Cada macaco no seu galho

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De um tempo pra cá, virou moda artistas de TV mesmo os nem tão artistas assim terem um blog. Uma boa tática de marketing, creio eu, pois é uma forma de se mostrar acessível aos fãs e também de mostrar a carreira/vida pessoal de uma ótica diferente da mostrada pela mídia. Informações antes impessoais agora tornam-se pessoais e próximas, aumentando as chances de se ganhar a simpatia do público. Por exemplo, todo mundo fala muito da Luana Piovani porque ela é uma porra-louca, mas o blog dela (dividido em duas partes) é razoável, fala muito sobre cinema, teatro e livros, e não é irritante nem força uma simpatia falsa, e ao que parece ela tem mais na cabeça do que costuma mostrar. Seguindo uma outra linha, mas também razoável é o da Wanessa Camargo, que fala muito sobre o trabalho e responde perguntas de fãs. Sem muita frescura e babaquice. Esses seriam exemplos, digamos, bem sucedidos de blog como estratégia marketeira. Só que às vezes o tiro sai pela culatra.

Eu comecei a elaborar esse post quando vi o blog da Fernana Lima. Gaúcha bonitona, chique, modelo, atriz (não muito boa, mas é), e a gente pensa: “Deve ser uma guria culta, inteligente..” ledo engano julgar o conteúdo pela embalagem leitores.. ledo engano. Arregalei os olhos ao ver a moçoila escrever sombrançelha, com cedilha, trãnsito, ou falar do fucinho do cachorro dela. Como é que é!? Pois é.

Seguindo com o festival de pérolas, temos Kelly Key, com o típico blog miguxa daqueles que você tem vontade entrar dentro e metralhar todos aqueles gifs idiotas de princesas e bichinhos, que por sinal combinam prefeitamente com as fotos da moça seminua.

Mas master master master of puppets mesmo é o da Carla Perez. Já começa com uma mensagenzinha pop up de “Bem vindo ao meu blog, Jesus te ama!” e em seguida você dá de cara com isso:

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O resto é história.

Uma páscoa de Murphy

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Mais um feriado prolongado. E daí que é sexta-feira santa, a gente quer mais é ir pra praia, fazer churrasco e beber cerveja! É por isso que as desgraças acontecem. Mudarei de idéia quando capotar um ônibus lotado indo para Aparecida do Norte. Hereges!

Mas o meu problema não é castigo, eu não comi carne. É o Murphy, amigo de longa data, que insiste em me aparecer nos feriados prolongados.

Começou na quinta, quando eu esqueci um maldito vestido de míseros 200 reais numa loja de sapatos lotada, no centro da cidade. Felizmente, Murphy julgou ser sacanagem demais, e uma alma bondosa guardou o dito nos achados e perdidos.

Mas o sábado foi demais pra mim. Logo depois de encontrar o vestido - único evento de sorte do dia - voltei pra casa e tive que fazer a faxina que não havia sido feita na sexta (blogueiras também limpam a casa). Na hora de lavar o quintal, choveu. Lavei na chuva mesmo, pois estava com pressa pra terminar. Obviamente, assim que coloquei o pé dentro de casa, a chuva parou. Bingo Murphy!

À noite, eu, o Mobilon, e outras pessoas fomos assistir 300. Ingressos esgotados, não nos demos por vencidos e fomos ao shopping. Sentamos na praça de alimentação e pedimos uma “torre” de chopp. Estavam todas ocupadas. Enrolamos uns 15 minutos, e quando levantamos pra ir embora, adivinhem? A torre. Fomos embora.

Brasileiros que somos, fomos ao boliche numa última tentativa de salvar a noite. Véspera e feriado, as pistas são mais caras. Legal, “mas vamos encarar, já estamos aqui mesmo”. Não passava cartão. Juntamos os trocos e só dava pra pista. ‘Bora procurar um caixa 24 horas! Na primeira opção, o estabelecimento havia acabado de fechar e a atendente legal não deixou a gente entrar e tirar o dinheiro. Na segunda opção, o caixa estava fora do ar.

O boliche estava vazio e muito provavelmente mais nenhuma alma entraria naquele lugar, ainda assim, não permitiram que a gente tomasse uma maldita lata de cerveja comprada em outro local. Fomos embora novamente, era hora de desistir.

Ao chegar em casa, o Mobilon me pede o documento do carro, que estava na minha bolsa.

Minha espinha congela quando enfio a mão na bolsa e não há documento lá. Voltamos à todos os lugares citados anteriormente, em busca do vale encantado documento perdido. Nada. E todos os lugares eram realmente longe da minha casa.

Não havendo o que fazer, às 2 e meia da manhã, voltamos pra casa outra vez. Exausta, ligo o pc e vou pegar uma presilha na bolsa, quando encontro o documento escondido num compartimento secreto. Murphy colocou ele ali. Precisarei de muito chocolate pra me recuperar dessa Páscoa.

E só me resta uma certeza. Ano que vem, eu vou malhar o Murphy.

This is Spartaaaaaaaa! - Satirizando o filme 300

O rei Leônidas é um cara forte e corajoso. É ele quem comanda o exército que destruirá Rodrigo Santoro (mais ou menos por aí) :

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Tem muito mais de onde veio este:

Darth Vader Show do Milhão O iluminado

WoW Michael Jackson Das necessidades fisiológicas

Macarronadaaaaa! Um jantar no inferno Mapa

Porcamente tirado daqui. Divirtam-seeeeeeeeee!

Amado Mestre!

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Eu sempre tive uma relação de amor e ódio com professores. Amor porque eu sempre gostei muito de aprender, e sempre fui uma ótima aluna, com ótimas notas. Ódio era o que eles sentiam por ter que me dar as ótimas notas. Explicarei melhor.

Segundo relatos, um belo dia, aos 3 anos e meio de idade, eu voltei da creche meio incomodada, ao descobrir que minha melhor amiga sabia ler, e eu não. Ao chegar em casa, soltei um “ela sabe, também quero”, e me tranquei no quarto. Em menos de dois meses, eu lia as faixas ao contrário na rua. Fato verídico, perguntem aos búzios.

O ponto chave dos professores com relação à minha pessoa era o seguinte: eu era autodidata, geralmente estava à frente dos outros alunos, e isso infernizava a vida deles. Eu acabava todas as tarefas rapidamente e atrapalhava o resto da classe. Diz a lenda, que na 1ª série, a professora deixou a sala por 5 minutos, e ao voltar, presenciou a seguinte cena: uma minúscula criança loira dançando em cima da mesa dela, com o resto dos bacurís dançando em volta, no chão. A criança era eu, obviamente.

Já o meu problema com relação a eles era falta de confiança. Ao longo da minha vida, tive várias provas de que eles nem sempre sabem o que estão dizendo. Vou citar três dos piores exemplos de mestres pelos quais passei:

Seu Romeu. Esse sujeito era estranho. Um cara com um tremendo descontrole emocional, que odiava não só a mim, como a todos os alunos, sem nenhum motivo aparente. Apenas por existirmos. Vivia dizendo que odiava ser professor, mas já o era há anos, e continua sendo.

Uma vez, ele desapareceu com uma prova e um trabalho para que eu não fosse aprovada. Como eu havia feito os dois, o caso foi parar na direção, eu chorava e jurava que ambos haviam sido entregues, assim ele acabou tendo que apresentá-los diante de meus pais e da diretora, e naquele momento, eu tive a impressão que ele desejou a minha morte. Jamais entenderei tal acontecimento. Talvez Chuck Norris explique.

Silvana. Mais conhecida como Zoraide, pela semelhança física com a personagem da novela Global. Olhava pros alunos com cara de nojo, e vivia limpando o ouvido com a ponta da chave do carro. Ugh! Eram tantas as pérolas, que o pessoal fez até um site pra ela. Sua expressão mais famosa era a “ONG não governamental”. Os conceitos eram MB (muito bom), B (bom) e I (insuficiente), e ela costumava dizer que MB podia significar I e vice-versa, de acordo com a vontade dela.

O terceiro exemplo é mais recente. Aconteceu ontem na faculdade, e dessa vez eu vou poupar a identidade do cidadão que, querendo nos ensinar termos de tecnologia em inglês, tentou explicar (sem sucesso) o que seria “bluetuth“, e se embananou com o Firewall.

Felizmente, em seguida ele se corrigiu, escrevendo na lousa em letras garrafais, para que os 60 alunos da sala nunca mais esquecessem, o que vinha a ser tal expressão:

-Na verdade pessoal, o Firewall nada mais é do que um SOFTER.

Seria perfeitamente compreensível se metade da classe desistisse do curso. Incluindo eu mesma.

Apenas uma pequena observação

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Sabe aquela história de não confundir idiossincrasia com índio sem casinha?!

Então, parece que esse negócio de notícias em primeira ponta de unha do primeiro dedo da primeira mão (ahn?!) que seria o maior atrativo da imprensa on line, anda fazendo com que os redatores de grandes portais esqueçam que antes de tudo, eles tem que dar notícias.

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