Profecias para 2007 por Jucelino da Luz.

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Alguém aí já ouviu falar do profeta Jucelino da Luz? Não, não é esse senhorzinho simpático da foto ao lado, esse, segundo a legenda, é o profeta Gentileza.

O Jucelino é esse caboclo aqui.

Segundo o uébisaite do cara, desde os 9 anos de idade ele tem sonhos premonitórios. Num deles, teria previsto o ataque ao World Trade Center e enviado uma carta de alerta ao então presidente Bush pai. Ele teria previsto também a tragédia que ocorreu no metrô de São paulo, enviando uma carta à Marta Suplicy em 2004.

Na verdade, essa é sua marca. Ele escreve cartas descrevendo as previsões, e além de registrá-las em cartório, envia alertas aos supostos “futuros pejudicados”.

Ele só não pôde prever que isso lhe traria problemas, e que poderia ser processado por calúnia ao acusar um indivíduo de ser mandante de um crime. Margem de erro, gente!

Enfim, no site, o professor de letras de 45 anos afirma, numa carta com as profecias para 2007, que provavelmente teremos uma epidemia de dengue EMOrrágica. Realmente, os emos estão fora de controle.

Além de algumas revelações mais que reveladoras que chegam a me arrepiar a espinha, como:

Novos escândalos envolvendo a política em Brasília.
Terremoto no Japão provocará pânico.
Vendas de madeiras no Amazonas é feita por pessoas envolvidas na proteção do lugar.
Guerra do tráfico no Rio de Janeiro faz várias vítimas.

!!!

Na carta tem previsões mês a mês, para o ano todo. Confira mais pérolas aqui.

E vigiai irmãos, vigiai.

Dove – Qual a real intenção da campanha pela real beleza?

Estava passeando pelo Terra hoje quando de repente me pula um pop up nas fuças com aquela musiquinha bonitinha “True color”. Era a seguinte propaganda:

A campanha Dove pela real beleza vem fazendo um trabalho muito interessante, incentivando mulheres do mundo todo a se aceitarem e se amarem como são. Pode parecer bobeira, mas o assunto é sério, e merece atenção.

Desde que o mundo é mundo, as mulheres buscam incessantemente uma aparência que agrade à opinião alheia, dentro do contexto em que vivem. E isso não significa apenas a opinião masculina. Mulheres arrumam-se, inclusive e principalmente, para outras mulheres. Competição ou conquista, não importa, elas sempre querem estar dentro dos padrões de beleza de seu tempo e espaço.

Só que nos últimos tempos, a busca pelo modelo de perfeição que nos é apresentado pela mídia – modelos esculturais, com cabelos brilhantes, pele perfeita e nenhum grama além do necessário – tem tornado a coisa perigosa, sendo que essa dita cuja perfeição quase sempre nem é real. Isso também é mostrado em outro anúncio Dove, Evolution.

Mas o primeiro vídeo me deu um nó na garganta por se tratar de meninas. Quantas das mulheres com quem você convive passa perto desse estereótipo de beleza que vivemos tentando alcançar? Pois é. Mas nessa corrida louca nossas crianças estão se machucando, seja passando fome, vomitando comida, se matando de malhar quando seus corpos ainda nem se formaram por completo ou passando por tratamentos estéticos cada vez mais cedo. Uma vez eu conheci uma menina de treze anos que fazia tratamento para celulite numa clínica. Treze anos!

Eu tive bulimia por quatro anos e a coisa não é, nem de longe, como o mostrado nas novelas da Globo. É muito mais triste e doloroso do que possa parecer. Eu consegui me curar, mas a maioria das meninas não tem o mesmo destino.

Por isso, apesar da evidente base marketeira da campanha (afinal, trata-se de uma empresa de cosméticos, ou seja: sinta-se bonita como é, mas comprando nosso creme firmador ou o creme para celulite, ficará ainda melhor mesmo com os quilinhos a mais), eu acredito que a idéia deva ser apoiada e passada adiante.

Nem que seja apenas para que as nossas crianças possam ser crianças por mais tempo.

O Orkut me deixou burra, muito burra demais.

Não sou grande conhecedora ou fã de tecnologia. No mundo do iPhone, eu tenho um Samsungzinho que serve pra falar e só. Ah, e pra ver as horas.

Computador, até que eu me viro, fuço em tudo que eu preciso, inclusive trabalho muito bem com edição de imagens, que eu usava no meu último emprego como fotógrafa. Mas pára por aí. Uma vez o Mobilon quis me ensinar PHP. Eu chorava.

Tem até uns nomes que eu acho legais, tipo Dual Core. Eu acho lindo! Mas não sei o que é.

Meu negócio é lápis e papel, carta, livro empoeirado. Daqueles enormes, sem figuras e com a letra pequena. Não dá pra entender como um dia eu fui virar uma orkuteira.

Meu contato com o mundo da internet começou tarde. Foi lá pelas bandas de 2001, quando eu ganhei um jamantador.

Usado, claro. Mais amarelo que dente de fumante, e o monitor ia embora pra assistência toda semana. Fiquei até amiga do técnico, um gordinho simpático. Não lembro mais o nome do cara. Falando em monitor, sempre tive problemas com eles, teve uma época que a tela ficava em tons de rosa, e dando umas porradas voltava ao normal. Descobri na raiva.

Um outro companheiro (eu tive vários, eles não colaboravam mesmo) desligava sozinho. Esse, no começo, voltava com porrada, depois nem assim. Eu brigava mais com ele do que com a minha irmã, xingava mesmo, era deprimente. Um dia, estava com um copo de água em mãos. Pois é.

Quanto ao micro, em si, era um Pentium 233, com 3Gb de HD! E eu rodava um Photoshop 6 no coitado. E ICQ, que era basicamente o que eu fazia na internet naquela época. Em 2003 eu descobri o Fotolog, UAU! Primeiro fiz um pra banda que eu tinha na época, depois o meu próprio. Mas o fotolog ainda era inocente. O problema foi quando ELE surgiu. A obra do tinhoso. O Orkut.

E por um momento, fuçar a vida alheia pareceu uma diversão. Mas quem com Orkut fuça, com Orkut será fuçado, e quando isso se tornou um problema e eu percebi que respondia scraps mais rápido do que a mensagens em ims, decidi que era hora de parar. Orkut, Fotolog, Msn (que eu já não gostava mesmo – saudoso ICQ!), foi tudo de uma vez.

A crise de abstinência já começou, mas sairei ilesa desta batalha. Tudo em prol de minha própria saúde mental. E vocês, caros leitores, irão me ajudar. Sim, vocês. Não me abandonem, comentem, dêem idéias de textos, me mantenham ocupada. E aguentem textos estúpidos e gigantes como este. Sejam meu Valium.

Um dia de cada vez.

Obrigada.

Comunicação – Texto de Luis Fernando Verissimo

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Casais com problemas de comunicação têm um antecedente antigo. Adão e Eva, segundo Genesis.

Pode-se imaginar o clima quando Adão acordou e levou dois sustos: estava sem uma costela e com uma mulher. Especula-se que os dois levaram dois dias para se falar. Para começar, não tinham sido formalmente apresentados. E que assunto poderiam ter, naquele primeiro encontro?

– Como foi seu dia?

– Nem me fale. Até a hora da sesta estava tudo normal. Depois eu sofri uma cirurgia e mudei de estado civil e a população da Terra duplicou, tudo em questão de horas.

– E eu? Há horas eu nem existia. Agora estou aqui, mulher feita, nua e falando aramaico.
Minha tese é que Adão e Eva só se falaram no terceiro dia, e assim mesmo porque Adão foi levado por uma necessidade premente.

– Me coça atrás?

E Eva coçou suas costas, e Adão finalmente compreendeu os desígnios do Senhor ao criar a mulher. Embora nos anos que se seguiram não fossem poucas as vezes em que pensou em dizer a Deus que preferia sua costela de volta.

Quando passaram a ter assunto, Adão e Eva despertaram o ciúme de Deus.

Porque tinham uma coisa em comum da qual Deus não compartilhava: a humanidade, suas glórias e suas misérias. Os banhos de riacho e o medo do escuro, o cafuné e o furúnculo. E Deus providenciou o pecado para ter um motivo nobre para expulsá-los do Paraíso, já que não podia só alegar tagarelice. E quando a prole de Adão e Eva deu sinais de entendimento, pois falavam a mesma língua e celebravam a mesma humanidade, Deus decretou a destruição de Babel e a confusão das línguas. E assim duas vezes usou Deus o demônio para criar a desarmonia entre os homens. Primeiro na forma da Serpente. Depois na forma do Mau Tradutor.

Mas tudo que é humano quer se comunicar. Sem a mulher, Adão arranjaria outro jeito de coçar as costas. Talvez encontrasse até uma maneira de se reproduzir sozinho. Afinal, anos depois, um descendente seu inventou o xerox. Quando Deus lhe deu a mulher não lhe deu uma fêmea, uma companheira ou alguém para cuidar das suas camisas. Deu o que ele precisava para progredir, a precondição para o autoconhecimento e a razão, sem falar na literatura.

Um interlocutor.

Horóscopo do Mal

Quem nunca deu uma desviadinha de olhar para o horóscopo no jornal que atire a primeira runa. Seja por curiosidade, ou porque você planeja seu dia de acordo com o dito cujo, não interessa. Todo mundo já leu uma vez na vida.

E aposto que a maioria de vocês também sabe mais ou menos como é o perfil de seu signo. E também aposto que internamente já se gabaram dos atraentes adjetivos despejados aos baldes não é? Eu mesma cansei de ler sobre o quão intensa, magnética, profunda, perspicaz, enigmática e fiel até que a morte os separe eu sou graças ao meu signo – Escorpião.

Eis que hoje, recebo por email uma nova visão da coisa. A do lado negro da força. O horóscopo do mal.

Cliquem nas figuras abaixo e confiram.

aries.gif touro.gif gemeos.gif cancer.gif

leao.gif virgem.gif libra.gif sagitario.gif

capricornio.gif aquario.gif peixes.gif

Segundo a astróloga Melissa Mell, em entrevista dada à Folha Online, o “horóscopo do mal” ajuda a conhecer melhor seus defeitos e conviver melhor com as “sombras”. Então dá licença que eu vou me afogar no limbo aqui. Escorpianos, preparem-se:

escorpiao.gif

E se alguém puxar seu pé no meio da noite, cuidado: Talvez seja eu. 🙂

Cinco coisas que você não sabe sobre mim.

Mais uma vez convidada pelo Sr. Mobilon, através do Futilidades. Ele só não percebeu que essa rolou lááá no começo de Janeiro. 😆 Mas como eu não tenho nada pra fazer no momento, vale pra distrair.

  1. Eu sou uma anã. – Ok, quase. Escapei do título por 3 cm, tenho 1.53m, enquanto o excelentíssimo sr. meu cônjuge mede nada mais nada menos que 1,90m e mais uns quebrado. É foda.
  2. Eu sou fotógrafa. Ou fui, sei lá. – Trabalhei por dois anos num estúdio fotográfico fazendo books de madames metidas, mocinhas emergentes e bebês que odiavam ser fotografados.
  3. Fui uma criança prodígio (e encapetada). – Aprendi a ler sozinha, aos 4 anos. Aos cinco minha mãe me levou a uma psicóloga, com medo de que eu tivesse um tumor na cabeça. No mesmo período, eu fugi da creche sem que ninguém visse, e vivia fugindo de casa também. Uma das vezes, me encontraram no mercado da rua de cima de casa, com uma cesta na mão, fazendo compras. [Nota: 4 anos!] [Nota 2: Eu não tenho um tumor na cabeça.]
  4. Eu canto. – Na verdade, hoje só depois de duas ou três latas de cerveja e muita gente cantando junto no começo. Mas cantava numa bandinha de meninas há uns 4 anos. Nunca me jogaram nada, mas pode ter sido por dó.
  5. Eu sou muito macho. – É que me falta um pouco da delicadeza feminina, às vezes. Isso me rendeu apelidos como Mirão e Mirian Bravo.

Manual de Instruções – Sintoma e Solução

A semana passada foi de aquisições. Enquanto eu partia com o Mobilon numa jornada pelas Casas Baianas da vida, atrás de uma TV novinha que agora é minha salvadora quando ele resolve me trocar pelo meu maior inimigo, mamãe também foi às compras.

Cheguei em casa e lá estava ele: novinho, brilhando, rindo da cara dos caipiras. Certamente a minha família era a única do mundo que ainda não usufruia de tal maravilha tecnológica. Sabe como é, tem gente que não come mas tem um DVD.

Enfim, não é um Brastemp mas quebra o galho. De qualquer forma, o assunto em questão e a estrela deste post não é o dito cujo DVD, e sim o Manual de instruções.

Acompanhem:
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Quanto será que ganha um fazedor de manual? (vislumbrando um futuro de vida mansa para mim mesma)