Teoria do Playmobil

playmobil

Orkuteando por volta de 2006, eu dei de cara com uma comunidade que mudou a minha vida. Hiperboleamentos à parte, a parada me apresentou à teoria mais simples e eficaz ever: a Teoria do Playmobil. E depois de me perguntarem por toda a semana no MSN o que diabos é a Teoria do Playmobil,  decidi apresentá-la aos senhores. Preparem-se, aqui vai:

“Nada do que possa acontecer vai tirar esse sorriso do meu rosto.”

Se você  não entendeu, atente para a foto do nosso querido modelo Playma acima.

Se você ainda não entendeu, aqui vamos nós:

Numa semana, recebo várias propostas de projetos absurdamente legais, combino um encontro com uma pessoa que muito me agrada, marco uma viagem, emagreço dois quilos (girl talk) e tal.

Na outra semana, o maior projeto vai pra stand by, a pessoa também, eu quase quebro o nariz e passo dias com dor e, se não bastasse, no único dia que eu resolvo sair, eu encontro o ex de mãos dadas com uma mistura de lacraia com Gretchen, que rebolava ao som do mais fino tuntstunts.

Não era pra voltar pra casa e chorar toda a vida? Óbvio, e foi o que eu fiz, até desabar de cansaço.

Acordei mais inchada que baiacu assustado, mandei o espelho tomar no meio do toba dele e fui pra cozinha. Aí minha irmã chegou de São Paulo. Passei umas boas horas conversando e rindo com ela e com a minha mãe e, de repente, me caiu a ficha do nível de pateticidade dos meus últimos dias.

Quando você tá mal, você se força a ficar cada vez pior. Interneticamente falando, você vai lá e coloca Hamburg Song no repeat enquanto posta uma foto com cara de cu no fotolog e fica falando sozinho no twitter, tudo isso sem abrir a janela ou acender a luz, claro, porque luz vai estragar o clima I’m sorry, I can’t be perfect.

Aí quem te olha de fora pensa: puta cara chato da porra.

Claro que não é fácil ficar bem do nada, quando você tá (ou acha que tá) ferrado, mas da próxima vez, tenta fazer um esforço e fazer alguma coisa que cause riso. Bota uma comédia, assusta a vó, vai brincar com o pet. Peixe não vale.

E agora se apegue ao que achar mais conveniente, porque as explicações vão de misticismo à ciência. Você pode simplesmente acreditar que positivo atrai positivo ou pesquisar sobre os benefícios do riso para a saúde. Fazendo o último, inclusive, você vai descobrir que o riso faz o organismo liberar serotonina. Quem mais força isso mesmo? Ah, os antidepressivos! Então se você se entope de alegria fabricada, podia tentar fabricá-la sozinho.

E arrume desculpas pra tudo. Azar o dele se ele tá pegando baranga, já apareceram mais três projetos novos, tem 6 bilhões de pessoas no mundo. Filtrando um pouco, eu posso chutar que existem ao menos algumas mil pessoas por quem eu ainda posso me apaixonar. Que sejam cem. Que sejam 10. Que seja uma.

Só que eu nunca vou encontrá-la enquanto estiver no quarto postando cuzice no fotolog. E ela nunca vai me amar se eu não o fizer primeiro.

Ps. Comunidade aqui.

131 comentários em “Teoria do Playmobil

  1. Luany

    É verdade esse lance de alegria =) na vida agente quer acreditar que as pessoas podem mudar, mas na verdade agente se desgasta pensando nisso e essas pessoas não vão mudar seu jeito :/ o melhor mesmo é aproveitar todos os momentos da vida, sejam eles simples ou grandiosos e ver que em tudo há felicidade! Parabéns pelo blog, muito bom e verdadeiro=)

  2. Roberta

    Poxa.. Tão simples neh!
    Adorei a sua teoriia!
    E não sabe o quanto eu precisava disso!
    Achei você por indicação no twitter do Marcelo Camelo! =D

    BeijOs
    e SucessO 😉

  3. latifeh

    Sorria sempre

    o sorriso adoça as palavras!!!

    =DDD Phoda a sua teoriaa..

    Faz sentidooo

    mas fik em casa na depre eh mtu mais facil neh?!

    Ainda tiro minha irma aew em cima da foça!!

    Obrigada!!

    shuahauhsuahsua

  4. totalmente me identifiquei no texto! haha quanto to triste fico isolada, ouvindo musica triste e pensando o quão fudida estou na vida! hahaha
    o texto é muito bom, e adoro ler coisas assim!
    nao estava mal antes de ler, mas me sinto muito melhor que antes!!!!
    massa o blog =]

  5. Alan Watkins

    Apesar dos esforços para levarmos uma “vida feliz”, é um absurdo a pressão social para que sejamos felizes o tempo todo. A gente vive sob a ditadura da felicidade e do sorriso colgate.
    Parte de ser humano é conviver com os altos e baixos. Fazer da tristeza uma bela musica, um quadro intenso. A gente não deve tentar fugir dos momentos. Mas aprender o que nos levaram a eles, entender os processos, aprender com os erros (os nossos e os dos outros) e EVOLUIR.
    Não existe evolução sem dor. A gente tem “dor de crescimento”. Dor de dente, quando é bebê….nossas mães sentem diversas dores antes, durante e depois q nascemos…
    Viver é isso… rir, chorar, aprender e passar à diante. Sem culpa de ser feliz e medo de sentir dor!

  6. Carol Mesquita

    Oi. Nossa, quase não consigo comentar, a barra de rolagem não chegava ao fim ;x Hehe
    Adorei querida. Esse post foi incrível, estou aderindo a essa teoria mas as vezes é difícil. Já está nos meus favoritos *.*
    Ganhaste uma nova visitante o/
    Espero novos posts.
    Carol Mesquita – Macapá, AP

  7. Débora

    Incrivelmente, hoje achei isso aqui, providencial mesmo!
    Adorei a teoria e vou tentar colocar em prática…[o que é o mais difícil]
    mas vamo que vamo!!

    Parabénss, ótimoo mesmo! 🙂

  8. xuly

    Fazia muuuito tempo q eu não lia algo tão bom na web…
    Realmente: “Coisa pra se ler todo dia”

  9. Pingback: “Nada do que possa acontecer vai tirar esse sorriso do meu rosto.” « .generalidades e devaneios.

  10. Érika

    Noooossa…. fantástico!!!
    Você tem toda razão, o ser humano adooora um dramalhão, quando tá mal parece que se sente na obrigação de ficar assim… Já passei por isso e sabe de uma coisa? Nessa vida tem tempo pra tudo, e devemos curtir cada momento desses de cabeça erguida hehe

  11. Leo Castro

    putsgrila cai aqui de pára-quedas redirecionado do sedentário e depois do ocioso

    adorei seu humor mirian

    e, cara-de-pauamente, me apresento como seu pretendente

    pode me procurar quando vier a minas, sério

  12. Thiago OLIVEIRA

    Poxa… Bacana o post…
    Tambem acho que as pessooas as vezes vicam pensando numa maneira melhor de ficarem mais tristes possivel… Do que tentar das a volta por cima!!

    Curti bastante!

  13. Bruce Sanyo

    Minha linda.. achei fantástico esse seu texto. Super divertido e com uma linguagem de: quero mais.
    Parabéns mesmo. ta add.
    Nao sou um usuario fanatico de twitter mas te achei por la. bjos

  14. Pingback: “Nada do que possa acontecer vai tirar esse sorriso do meu rosto.”- Virginianas

  15. Erick_Cartman

    Vale para homens e mulheres..oh mania de quando ficamos mal, optamos ouvir algo que vai piorar ainda mais…rs

    gostei da teoria do Play e te garanto que tem muito cara bacana ^^

    e 2010 tá só no começo Uhullll

  16. Wesley

    amei essa teoria, tem várias comunidades no orkut com esse tema.
    pois é, “Nada do que possa acontecer vai tirar esse sorriso do meu rosto.”
    Adotei essa nova teoria em minha vida ;]

  17. Aline Nemitz

    aaah , eu acabei de adicionar essa comunidade no orkut e achei super legal , por isso , procurei no google e vi esse resultado primeiro.
    amei o post ! super legal 🙂 ‘
    :*

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