Melissandinho

melissas

Uma porcentagem da minha alma é dedicada à futilidades. Sabe cumé, pra manter o equilíbrio da coisa.

Por exemplo, depois de uma longa e prolixa dissertação sobre antropologia religiosa, o sujeito necessita de pelo menos um capítulo de The Oc na veia.  É isso, ou Prozac.

Ontem mesmo, depois de deixar a agência às 21h30, eu cheguei em casa, e me deixei cair sobre um puff gordinho, com uma barra de chocolate na mão, e assisti um programa inteiro na MTV, que não dizia nada, sobre porra nenhuma. Um tal de 15 minutos. Porque às vezes, minha cabeça não quer pensar, apenas fingir que está ouvindo.

E nessa categoria se encaixam coisas como qualquer programa de fofoca do E!, America’s Next Top Model e assinar o feed RSS do The Superficial. Descanso celebral instantâneo. Mas essas pelo menos são de grátis, outras já me fizeram gastar vários dinheiros, como a revista Capricho. Santamariadaserra.

Mas lá em cima, no topo da lista de futilidades necessárias, no pedestal, nas nuvens (chega), estão elas: as Melissas.

Tá caro? Foda-se. Já tenho parecida? Foda-se. Todo mundo já tem? Tá, aí não. Tá MUITO caro? Foda-se. Eu sou apaixonada por essas malditas desde que ambas éramos inhas. Quem zoar, morre.

E justo na época em que EU virei gente grande (já avisei, mancebo) elas voltaram com tudo, e PRA gente grande. Um lado do meu ser comemorou horrores. O outro entrou em depressão. O do bolso. Porque eu costumo querer a coleção inteira, todo ano. Eu disse querer. E querendo tanto, eu já cheguei a participar de várias promoções pra ganhar as ditas cujas.

Por isso fiquei tão orgulhosa em ser uma das porta-vozes (weird) da nova campanha, As viagens de Melissa. Agora pára tudo, zeromeia.

Se você é menina, óbvio que também gosta de Melissa. Se é homem, óbvio que sua namorada/filha/irmã/amiga gosta de Melissa. Então ME OUVE.

Manda ela entrar AQUI, e mandar a história dela. AGORA.

"Mas pra quê? Pra ganhar uma Melissa!?". NÃO. Pra ganhar uma viagem pra Neeew York, biatch! Não entendeu? Eu arrepito: Neeeew York, biatch!

Não entendeu!? Entra aqui e manda o texto logo, porra.

E tem um detalhe, ENORME.  Após fazer o seu cadastrinho, e enviar o seu texto que vai te mandar pra Neeew (chega), vai ter uma listinha linda da mãe, com os nomes das porta-vozes. Daí você CLICA NI EU. Isso mesmo, diz que fui eu quem te mandou lá, que eu vou ganhar um Sony Vaio! :D

E pô, vocês são em pelo menos 900 aí, se uma leitora minha ganhar, eu prometo que juro que dedico um espaço aqui no Substantivolátil pra ela mandar bala e contar como foi a viagem!

Bóra, raparigas!

E se vier me falar de post patrocinado, vou te mandar falar com a sola da minha Melissa nova. Tenho dito.

Turistando e rodando em SP - Parte 8325453

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Dessa vez, por Maira Bottan

Estudo na ETec Polivalente de Americana e na grade escolar temos uma matéria chamada PROJETO. Portanto, é obrigatório apresentar um projeto, sendo esse de qualquer merda.

Funfa assim: um grupo de no máximo 5 alunos, um tema qualquer que agrade a todos e um saco vazio pra estar cheio no final do ano.

Disso, saiu o projeto "Uma mistura explosiva?", sobre a mistura de refrigerante de cola light e bala m. Ou Mentos e Coca-cola Light. Como você preferir, não a Coca.

Já que tínhamos lutado o ano inteiro e já que estávamos com o troço em mãos (eita), nos inscrevemos para a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), que rola na USP. E não é que foram gente fina e nos enfiaram no meio da paçoca?!    

Então semana passada, fizemos nossas malas, pegamos o único professor que nos apoiou e fomos embora lavar os pés vermeios na garoa da Capitar!

E por falar em garoa… pegamos foi uma baita chuvinha lazarêtcha! Agora perguntem pra anta que vos fala: mas você levou roupa de frio e guarda-chuva, não é mesmo? é São Paulo! E a anta que vos fala responde: Não.

O resultado da falta de roupa foi um empréstimo muito dos grandes. Coitada da minha colega de quarto. Só faltou pegar as meias da manceba.

Mas o guarda chuva? Não tinha guarda-chuva. E aí que:

Mulher é mulher, cabelo de mulher é cabelo de mulher. De que me adiantava ter um secador no meu quarto se 5 minutos na rua destruiria todo o meu trabalho?!  Então veio a brilhante idéia de uma cabeça de girico: O hotel colocava todos os dias no nosso banheiro toucas de banho…

Ohhh yeah baby! Cinco meninas de toucas de banho andando pela Paulista.

Problema de roupa e cabelo resolvido, veio o próximo: o ônibus pra USP saía às 9h30, e a feira era às 13h30! Ninguém quis ficar esse tempo todo boiando por lá e decidimos pegar um táxi.

A idéia era ótima, porém a USP era longe, ia ficar caro e estávamos em 13 pessoas.

Mas poxa, a idéia era ótima! Então alugamos uma Zafira, onde couberam as 13 pessoas, mais o motorista!

E como diabos fomos? Três (contando o motorista) na frente – um deles quase sentando no câmbio, hohoho – cinco atrás e…e.. seis pessoas no porta malas! E os menores sempre se fodem! Eu, como sou portátil feito o Bulbassauro, fui um deles. Mas pra quem dormiu numa trilha de jipe, dormir num porta-malas lotado não é nada de mais. Sim, eu dormi.

E pra voltar da feira era uma desgraça. O ônibus parava muito longe! A única coisa que nos consolava era saber que no primeiro dia havíamos feito um caminho bem maior (era impossível achar a merda do hotel) e com malas na mão.

"Mas essa viagem foi uma merda?"

Não, pois tivemos a honra de viajar com um professor que é um amigão! Bord, obrigada por nos apoiar, nos levar pra tudo quanto é canto possível em Sumpaulo e, principalmente, por ter contado os podres dos outros professores. Foi como abrir um novo horizonte. Pois mesmo quando eu estiver tomando bronca deles, sempre surgirá um sorrisinho maldoso no meu rosto.

Táxi - 70,00
Diária do hotel - 60,00
Descobrir que os professores que mais falaram merda de você o ano inteiro foram hippongos em TODOS os sentidos: NÃO TEM PRE-ÇO!

[Nota da Bottan 1: tendo estudado no mesmo colégio, também fiquei muito satisfeita ao saber que aquela maldita de História não tomava banho. Resta saber como usar essa informação.]

Movimento pelo movimento

congestionamento 

Quando me mudei pra Sumpaulo, tudo me parecia lindo, pois eu estava afetada pela ainda recente mudança de ambiente, de vida e blablablouss. Inclusive o trânsito não era tão ruim quanto eu sempre havia pensado, isso devia ser coisa de nego invejoso que não podia morar nessa maravilha de cidade que tem tudo que..

Tá, daí acabou a PRIMEIRA semana de JANEIRO, as pessoas todas voltaram das FÉRIAS, um pouco depois as crianças voltaram pras AULAS, ou seja, todos voltaram para as suas vidas normais, e eu caí da cama:

Masquetrânsitodosinfernospelamordedeeeeus, gente!

Morando longe do metrô e dependendo do chacoalho do busão todo santo dia, cheguei a pegar quase DUAS HORAS de engarrafamento, e EM PÉ. Esmagada, moída, torcida e tendo que dar cotoveladas em velhos tarados. Oh, céus. Maldita isenção.

E é por essas e outras, que qualquer paulistano que se preze, precisa dar umas boas buzinadas no blog Movimento pelo movimento, já que somos bichinhos de Deus e não vamos fazer estardalhaço na rua pra embananar ainda mais o troço.

Você pode deixar suas opiniões e resmungos por lá, onde, quem sabe, faça alguma diferença. Porque, a não ser que o mancebo use isso como desculpa constante pra chegar atrasado no serviço, ou então viva a quatro quadras do tronco (hehe), eu duvido que esteja contente com a atual situação transicida.

Além do mais, ao menos lá ninguem vai te meter um trezoitão na fuça, mano.

Ps. <pai, não leia>Paulistanos, será que vocês nunca vão saber o que é pegar 90km/h numa avenida!?</ pai, não leia>

Ps². Esse post NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃ (respira) ÃÃÃÃÃÃÃÃÃO é patrocinado. :)

Literalmente literal

ChutandoBalde_Final

Realiza:

A classe conversa alto e ri descontroladamente. Aquela zona maldita de primeiro ano do ensino médio. Eis que o professor de matemática mais temido num raio de 900km, um bigodudo encanado, chega.

Ele pára, olha em volta, a classe engole os gritos, temendo pela vida. O professor caminha até a própria mesa, abaixa, procurando algo. Ao levantar, tem o algo nas mãos: um balde.

Caminha tranquilamente até o meio da sala de aula, colocando o balde no chão. Dá uns passinhos de ré. De repente, engata a primeira, e após uma corridinha, mete um chutão no balde.

Foi a porcaria de cena que uma acéfala me fez imaginar quando parou atrás de mim na fila da cantina e disse: "Nossa, hoje a classe estava fazendo tanta bagunça, que o Mauro chutou o balde, literalmente!"

Porque, às vezes, é necessário fazer bonito, bem. E depois de mandar a bela palavra que enfeitou feito cereja a sua frase, o sujeito empina o nariz e suspira, com aquele ar de missão cumprida. Sem saber a merda que acabou de falar.

Fiquei (figurativamente) chocada, ao checar o assunto uébafora:

Sendo mais que breve, afinal os vossos sacos, tanto figurativamente quanto literalmente, já devem estar para lá de Badgá.

Só espero que o infeliz esteja ainda ligado ao dito, apenas numa viagem a negócios, ou algo que o valha.

O mundo está literalmente perdido.

Também, nesse universo tão grande, com essas estrelas atrapalhando a visão, pô.

O fato de poder navegar em literalmente qualquer lugar, e melhor ainda, com uma conexão estável, não tem preço.

Não mesmo. Na Paulista, por exemplo, já pensou? E nem precisa navio, só uma lanchinha já bastava.

As três próximas, inacreditavelmente, estão no mesmo texto:

Terminei a prova, literalmente voando.

Ao menos conseguiu entregar, antes de sair pela janela?

Então fui checar a fila, que literalmente dobrava quarteirões.

Putaquepariu, então eu perdi a porra da passeata de mutantes do Smallville?

Terminou o show e saí literalmente MORTO (…)

Devia ter escutado a tua mãe quando ela disse que ficar no meio da muvuca era perigoso. E viva a psicografia, que nos permite bater um papo contigo depois do ocorrido, né, mancebo?

Agora eu quero ver o texto com o maior número de comentários da história. Está oficialmente ( e figurativamente²) lançada a campanha "Pelo bom uso do literalmente" (sim, como no Orkut - e eu participo dessa comunidade desde SEMPRE). Postem a pérola mais maldita envolvendo o pobre literalmente que seus ouvidinhos já puderam presenciar, seguidas de um adjetivo criativo (ou não) para a ameba azul do mato que a proferiu.

Vamos salvar o português do assassinato. E terminar com um literalmente aqui seria emocionante, mas errado.

Orgulho Amélia

wecandoit

Quando criança, eu era fascinada por todo e qualquer tipo de adultice. Dirigir, trabalhar, fumar, fazer compras, tudo me parecia tããão chique. E as minhas melhores histórias foram motivadas por essa mente precoce.

Eu tinha um aterrorizante costume por volta dos 4 anos de idade: fugir. Aterrorizante pro coitado que estivesse incumbido de vigiar a minha minúscula pessoa, pois pra mim, era só aventura. Eu corria desembestada portões afora, rumo à liberdade que ia me permitir fazer tudo aquilo que eu achava emocionante. Numa das fugas, me encontraram no mercadinho da rua de cima, com uma  cestinha em mãos. Bolachas, chocolate, e mini absorventes íntimos. Porque aqueles eram do meu tamanho, bem.

Enfim, no meio das coisas admiradas estavam - óbvio - os afazeres domésticos. Aiminhanossa, QUE legal era aquilo! Cozinhar, lavar louça, lavar roupa! Aiaiai Yukito!

E nessa admiração louca e selvagem, eu vivia querendo ajudar. Mas só me deixavam tirar o pó das coisas, fato que me deixava assaz emputecida.

Um dia eu decidi lavar a louça. Dane-se. Estava sozinha em casa, iam chegar e me admirar eternamente. Peguei um banco, subi (uia), e fui me completar como mulher. Aos 6 anos. Olhei pro lado e lá estava ele, a bela louça branca reluzindo, meu amigo das horas de desespero: o filtro d’água (vaso sanitário em cima da pia NÃO). Então tive uma idéia que ia enaltecer homericamente a minha pessoa perante todos e para todo o sempre: botar água no troço.

O que eu consegui foi derrubar aquela porra de cima da pia. Espatifou no chão, e eu chorei sozinha por meia hora antes de criar coragem de ligar pra minha mãe. Patético.

Enfim, alguns anos mais tarde, eu me lembrava dessas coisas com um ódio mortal enquanto limpava o banheiro sob ameaça de não sair no final de semana caso o serviço estivesse malfeito. E durante muito tempo, uma palavra era sinônimo de terror, pra mim: faxina. Nessa época, eu até perdi o gosto pela sexta-feira. Virou um dia amaldiçoado.

E quando saí do estúdio onde trabalhava pra ficar um ano em casa cuidando deste querido blog, que ainda usava fraldas, passei a cozinhar para a minha família. Virei a Amélia oficial do meu lar interiorano. Uma diarista não remunerada. Mais ódio. Ódio com azeite e Sazon.

O que eu não podia adivinhar é que todo esse ódio ia valer a pena quando eu tivesse que cuidar sozinha do meu próprio traseiro. Os próximos parágrafos são dedicados à senhora minha mãe:

Mãe, muito obrigada por através de muito trabalho escravo me transformar num às das panelas e dos afazeres domésticos. Graças à você, eu sou uma dona de casa foda, e uma cozinheira mais foda ainda. Valeu mesmo! :D

Mas não posso esperar pra te ver lavando talheres na MINHA pia.

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