Uma páscoa de Murphy

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Mais um feriado prolongado. E daí que é sexta-feira santa, a gente quer mais é ir pra praia, fazer churrasco e beber cerveja! É por isso que as desgraças acontecem. Mudarei de idéia quando capotar um ônibus lotado indo para Aparecida do Norte. Hereges!

Mas o meu problema não é castigo, eu não comi carne. É o Murphy, amigo de longa data, que insiste em me aparecer nos feriados prolongados.

Começou na quinta, quando eu esqueci um maldito vestido de míseros 200 reais numa loja de sapatos lotada, no centro da cidade. Felizmente, Murphy julgou ser sacanagem demais, e uma alma bondosa guardou o dito nos achados e perdidos.

Mas o sábado foi demais pra mim. Logo depois de encontrar o vestido - único evento de sorte do dia - voltei pra casa e tive que fazer a faxina que não havia sido feita na sexta (blogueiras também limpam a casa). Na hora de lavar o quintal, choveu. Lavei na chuva mesmo, pois estava com pressa pra terminar. Obviamente, assim que coloquei o pé dentro de casa, a chuva parou. Bingo Murphy!

À noite, eu, o Mobilon, e outras pessoas fomos assistir 300. Ingressos esgotados, não nos demos por vencidos e fomos ao shopping. Sentamos na praça de alimentação e pedimos uma “torre” de chopp. Estavam todas ocupadas. Enrolamos uns 15 minutos, e quando levantamos pra ir embora, adivinhem? A torre. Fomos embora.

Brasileiros que somos, fomos ao boliche numa última tentativa de salvar a noite. Véspera e feriado, as pistas são mais caras. Legal, “mas vamos encarar, já estamos aqui mesmo”. Não passava cartão. Juntamos os trocos e só dava pra pista. ‘Bora procurar um caixa 24 horas! Na primeira opção, o estabelecimento havia acabado de fechar e a atendente legal não deixou a gente entrar e tirar o dinheiro. Na segunda opção, o caixa estava fora do ar.

O boliche estava vazio e muito provavelmente mais nenhuma alma entraria naquele lugar, ainda assim, não permitiram que a gente tomasse uma maldita lata de cerveja comprada em outro local. Fomos embora novamente, era hora de desistir.

Ao chegar em casa, o Mobilon me pede o documento do carro, que estava na minha bolsa.

Minha espinha congela quando enfio a mão na bolsa e não há documento lá. Voltamos à todos os lugares citados anteriormente, em busca do vale encantado documento perdido. Nada. E todos os lugares eram realmente longe da minha casa.

Não havendo o que fazer, às 2 e meia da manhã, voltamos pra casa outra vez. Exausta, ligo o pc e vou pegar uma presilha na bolsa, quando encontro o documento escondido num compartimento secreto. Murphy colocou ele ali. Precisarei de muito chocolate pra me recuperar dessa Páscoa.

E só me resta uma certeza. Ano que vem, eu vou malhar o Murphy.

2 Comentários para “Uma páscoa de Murphy”


  1. Você se esqueceu de citar o fato de termos ido à um barzinho ANTES de irmos ao boliche..

    Mas tá valendo!! auhauhauhauahuh

    bjo!


  2. [...] Pois é. Justamente ontem, Mobilon (eu), admnistrador oficial do Substantivolátil, estava em São Paulo em uma reunião com o Mercado Livre, e não pude fazer absolutamente n-a-d-a. Aliás, quem for leitor assíduo da Mirian (com n gente, please!) já sabe que a coitada tem esses problemas com o tal do murphy. [...]

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