Valeu, Seu Teixeira!

No último sábado, deixei minha pacata cidade pseudo-interiorana para mais uma mini aventura: conferir a edição 2007 do Nokia Trends, em São Paulo, muito bem acompanhada por Ian, Marina, Guilherme, Marco e Lucas (que além de não ter blog, também não tem 18 anos e por pouco não consegue entrar no troço).
Festa estranha, com MUITA gente esquisita, enfim. Inclusive a gente. Éramos seis (eu te amo Carmensita), e cinquenta por cento de nós desfilavam pomposos black powers. Uma coisa quase fraternal, assim.
Enfim, a festa estava boa, mas acabou, domingo passou e eu estou aqui pra falar do que rolou depois disso. Justamente quando eu voltei pra pacata cidade que deixei no primeiro parágrafo.
Voar pelos metrôs de Sampa às dez e meia da noite de um domingo e chegar faltando cinco minutos pra saída do ônibus não foi problema nenhum. Deixar São Paulo mais uma vez querendo ficar também não.
Mentira.
Enfim, durante o dia, a bateria do tijolar (carinhosamente (não!) cedido pela minha mãe depois de um infeliz episódio que matou o meu Samsungzinho), arriou. E a espertona da Bala Chita não fez questão de saber se alguém tinha tentado contato, subiu no ônibus e bora pra casa. Só no meio do caminho fui me dar conta do quão tarde eu ia chegar, e de que não tinha como avisar meus pais.
Fodeu, pensei.
Ao chegar, a primeira coisa que fiz foi correr pro primeiro orelhão pra dar sinal de vida, e, obviamente, pedir um arrego, pois já passava da uma da manhã, e a minha casa fica simplesmente do outro lado da cidade.
Mas qual não foi a minha surpresa quando… ninguém atendeu. Nem em casa, nem em nenhum celular.
Fodeu, pensei. De novo.
Parei, respirei, e tentei o celular da minha irmã novamente. Dessa vez chamou - Oh, thanx! - agradeci, sem saber que, pra variar eu estava agradecendo cedo demais.
-Maira, alguém pode vir me pegar aqui na rodoviária?
-Nossa, você só chegou agora?
-É, não deu pra avisar, pois a bateria acabou e…
-Mas viu, eu não tô em casa não, e o pai e a mãe estão na chácara…
Bom, não preciso dizer o que eu pensei.
A rodoviária estava deserta, eu era uma pulga com uma mochila nas costas, sozinha naquele lugar frio e… tá, aí eu tomei vergonha e fui caçar um táxi. Mas não tinha. Ninguém, nada. Só eu e a mochila.
Quando eu já estava decidindo entre dormir na rodoviária ou atravessar a cidade a pé - afinal, eu tenho brio o suficiente pra não ser a problemática, a ovelha negra pro resto da vida incomodar um ente querido àquela hora, né - eis que alguém ficou com muita pena de mim, e mandou o Seu Teixeira. Um taxista.
Quando ele apareceu, o mundo se iluminou por uns cinco segundos. Até eu perguntar quanto ficava a corrida até o meu bairro.
-Uns 30, 35.
Adivinhem!? Eu tinha quinze contos na carteira. Aí, tenho que admitir, uma lagriminha rolou. Eu estava morta de cansaço, só queria ir pra casa. Lembrando que eu estava sem as chaves, disposta a apenas pular o muro (eu ainda ia descobrir como) e dormir no quintal. Não era pra ser tão aventura assim, porra.
Enfim, o Seu Teixeira ficou sensibilizado com a minha situação, e num gesto absurdamente legal, me levou embora, pelos míseros 15 reais que eu tinha.
Descobri que ele adora trabalhar durante a noite, que já perdeu duas mulheres por conta disso, e que às 5 da manhã ele toma uma cerveja no bar, antes de ir embora. E outra em casa, às 6, antes de dormir.
Segundo ele, as coisas mais esquisitas acontecem durante a noite. Ele não sabia com quem estava falando.
Ao chegar, acabei descobrindo que a vizinha estava com uma chave, e eu poderia finalmente descansar. Por umas três horas, ao menos. Na cama, não no quintal.
E ficou combinado: da próxima vez, eu chego lá pelas 5. E vou tomar uma cerveja com o Seu Teixeira.
Update: e por falar em gesto legal, o pessoal do Jacaré Banguela matou a pau com esse vídeo, que explica a campanha “Adote uma Carta”, realizada pelos Correios. Muita gente boa apoiando, e o Substantivolátil também apóia!












auhauhuahuhauhua… sensacional… vira e mexe aparecem uns anjos como o teixeira… principalmente qnd se está bêbado. Mas nese caso geralmente o bêbado vai andando mesmo pra casa… Deus o guia com segurança…
mas tb é fácil com esse rostinho bonito neh mocinha… uahauhahuahuhuau
e que venha o reveillon e que achemos vários teixeiras desse =D
Salve Seu Teixeira! E ainda bem que você tava em SP,
se fosse aqui no Rio queria ver ^^
A propósito… uma entrevista com o Seu Teixeira e suas histórias noturnas daria um bom post.
Apoiado, aposto que fazer uns posts com umas histórias dessas do Seu Teixeira ficariam ótimos.
Aliás, falando, nisso, você falou pra ele que ia escrever sobre o gesto de sensibilidade dele, né? Né? Né? Não? Po…=/
E como o Bruno disse, com esse rostinho lindo é fácil. ^^
ficou maravilhosa a foto para a playboy. Digno de 100 anos oscar niemeyer.
Pô… massa a aventura… mas pára pra pensar (Pensar enlouquece, pense nisso! hehehe adoro esse blog) podia ter sido MUITO pior!
Vai que, além disso tudo, vc estivesse com dor-de-barriga?
Mirian tem que colocar link pro Jacaré Banguela! U_U
USURA NÃO!
=D
enfim, nem li o texto…
Grande aventura, Mirian! Como todas as que você conta, aliás.
Parece que desta vez o Murphy resolveu te dar algum sossego…
Nossa, Anderssauro, esqueci de colocar o link!
Mas vc não tem vergonha de comentar dizendo que não leu!? ahauuahuahuahuahua
Abração!
Ahh, são de pessoas assim, como Seu Teixeira que precisamos de anjos da guarda. Quase sempre pinta um para nos ajudar, qd precisamos. E na vida, as coisas acontecem como uma troca… vc dá e recebe. Certamente Seu Teixeira nao apareceu por acaso
Parabens again, belissimo post.
Maysa
Obs: ADOREI a foto do taxi… hahaha nem sei pq
Nossa, Mirian! Uma aventura, com certeza… mas acho que o melhor que vc faz mesmo é ir tomar uma cervejinha com o seu Teixeira.
Lembra que vc nos contou sobre a corrida que deveria ser 10 e ficou em 8? E que falamos que isso só rolou por conta dos seus olhos? Pois é… De novo XD
Fosse eu ou o Ian, iríamos pra casa de pé, com mala nas costas e tudo.
E eu nem havia notado que 50% de nós tinhamos blackpowers, boa observação, sinal que o Guilherme estava meio “fora do padrão” né? Papo de Homem que nada, ele tá muito é “out” isso sim =DDD
Bjos e qndo voltar agiliza outra balada.
.o/
Saga noturna? Sem taxi nem nada?
O pior é que quando parece que vai dar errado uma coisa, a seqüência de problemas parece que vai encavalando e piorando cada vez mais.
Pelo menos rolou de voltar pra [dentro de] casa né?
rárá,
isso num é nada Mirian, a vida apronta uma dessas de vez em qd acontece com todo mundo, e olha só vc até arrumou um parceiro pra uma breja no fim da noite.
Já passei por muito perrengue assim! E sempre saio com uma história divertida para contar. Aliás essa é a melhor parte!
Mudando de assunto, notei a barrinha do Vírgula lá no alto do blog. Parceria nova? Se for, parabéns!
PS: o calendário ficou muito legal tb!
Nossa, nenhum dos incautos que foram com vc no evento tiveram a pachorra de te acompanhar até a porta de casa? (ok era longe, mas afinal, uma conversinha no ônibus não mata ninguém).