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Jul
  Who says you can’t go home?

E roubaram minha carteira. Não foi hoje, não foi ontem, faz quase dois meses. Eu, como a mula relapsa que sou, demorei 2 semanas pra fazer o boletim de ocorrência. Achou feio? Então vou te dizer que fui pra Americana e peguei minha permissão pra dirigir (vencida) pra usar como documento e nunca mais lembrei de ir atrás da segunda via de RG, CPF, CNH, PT, RPG, IPTU, CPMF,TPM, etc.

E foi aí que eu descobri que eu não sou ninguém sem aqueles pedacinhos de papel e plástico. Diacho.

Tipo quando minha garganta inflamou, depois de dois dias sem dormir e sem comer, chegou o meu cartão do convênio. “Uau, que sorte!”

Mas sem um documento com foto, eu não podia provar que eu era eu e não iam me atender. Como eu estava num estado deplorável, a atendente ficou com dó e deixou passar. Talvez seja por eu chorado. Não, foi depois que eu implorei pela benzetacil, certeza.

Mas no banco, não teve choro, nem vela, nem fita amarela, como diria a mãe Bottan. Sem o cartão, fora da sua agência, você não faz porra nenhuma. Só saca uma quantia ridícula e se o documento é uma permissão vencida, todo mundo te olha torto. Não interessa se vc depositou mil e tá sacando cem, nem se você tem um metro e meio, olhos azuis e bochechas rosadas. Aquela japa é arisca.

Daí que pra pagar o aluguel, eu ia ter que sacar o dinheiro de uma vez na agência onde abri a conta… em Americana. Isso significava tirar um dia de folga e passar o bendito por lá. Estiquei o fim de semana e acordei no interior, numa segunda feira ensolarada, com o telefone tocando e eu trombando com as paredes pra chegar até a cozinha e ouvir a minha mãe me mandando não voltar pra cama. Agora sim, home. )

Tomei um banho e fui pro ponto de ônibus. O ponto de ônibus de toda a minha vida. Ponto de partida pra ir pra escola, pra aula de violão, pra ir pro ensaio da banda, pra ir pro trabalho, pra terapia, pra faculdade, pra ir encontrar o amor da minha vida, e pra fugir dele.

Sentada antes da roleta, espiando os velhinhos faladores que batiam papo com o motorista, eu ria sozinha. Eu não sabia que sentia falta daquilo. Me perguntaram da família e da vida.

Ao passar pela roleta, entreguei o dinheiro e o cobrador me empurrou de volta a moeda de cinqüenta centavos. “São dois reais! E pra mim tá caro menina, você se lembra de quando era um e pouco?”.

Passava um pouco da hora do almoço e algumas pessoas descansavam na praça, resmugando por ter que sair do solzinho bom e voltar ao trabalho. Assim como eu costumava sentar na praça. Como a gente costumava sentar na praça. A praça que tem uma barraca com o melhor sorvete de doce de leite do mundo. A senhorinha da barraca me perguntou por que eu sumi.

Entrei numa loja pra fazer compras. O cadastro não existia mais, mais de um ano que eu não aparecia por lá. Mas a moça disse: “Você é a amiga da Marcela, eu lembro de você, sem problemas!”.

Cheguei ao banco com preguiça do tanto que eu ia ter que me explicar e com medo de dar rolo com o documento vencido x quantia grande que eu precisava sacar.

Mas quando fui ao balcão de informações, a menina disse: “Ei, você não é a filha da Eliana?”. Sim, eu sou. E a menina era minha prima de segundo grau. E tudo se resolveu. Na fila, encontrei um amigo e falei sobre pessoas conhecidas e lugares conhecidos, ao invés de comentar o clima.

É incrível como quanto mais paulistana eu me torno, mais eu me aproximo do interior. Morar numa cidade enorme, cheia de números e estatísticas, onde é tudo tão impessoal, te faz pensar que não dá pra viver sem pertencer a um lugar onde você seja a amiga da Marcela, a filha da Eliana, a menina que sempre compra o sorvete de doce de leite ou que senta antes da roleta até perto do destino. Todas aquelas pessoas me conhecem, conhecem a minha história e eu sempre achei isso um pé no saco. Odiava que me julgassem ou achassem que sabiam da minha vida.

Hoje, eu só consigo pensar no quão indispensável é ter um lugar onde eu seja mais que um pedaço de papel plastificado. Até porque, eu não tenho segunda via.



61 comments to “Who says you can’t go home?”

O Questão

July 24th, 2008 at 4:24 pm

Nada como a vidinha besta, pacata e amistosa de uma cidade pequena. Acho que vou fazer essa viagem pra minha também. Dar um beijo nos pais e no resto da família.

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Daniel Bastos

July 24th, 2008 at 4:32 pm

O que me lembra que minha carteira de motorista venceu há dois anos.

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Caio Blumer

July 24th, 2008 at 4:42 pm

Roots: Mirian Bottan voltando no tempo.

E além de tudo, tu perdeu o #NoBinteriorrr…”azá” heim!

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Felipe Santiago

July 24th, 2008 at 4:45 pm

Bela reflexão. Também me sinto assim quando volto ao meu bairro na grande cidade de São Gonçalo – RJ. O meu lance é que eu mudei para o bairro ao lado, mas lá em Jungle, os bairros são grandes eu quando você deixa um lugar, deixa toda sua história, infância.

São coisas que emocionam, como levantar a poeira que está embaixo do tapete.

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Humberto Massa

July 24th, 2008 at 4:48 pm

Hehe.
Eu não sou do interior, mas morei durante uns cinco anos em uma cidade muuuuito menor que Americana… e acho que durante esses anos eu nunca mostrei uma carteira de identidade ou de motorista pra ninguém… -)
Agora, uma coisa que eu aprendi no interior e trouxe de volta para BH foi falar “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite” para todo mundo. Porque porteiro e caixa do banco também é gente. -)

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Roberto Sortudo

July 24th, 2008 at 4:58 pm

Eu já passei por isso de perder os documentos…complicado mesmo. Bom saber que há lugares em que você não precisa provar que é você mesmo.

Mas sinceramente eu experimento mais o lado ruim de ser conhecido por todo mundo…a vizinha que vem te contar as fofocas em que você não está interessado, o maleta do prédio ao lado tentando dar em cima da sua irmã através de você…complicado.

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Leandro Carrasco

July 24th, 2008 at 5:20 pm

nostalgia pura, pode parecer mentira ou clichê, mas esse texto me emocionou.

Bjãooo Dona Mirian Bottan

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Emily

July 24th, 2008 at 5:37 pm

Saudadezinha que bate de casa né?
Há tento tempo morando longe que eu já fico eufórica pra ir, mas tmb fico eufórica pra voltar pro sossego, que na verdade aqui nao é sossego, mas é a minha casa, lá é casa do pai, ne?as ordens do pai, né?
quanto as questões de documentos, ainda tenho que transferir o título pra cá, pra ser cidadã de cá! seria mais simples computarem meu voto aqui, já que o documento está aqui e bla bla bla dessa burocracia…
mas voltando ao assunto casa (nossa que carta isso!!) vc mora perto, aproveita! Estou há SETE horas de casa, não é todo fim de semana que vou resolver essas coisinhas. =(

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Pedro Chaves

July 24th, 2008 at 5:39 pm

belo texto, Miriam.

me faz lembrar de Vitória, onde eu larguei um bando de gente que eu sinto falta e não vou lá tem mais de um ano.

Dear Nostalgia =D

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Raquel Filippi

July 24th, 2008 at 5:55 pm

Brasília não é muito movimentado, moro numa cidade satélite
que é menos ainda.
Não gosto disso, gosto de ter vida agitada, sair de casa cedo
voltar à noite e nesse intervalo de tempo conhecer pessoas, rir,
conversar pra chegar no final do dia com uma puta canseira mas
no fundo gostar de tudo.
Por quer uma vida agitada que estou querendo sair daqui,
São Paulo, ou talvez Rio…
Posso me arrepender dessa escolha no primeiro mês e querer
voltar correndo pra cá pro meu cantinho escondido.
Mas acho bem difícil.

Texto legal =)

Inté )

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Alex Duarte

July 24th, 2008 at 5:56 pm

eh como sempre digo:
‘There’s no place like 127.0.0.1′

^^

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Douglas Miguel

July 24th, 2008 at 6:27 pm

A gente roda o mundo para descobrir no fundo que não há lugar como nosso lar.

Saudades de Uberaba, saudade dos amigos, saudade do Frango Tudo do Nilo, do macarrão na chapa da praça Pô-do-sol, saudades…

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Layla

July 24th, 2008 at 6:49 pm

oww. Legal é perceber que tudo aquilo que a gente detestava faz falta. Queria ter o direito de sentir falta de Manaus.

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Dorly Neto

July 24th, 2008 at 7:01 pm

Bela Crônica, bem realista.

Infelizmente nasci na cidade grande, onde a pedra dá lugar a floresta. Mas sempre quando vou a algum lugar com menos “números e estatísticas” eu me sinto mais leve. Acho que foi essa sensação que teve.

Abraços e sucesso,
Dorly Neto

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@anarina

July 24th, 2008 at 7:09 pm

É por isso que eu tenho um talão de cheques guardado em casa.

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oioi

July 24th, 2008 at 7:10 pm

muito bom! adorei..

no quarto parágrafo… Talvez por eu chorado… faltou o “ter”… acho rsrs

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Jairo Jair

July 24th, 2008 at 7:36 pm

Textos como esse que me fazem gostar de blogs…

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Renan

July 24th, 2008 at 8:11 pm

muito bom…
por uma coincidencia tava ouvindo Eu Sei do Papas na Lingua na hora que li e putz…deu mo tristeza…
deprime a gente nao Mirian, volta pro humor!!!

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Olga

July 24th, 2008 at 9:11 pm

Olha a Miria, toda nostálgica… =]
Ei, você é uma coisa ruim! Vem pra cá e nem me liga!
Considere-se deserdada!! ¬¬

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Rafael Abreu

July 24th, 2008 at 10:06 pm

Sa sabe q vcpode ter um RG diferente por cada estado?!? Pense nisso e qdo for viajar para fora do estado.. aproveite e visite o orgao responsavel pelos RGs para fazer um novo… eh só alegria… pense qtos crimes vc podera cometer em diferentes estados.. só dando o RG diferente e o CPF entaum… vc pode tirar um CPF diferente para cada RG e sujar eles todos em compras a prazo e emprestimos.. vc soh precisa deixar um limpo! É só alegria!

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Thiago

July 24th, 2008 at 10:09 pm

Varia de pessoa pra pessoa, chéri.

Adoro impessoalidade, estatísticas, números e julgar os outros por um pedaço de plástico. Eu sou um pedaço de plástico com um papel verde dentro, com uma assinatura, uma digital e uma foto.

Eu sou um cartão azul do banco, o cartão azul do CPF, o documento verde da carteira nacional de habilitação. Para eles eu sou isso, e para mim eles são isso. E apenas isso!

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Thiago

July 24th, 2008 at 10:11 pm

Ainda no assunto, eu sou muito mais que um pedaço de plástico, e você e as outras pessoas também…

Mas prefiro o stress da cidade grande, a impessoalidade e a frieza. Talvez por eu ser bem humorado, pessoal e caloroso. Os opostos se atraem.

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Emilio

July 24th, 2008 at 10:32 pm

Acho que essa deve ser a única vantagem de morar em cidadezinha pequena.

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Maira

July 25th, 2008 at 8:51 am

Nossa Paçoca..teu melhor texto, com toda a certeza do mundo!

Na verdade, esse veio muitíssimo em boa hora. Estava assim, nostálgica, essa semana. Sabe qual resultado cheguei?
Não adianta fugir daqui, não me adianta ir morar fora, não me adianta ir pra “Vegas, Baby!”. Eu pertenço a Americana. Não que ficarei aqui, mas meu lugar de coração é aqui.
Que outro lugar eu teria uma história pra contar a cada rua que passasse a não ser no nosso bairro? E te juro, eu TENHO uma história a cada rua.

Essa cidade é o único lugar no mundo que me faz acreditar que morar no Outono as vezes é bom.
Esquisito, né?

Beijos…

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Regina / Mel

July 25th, 2008 at 9:33 am

O texto me emocionou muito
Morei 7 anos no interior e estou a 6 em Sampa….
Arrumei um namorado perto da cidade que eu morava e agora tenho dois prazeres
Ele e passar o FDS no interior…

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Bonilha

July 25th, 2008 at 9:57 am

Texto apaixonante.

Ando com a mesma sensação. Não via a hora de mandar Guarujá para PQP, mas depois que fui embora fiquei com o sentimento nostálgico de saudades litorâneos.

Estou, no momento, passando pelo maior tempo longe da praia e, cada dia que passa, vejo que sinto mais falta de lá.

Seu texto mostra exatamente como me sinto.

Ps: Está certo que não consigo ficar mais de três dias por lá, mas o que vale é a saudade e o quanto o lugar te faz se sentir especial.

Beijos

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Caio, The Eldar

July 25th, 2008 at 10:36 am

É… desde que me formei na facu, já fazem 2 anos e meio, eu fico viajando e ficando longos tempos em outras cidades e outras culturas, que por melhor que sejam não são minha casa. Moro na grande São Paulo, no mesmo lugar desde que nasci, e a mesma “realização” do seu texto veio despois dos primeiros 6 meses sem voltar pra casa, num país muito bom, mas que definitivamente não era o Brasil, e muito menos a grande sp.

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Enio Luiz Vedovello

July 25th, 2008 at 10:42 am

Muito bom texto, Mi.
Assim como eu costumo dizer que só a gente que vem de fora para São Paulo consegue entender totalmente a letra de Sampa, do Caetano, só depois de passar algum tempo aqui a gente começa a dar valor a coisas que nos irritavam quando morávamos no interior.

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Robison

July 25th, 2008 at 11:03 am

Faz tempo q leio seu blog, e faz tempo q não comento, mas agora como bom interiorano não podia deixar passar em branco. Ótimo texto, parabéns.

Ps.: como vc é linda… sou platonicamente apaixonado por vc…rs

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Lecticia

July 25th, 2008 at 11:06 am

Eu já morei no interior. mas era MUITO interior, do tipo espirrou-numa-esquina-tem-alguém-te-dando-um-pote-de-mel-na-outra, e digo que também não é bom. Acho que nada ao extremo é. Nem cidades muito grandes, nem muito pequenas. Por isso que eu amo Santos. É feita na medida.

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Drielly

July 25th, 2008 at 11:39 am

Adoro o jeito como escreve, a forma como traduz coisas simples e indispensaveis para a vida.

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Carol

July 25th, 2008 at 11:57 am

Sabe o que eu mais sinto falta do litoral? Os luais. Memoráveis luais, com uma fogueira improvisada, uma mesa de truuuuuuuuuuuuco, uns 3 violeiros e músicas do Legião Urbana…

Ah, também sinto falta da “quermesse” e da quadrilha trocada que rolava todo ano.

Por um lado, é horrível não pertencer mais à tudo isso. Por outro, a recepção das pessoas quando você volta é gostosa demais!

Beijão Mi!

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Fabiano Schüler

July 25th, 2008 at 12:34 pm

Quando eu volto a Novo Hamburgo é a mesma coisa. Saio de casa e duas esquinas depois já encontrei dois amigos de infância, três conhecidos do meu pai, oito ex-colegas de colégio e dez pessoas que eu não lembro o nome nem sei quem são, mas que me cumprimentaram com um “opa”.

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Bakudan

July 25th, 2008 at 1:26 pm

Muito bom o texto Mirian.
Sempre é bom sentir essa saudadezinha gostosa, relembrar é viver.

E, sobre esse negócio de tirar segunda via + BO, também tive alguns problema por demorar (autismo por opção) a fazer isso depois de perdeu minha carteira num festival.

Beijos.

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Lucas

July 25th, 2008 at 1:42 pm

O triste da megalópole é que é mais fácil ela nos moldurar em plástico, em mil armadilhas que tendemos a desconsiderar. do que nela arraigarmos vida. “Eu vou fugir desse marasmo/ Eu vou fugir da capital/ Eu vou fugir desse marasmo/Eu vou morar no matagal”.

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Rodrigo

July 25th, 2008 at 1:49 pm

Wow…

Sei bem como é isso…

Nasci no Rio (cidade maravilhooooosa!!) mas morei por longos 10 anos em Nova Friburgo (cidade + alta da regiao serrana aki do estado)…

Da saudade daquele cantinho que ninguem te perturbava… da pedra onde eu via o por do sol na esquina de casa… do armazem do Valmir e da praça do Suspiro (AAhhhh) =D

Texto maravilhoso!!

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Bruno Berg

July 25th, 2008 at 3:08 pm

Ei Miriam, visito sempre o blog, mas nunca comentei.

É incrível a capacidade que você tem de escrever um texto que tinha tudo para ser piegas tornando-o tão interessante…a ligação entre a perda dos documentos e a “vida impessoal da cidade grande” foi perfeita….e a última frase fechou o post em grande estilo…

parabéns! e continue nos presenteando sempre com seus textos!

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Drozza

July 25th, 2008 at 4:54 pm

Oi Mirian!

Acabei de postar seu vídeo no YouTube.

Dá uma olhada: http://www.youtube.com/watch?v=0waPHHuxMJw

Ah, muito bom o texto, virei leitor =)

Beijo

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Allyson Sullyvan

July 26th, 2008 at 1:13 am

Lindo!!!

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Fernando (Mestre Zen)

July 26th, 2008 at 5:06 am

Não sei se lembra de mim, mas se lembra sabe que eu moro cá no meio do caminho pro fim do mundo. O problema de morar no meio do caminho pro fim do mundo é que tem um pouco das vantagens e desvantagens de sampa e de americana (comparando com seu caso). Ao mesmo tempo que tem aquela coisa interiorana de ter um monte de pessoas que são conhecidas de conhecidas. Cumpadres e cumadres por aí, também tem alguns problemas bem metropolitanos.

Agora, eu me lembro do meu amigo que foi fazer arquitetura aí em São Paulo e vivia metendo o pau aqui. Agora nas férias fica cantando “Quando eu quero mais… Eu vou pra Goiás…” hauhauhauhuahahu

É normal do ser humano nunca estar satisfeito. Isso que nos faz buscar sempre coisas melhores, mas também não deixamos de ter saudade das coisas boas do passado…nunca.

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Fernando (Mestre Zen)

July 26th, 2008 at 5:07 am

Eu “falo” demais O.o
credo huahaua

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Embloguerada

July 26th, 2008 at 5:14 pm

Eu fui assaltada e demorei mais de um mês pra tirar a 2ª via da carteira de identidade, não tinha tempo (Dinheiro ;x) Fiquei esse tempo andando ‘sem rumo e sem documento’. Exceto em festas, eu sempre levava a minha carteira de trabalho (aff ¬¬) e soltava uma piadinha (“Vim procurar emprego” D ) pro segurança pra disfarçar a minha vergonha x)
;*

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Marcos

July 26th, 2008 at 8:24 pm

IUAhsiuHIAUShiuhiUASHiuHAsi

Tipoque eu adorooo seus posts! To sempre aqui lendo, eh a 1ª vez que comento!

=*

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Isah.

July 26th, 2008 at 9:46 pm

Noooossa, que blog mais legal! Sério, é gostoso de ler, e me prende, tipo uma história e eu preciso saber o final. =] Sobre ter toda uma história assim na cidade, eu não tenho. Porque morei em BH, agora moro em Uberlândia, onde as pessoas são difíceis de lidar ¬¬ Mas mesmo morando até os 7 anos em BH, algumas pessoas ainda nem conhecem, mesmo sendo a filha do Zenrique e da Beloní, só assim, mas me conhecem. =D

Muito muito muito bom o blog, vou linkar. =] Beijones. =*

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Ju Dacoregio

July 27th, 2008 at 3:51 am

Eu quando volto pra minha cidade também me sinto segura, pensando que se, por acaso em algum restaurante eu descobrir, depois de comer, que meu cartão tá vencido ou coisa do tipo, posso voltar depois, ao invés de ter que pagar pelo que comi lavando pratos! Nunca aconteceu nem uma coisa, nem outra, mas é bom ter essa sensação de segurança ou de que se eu me perder em qualquer canto da cidade, não tem problema, porque eu sei voltar pra casa.
beijos

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caio carrara

July 28th, 2008 at 3:39 pm

Que engraçado tb sinto isso. Mudei pra são paulo faz 1 ano, sou de Piracicaba. É realmente estranho essa aproximação com a cidade onde morava no interior. São Paulo é muito caótica, o povo não anda, corre… Meu irmão que mora em Bauru veio para SP um dia desses e saimos para comer um Mc na Paulista, na volta pra casa, ele toda hora falava “Porra caio, não precisa correr.” Mais pra mim eu estava andando normal. Efeito Cidade Cinza. Mais no fundo eu gosto, acredito que voce no fundo tambem goste desse caos.

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prof.vaz

July 28th, 2008 at 4:35 pm

Até porque, eu não tenho segunda via.

MB, você as vezes se supera!

Texto perfeito, emocionante! Poucos são os que conseguem expressar tão bem essas impressões nostálgicas que a infância e a cidade natal deixam em nós por toda a vida!

Quando eu falo do livro você não me leva á sério!

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Wallace

July 28th, 2008 at 5:43 pm

to esperando seu mail, viu mocinha?

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Ítalo Leonardo

July 29th, 2008 at 1:09 am

De todos os teus posts que já li………. esse sem duvida é o melhor……..
Grande abraço!!!!!!!!!!?

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Marcela

July 29th, 2008 at 1:05 pm

Nossa, Mirian! Muito bom seu texto!
Eu sou de Limeira, bem pertinho de Americana, e moro em Campinas (mais perto que Sampa, né? E menor também!).
Sempre quis sair de Limeira, mas hoje adoro ir pra lá nos finais de semana e acho que só sábado e domingo é muito pouco!
É muito bom ser amiga da fulana, filha do ciclano, né? Parece que a gente não está simplesmente em cima do mundo, mas faz parte dele, tem uma história nele.
Seu texto está com gosto de bolo de vó! Só de pensar já dá uma saudade…
Beijão!

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Felipe

July 29th, 2008 at 3:21 pm

Eu tinha que comentar!
Eu prometi pra mim mesmo que acharia um dia alguém expressando o sentimento que todos temos por não poder provar quem somos. O sentimento que temos por não ter um pedaço de plástico com um papel dentro…
Realmente a unica palavra que me traduz isso é: VÃOSEFODERCOMESSAMERDA
Simples não?

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alininha

July 30th, 2008 at 6:50 pm

Olá! parabenizando de novo pelo blog hiper bem escrito D

se vc quiser visitar lins um dia estamos ai D a maior biboca q existe P

bjim

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Roberta

July 31st, 2008 at 4:04 pm

Fantástico!

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Gisele

July 31st, 2008 at 10:47 pm

Adoro sentir isso quando vou a Pelotas… mas não sei se conseguiria voltar pra lá.

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Tatiane Isabel

August 1st, 2008 at 8:24 pm

deprime a gente nao Mirian, volta pro humor!!![2] D

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caiçara

August 4th, 2008 at 11:53 pm

nó, que lindo :’-|

dá até vontade de ir morar numa cidade grande bem distante durante alguns anos só pra voltar pra santos com saudade daqui e sentir o gostinho de tudo isso aí que você falou. )

acho que nunca comentei aqui, mas o teu layout é sensacional. )

manu

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Alexandre, o tabajara

August 8th, 2008 at 1:29 pm

Bem vinda ao mundo real, moça bonita o ) Depois perguntam o porque de eu ter saido do rio de janeiro, cheio de bons empregos, bons shows, bons sucatoes (é…eu sou sucateiro o )) e outras coisas mais, e ter me metido no Espirito Santo, um lugar onde a capital parece a cidade do interiorrr. Aqui todos se conhecem, ou conhece alguem que te conhece, e todos vivemos bem. Um adeus a cidade grande!

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Cler Oliveira

August 11th, 2008 at 12:41 am

Hard times come easy, baby…
Mas eu se fosse assaltada acho que demoraria duas semanas para saber que havia sido assaltada… sou uma versão unlugged de um ser humano normal. Sei que sabes que é verdade, hehehe..
Beijos, guria!

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Documentos, documentos e mais documentos « Hattori

August 21st, 2008 at 9:07 am

[...] carteira. (Acho que já vi um post sobre isso, vou linkar em nome da prática da blogsfera – from Substantivolátil). O fato é que perdi a maioria dos meus documentos importantes, afinal, não carrego os não [...]


Iremar

October 6th, 2008 at 6:22 pm

Gostei…vc escreve tão bem, do tipo que a gente começa e só para no fim.
Continue..quero ler mais…

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