As almofadas agradecem

fido_450×338.jpg

Eu tenho um poodle em casa. Uma fofura. Ele gosta de todo mundo, não é como os poodles chatos e irritantes que a gente costuma ver. Quando os passarinhos entram em casa pra comer a ração dele, ele senta e espera. Ele só não vai com a minha cara, por problemas pessoais.

Mas até ele já passou por aquela fase maldita onde os cahorros querem molestar sexualmente tudo à sua volta. Incluindo as suas canelas e as almofadas da sala.

Pois bem, seus problemas acabaram!

Um designer francês de 24 anos (oui) que tava com bastante tempo livre  inventou essa belezinha aí. Tem nas cores preto e branco, em dois tamanhos diferentes e ainda acompanha um spray com “odor feminino” para enganar mais facilmente o seu cão desesperado.

É claro que o troço não existe aqui ainda, e deve ser caro pra cachorro, mas nem tudo está perdido para o seu amigo cão, já que não há nada que um pouco de imaginação não resolva.

Cada macaco no seu galho

00024286.jpg

De um tempo pra cá, virou moda artistas de TV mesmo os nem tão artistas assim criarem um blog. Uma boa tática, pois é uma forma de se mostrar acessível aos fãs e também de mostrar a carreira/vida pessoal de uma ótica diferente da mostrada pela mídia. Informações antes impessoais agora tornam-se pessoais e próximas, aumentando as chances de ganhar a simpatia do público. Por exemplo, todo mundo fala muito da Piovani, porque ela é uma porra-louca, mas o blog dela (dividido em duas partes) é razoável, fala muito sobre cinema, teatro e livros e não é irritante nem força uma simpatia falsa, e ao que parece ela tem mais na cabeça do que costuma mostrar. Seguindo uma outra linha, mas também razoável é o da Wanessa Camargo, que fala muito sobre o trabalho e responde perguntas de fãs. Sem muita frescura e babaquice. Esses seriam exemplos, digamos, bem sucedidos de blog como estratégia marketeira. Só que às vezes o tiro sai pela culatra.

Eu comecei a elaborar esse post quando vi o blog da Fernana Lima. Gaúcha bonitona, chique, modelo, atriz (não muito boa, mas é) e a gente pensa: “Deve ser uma guria culta, inteligente..” ledo engano julgar o conteúdo pela embalagem leitores.. ledo engano. Qua caí da cadeira ao ler sombrançelha, com cedilha, trãnsito, ou quando ela falou do FUCINHO do cachorro dela.

Seguindo com o festival de pérolas, temos Kelly Key, com o típico blog miguxa daqueles que você tem vontade entrar dentro e metralhar todos aqueles gifs idiotas de princesas e bichinhos, que por sinal combinam prefeitamente com as fotos dela seminua.

Mas master master master of puppets mesmo é o da Carla Perez. Já começa com uma mensagenzinha pop up de “Bem vindo ao meu blog, Jesus te ama!” e em seguida você dá de cara com isso:

coelhinho.gif

O resto é história.

Uma páscoa de Murphy

feliz-pascoa.jpg

Mais um feriado prolongado. E daí que é sexta-feira santa, a gente quer mais é ir pra praia, fazer churrasco e beber cerveja! É por isso que as desgraças acontecem. Mudarei de idéia quando capotar um ônibus lotado indo para Aparecida do Norte. Hereges!

Mas o meu problema não é castigo, eu não comi carne. É o Murphy, amigo de longa data, que insiste em me aparecer nos feriados prolongados.

Começou na quinta, quando eu esqueci um maldito vestido de míseros 200 reais numa loja de sapatos lotada, no centro da cidade. Felizmente, Murphy julgou ser sacanagem demais e uma alma bondosa guardou o dito nos achados e perdidos.

Logo depois de encontrar o vestido – único evento de sorte do dia – voltei pra casa e tive que fazer a faxina que não havia sido feita na sexta (blogueiras também limpam a casa). Na hora de lavar o quintal, choveu. Lavei na chuva mesmo, pois estava com pressa pra terminar. Obviamente, assim que coloquei o pé dentro de casa, a chuva parou.

À noite, eu, o namorado e outras pessoas fomos assistir 300. Ingressos esgotados, não nos demos por vencidos e fomos ao shopping. Sentamos na praça de alimentação e pedimos uma “torre” de chopp. Estavam todas ocupadas. Enrolamos uns 15 minutos e quando levantamos pra ir embora, adivinhem? A torre. Fomos embora putos.

Brasileiros que somos, fomos ao boliche numa última tentativa de salvar a noite. Véspera de feriado as pistas são mais caras. Legal, “mas vamos encarar, já estamos aqui mesmo”. Não passava cartão. Juntamos os trocos e só dava pra pista, nem uma cervejinha além disso. “Bora procurar um caixa 24 horas!” Na primeira opção, o estabelecimento havia acabado de fechar e a atendente legal não deixou a gente entrar e tirar o dinheiro. Na segunda opção, o caixa estava fora do ar.

O boliche estava vazio e muito provavelmente mais nenhuma alma entraria naquele lugar, ainda assim, não permitiram que a gente tomasse uma maldita lata de cerveja comprada em outro local. Fomos embora novamente, era hora de desistir.

Ao chegar em casa, o namorado me pede o documento do carro, que estava na minha bolsa.

Minha espinha congela quando enfio a mão na bolsa e não há documento nenhum. Voltamos a todos os lugares citados anteriormente, em busca do vale encantado documento perdido. Nada. E todos os lugares eram realmente longe da minha casa.

Não havendo o que fazer, às 2 e meia da manhã, voltamos pra casa outra vez. Exausta, ligo o computador e vou pegar uma presilha na bolsa, quando encontro o documento escondido num compartimento secreto. Precisarei de muito chocolate pra me recuperar dessa Páscoa.

E só me resta uma certeza. Ano que vem, eu vou malhar o Murphy.

Amado Mestre!

c12-professor-umbridge.jpg

Eu sempre tive uma relação de amor e ódio com professores. Amor porque eu sempre gostei muito de aprender e sempre fui uma ótima aluna, com ótimas notas. Ódio era o que eles sentiam por ter que me dar as ótimas notas. Explicarei melhor.

Segundo relatos, um belo dia, aos 3 anos e meio de idade, eu voltei da creche meio incomodada, ao descobrir que minha melhor amiga sabia ler e eu não. Ao chegar em casa, me tranquei no quarto. Em menos de dois meses, eu lia as faixas ao contrário na rua. Fato verídico, perguntem aos búzios.

O ponto-chave dos professores com relação à minha pessoa era o seguinte: eu era autodidata, geralmente estava à frente dos outros alunos e isso infernizava a vida deles. Eu acabava todas as tarefas rapidamente e atrapalhava o resto da classe. Diz a lenda que na 1ª série a professora deixou a sala por 5 minutos e, ao voltar, presenciou a seguinte cena: uma minúscula criança loira dançando em cima da mesa dela, com o resto dos bacurís dançando em volta, no chão. Na mesa: eu.

Já o meu problema com relação a eles era falta de confiança. Ao longo da minha vida, tive várias provas de que eles nem sempre sabem o que estão dizendo. Vou citar três dos piores exemplos de mestres que tive:

Seu Romeu. Esse sujeito era estranho. Um cara com um tremendo descontrole emocional, que odiava não só a mim, como a todos os alunos, sem nenhum motivo aparente. Apenas por existirmos. Vivia dizendo que odiava ser professor, mas já o era há anos e continua sendo.

Uma vez, ele desapareceu com uma prova e um trabalho meus. Parecia que era só de raiva, para que eu não fosse aprovada. Como eu havia feito os dois, o caso foi parar na direção, eu chorava e jurava que ambos haviam sido entregues, assim ele acabou tendo que apresentá-los diante de meus pais e da diretora e, naquele momento, eu tive a impressão que ele desejou a minha morte. Jamais entenderei tal acontecimento. Talvez Chuck Norris explique.

Silvana. Mais conhecida como Zoraide, pela semelhança física com a personagem da novela Global. Olhava pros alunos com cara de nojo e vivia limpando o ouvido com a ponta da chave do carro. Ugh! Eram tantas as pérolas, que o pessoal fez até um site com um compilado. Sua expressão mais famosa era a “ONG não governamental”. Os conceitos eram MB (muito bom), B (bom) e I (insuficiente) e ela costumava dizer que MB podia significar I e vice-versa, de acordo com a vontade dela.

O terceiro exemplo é mais recente. Aconteceu ontem na faculdade, e dessa vez eu vou poupar a identidade do cidadão que, querendo nos ensinar termos de tecnologia em inglês, tentou explicar (sem sucesso) o que seria “bluetuth” e se embananou com o Firewall.

Na tentativa do explicamento, escreveu na lousa em letras garrafais, para que os 60 alunos da sala nunca mais esquecessem, o que vinha a ser tal palavra:

-Na verdade, pessoal, o Firewall nada mais é do que um SOFTER.

Será que eu consigo minha mensalidade de volta?

Apenas uma pequena observação

g1.jpg

Sabe aquela história de não confundir idiossincrasia com índio sem casinha?!

Então, parece que esse negócio de notícias em primeira ponta de unha do primeiro dedo da primeira mão (ahn?!) que seria o maior atrativo da imprensa on line, anda fazendo com que os redatores de grandes portais esqueçam que antes de tudo, eles tem que dar notícias.