Jon Bon Jovi e Pavarotti - Homenagem e adeus ao grande tenor

Existem pessoas que parecem eternas, e mesmo que a gente não conheça, nos deixam com um nó no estômago quando se vão. Foi assim que eu me senti quando soube da morte de Luciano Pavarotti.

O vídeo abaixo, que conta com com a participação de Bon Jovi, faz parte do projeto beneficente “Pavarotti & Friends”, de 1998, e sempre me faz ter vontade de chorar. Não sei se mais pela bela melodia, ou pela aparência frágil de Pavarotti, que já então contava por volta de 62 anos.

Bon Jovi e Pavarotti_Let It Rain

Fica então a homenagem e o adeus àquele que foi, segundo o presidente francês, Sarkozy, “a melhor encarnação do grande tenor popular depois de Caruso”.

Sem mais.

Velha Infância

tiny_mirian

Uma vez eu escrevi que o seu cachorro pode ser mais feliz que você. Ao analisar novamente o assunto, concluí que, apesar da boa vida, é um porre não poder falar quando se depende dos outros pra certas coisas. Pensei nisso quando, há alguns dias, esqueci de colocar comida para o meu poodle, que não podia chegar e: “Pô, meu! Tô com fome!”. Fui lembrar só no fim da tarde. Quase mato o bicho.

O problema não é ser humano (quase ficou estúpido isso), e sim ser adulto. Há tempos eu queria dizer algo sobre isso, mas exatamente nesse momento tive um estalo. Talvez por o relógio gritar três e meia da madrugada de uma quarta-feira e eu não encontrar motivo pra dormir - primeira coisa que não existe no mundo colorido de um pirralho: a maldita da insônia. Quando criança, no máximo, eu acordava no meio da noite com sede, ou por causa de um pesadelo. Em ambos os casos, chamava meus pais e, problema devidamente resolvido, voltava a roncar. Vou eu infernizar alguém a essa hora da noite, hoje em dia, pra ver o que me acontece. Da próxima vez, pega leve na cafeína, espertona.

Um outro dia em que me ocorreu tal pensamento foi após uma briga com o respectivo. Relacionamentos de gente grande são tão complexos que cansam a beleza. Tão mais simples quando eu tinha oito ou nove anos e namorar era trocar figurinhas de bala Freegells. Ele não tinha que lembrar os aniversários e fazer algo especial, nem reparar na roupa nova ou corte de cabelo. Ela ainda não tinha neuroses nem TPM.

Pra falar a verdade, eles nem se falavam, tamanha era a vergonha. Logo, não brigavam nem discutiam a relação.

Hoje, não dá mais pra soltar pipa no campinho ou correr descalça na rua, pra não bancar a “pé vermelho”. Meu Super Nintendo jaz em cima do guarda roupa, quebrado, e eu não tenho dinheiro pra comprar um Playstation. Aliás, eu não tenho dinheiro, outro ponto importante. Quando criança, tudo era de grátis - ao menos pra mim. Nada de dor de cabeça com patrão chato, nada de aturar cliente esnobe em troca de independência financeira. Nada de aturar nada: se eu não gostava, falava; se era feio, eu falava; era chato, eu falava; era diferente, idem. Minha mãe conta que certo dia, estávamos na fila do caixa eletrônico, ela me segurando no colo, quando eu aponto o sujeito atrás, quase enfiando o dedo no olho do infeliz: “Olha, mãe! Um japonês!”

O natal tinha um clima diferente, tinha cheiro. Páscoa, idem. Meu aniversário demorava muito mais que um ano pra chegar, e era sempre uma folia. Ninguém mais sabe dar presente, pô. Me dá uma coisa divertida, me dá um Mp3 Player, não um sabonete da Natura. Não me interessa se é de limão ou de banana, é um sabonete. Não me interessa o quanto custou, ainda é um sabonete.

Ir pra praia nas férias era: “Oba! Sorvete, mar, castelinho, sorvete, mar, sorvete, castelinho, sorvete!”. Hoje é: “Céus! Dieta anticelulite JÁ!”. Isso quando você tem dinheiro pra viajar nas férias. Isso quando você tem férias. Ai, que vida injusta.

Mais injusto ainda é me faltar todos os privilégios da infância e me sobrar a estatura. E as bochechas.

Ps. A foto que ilustra o post é minha mesmo, caros leitores, por volta dos 3 anos de idade.

A Coca-Cola não sabe brincar

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Minha irmã está cursando o segundo ano do ensino médio. Nesse ano, há uma disciplina chamada projeto, onde ela deve (obviamente) elaborar um projetinho sobre alguma coisa, com base teórica, pesquisa de campo, portifólio, e redigir tudo bonitinho, como um TCC. Pra mostrar um pouco mais de massa cinzenta e sair das provinhas e relatóriozinhos usuais. Os alunos mais aplicados podem até ir parar na Febrace, às vezes, mas não deixa de ser um projeto inofensivo de alunos do segundo ano.

O grupo dela resolveu abordar a história do guri cujo estômago supostamente explodiu depois de receber a mistura de Coca-Cola com Mentos. Aquela velha lenda urbana que a gente já conhece. O título do projeto: “Coca-Cola e Mentos: uma mistura explosiva?

A gurizada toda feliz e contente, preparando as experiências todas, os textos todos, quando vem o coordenador e diz pra eles mandarem um email para as duas empresas envolvidas, perguntando sobre o uso do nome. Ah, vá! Imagina se vai dar rolo uma besteira dessas.

Sexta à noite, o telefone toca. Minha irmã atende, e do outro lado, uma mulher chamada Samanta diz “seven days…” que a Coca-Cola não autoriza o uso do nome em qualquer projeto que não seja patrocinado pela empresa. Puta que o pariu, Coca! Sempre ouvi dizer que a marca era amiga do tinhoso, e o tinhoso não gosta de criancinhas.

Mas tudo bem, brasileiros que são, o projeto vai em frente, agora rebatizado de: “Refrigerante de Cola e Mentos: uma mistura explosiva?, e no aguardo da resposta do pessoal mentolado. Tomara que os caras também não tenham pacto com o demo sejam mais gente boa, pois se tiverem que lançar mão da frase “Refigerante de Cola e Goma Arábica“, aí fode melhor mudar o projeto.

This is Sparta! Satirizando o filme - Parte III (o retorno) e Face Transformer

Aviso: esse é um post de besteirinhas. Uma gripe maldita me pegou e nem adiantou tentar discutir com o vírus dizendo que eu tinha que escrever. Estou debilitada e textos gigantes não sairão dessa cabeça zonza no dia de hoje. Mas se eu aqui, toda moribunda, consegui me divertir com as dicas a seguir, vocês também irão.

Na época do lançamento do filme “300″, eu postei algumas montagens em foto e vídeo parodiando o protagonista Leônidas e seu exército. Mas o vídeo abaixo conseguiu juntar as duas coisas e ficou mais estupidamente engraçado do que todos os que eu já tinha visto. Confiram:

This Is Sparta! ~Another Techno Remix~

A segunda dica é um site de transfornação facial muito interessante. Basta subir uma foto sua e preencher um perfilzinho e o site te dá várias opções de transformações bem interessantes. Legal mesmo. Pra obter resultados mais perfeitos, utilize uma foto que mostre bem o rosto (de frente, craro) e que tenha o mínimo de expressão. Exatamente como a cara de babaca que eu fiz na minha, que você poder conferir no quadro abaixo, junto com alguns resultados. Basta clicar pra ampliar.

Tabela Face Transformer

Considerações: Adorei o mangá. Se eu fosse africana não teria bochechas, mas como oriental elas seriam duas vezes maiores. De qualquer forma, espero que elas não fiquem assim quando eu ficar velha (sim, é paranóia). Quanto à pintura, se eu quisesse mandar alguém fazer uma minha, não pediria a Alphonse Mucha, porque essa não tem nada a ver comigo. Mas pelo menos também não tem bochechas.

Pra finalizar, um traveco do Mirão aqui não seria nada bonito de se ver. Que desgraça.

Considerações sinceras (até demais) sobre o BlogCamp

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Mobilon e eu no BlogCamp (clique para aumentar)

Esse BlogCamp foi uma coisa curiosa pra mim. A começar pelo fato de ter dormido apenas duas horas de sexta pra sábado, e já chegar morrendo ao local. Mas vamos rebobinar um pouco:

Gente, eu sou do interior. Acho que nunca fui pra São Paulo sem ser em excursão escolar, onde o ônibus nos deixava e pegava exatamente no ponto da visita. Então dá pra imaginar a caipira com o nariz grudado na janela espiando tudo. Até os carros alegóricos destroçados perto do sambródro sambódromo eu achei legal. Me senti o Id Brain, com aquela cara de feliz e me diverti até no metrô, segurando no Mobilon porque eu não alcançava lugar nenhum com aquele monte de gente. Estranhei o horizonte amarelado, pois aqui em Americana, o céu ainda é azul.

Passada a euforia de quem vê o mar pela primeira vez, percebi que tudo lá é longe e grande pacas e que a gente ia ter que andar um bocado. Pensando em chegar logo, as duas topeiras decidiram deixar o hotel pra mais tarde. No meio do caminho imaginei como seria um efeito dominó com aqueles edifícios.

Chegando ao Gafanhoto - ai que emoção - avistei o Fábio Seixas, um dos poucos que tem foto no blog e que eu pude reconhecer de primeira. Mais tarde ele me perguntou qual era o meu blog, e depois da resposta fez cara de interrogação - o Fábio Seixas não me conhece. Fazer o quê.

Alguns dos primeiros a bater um papinho com a gente foram o Paulo, o Wagner Fontoura e o Marcel, que inclusive aturou a gente boa parte do dia.

Sobre o evento, devo dizer que alguns debates me pareceram meio monopolizados. Eu sei que fala quem quer, mas no debate (que a princípio era) sobre jornalismo participativo, eu fiquei com medo de abrir a boca e levar porrada. Vai ver foi o sono, vai ver eu sou uma frouxa. Em alguns momentos a coisa se tornava “profissional” demais, perdia um pouco a leveza e parecia mais uma disputa por visibilidade. Por vezes foi maçante.

Mas calma, coleguinhas, obviamente houveram as partes boas, onde o pessoal debateu de forma sadia e se divertiu bastante. Eu só sinto por ter perdido a dancinha do Edney - que devia adotar Interney no nome, porque muita gente não conseguia se referir a ele de outra forma. Ele me conhecia, ai que emoção².

E, mais que obviamente, a melhor parte foi o bar. Lá eu - depois de uns copinhos - desembestei a falar, infernizando a vida de um monte de gente, entre eles: Fugita, Thiane, Manoel Netto, Inagaki, Tiago Dória, Renato e Eric. Pessoal, da próxima vez vocês estão autorizados a me atingir na cabeça com o objeto mais próximo. Eu achei que ia infernizar o Cardoso também, mas acho que ele não foi com a minha cara (apesar da foto do começo do post ser de autoria dele).

Pra finalizar, lembram do papo do hotel, lá no começo? Depois de gastar mais de 10 pilas com o táxi, pois os hotéis mais próximos já estavam lotados, pegamos o ÚLTIMO quarto disponível num F1. Eu estaria disposta a dormir na calçada caso não conseguíssemos, pois após quase 20 horas acordada (tendo dormido só duas), eu não estava em condições de dar mais nenhum passo. Mas eu ia acabar com a raça do Mobilon.

É isso, pessoal, eu estava devendo este texto, mas demorei pra me recuperar do final de semana - lembrando que eu ainda fui prestar ENEM no domingo. Se você chegou até o final, parabéns, você já atingiu sua cota de leitura por hoje, pode ir dormir. Eu vou.

Update: esqueci de comentar que, durante o evento, ocorreu um infeliz incidente: um projetor do local foi furtado. O pessoal está tentando arrecadar o dinheiro para repor o aparelho através de contribuições, visto que o local nos foi cedido gratuitamente. Caso queira colaborar, pode fazê-lo através de um botão de doação na sidebar do blog oficial do BlogCamp 2007.

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