranças de viagem dela. Quando ouvi Irene Ravache comentar no lançamento do livro (ela esteve lá interpretando trechos do livro enquanto Maitê autografava) que se surpreendeu porque amiga tinha viajado muito, não imaginei que fosse tanto! São incríveis tanto a experiência como mochileira dela, quanto a cultura que ela teve na sua formação familiar. E deve ser por isso mesmo que ela consegue conservar aquela aura de que não sabe de nada, deixando o que verdadeiramente tem de bom para as pessoas que conseguem ver sem preconceito. Li o livro assim e recomendo. Mirian Bottan, que estava comigo na noite de autógrafos, também comentou sobre o livro no post Revendo conceitos. [...]
… E mais estranho ainda, era parar em frente a casa, e com apenas dois passos olhar a vizinhança toda e ver que não só a velha casa, mas tudo naquela rua não havia mudado, mas tudo tinha acontecido, como de costume nas pequenas cidades, a rua continuava igual e segura, como no tempo em que as crianças brincavam até tarde, esperando os gritos de suas mães chamando para entrar, aquela rua ficava segura até demais nas mãos dos amigos de infância.
mas que merda! agora que eu vi que já tinha ganhador –.–