Brava Gente
No último domingo, após aquela feijoada, e um pouco antes do Sr. meu pai dar início às suas teorias sobre discos voadores, alguém lançou uma discussão sobre línguas. Não essa que você ou eu temos dentro da boca. Essa que a gente fala. Filosofamos sobre a complexidade da Língua Portuguesa e sobre a Língua Inglesa ser universal por ser chula. Chula é legal de falar. Chu-la, chula!
Enfim, essa semana o Mobilon me mandou um link sobre mudanças na ortografia da Língua Portuguesa, que me assustou um pouco. É bem mais que o desaparecimento do trema. A gente nem usa o trema! Linguiça é lingüiça com ou sem trema! Mas olhem:
Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e “jibóia”. O certo será assembleia, ideia, heroica e jiboia.
Isso são coisas que não se muda assim. A minha vida toda eu aprendi que jibóia tem acento. Eu me matei na segunda série pra não esquecer do acento da jibóia. E agora, sem mais nem menos, ela vira jiboia? Injustiça. A criança que aprender neste ano que jibóia tem acento, vai ter que desaprender no ano que vem. Nada de jibóia.
Enfim, com tanta coisa pra se resolver neste país, resolvem é confundir ainda mais a cabeça do povo brasileiro, que já não é muito fã da sua própria língua. Hoje eu recebi um e-mail que, assim como a manchete do formigayro, faz rir, mas não podia.
Eis algumas das pérolas:




Como se não bastasse, a brava gente brasileira adora falar um gringuês:



E também são muito ligados nos astros internacionais:

Não entendeu essa? Pensa um pouquinho.
Mas uma coisa é certa, esse povo sofrido e carente tá sempre disposto a ajudar. Até pro meu pai eu achei uma saída:
















