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	<title>Substantivolátil</title>
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	<description>O primeiro rascunho de qualquer texto é uma m#$&#38;@.</description>
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		<title>Samba e tango</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 14:45:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Substantivolátil.com]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros leitores, hoje me ocorreu deixar a crônica desinteressada e desbocada de lado e mostrar um lado que talvez vocês nunca tenham visto aqui. Ou, parafraseando a paçoca menor (maior), e dadas as devidas proporções, enfiar um F. Pessoa onde rola um F. Verissimo. Segue! (apita o árbitro!)
&#8211;
Já nem sabe desde quando arrastava essa milonga. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros leitores, hoje me ocorreu deixar a crônica desinteressada e desbocada de lado e mostrar um lado que talvez vocês nunca tenham visto aqui. Ou, parafraseando a paçoca menor (maior), e dadas as devidas proporções, enfiar um F. Pessoa onde rola um F. Verissimo. Segue! (apita o árbitro!)</p>
<p>&#8211;</p>
<p>Já nem sabe desde quando arrastava essa milonga. Estendia-a à sua frente, pra depois seguir por cima dela &#8211; um tapete que ia sendo desenrolado sobre um caminho que tanto já lhe dilacerara os pés. Mas se esses mesmos pés, sempre descalços, já não sentiam pedras a lhes rasgar a carne, também já não podiam sentir a terra molhada e a vida nela, tão enfiados estavam no vermelho-sangue do veludo, que dava o tom exato de drama àquele sem-fim de cinza.</p>
<p>Há tanto era um tal, naquele bailar, de rostos que se viravam, olhos que não se olhavam, mãos e corpos que se tocavam e não se sentiam - apenas executavam avanços precisos e passos estáveis, com postura impecável, expressão austera e cabelos muito bem presos no topo da cabeça &#8211; que quis desvencilhar-se e lançou-se a dançar sozinha, ainda que apenas para ditar o próprio ritmo. Gostou. Respirou &#8211; já sorria.</p>
<p>Mas, um dia, ao contar o próprio tempo, como sempre fazia, surpreendeu-a uma rajada que lhe atirou longe as presilhas e fez esvoaçar os cabelos, numa farra de entrar pelo meio deles e depois pelo vestido, correndo-lhe junto à pele, fazendo o sangue ir mais rápido e mais quente, numas de subir todo à face, enquanto o ar do mundo todo lhe entrava pelas narinas e a fazia descobrir toda a capacidade dos pulmões.</p>
<p>E pôde ouvir, e era ainda longe, alguma coisa que brincava em quase entrar pelos ouvidos, mas era pouca e não se fazia conhecer de vez, apenas insinuava uma batida convidativa e &#8211; tão convidativa! &#8211; só foi fechar os olhos, abrir o peito e deixar escorregar um dos pés pra fora da falsa proteção &#8211; que cobria lascas mas escondia inúmeras e sorrateiras armadilhas &#8211; e, ao invés de pedras, pisou em grama e orvalho e sentiu que o orvalho logo cuidou de regar-lhe a alma, além da pele.</p>
<p>Daí pra frente foi uma e foi outra que não já podia prever, pois quando a vida da terra lhe chegou às mãos, sentiu outra na sua &#8211; e era só o que esperava o segundo pé, que havia ficado.</p>
<p>E ao abrir os olhos num susto, viu outros, que olhavam de volta. Não só olhavam, mas rasgavam-lhe o casulo da alma, fazendo-a voar e sair do corpo e ir dançar com o vento e os cabelos, onde agora se enroscava outra mão &#8211; e outra na cintura, que a conduzia num novo compasso; e uma outra lhe desenhava os traços do rosto; e eram mil as mãos dele e era ele todo enroscado nela, protegendo, guiando, moleque, alegre, leve, numa gafieira malandra e mágica.</p>
<p>E talvez fosse tarde -apesar de cedo- pensou, quando, lá longe, alguém parecia avisar pra pisar naquele chão devagarinho.</p>
<p>Afinal, já flutuavam dois palmos acima dele.</p>
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		<title>Muito do que não basta</title>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 18:17:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Lá pro tempo da minha avó (ou da infância dos meus pais), a despesa da casa era feita em armazéns. Um balcão, um tio atrás do balcão. Não eram muitos os tios, nem os balcões, nem as opções.
Exatamente por isso, pra crescer, tinha que ser de outro jeito.
Vieram os PEGUE E PAGUE, onde o cliente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">Lá pro tempo da minha avó (ou da infância dos meus pais), a despesa da casa era feita em armazéns. Um balcão, um tio atrás do balcão. Não eram muitos os tios, nem os balcões, nem as opções.</div>
<div>Exatamente por isso, pra crescer, tinha que ser de outro jeito.</div>
<p>Vieram os PEGUE E PAGUE, onde o cliente entrava e pegava o que quisesse, botava na cestinha e passava pelo caixa. Agregamento de ítens HORTIFRUTIGRANJEIROS, carnes, pães e lacticínios, crescimento exponencial da variedade de marcas e produtos.</p>
<div>Hoje, o foco é suprir todas as necessidades que o cara possa ter, no mesmo espaço físico. Eletrodomésticos, roupas, remédios, eletrônicos e serviços. Dá pra abastecer o carro, tomar um café, pagar contas, colocar crédito no celular, revelar fotos, fazer amigos e dançar a conga. 24 horas por dia.</div>
<p></p>
<div>Eu lembro de uma infância num esquema armazém do tio.</div>
<p></p>
<div>Eu tinha uma professora, eu tinha uma turma onde ninguém era ruim. Eu tinha umas poucas vontades. Queria gibis, roupas roxas, um macacão e repicar o cabelo. Sabia desde janeiro o que pedir no natal.</div>
<p></p>
<div>E tinha mais PAIXÃO. O peito doía de alegria com as férias na casa das primas, com a semana na praia, com o oi do Renan, com o domingo no clube, com o pacote de Passatempo, a bolacha mais gostosa do universo. Nada era ruim por muito tempo. Assim que o choro secava, já tava tudo bem.</div>
<p></p>
<div>O tempo e as surras vão laceando as emoções, ao mesmo tempo que a gente sofre mais. Uma roupa nova já não tem tanto valor no fim do dia, um sentimento novo já não tem tanto valor no fim da noite. A gente já não sabe qual é a melhor bolacha, já não sabe qual pacote de feijão comprar, tem coisa demais no supermercado, tem gente demais na vida da gente.</div>
<div>Eu ando quilômetros com o carrinho e não levo nada. Eu não gosto mais das coisas que eu gostava e o problema de experimentar uma daquelas que a gente nunca pensa em pegar porque é muito caro, é que a gente tem mania de viciar no que não dá pra ter sempre que a gente quer.</div>
<p></p>
<div>Eu andei perguntando pras pessoas se elas são felizes e ninguém diz &#8220;sim&#8221;. Ao invés de três letras, elas usam o resto do alfabeto, os números e a mitologia grega. Elas não sabem, elas estão trabalhando pra isso, elas são 70% felizes. Elas se encontram no mercado, de madrugada, procurando por alguma resposta. Andam, olham, pegam, hesitam, devolvem, continuam com fome.</div>
<p></p>
<div>No meio de tanta opção, ninguém dá bola pra algo como uma bala. Não mata a fome, mas adoça uns minutos da vida. É uma alternativa simples e desinteressada, mas boa. Como um cafuné pra dormir.</div>
<p></p>
<div>Da próxima vez que você se perder no mercado, com fome, compre balas.</div>
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		<title>Me, myself and I</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Apr 2010 16:14:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Substantivolátil.com]]></category>

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		<description><![CDATA[

Desde pequena, eu sempre vaguei por vários universos bem diferentes. Na escola, era amiga dos inteligentões, dos excluídos, dos pobres, dos ricos, do fundão, dos professores e das faxineiras. Fora isso, tinha a minha famíla, e, com o passar do tempo, todas as turmas que foram cruzando o meu caminho, como a do condomínio, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="text-align: center;"><a href="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2010/04/multiple-personalities1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-937" title="multiple-personalities" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2010/04/multiple-personalities1.jpg" alt="" width="400" height="296" /></a></div>
<p></p>
<div>Desde pequena, eu sempre vaguei por vários universos bem diferentes. Na escola, era amiga dos inteligentões, dos excluídos, dos pobres, dos ricos, do fundão, dos professores e das faxineiras. Fora isso, tinha a minha famíla, e, com o passar do tempo, todas as turmas que foram cruzando o meu caminho, como a do condomínio, a do ballet, a do inglês, as virtuais, as agregadas, as certas e as tortas, as velhas e as novas.</div>
<p></p>
<div id="_mcePaste">E em cada um desses universos eu criava uma nova Mirian, que se encaixasse. Essa sempre foi a melhor parte, em cada novo universo, você pode assumir um novo você, com elementos do que tá à sua volta e elementos teus.</div>
<p></p>
<div id="_mcePaste">Isso é MÁGICO.</div>
<p></p>
<div id="_mcePaste">É nessa que você se constrói, é de cada pedaço que você pega pelo caminho e vai colocando dentro de você que você é feito. Eu sempre digo pros cariocas que aqui em São Paulo eles é que devem dar um beijinho só, se eu for pro Rio, eu dou dois. Eu ensino os mineiros a dizer mano e aprendo com os gaúchos o que é chinfra.</div>
<p></p>
<div id="_mcePaste">Mas uma vez me disseram que &#8220;mudar&#8221; de acordo com o ambiente e as pessoas que me cercam é errado e mostra que você não sabe quem é, ou que tá mentindo pra um dos lados.</div>
<p></p>
<div id="_mcePaste">Só que se você sair só andando na água, você se afoga. E se sair nadando na terra vão te dar choque no CÉLEBRO. Não dá pra virar um saco de atitudes predefinidas, isso não é viver, isso é encenar a própria existência.</div>
<p></p>
<div id="_mcePaste">Vou te falar o que é errado: atacar uma pessoa por ser várias ou não amar todas as pessoas que essa pessoa possa ser. Porque o sorriso dela é o mesmo em todo lugar, o olhar também, o cheiro também. E o que ela sente por você, também! Isso também vale pro que ela NÃO sentir.</div>
<p></p>
<div id="_mcePaste">Quando o outro é 10 e a gente é 10, a gente acaba sendo 20. Na minha cabeça, não faz sentido querer diminuir o resultado dessa soma.</div>
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		<title>Extremos</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 17:49:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maira Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Há algumas semanas, me perguntaram no Formspring se me comparam muito com a mancebinha da minha irmã. Resolvi discorrer sobre o assunto e colocar na ponta do lápis dedo três comparações que sempre foram um fantasma na vida dessa irmã mais nova que vos fala:
1. Toda reunião de família, o pessoal começa a lembrar como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2010/02/meanbrother1.jpg"><img class="size-full wp-image-904 aligncenter" title="meanbrother" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2010/02/meanbrother1.jpg" alt="" width="374" height="328" /></a></p>
<p>Há algumas semanas, me perguntaram no <a href="http://www.formspring.me/mairabottan/q/18799230" target="_blank">Formspring</a> se me comparam muito com a mancebinha da minha irmã. Resolvi discorrer sobre o assunto e colocar na ponta do <span style="text-decoration: line-through;">lápis</span> dedo três comparações que sempre foram um fantasma na vida dessa irmã mais nova que vos fala:</p>
<p>1. Toda reunião de família, o pessoal começa a lembrar como era quando os filhos/sobrinhos/netos eram pequeninos e, como já foi dito muitas vezes por aqui, minha irmã era o capeta em forma de guria.</p>
<p>- Ela abriu e virou um vidro de shampoo na cabeça de uma tia no meio do supermercado, enquanto a coitada da tia segurava a infeliz no colo, olhando para o outro lado ao invés de vigiar a semente do mal.</p>
<p>- Pediu laranja com sal pra minha mãe, supostamente, pra comer. Na verdade, era só pra jogar o sal na cabeça da outra tia que tinha acabado de fazer permanente.</p>
<p>- Fugiu de casa com 3 anos e foi encontrada lavando o banheiro do vizinho.</p>
<p>- Fugiu de casa com 5 anos pra fazer compras no supermercado, onde foi encontrada com uma cestinha cheia de besteiras tipo doces e um absorvente mini, ítem que alegou ser feito para ela, pois era pequenino.</p>
<p>- Defecou no corredor do meu avô.</p>
<p>- Batia nos meus primos que eram mais velhos que ela.</p>
<p>E mais mil ítens que posso continuar citando aqui até enjoar, porque, acabar,  não acaba nunca.</p>
<p>E, lógico, sempre depois de falar da minha irmã ficam todos em silêncio lembrando dos episódios e acho meio impossível não pensar &#8216;e a Maira?&#8217;.</p>
<p>Pois é. Perguntem: E você?</p>
<p>Eu? Eu, nada!</p>
<p>Porque enquanto minha irmã aprontava, eu estava na mesa da cozinha conversando com ervilhas, no chão da sala arrancando as asinhas de insetos, brincando de formar casais com os lápis de cor, picotando papéis ou dormindo, porque como uma tia disse uma vez, era me deixar quieta por 1 minuto que eu deitava onde estava e dormia.</p>
<p>2. Sempre demorei muito mais pra pegar no tranco e isso não é segredo pra ninguém.</p>
<p>Quando minha irmã tinha uns 5 aninhos, minha mãe disse pra paçoquinha que se ela não fizesse xixi na cama naquela semana, ganharia um presente. Parou naquele dia e nunca mais fez.</p>
<p>Tentou isso comigo desde antes dos 5 anos e eu parei faltando 15 dias para completar&#8230; 9 anos.</p>
<p>Eu fazia questão de escolher minha fralda no supermercado e colocá-la sozinha. O mínimo de dignidade, né, por favor.</p>
<p>3. Por último, algo que sempre compararam é inteligência/esperteza. Claro, é normal irmãos disputarem as melhores notas e tal.</p>
<p>Mas só vou fazer UM  comentário: na mesma idade em que minha irmã sabia quem era <strong>Gorbachev</strong>, eu perguntava pra minha mãe <strong>qual parte da vaca era o frango</strong>.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Né.</p>
<p>Pra constar: todas as informações desse post foram confirmadas pelos meus pais e eu agradeço a eles por não desistirem de mim apesar de tudo isso.</p>
<p>Mas é aí que vem um porém. No fim das contas, sem mim, a minha <em>irmã-mais-velha-prodígio</em> não ia conseguir: fazer as malas pra viajar, fazer contas, virar à direita, chegar a lugar algum de carro, achar um apartamento, saber as horas em relógio analógico, dormir depois de um filme de terror e, sem mim, ela não ia ser uma pessoa minimamente equilibrada.</p>
<p>Sem contar que se essa lazarenta não parar de tomar diurético eu, provavelmente, vou ter que doar um rim pra ela.</p>
<p>Então, se você tem um filho que parece meio banana e autista, dê tempo a ele pra crescer e se desenvolver no  seu próprio ritmo. É absolutamente normal.</p>
<p>Já se você tem um filho que <strong>foge da creche aos cinco anos, passando pela segurança sem NINGUÉM ver</strong>, como ela fez, jogue no rio, o quanto antes.</p>
<p>Sério, era o que a gente deveria ter feito.</p>
<p>Brincadeira, Tatá. Sem você, quem iria tomar a minha Coca após dizer que não queria refrigerante? Quem iria morar no meu apartamento sem ser convidada, comer minha comida e bagunçar meu quarto? Quem me deveria dinheiro eternamente? Quem quase me mataria do coração ao passar raspando o retrovisor do carro na cabeça de um burro (o animal) no meio da rua?</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Brincadeira de novo! Sabe que tenho vontade de dar na sua cara por essas coisas, mas, sem você, quem me defenderia? Quem me mandaria ser gente quando só tenho vontade de sentar e chorar? Quem me ajudaria a me vestir? Quem faria pipoca pra mim? Quem arrumaria meu notebook? Quem me daria força pra ir pra cidade grande, quando até minha mãe não queria que eu fosse? E continuaria escolhendo as minhas roupas, mesmo em cidades diferentes? Quem me mandaria viver um pouco?</p>
<p>Se sem mim, ela não é uma pessoa minimamente equilibrada, sem ela, não sou uma pessoa minimamente <strong>des</strong>equilibrada. E sem o desequilíbrio, sem arriscar, eu não seria metade do que sou.</p>
<p>Um viva pros extremos!</p>
<p><em>E te amo, vaca véia. <img src="http://substantivolatil.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif" alt="P" class="wp-smiley" /> </em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Are we humans or are we players?</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 02:44:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[
Você cortou a franja muito curta. Sai perguntando se tá muito ruim. Seus colegas dizem que não. Sua irmã diz que não. Seu namorado diz que não. Seu horóscopo diz que não.
Seu primo de seis anos diz que tá feio.
No fundo, você também achava. Mas só a partir daí você para de achar que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2010/01/war1.jpg"><img class="size-full wp-image-894 aligncenter" title="war" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2010/01/war1.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p>Você cortou a franja muito curta. Sai perguntando se tá muito ruim. Seus colegas dizem que não. Sua irmã diz que não. Seu namorado diz que não. Seu horóscopo diz que não.</p>
<p>Seu primo de seis anos diz que tá feio.</p>
<p>No fundo, você também achava. Mas só a partir daí você para de achar que se arrumar a franja assim e assado vai ficar bom. Agora, você desencana e prende a franja até crescer.</p>
<p>E por que caralhos todas as outras pessoas da sua vida, que não possuem a inocência de uma criança de seis anos, mentiram pra você, sendo que achavam a mesma coisa?</p>
<p>Seus colegas nem prestaram atenção, sua mãe não queria te magoar, seu namorado quis evitar que você ficasse emburrada e seu horóscopo diria qualquer coisa que você quisesse ouvir. Nenhum deles te ajudou a tomar uma decisão. Mesmo as pessoas que queriam evitar o seu sofrimento, acabaram te atrapalhando.</p>
<p>-&#8221;Eu ainda te amo, penso em você, mas você me machucou e eu decidi desistir.&#8221;</p>
<p>-&#8221;Eu só quero te comer e não ficar sozinho, senão eu desabo.&#8221;</p>
<p>-&#8221;Eu estou bem, mas curto um drama, me faz parecer mais interessante.&#8221;</p>
<p>-&#8221;Cara, se eu quisesse você, eu diria!&#8221;</p>
<p>Acabam virando:</p>
<p>-&#8221;Tá sofrendo? Agora chora.&#8221;</p>
<p>-&#8221;O quê você vai fazer hoje? Queria te chamar pra vir aqui.&#8221;</p>
<p>-Frase de impacto no MSN.</p>
<p>-&#8221;Ai, moço, hoje eu tô de boa, só vim pra dançar, hihi.&#8221;</p>
<p>O quê há de errado com a gente, que não consegue falar a verdade? Na maioria das vezes, nem estamos pensando no outro, então qual o problema em descomplicar a vida das pessoas e evitar sofrimento e perda de tempo? Ou qual o problema em se mostrar desprotegido?</p>
<p>Sabe qual a pior consequência dessa atitude egoísta e tão automática? Ninguém mais acredita nas verdades.</p>
<p>Já tentou virar pra alguém e dizer: &#8220;eu errei, me desculpe, eu realmente te amo&#8221;, depois de dizer um monte de merda pra parecer forte e superior? Não adianta. Vai parecer vazio. Somos tipo aquele Joãozinho mentiroso, resta rezar pro lobo não chegar, nunca.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>ReveilLOL</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 19:31:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maira Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[
E finalmente, o Ano Novo. Uma vez uma amiga me disse que era triste como todo mundo muda e acha que porque virou o ano tudo vai ser diferente e mais lindo. Balancei a cabeça concordando, fui mudando a expressão, meu rosto virou um ponto de interrogação e meti uma cabeçada interrogativa [!] na fuça [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2009/12/Untitled-11.jpg"><img class="size-full wp-image-889 aligncenter" title="Untitled-1" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2009/12/Untitled-11.jpg" alt="" width="308" height="366" /></a></p>
<p>E finalmente, o Ano Novo. Uma vez uma amiga me disse que era triste como todo mundo muda e acha que porque virou o ano tudo vai ser diferente e mais lindo. Balancei a cabeça concordando, fui mudando a expressão, meu rosto virou um ponto de interrogação e meti uma cabeçada interrogativa [!] na fuça da rapariga. Triste o caralho, eu acho isso demais!</p>
<p>Não sei vocês, mas eu tenho vontade de dar bom dia e desejar feliz Ano Novo até pro mafioso que mora na frente da minha casa! (será que ele vai ler isso aqui? #medo)</p>
<p>Acho belo todo mundo se preocupando com roupa, presentes de amigo-secreto, minha mãe surtando com a droga do pernil que meu pai trouxe pra ela preparar e mal cabe no forno de tão grande, meu cachorro chegando do pet shop com gravatinha branca brilhante e acho mais belo ainda todas as superstições de Ano Novo.</p>
<p>Na real, sempre falo que não ligo muito pra isso e blablablous, mas quando chega o dia tô lá eu cheia das frescuras.<br />
Superstições são bem simples e se você quer ter muito amor, dinheiro, felicidade, fartura, sorte, saúde, luz, bondade, garantir teu futuro, pensamento positivo, se livrar da depressão e fazer seu intestino funcionar DI-REI-TI-NHO não tem outra opção, você DEVE seguir o que as superstições mandam e cala a boca aí.</p>
<p>Pra começar, compre calcinhas ou cuecas novas, pra &#8216;garantir o futuro&#8217;. Mas dependendo da cor, você roda. Então procura aí no Google a cor certa pra não fazer cagada, afinal, <a href="http://hojecentrosul.com.br/hoje/geral/significado-das-cores-ser-diferente-virada-2009-2010" target="_blank">alguém disse</a> que a regência de Vênus fodeu tudo esse ano e os significados das cores que conhecemos vai mudar geral e você, que sempre usa aquele amarelinho gracinha vai se foder pro resto do ano.</p>
<p>Deve colocar também uma nota de dinheiro dentro do sapato, que é onde a energia entra no nosso corpo. Não esqueça de preparar a lentilha, mas pode comer uma colher só, pq depois dela ainda vem as 7 uvas, a romã, nozes, avelãs, tâmaras, a maldita da castanha que é um pé no saco pra abrir e a carne de porco. E nem pense em peru pro Ano Novo, peru cisca pra trás e pelamordedeus você vai andar pra trás o ano inteiro depois de comer o bichinho!</p>
<p>Tudo preparado, hora da virada. Contagem regressiva e aí você faz tudo do jeitinho que foi ensinado:</p>
<p>Numa mão, um prato de lentilha, carne de porco, castanha, avelã, tâmara, nozes e uvas, mas terá que comer tudo isso sem utilizar a outra mão, porque nela estará a taça de champanhe que você deve estar segurando enquanto pula só com o pé direto, onde deve estar a nota de dinheiro dentro, três vezes. Cuidado pra não derramar nem uma gotinha do champanhe, senão já era. Os pulinhos devem ser dados em cima de um degrau, que é pra começar o ano subindo na vida. Agora saia na rua, jogue moedas pra dentro da casa, atrai riqueza, sacoé. Depois disso, dê um jeito de se teletransportar pra praia, e, no mínimo, acender velas, passar uma mistura de pétalas de rosa branca, arroz cru e essência qualquer no corpo, rezar olhando pro mar, depois entrar até onde a água fique na altura da canela, derramar pipoca ao longo do corpo e pular 7 ondinhas. Tudo isso enquanto alguém se preocupa com os fogos de artifício, sinos e músicas. Vale ressaltar: tudo isso à meia-noite.</p>
<p>Se achar que é pouco, corre pra dentro de casa, dá três chutes no vaso sanitário, fale três palavrões e dê três descargas. Não lembro bem o que acontece mas sei que dá certo!</p>
<p>Dicas dadas, vou ajudar minha mãe a virar o pernil gigante que já tá cheirando bem. Feliz Ano Novo e não se matem na maratona de superstições!</p>
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		<title>Linguagens</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 21:09:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Existem inúmeras formas de se expor sentimentos e ideias. Particularmente, acho a fala a mais besta delas. É justamente falando, que a maioria das pessoas NÃO consegue se fazer entender. Como se o grau de subjetividade fosse inversamente proporcional à facilidade de exposição.
Assim, a gente acaba com preguiça de concatenar tanta coisa rodando na cabeça [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-867   aligncenter" title="lata" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2009/12/lata1.jpg" alt="lata" width="300" height="244" /></p>
<p>Existem inúmeras formas de se expor sentimentos e ideias. Particularmente, acho a fala a mais besta delas. É justamente falando, que a maioria das pessoas NÃO consegue se fazer entender. Como se o grau de subjetividade fosse inversamente proporcional à facilidade de exposição.</p>
<p>Assim, a gente acaba com preguiça de concatenar tanta coisa rodando na cabeça e se despede com &#8220;boas férias&#8221;, &#8220;até mais&#8221; e afins ou pergunta a hora, pensando no sentido da vida.</p>
<p>Eu já escrevi um email pra ser lido na minha frente, só pra não correr o risco de perder a linha de raciocínio e não conseguir dizer tudo que precisava. E é assim, eu falo demais sem dizer nada e digo tudo sem abrir a boca.</p>
<p>E tem gente que pinta o que sente, outros dançam, outros presenteiam. Tem quem fere, querendo dizer e tem quem diz, querendo ferir quase que fisicamente.</p>
<p>Não é o fim do mundo quando duas pessoas usam linguagens diferentes. Uma sempre pode aprender a linguagem da outra e, quando isso não é possível, sempre há uma forma de tradução. Uma amiga da minha irmã ficou com um cara que só falava inglês. Ela, sabia meia dúzia de palavras, incluindo &#8220;kiss me&#8221;. Conversaram por mímica a noite toda. Nem tudo podia ser entendido assim, então eles usaram um tradutor online.</p>
<p>Tem horas que não precisa mais do que olhar, pra mostrar tristeza, desejo ou raiva.</p>
<p>Por isso eu sinto por quem não tenta nenhuma das formas e deixa tudo não-dito, como se não fosse fazer diferença. Esses vão ficando pra trás. Esses matam o amor. E vão morrendo junto, sem que a gente possa fazer nada.</p>
<p>Mas os meus preferidos são os que <strong>cantam</strong>. Que juntam todas as linguagens numa só e fazem você se apaixonar até pela melodia que embrulha um contexto onde você se fode. Tem que ter muita alma, muito sangue correndo.</p>
<p>Aos músicos, o meu respeito.</p>
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		<title>Os opostos se atraem, mas não se entendem</title>
		<link>http://substantivolatil.com/archives/os-opostos-se-atraem-mas-nao-se-entendem.php</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 01:33:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[(Este texto foi originalmente publicado no Olla Blog. Aproveita e confere os da galere!)

Ele gosta de rock e ela de axé. Ele é racional e lida bem com os números, ela, um turbilhão de emoções que conduz através das palavras. Comédia e drama. Pra dentro e pra fora, preto e branco, dia e noite.
E como diabos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(<em>Este texto foi originalmente publicado no </em><em><a href="http://www.ollavip.com.br/wp/">Olla Blog</a></em><em>. Aproveita e confere os da galere!</em>)</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-861 aligncenter" title="opostos" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2009/11/opostos1.jpg" alt="opostos" width="320" height="373" /></p>
<p>Ele gosta de rock e ela de axé. Ele é racional e lida bem com os números, ela, um turbilhão de emoções que conduz através das palavras. Comédia e drama. Pra dentro e pra fora, preto e branco, dia e noite.</p>
<p>E como diabos eles acabam juntos?</p>
<p>Especialistas dizem por aí que eles querem é se completar, encontrar no outro &#8211; e possuir, através dele &#8211; as características que não encontram em si mesmos. Ok, faz sentido. Mas dá certo?</p>
<p>No começo, talvez. Porque a diferença encanta. Ele, na sua calma, vai ficar abestalhado com toda a vida que ela transmite. Ela, sem parada, vai admirar a incrível capacidade de concentração e traquilidade frente às dificuldades.</p>
<p>Perfeito. Até que, com o passar do tempo &#8211; e da novidade &#8211; a calma se transforme em falta de atitude e a extroversão em vontade de chamar a atenção pra si.</p>
<p>E como frequentar, com o mesmo ânimo, o mesmo lugar ou ter músicas tema quando os gostos são diferentes? Como criar os filhos com ideais que não batem?</p>
<p>Certamente deve ser mais fácil levar a parada quando as experiências são semelhantes e aproximam. Mas quem é que manda no coração?</p>
<p>O bom do amor (quando pega mesmo) é que ele te permite ceder sem se sentir um imbecil. Quando isso acontece <strong>dos dois lados</strong>, talvez a coisa funcione.</p>
<p>Quando uma mocinha, num blockbuster aleatório, disse pro cara que não queria cometer nenhum erro, a resposta deu um roundhouse kick em milhões de telespectadores chorosos:</p>
<p>&#8220;Então você está na espécie errada, amor. Seja um pato.&#8221;</p>
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		<title>Como nossos pais?*</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 20:17:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Lá no lar Bottânico, a gente tem mania de papear por horas com os velhos sobre o passado deles e como chegamos até aqui.
Na última dessas, eu fiquei horas refletindo sobre o que eu ouvi e cheguei a algumas conclusões.
Meu pai saiu do sítio e começou a trabalhar por volta dos 8 anos de idade, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lá no lar Bottânico, a gente tem mania de papear por horas com os velhos sobre o passado deles e como chegamos até aqui.</p>
<p>Na última dessas, eu fiquei horas refletindo sobre o que eu ouvi e cheguei a algumas conclusões.</p>
<p>Meu pai saiu do sítio e começou a trabalhar por volta dos 8 anos de idade, engraxando sapatos. Minha mãe entregava pão de madrugada, também criança. Os dois trabalharam durante toda a adolescência, como muitos de nós, hoje, só que o dinheiro ia todo pra casa. Minha mãe teve que dar até o último mês de salário pro meu avô, antes de se casar.</p>
<p>Mas o que me espanta é a trajetória pós-casamento. Uma sociedade com parentes onde os dois entraram com dinheiro e saíram sem nada; minha mãe vendeu alumínio; os dois montaram barraca na feira; meu pai foi viajar como vendedor e dormiu em hotel com cachorro debaixo da cama; deram quase tudo pra comprar uma mercearia e o antigo dono resolveu comprar uma perua e atender os antigos compradores em suas casas, ferrando o negócio.</p>
<p>Pagaram por anos um apartamento e depois descobriram que, por causa da inflação, a dívida só aumentava e, quando terminassem de pagar, estariam devendo cinco apartamentos. Pararam de pagar. Nesse meio tempo, minha mãe montou uma empresa de fraldas descartáveis, que deu dinheiro suficiente pra erguer a nossa casa antes do despejo do apartamento. Pouco tempo depois, um incêndio destruiu a fábrica toda.</p>
<p>Depois disso, meu pai abriu uma loja de materiais hidráulicos, com dez peças de cada. Foram alguns anos trabalhando pra pagar as contas, sem lucro, mas ele nunca deixou de acreditar. Quinze anos depois, ele vai pra Paris por bater recorde de vendas de um fornecedor.</p>
<p>Apesar de ter dormido nos sacos de arroz enquanto meu pai enchia linguiças, à noite, no açougue da mercearia, eu não tive uma vida dura. Não precisei trabalhar quando criança e sempre tive o que dava pra ter. E eu sempre soube o que dava pra ter e não pedia mais que isso.</p>
<p>Quantas dessas histórias há por aí? A geração dos pais dos quase-adultos de hoje foi a que mais se ferrou, a que passou pelas maiores mudanças. Já nós, nascemos e crescemos num mundo um pouco mais tranquilo, onde não era preciso lutar tanto. Porque eles lutaram por nós.</p>
<p>Só que, sinceramente, eu acho que isso fodeu com alguns de nós. Eu não me sinto digna de ganhar um carro, mas muita gente que eu conheço exige isso, sem ter conquistado porra nenhuma. Muita gente acha normal. Não é. Você tem que conquistar uma coisa pra dizer que é tua. Tem que pagar teu aluguel se quiser morar sozinho. Que trampo, né?</p>
<p>Fui pra São Paulo e vi um cara com as pernas atrofiadas, se arrastando num skate. Quem sou eu pra reclamar e desistir das coisas que eu quero?</p>
<p>Quem é você?</p>
<p>Shame on us, a vida é DEMAIS. É só enfiar a cara.</p>
<p>*Já usei esse título, mas não tinha mais adequado.</p>
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		<title>Tenha Paciência, Meu!</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 15:08:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Papo Furado]]></category>

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		<description><![CDATA[
E, de repente, eu chamei o pano, que estava dentro do balde que eu queria usar, de IMBECIL. Derrubei uma caneta e a bicudei pro cu do mundo. Chorei porque tinha que lavar louça.
Pronto, fudeu. TPM feelings.
Legal é que duas horas antes de xingar objetos inanimados, depois de uma visita inesperada, pensei em tuitar que, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px initial initial;" title="tpm" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2009/10/tpm1.png" alt="tpm" width="276" height="400" /></p>
<p>E, de repente, eu chamei o pano, que estava dentro do balde que eu queria usar, de IMBECIL. Derrubei uma caneta e a bicudei pro cu do mundo. Chorei porque tinha que lavar louça.</p>
<p>Pronto, fudeu. TPM feelings.</p>
<p>Legal é que duas horas antes de xingar objetos inanimados, depois de uma visita inesperada, pensei em tuitar que, &#8220;às vezes, a vida é tão fácil de ser vivida&#8221; e desisti porque me soou deveras gay. Mas estava assim, de buenas, felizona.</p>
<p>E aí que eu resolvi escrever esse texto pros moços. Aqueles que sofrem junto, mas não conseguem entender <em>whatafuck is going on</em> com a moça.</p>
<p>Porque falando assim, posso não conseguir expressar com a devida importância a MERDA MORFÉTICA que é não conseguir parar de chorar sem nem saber o porquê ou querer morrer porque acabou o papel higiênico, mas preciso informá-los da importância que os senhores têm, nesses dias de caos.</p>
<p>Talvez existam donzelas que, como eu disse hoje, digam: &#8220;se quiser ficar no teu canto, fique à vontade, que eu tô chorona&#8221;, numa tentativa racional de evitar atritos maiores e tentando ignorar que, tratando-se de hormônios DESCONTROLADOS, isso não adianta porra nenhuma, porque:</p>
<p>1- Se você concordar com ela, ela vai se sentir abandonada e te odiar.</p>
<p>2- Se você insistir e ignorar o conselho, vai acontecer o que já se sabia desde o começo. Round 1, FIGHT!</p>
<p>Agora, antes de surtar com a sua mina porque ela tá chata, irritante ou chorona, saiba que, se quiser se livrar disso, vai ter que passar a dar ré. Porque até ALOCA da galera, aquela que tá sempre rindo e zoando, tem &#8220;em cada dia do mês, uma concentração de hormônios sexuais diferente da do dia anterior e diferente da do dia seguinte&#8221;, que fazem com que ela te mande um caminhão de pétalas de rosas num dia e um de bosta no outro. Quer resmungar, reza e xinga o cara lá de cima &lt;/JEITINHO&gt;, que foi ele quem fez.</p>
<p>Mas uma solução muito mais esperta é aceitar que, a menos que você siga a sugestão do parágrafo acima, isso vai acontecer pelo resto da sua vida e é muito mais fácil se preparar com um pote de sorvete e boa vontade pra vinte minutos de cafuné.</p>
<p>Caso isso seja muito cansativo para a vossa senhoria, sempre se pode conversar e dar a explanação. Evitar se encontrar nesses dias, sei lá. Apesar de, na verdade, a vontade de agradar a rapariga que você ama, ser esperada independente de você saber que ela está precisando disso. E se essa vontade não existir, talvez os seus hormônios é que sejam o problema &#8211; a única coisa impulsionando a relação. Se esse for o caso e você quiser se livrar da carga, tente fazê-lo antes do final daquela quinzenazinha de paz.</p>
<p>Afinal, TPM é atenuante de pena por homicídio e alguém teve que provar.</p>
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		<title>Exatamente fodidos</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 19:01:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>

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		<description><![CDATA[
Dia desses, quando me mandaram virar à direita, prar variar, deu tela azul e eu fiquei dançando com o volante, sem saber pra onde ir. Isso porque, dirigindo, me falta agilidade pra fazer um air-writing e lembrar qual é a mão direita. Só assim eu sei qual lado é qual.
Vai, pode rir, eu fui piada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-837 aligncenter" title="duvida" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2009/09/duvida1.jpg" alt="duvida" width="437" height="326" /></p>
<p>Dia desses, quando me mandaram virar à direita, prar variar, deu tela azul e eu fiquei dançando com o volante, sem saber pra onde ir. Isso porque, dirigindo, me falta agilidade pra fazer um <em>air-writing</em> e lembrar qual é a mão direita. Só assim eu sei qual lado é qual.</p>
<p>Vai, pode rir, eu fui piada por anos (e ainda sou) por conta disso. E antes fosse só por isso.</p>
<p>Relógio, pra mim, só digital e nos esquema AM PM da vida. Porque, se eu estiver desatenta e o relógio mostrar 16h30, eu vou falar &#8220;seis e meia&#8221;.</p>
<p>Quinhentos metros e um quilômetro, pra mim, é a mema merda. Também não me pergunte o tamanho de nada, que eu só fiz questão de decorar o meu pra afirmar que não sou anã. Por três centímetros E MEIO.</p>
<p>Se um dia você começar a calcular algo em voz alta na minha frente e eu estiver prestando atenção, é encenação. Eu já parei de ouvir no primeiro número e tô pensando no queijo que tá na geladeira.</p>
<p>Eu dou a volta no quarteirão e já acho que tô no outro bairro.</p>
<p>Eu dou a volta em mim mesma e já não sei de que lado eu vim.</p>
<p>Se eu disser que tá vindo um ventinho noroeste, seja legal e não me peça pra apontar.</p>
<p>Eu, que sempre fui a melhor aluna da sala, vacilei no segundo ano do colegial e reprovei. Detalhe: Reprovei em todas as matérias de exatas e passei com nota máxima em todas as outras.</p>
<p>O diretor disse que não podia me ajudar porque eu não era burra, era folgada.</p>
<p>Daí que, num belo dia, eu resolvi descobrir se isso era normal, ou se tinha algo por trás de eu ser tão mula, matematicamente falando. Procurei por &#8220;falta de senso de direção&#8221; e RÁ! Olha o que eu achei na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Discalculia" target="_blank">Wikipédia</a>:</p>
<blockquote><p><strong>Discalculia </strong>(não confundir com acalculia) é definido como uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números.</p></blockquote>
<p>Entre os sintomas, estão:</p>
<blockquote><p>Problemas de diferenciar entre esquerdo e direito.</p>
<p>Falta de senso de direção (para o norte, sul, leste, e oeste) e pode também ter dificuldade com um compasso.</p>
<p>Dificuldade com tabelas de tempo, aritmética mental, etc.</p>
<p>Melhor nos assuntos tais como a ciência e a geometria, que requerem a lógica mais que as fórmulas, até que um nível mais elevado que requer cálculos seja necessário.</p>
<p>Dificuldade com tarefas diárias como verificar a mudança e ler relógios analógicos.</p>
<p>A inabilidade de compreender o planejamento financeiro ou incluir no orçamento, nivelar às vezes em um nível básico, por exemplo, estimar o custo dos artigos em uma cesta de compras.</p>
<p>Tendo a dificuldade mental de estimar a medida de um objeto ou de uma distância (por exemplo, se algo está afastado 10 ou 20 metros).</p>
<p>Inabilidade de apreender e recordar conceitos matemáticos, régras, fórmulas, e seqüências matemáticas.</p>
<p>Dificuldade nas atividades que requerem processamento de seqüências, do exame (tal como etapas de dança) ao sumário (leitura, escrita e coisas sinalizar na ordem direita). Pode ter o problema mesmo com uma calculadora devido às dificuldades no processo da alimentação nas variáveis.</p>
<p>A circunstância pode conduzir em casos extremos a uma fobia da matemática e de dispositivos matemáticos (por exemplo números).</p></blockquote>
<p>E tem mais, <a href="http://discalculicos.blogspot.com/2007/10/discalculia.html" target="_blank">num outro artigo</a>:</p>
<blockquote><p>A discalculia é um distúrbio que dificulta a aprendizagem, pois impede que o indivíduo compreenda os processos matemáticos, mesmo que ela tenha um QI normal ou acima do normal.</p>
<p>As crianças que apresentam esse tipo de dificuldade realmente não conseguem entender o que está sendo pedido nos problemas propostos pela professora. Não conseguem descobrir a operação pedida no problema: somar, diminuir, multiplicar ou dividir. Além disso, é muito difícil para elas entenderem as relações de quantidade, ordem, espaço, distância e tamanho. E isso algumas vezes é entendido pelos pais e professores como preguiça.</p></blockquote>
<p>Então, amigo, se você apresenta essas dificuldades, você tem discalculia. Seus problemas não acabaram, você vai continuar sem entender porra nenhuma na aula de Física e usando a calculadora só pra escrever SEIOS e OLHOS. Então faça como eu, vá pra uma área onde você só use números escritos por extenso. E o mais importante, use essa bagaça a seu favor:</p>
<p>Mãe, é por isso que eu não controlo meus gastos.</p>
<p>Amigos, é por isso que eu sou uma merda no bilhar.</p>
<p>Pai, é por isso que eu arranquei o retrovisor do carro, aquela vez.</p>
<p>Maira, tá fudida, vai me ajudar a estudar exatas pro vestibular.</p>
<p>E last, but not least: querido diretor, folgada é a senhora sua mãe. Um beijo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O livro dos dias</title>
		<link>http://substantivolatil.com/archives/o-livro-dos-dias.php</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 15:44:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maira Bottan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo Furado]]></category>
		<category><![CDATA[Promoções]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?&#8221;
E foi com essas frases que conheci Legião Urbana. Não simples frases, mas aquelas ditas no momento certo.
Legião Urbana desde então foi isso pra mim: frases certas, nas horas certas.
Minha história sobre como comecei a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?&#8221;</p>
<p>E foi com essas frases que conheci Legião Urbana. Não simples frases, mas aquelas ditas no momento certo.<br />
Legião Urbana desde então foi isso pra mim: frases certas, nas horas certas.</p>
<p>Minha história sobre como comecei a gostar de Legião Urbana passa longe de ser daquelas belas onde o pai apresentou ao filho e blablablous. Muito pelo contrário, meu pai surtava com Renato Russo, dizendo que era muito depressivo. Pelo fato de na época eu só usar calças jeans, tênis e camisetas pretas, ele vivia dizendo que era culpa das músicas que eu escutava, proibindo até de tocar Legião no carro quando a família saía pra viajar. Chegamos a brigar feio. Ele gritava que o cara já tava morto quando ainda era vivo e eu gritava que.. gritava nada, porque não tinha coragem de gritar com o meu pai (que na época era maior que eu) por medo de levar uma no meio da boca e perder os dentes da frente. Então ele falava e eu chorava no meu cantinho. Escutando Legião, claro.</p>
<p>E não foi motivo de brigas só com o meu pai, não. Foi motivos de brigas com desconhecidos que falavam que era uma merda, foi motivo de brigas com a minha irmã pela demora pra escrever esse texto (essa parte vc corta, é que não resisti..hahahaha*), e até motivo de brigas com meu ex-namorado, que dizia que o Renato tinha uma voz irritante e era um bicha. Como meu ex gostava de Freddy Mercury, tinha o que mandar quando ele dizia isso..mesmo gostando do Freddy Mercury também. Mas não, Renato Russo não foi motivo pra ele ser ex. Meu ex virou ex porque ele gosta de meninos e meninas mesmo. Brincadeira. Ou não&#8230;vai saber.</p>
<p>Enfim&#8230;quem me apresentou Legião Urbana foi minha queridíssima irmã, senhorita Mirian Bottan. Ela já gostava, eu cantarolava &#8220;Eduardo e Mônica&#8221;, ela me apresentou o cd &#8220;As Quatro Estações&#8221;, eu gamei. E desde então, Renato Russo se tornou presente na minha vida, dono até da música-tema do meu primeiro namorico.<br />
Não é segredo nenhum nesse blog minhas desgraças amorosas, então não faz diferença para minha pessoa dizer que a música era &#8220;Mais Uma Vez&#8221;, cuja letra dizia:</p>
<p>&#8220;Tem gente que está<br />
Do mesmo lado que você<br />
Mas deveria estar do lado de lá&#8230;&#8221;</p>
<p>Preciso dizer que é mais do que lógico que Renato Russo tinha razão?<br />
E, como a anta que vos fala nunca entende os sinais divinos, Renato Russo foi dono da música-tema do meu segundo namorico também&#8230;</p>
<p>&#8220;Você gosta mesmo de mim<br />
Se arriscando a me perder assim<br />
Ao me explicar o que eu não quero ouvir.&#8221;</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Rolou um sentimentalismo aqui, mancebos. Melhor mudar os exemplos.<br />
Voltando, Legião foi trilha sonora de quando prestei vestibular também!..</p>
<p>&#8220;Hoje não dá<br />
Hoje não dá<br />
Não sei mais o que dizer<br />
E nem o que pensar&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8230;e foi ai que sai no meio da prova, liguei pra Paçoca chorando loucamente porque tinha rodado no vestiba.</p>
<p>Saindo das desgraças da vida da Maira, vamos pras vergonhas.<br />
Lembram quando era moda alugar karaokês em datas festivas? (Pra quem lembra, shame on us) Pois toda vez que havia um, lá estava eu, superando a vergonha de cantar em público e entre &#8220;Catedral&#8221; e &#8220;Hyperconectividade&#8221;** (a Paçoca era viciada em cantar isso no karaokê com nossa prima), cantando TODAS as músicas da Legião Urbana, pra vergonha de mim mesma e tortura alheia.</p>
<p>A paixão pela banda e pelo Renato Russo foi crescendo cada vez mais e comecei uma coleção da banda, incluindo revistas antigas e lp&#8217;s, que buscava em tudo quanto era sebos de Americana e região. Por isso quase surtei quando fiquei sabendo do <a href="http://www.renatorussoolivro.com.br/home.asp" target="_blank">novo livro</a>. Tentei participar de promoção, mas a minha Mairice não deixa ganhar essas coisas. E eis que recebo um exemplar de presente, de um truta da Tatá, que me viu participando!</p>
<p>Posso dizer que o livro é perfeito. É tudo o que eu esperava ler de Renato Russo. E foi justamente por ler e ver que &#8220;Renato Russo: o filho da revolução&#8221; é um presentão pra qualquer fã que estou aqui agora, pra um super negócio. Recebi não só um, mas DOIS exemplares!</p>
<p>Então é o seguinte: o Subs vai presentear com um livro o leitor que contar a melhor e mais divertida história pessoal envolvendo alguma música da banda. Quero ver quem tem algo das desgraças Bottânicas na própria vida <img src="http://substantivolatil.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif" alt=")" class="wp-smiley" /> </p>
<p>É isso, negada, esse é o livro dos nossos dias, o livro dos nossos amores!</p>
<p>Notas da Miroca:</p>
<p>* Não corto.</p>
<p>** HiperconectividadÊ! Liga lá!</p>
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